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Ses ve Görüntü Tespit Eden Belge

BÖLÜM 1: CEZA YARGILAMASINDA DELİLLER

1.3. Delillerin Fonksiyonları

1.4.2. Belge Delili

1.4.2.3. Ses ve Görüntü Tespit Eden Belge

Para que o professor possa usar o computador como uma ferramenta pedagógica é preciso que ele saiba como fazer isso. Entretanto, esse conhecimento não é um pré-requisito, mas sim algo que pode ir se construindo ao longo das atividades. As dificuldades apresentadas pelos professores em relação ao conhecimento e ao domínio do computador precisam ser identificadas e trabalhadas no próprio desenvolvimento do curso, tão logo se perceba a sua existência. Segundo Almeida (1999), nenhum curso ou oficina de formação deve se restringir à exploração ou domínio de determinado recurso (linguagem de programação, aplicativos ou outros). O objeto de estudos é o uso pedagógico de cada recurso (p. 112).

Durante as entrevistas, procurou-se levantar mais as informações sobre conhecimentos de domínio do computador que as professoras tinham antes e depois do desenvolvimento do curso, para que se pudesse ter uma noção sobre as aprendizagens desenvolvidas ao longo do curso em relação ao uso desse equipamento. Os objetivos do curso de formação estavam relacionados ao domínio do computador e de softwares aplicativos para o uso dessa tecnologia na prática pedagógica. Os depoimentos revelam que a maioria das professoras já utilizavam o computador e demonstravam preocupação com o domínio dessa tecnologia,

Sabia o básico, muita coisa não dominava de jeito nenhum; sabia entrar no Word, ligar e desligar …foi uma novidade o PowerPoint que a gente viu, nossa isso para mim foi bem novo …internet para mim é novidade até agora, embora tivesse computador em casa eu não tinha internet e só agora que eu comecei a usar a internet. (Professora P1 - Entrevista realizada em 08/04/04)

Eu não sabia nem ligar e desligar o computador, mas aqui na biblioteca eu me vi obrigada a fazer isso, então eu comecei a aprender algumas coisas, mas eu aprendi muito pouco, ai com o curso eu acho que de certa forma eu tive menos medo de mexer, então eu mexo, eu não vou dizer que eu sei, porque eu não sei usar todos os

recursos do computador e acho que eu nunca vou saber, eu me viro de uma forma mais tranqüila. … Usar a internet eu já usava, mas acho que hoje eu sei mexer melhor, tem coisas que eu pego da internet e passo para o Word, aprendí a selecionar [copiar conteúdo da internet], coisa que eu não sabia fazer nada disso, eu era realmente analfabeta, hoje eu sou assim, semi-alfabetizada. (Professora P2 - Entrevista realizada em 13/04/04)

As professoras P2 e P4 declararam ter poucas habilidades em relação ao uso do computador, resumindo-as a algumas poucas funções como ligar o computador, abrir o editor de texto Word, copiar, colar, imprimir textos, usar uma tabela de forma muito simplificada. Algumas declararam também usar minimamente a internet para pesquisas ou entretenimento. As professoras P1, P3 e P5 demonstraram um domínio um pouco mais aprofundado sobre o uso do computador, como no seguinte relato:

uso alguns programas como o Word e o Excel, que eu aprendi sozinha, tateando, faço algumas planilhas simples, digito e modifico textos e outras coisas mais no Word. Acho que isso é básico para mexer no computador, também sei mexer em alguns jogos, no Paint, apesar de não saber quase nada dele. (Professora P1)

Valente (1998) ressalta a importância dos cursos de formação na área de Informática na Educação por propiciarem experiências para os professores implementarem o computador como parte das atividades desenvolvidas na sala de aula, afirmando ser necessário acontecer, na própria escola, um processo de formação continuada. Essa experiência é denominada pelo autor de construcionismo contextualizado46.

Essa proposta de formação também é defendida por Prado (1999b) pelo fato de facilitar, de recontextualizar os conhecimentos construídos pelo professor no curso com a sua prática pedagógica. A autora explica que essa recontextualização significa

integrar as ferramentas computacionais aos conteúdos específicos, dar "vida" aos fundamentos teóricos educacionais e criar dinâmicas que permitam lidar ao mesmo tempo com os compromissos do sistema de ensino e as inovações oferecidas pela

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Construcionismo pelo fato de a construção do conhecimento se basear na realização concreta de uma ação através do computador, criando um produto concreto e sendo de interesse de quem o realiza. Contextualizado no sentido de o produto estar vinculado à realidade da pessoa ou do local onde será feito e utilizado.

tecnologia. [...] É, exatamente, este tipo de conhecimento que propicia ao professor compatibilizar aquilo que aprendeu no curso com as necessidades reais de seus alunos, bem como, os objetivos pedagógicos que deseja atingir (p. 1-2).

Na proposta do curso, havia a preocupação com a questão do domínio da máquina, e percebeu-se que ela se apresentou em diferentes níveis para cada professora, porém, elas tinham clara a importância de ter domínio sobre os recursos do computador, para promover o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos em um ambiente informatizado.

… depois de termos feito o curso, eu acho que abriu um pouco mais os horizontes, deixou a gente com outras idéias, então, por exemplo, hoje eu já consigo sentar no computador, as crianças já trouxeram uns CDs com imagens sobre o sistema solar, coisas que eu estava estudando, então foi uma coisa mais tranqüila porque você tem um entrosamento melhor com a máquina, não precisa de alguém sempre ao seu lado para você fazer qualquer coisa muito simples, então você começa a ver outras importâncias, outras ajudas que o computador pode estar dando. (Professora P3 - Entrevista realizada em 13/04/04).

Todas as professoras possuem computador em suas residências, e a principal finalidade a que se destinava era para pesquisas dos filhos na internet, ou até mesmo de algumas professoras que fazem uso das pesquisas no planejamento de aulas; também o usam para digitar textos, provas, trabalhos e notas. Algumas utilizam para troca de e-mails com outras pessoas. Foram inquiridas sobre como elas consideravam sua interação com o computador, e a maioria declarou ter certa dificuldade no uso, apesar de considerarem uma ferramenta importante nos dias atuais.

…tem coisa que eu não sei mexer; eu sei que o computador tem muitos recursos para a gente estar utilizando, …sempre achei que ele teria grande importância. … evolução que a gente tem ai e é por isso que eu falo a gente tem que estar sempre mexendo porque senão fica atrasado em termos de computador, por que todos os dias têm coisa nova. (Professora P1 - Entrevista realizada em 08/04/04)

…eu era totalmente analfabeta, hoje eu sou semi-alfabetizada, então eu me viro com ele, se você me pedir uma coisa que requer algo mais elaborado, alguma técnica, eu vou te dizer: Eu não sei fazer, mas para o que se usa aqui junto com as crianças, eu me viro bem. (Professora P2 - Entrevista realizada em 13/04/04)

Eu acho que sou ainda meio devagar com ele, mas acho que é por conta dessa ‘acomodação’ de que tem sempre alguém me ajudando perto, então eu acho assim é mais difícil, mas por conta da acomodação. (Professora P4 - Entrevista realizada em 19/04/04)

A maioria das professoras demonstrou ter dificuldades para lidar com o computador, apesar de terem algum conhecimento prévio de como utilizá-lo. Elas manifestaram o interesse em aprender a utilizar o Word. No primeiro módulo do curso estava prevista uma introdução ao Windows e, nesse módulo, seria visto um pouco de editor de texto, porém, o editor que se planejara utilizar seria o WordPad. Entretanto, optou-se por utilizar o Word para as explicações da apostila, por entendermos que seriam mais proveitosas essas atividades às professoras, pois tinham alguns conhecimentos básicos sobre esse aplicativo. (Diário nº 5, p. 1).

Dessa forma, procurou-se aproximar o curso às necessidades das professoras, pois o processo de formação deve ocorrer juntamente com a prática, em atividades que integrem o domínio dos recursos computacionais com a prática de uso do computador. Naquele momento, identificou-se o uso do Word como uma necessidade daquelas professoras, na elaboração seja de provas, de tabelas, seja de apostilas, etc.

Para Valente (1998), a formação do professor precisa fornecer condições para que ele reflita e depure o seu conhecimento em todas as fases pelas quais passará ao inserir o computador na sua prática, ou seja, conhecer diversos softwares e como eles podem propiciar a aprendizagem, saber como interagir com seus alunos e com a turma, desenvolver um projeto de como integrar o computador à sua disciplina.

As professoras demonstravam preocupação em saber lidar com essas novas tecnologias, em especial o computador, para poderem trabalhar melhor com seus alunos e reconheciam que muitos desses alunos sabiam muito mais sobre o computador do que elas. Entretanto, aparentemente isso não era visto como um problema:

… um problema que existe é essa diferença entre o aluno e o professor, ele, o aluno, vivendo na era da informação e o professor vivendo ainda antes dessa era, correndo atrás não sei do que. Isso pra mim é uma grande coisa, e isso é uma barreira para o professor, porque é difícil correr atrás do prejuízo e isso acaba desestimulando e desestimula por outro lado porque o equipamento que era de última geração ontem, hoje já não é mais, então aquele de ontem já é obsoleto, então você já acaba não entendendo de computação porque o novo tem mil coisas que você não sabe fazer, você nunca vai chegar lá então acaba ficando uma coisa desestimulando, não desinteressante, mas desestimulante. Você só fica naquele básico e acabou … eu acho que apesar de a criança ter esse “domínio” sobre a máquina, eles ainda não têm um olhar crítico sobre as coisas, de saber peneirar o que é válido e o que não é valido, eles também tem muito que aprender e é ai que o professor entra, ele tem essa função só que não tem o domínio da máquina. É um desencontro total (Professora P2, Diário nº 5, p. 5).

Eu acho que os professores teriam que ser capacitados não só para o uso dessa tecnologia da informação, mas também para que eles pudessem também aprender a fazer alguma ação do que eles já desenvolvem com essa tecnologia … mesmo com os alunos maiores eu não sinto que eles menosprezam o fato de nós não sabermos mexer com o computador e eles até nos ajudam muitas vezes. (Professora P2, Diário nº 5, p. 6).

O professor deve conhecer os potenciais educacionais do computador, sendo capaz de alternar entre atividades informatizadas e não informatizadas de ensino e aprendizagem. Segundo Valente (2001), para conseguir integrar a informática nas atividades pedagógicas, a formação do professor precisa alcançar os seguintes objetivos: propiciar condições para ver o computador como uma nova forma de representar o conhecimento, buscando novas idéias e valores; possibilitar vivências que contextualizem os conhecimentos construídos; propiciar situações que contribuam para construir seus conhecimentos sobre as técnicas computacionais; entender o porquê e o como integrar o computador na sua prática e ser capaz de superar barreiras administrativas e pedagógicas; criar circunstâncias para conseguir recontextualizar o que aprendeu, as experiências vividas durante a formação para a sua realidade de sala de aula.

É importante que o curso propicie aos professores momentos de imersão na prática pedagógica com uso do computador. Ou seja, cada professor deve ter a oportunidade de atuar como observador e como mediador de seus alunos, explorando o computador no desenvolvimento de projetos, quando empregam diferentes recursos computacionais.