BÖLÜM 2: MUKAYESELİ HUKUKTA BİLİŞİM SİSTEMLERİNDE ARAMA VE ELKOYMAARAMA VE ELKOYMA
2.2. Avrupa Konseyi Siber Suç Sözleşmesi Kapsamında Bilişim Sistemlerinde Arama ve ElkoymaArama ve Elkoyma
2.3.2. Bilişim Sistemlerinde Arama Kararına Bağlı Olarak Arama
Uma vez identificados os vários segmentos de clientes que serão atendidos pelo sistema logístico da empresa e definido o nível de serviço a ser provido para cada um destes segmentos, deve-se utilizar as informações e definições elaboradas nestas duas primeiras etapas para pautar as decisões a serem tomadas no âmbito das diversas atividades compreendidas pela logística.
BALLOU (1999) apresenta três áreas de planejamento dentro da logística, relativas à localização de instalações (projeto da rede), às decisões de estoques e ao transporte. Estas atividades logísticas constituem o que o autor chama de “triangulo da tomada de decisão logística”, e deveriam ser planejadas conjuntamente. Além destas três atividades, pelo menos mais duas áreas devem ser consideradas: (1) armazenagem, manuseio de materiais e embalagem, e (2) gestão das informações logísticas.
Segundo o mesmo autor, as atividades de gestão de transporte, estoques e informações, além do projeto da rede, são consideradas atividades logísticas chave, ao passo que armazenagem, manuseio de materiais e embalagem podem ser consideradas atividades de suporte.
Projeto da rede logística
O projeto da rede pode ser considerado uma das principais atividades logísticas, uma vez que a estrutura de instalações é utilizada para oferecer os produtos e serviços aos consumidores. Instalações logísticas típicas compreendem plantas de produção, depósitos, operações de cross-docking, e lojas de varejo. Determinar quantas instalações (e de qual tipo) são necessárias, suas localizações geográficas e o trabalho a ser desempenhado em cada unidade é uma porção representativa do projeto da rede (BOWERSOX & CLOSS, 1997).
É também necessário atribuir estocagem a pontos de suprimento, bem como atribuir pontos de estoque para atendimento da demanda. Encontrar as atribuições que permitam consistentemente atingir os níveis de serviço acordados, ao custo desejado, é a essência do projeto da rede logística.
A importância do projeto da rede decorre dos altos investimentos envolvidos, e dos profundos impactos que as decisões de localização têm sobre os
custos logísticos (FLEURY, WANKE & FIGUEIREDO, 2000). Mesmo frente a esses altos investimentos, as decisões tomadas nesta esfera necessitam ser periodicamente revisadas, uma vez que alterações nos requisitos dos clientes, nos esquemas de fornecimento e no portfolio de produtos geram a necessidade de revisar a localização e as atribuições de estocagem das diversas instalações da empresa.
Gestão de estoques
Os requisitos de estoque de uma empresa dependem da estrutura da rede e do nível de serviço ao consumidor: o objetivo é atingir o nível de serviço desejado comprometendo o menor número possível de estoque, buscando o menor custo total. Tanto o excesso quanto a falta de estoques podem ser resultantes de deficiências no projeto da rede logística, e de práticas inadequadas de gestão.
A lucratividade das empresas pode ser melhorada aumentando-se o volume de vendas ou reduzindo-se os custos de operação (aqui inseridos os estoques). Aumentos nas vendas podem ser possíveis se maiores níveis de estoque levarem a maior disponibilidade do produto e a níveis de serviço mais consistentes. No entanto, baixos níveis de estoque podem reduzir a freqüência na completude dos pedidos e resultar em perdas de vendas. Segundo BALLOU(1999), embora seja uma tarefa complexa, é essencial definir o nível de disponibilidade e os locais de estocagem para atender o nível de serviço adequado e não gerar perda de vendas.
Embora uma série de filosofias (Just In Time, Total Quality Management, Melhoria Contínua) pregue a eliminação de desperdícios e conseqüente redução de estoques, as incertezas na demanda e na oferta, os ganhos de escala em transporte (através da consolidação), e a sazonalidade de produtos tornam complexa a atividade de redução de estoques dentro da cadeia de suprimentos.
Uma das propostas no sentido de garantir disponibilidade e controlar a proliferação de diferentes produtos (e seus estoques) é o conceito de padronização, que tem sido aplicado na logística como forma de como prover ao mercado a variedade que os clientes desejam, sem aumentar dramaticamente os custos logísticos.
A padronização visa controlar a variedade de peças, suprimentos e materiais que devem ser manuseados no canal de suprimento, por meio do uso de peças
intercambiáveis, da modularização dos produtos, e rotulação dos mesmos produtos sob diferentes marcas.
Concluindo, a gestão de estoques possui caráter fortemente relevante dentro do envolvimento estratégico da logística, buscando mitigar custos, viabilizar vendas e corretamente explorar as potencialidades da rede logística.
Gestão de transportes
A gestão de transportes é uma das principais atividades logísticas, na visão de FLEURY, WANKE & FIGUEIREDO (2000). Além de representar a maior parcela dos custos logísticos na maioria das organizações, o transporte tem papel fortemente relacionado com as utilidades de tempo e lugar mencionadas na seção de relevância estratégica. Dado o objetivo da logística, o transporte é fundamental para que o produto certo seja entregue na quantidade certa, na hora e lugar certo, e ao menor custo possível.
É necessário também ressaltar o forte inter-relacionamento da gestão de transportes como o projeto da rede. A escolha das instalações estabelece uma estrutura de rede que cria um arcabouço de necessidades de transporte e simultaneamente limita as alternativas possíveis. Em outras palavras, a estrutura da rede criada (aliada à alocação de estoques) determina os pontos de origem e destino das rotas, cabendo à gestão de transporte tomar decisões quanto à propriedade da frota, ao modal de transporte, à roteirização e programação de veículos, e à consolidação de fretes.
O aspecto da propriedade da frota envolve decidir entre operar uma frota privada de veículos ou contratar um operador logístico (3LP – Third-party logistic provider). Esta decisão deve ser pautada, segundo BOWERSOX & CLOSS (1997) em três aspectos do serviço: (1) custo, o pagamento para movimentação entre duas localidades e as correspondentes despesas administrativas relativas à mesma; (2) a velocidade, tempo necessário para completar a movimentação; e (3) a consistência, variações no tempo necessário para completar uma determinada movimentação, ao longo de vários embarques. Cada possibilidade apresenta aspectos positivos e negativos nestas três áreas, devendo ser cuidadosamente analisadas pela organização.
A seleção do modal de transporte visa determinar, entre os modais ferroviário, rodoviário, aquaviário, dutoviário e aéreo, de qual forma o produto será
transportado. Cada modal possui uma estrutura de custos fixos e variáveis próprias (vide quadro 3.4.1), bem como desempenho característico nos três aspectos supracitados.
QUADRO 3.3.1 – Comparação de custos para diferentes modais
Custo Ferroviário Rodoviário Aquaviário Dutoviário Aeroviário
Fixo Alto Baixo Médio Alto Alto
Variável Baixo Médio Baixo Baixo Alto
Fonte: FLEURY, WANKE & FIGUEIREDO (2000)
A roteirização dos veículos busca encontrar os melhores caminhos através de uma rede de estradas, trilhos, rotas marítimas ou aéreas, que minimizam um ou mais dos seguintes aspectos: (1) custo de entrega, (2) tempo e (3) distância a ser percorrida. A programação, por sua vez, visa determinar o momento em que o meio de transporte visitará cada ponto da rede para carregar ou descarregar quantidades determinadas do produto.
As economias de escala passíveis de serem obtidas no transporte são fatores que motivam a consolidação dos fretes, buscando embarcar quantidades maiores de produtos. A consolidação pode ser desempenhada de quatro formas distintas (BALLOU, 1999):
• Consolidação de estoques: a demanda é servida de um estoque de itens previamente criado;
• Consolidação de veículos: quando os carregamentos e descarregamentos envolverem menos que a carga de um veículo, mais que uma entrega é colocada em um mesmo veículo para aumentar a eficiência do transporte;
• Consolidação de armazenagem (Cross-docking): de forma a permitir o transporte de grandes quantidades a longas distâncias, e de pequenas quantidades a pequenas distâncias.
• Consolidação temporal: os pedidos dos consumidores são retidos, de forma que embarques maiores possam ser feitos em apenas uma vez, ao invés de realizar vários embarques menores.
Gestão das informações logísticas
As atividades relativas à gestão das informações logísticas também possuem caráter estratégico fortemente relevante. Segundo SLACK et al (2002), a gestão da informação pode atuar reduzindo os estoques ao longo da cadeia de suprimentos, e minimizando o efeito “chicote” (aumento das distorções conforme se caminha a montante da cadeia).
Dentre as atividades concernentes a esta área, duas são de particular interesse: a previsão da demanda e o gerenciamento e processamento de pedidos.
A previsão logística é um esforço para estimar requisitos futuros. A previsão é utilizada para direcionar o posicionamento dos estoques, de forma a satisfazer antecipadamente os requisitos do consumidor (BOWERSOX & CLOSS, 1997)
Além do posicionamento dos estoques, FLEURY, WANKE & FIGUEIREDO (2000) mencionam que as previsões agregadas de longo prazo permitem a localização de instalações como fábricas e armazéns, de forma a minimizar os custos totais de distribuição. Por sua vez, as previsões desagregadas mensais ou semanais permitem a programação de atividades como:
• Contratação de transportadores terceirizados;
• Programação de retirada de produtos cliente a cliente;
• Pré-montagem, consolidação de cargas e roteamento de veículos; • Transferência de produtos entre armazéns.
Alem da logística, as informações de previsão também possuem forte relação com a área de operações, especialmente com o Planejamento e Controle da Produção.
De acordo com BALLOU (1999), o gerenciamento e processamento de pedidos compreende cinco etapas, a saber:
• Preparação dos pedidos: refere-se às atividades de coletar as informações necessárias sobre os produtos ou serviços desejados e a requisição formal de compra dos mesmos;
• Transmissão de pedidos: envolve enviar os pedidos do ponto de origem até o ponto de destino, onde estes serão tratados. Existem
basicamente duas formas de transmissão: a manual, que inclui a entrega por correios ou pessoalmente; e a eletrônica, que utiliza sistemas de comunicação como a internet, telefones, faxes, etc.
• Entrada dos pedidos: compreende uma série de atividades antes que o pedido seja atendido. Exemplos destas atividades são: verificar precisão da informação (quantidade, descrição de item, etc.), verificar disponibilidade dos itens requisitados, preparar documentações necessárias, verificar o crédito do cliente, etc.
• Atendimento dos pedidos: representa as atividades de reunir os itens por meio de buscas no estoque, produção ou compra; embalar os itens para expedição; programar a entrega; e preparar a documentação de embarque;
• Relato de status de pedido: visa garantir bom serviço ao consumidor, mantendo-o informado de eventuais atrasos na entrega. Especificamente isso inclui rastrear os pedidos ao longo de todo o ciclo, e comunicar o consumidor do status atual do pedido e de quando este será entregue.
De forma a reduzir custos, diversas empresas tem utilizado o princípio da postergação (do inglês, postponement), aguardando até que o pedido do consumidor seja recebido para definir o tempo do embarque e a localização do processamento final do produto na sua distribuição (BALLOU, 1999). A idéia é evitar embarcar produtos antes que a demanda ocorra (postergação de tempo), e evitar criar a forma do produto final antes que esta seja definida (postergação de forma). A postergação de forma pode, ainda, dar-se por meio de quatro tipos distintos: de produção, de montagem, de embalagem e de rotulação.
Armazenagem, manuseio de materiais e embalagem
De acordo com BALLOU (1999), as atividades logísticas previamente citadas são apoiadas por outras atividades, destacando-se aqui a armazenagem, manuseio de materiais e embalagem.
Segundo STOCK & LAMBERT (2001), a armazenagem pode ser definida como a parte do sistema logístico da empresa que armazena os produtos (matérias-primas, peças, material em processo, e produtos acabados) nos pontos de origem de consumo (assim como entre eles), e provê informação sobre o status, condição e disposição dos itens estocados.
Dentro dos armazéns, os produtos devem ser recebidos, movidos, organizados e montados de acordo com os requisitos do pedido dos clientes. Estas atividades, conhecidas por manuseio de materiais, podem ser amparadas por uma série de dispositivos disponíveis para este fim: empilhadeiras, robôs, esteiras, veículos auto- guiados, etc.
De forma a aumentar a eficácia e eficiência dos sistemas de armazenagem e manuseio de materiais, os diversos produtos podem ser combinados em unidades maiores e embalados. A embalagem desempenha várias funções no contexto logístico: acomodação dos produtos para transporte, proteção contra avarias e perdas, unitização de volumes, marketing do produto e da empresa, e disponibilização de outras informações importantes como código de barras, empilhamento máximo, etc.