2. İKİNCİ DÜNYA SAVAŞI’NDA TÜRKİYE: EKONOMİ, DIŞ POLİTİKA
2.2. MUSTAFA KEMAL ATATÜRK’ÜN VEFATINDAN 1940’A KADAR
2.2.3. Savaşın Başında Türk Ordusu
A análise destes fatores vai ao encontro do objetivo maior deste trabalho: a compreensão do impacto da Lei municipal nº 479/2010 nas decisões dos jovens do município de Córrego Fundo quanto a cursar ou não cursar ensino superior. Apresentam-se aqui, por hora, somente os números, que permitiram quantificar as famílias que perceberam a bolsa da prefeitura municipal ou algum outro tipo de auxílio no período em que os jovens cursavam Ensino Superior. Entretanto, são analisados, nesta seção, somente os grupos 1 e 3, compostos por jovens que cursaram ensino superior no UNIFOR-MG no período de tempo delimitado para a pesquisa.
A partir das respostas apresentadas pelos participantes, tem-se que 78,67% dos entrevistados que estudaram a partir de 2001 receberam auxílio da prefeitura municipal durante todo o curso ou ainda recebiam no ano de 2009. Somam-se a este número, outros 5,33% que receberam somente em alguns períodos. Todavia, entre os jovens que se matricularam antes de 2001, um número expressivo de indivíduos também contou com a bolsa da prefeitura em alguns períodos de seu curso. Ocorre que, para a divisão dos grupos, foi considerada a data da matrícula e estes jovens, por sua vez, iniciaram o curso sem a existência da bolsa, mas chegaram a recebê-la nos anos finais de seus cursos.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação do município, na década de 1990, a prefeitura chegou a oferecer o que seria uma ajuda de custo a alguns jovens. Ocorre porém, que a oferta não era regulamentada e, enquanto alguns jovens recebiam 10% de auxílio, alguns chegavam a contar com bolsa integral. É importante
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ressaltar, no entanto, que a grande maioria, 62,07% dos jovens que ingressaram no ensino superior até o ano 2000, não contou com auxílio da prefeitura municipal, como apresentado na Tabela 18.
Tabela 18 - Alunos que receberam bolsa da prefeitura. Córrego Fundo-MG, 2010
1 Estudaram após 2000 3 Estudaram antes de 2000 Grupos No % No %
Receberam durante todo o curso ou
ainda recebiam em 2009 59 78,60 - -
Receberam em alguns períodos 4 5,30 11 37,90
Não receberam 12 16,00 18 62,00
Total 75 100,00 29 100,00
Fonte: Dados da pesquisa.
Buscou-se, ainda, analisar a relação dos jovens do município de Córrego Fundo com outros tipos de benefício, uma vez que, de acordo com dados do MEC (2009) e conforme apresentado por Schwartzman (2004), a partir do ano de 2000, tem sido ampliadas as oportunidades de acesso ao ensino superior, através de programas diversos como o ProUni e o FIES, por exemplo. Entretanto, no decorrer da pesquisa, constatou-se um dado importantíssimo, que corrobora as constatações de Cerdeira, (2009) e Barros et al. (2001), segundo os quais financiamentos públicos subsidiados tem o potencial de influenciar e até reverter quadros de subinvestimento em capital humano. Trata-se do projeto Amigos do Bairro, implementado e coordenado pelo UNIFOR-MG em parceria com associações de bairro dos municípios de Formiga e Córrego Fundo. O projeto, anteriormente apresentado, oferece 45% de bolsa a estudantes que cumpram os critérios nele estabelecidos e, entre os participantes da pesquisa, 53,33% contaram com a bolsa “Amigos do Bairro”, tendo estes se matriculado, integralmente, após o ano 2001, uma vez que o projeto teve início em 2002.
Entre os alunos participantes da pesquisa também há um número expressivo de jovens, cerca de 30% que afirmam contar com auxílio no transporte e no material didático, uma vez que a câmara municipal do município disponibiliza uma máquina de xérox, devendo os alunos fornecer somente o papel.
É interessante notar que, nos dois grupos, é pequeno o número de jovens que contam com o ProUni (2,67%) e com o FIES (5,33%) e, talvez, com relação ao grupo 1, possa se afirmar que a Lei municipal 479/2010 e o projeto Amigos do Bairro tenham responsabilidade sobre isso. Os dados obtidos nos questionários apontam que
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48% dos jovens participantes recebiam, simultaneamente, as bolsas da prefeitura municipal e do projeto Amigos do Bairro, o que lhes proporcionava uma redução de 75% no valor das mensalidades e, mesmo entre os alunos que contavam com o FIES, há aqueles que contam também com a bolsa da prefeitura. De acordo com Cerdeira (2009), as bolsas de estudo, cujos beneficiários não têm a obrigação do reembolso, seriam a última alternativa para os estudantes provindos de famílias desfavorecidas e de baixo capital cultural, uma vez que a maioria destas famílias não estaria disposta a pleitear um financiamento, devido à incerteza quanto aos retornos do investimento. A Tabela 19 apresenta a relação dos participantes com as demais possibilidades de benefícios ou financiamentos:
Tabela 19 - Jovens que receberam outros tipos de auxílio ou financiamento. Córrego Fundo-MG, 2010 Grupos 1 Estudaram após 2000 3 Estudaram antes de 2000 Benefícios N0 % N0 %
Projeto Amigos do Bairro 40 53,30 - -
FIES ou CREDUC 4 5,33 3 10,30
ProUni 2 2,66 - -
Material didático, transporte ou outros 3 4,00 2 6,90 Não contaram com outros benefícios
ou financiamentos 26 34,66 24 82,70
Total 75 100,00 29 100,00
Fonte: Dados da pesquisa.
A análise da Tabela 19 permite concluir ainda que, entre os sujeitos que se matricularam antes de 2000, também é muito reduzido o número de jovens que buscaram financiamento, uma vez que 82,75% destes jovens concluíram seus cursos sem nenhuma forma de benefício.
Fazem-se, aqui, duas observações: primeiro, conforme apresentado pelo MEC (2009), o aumento de matrículas no ensino superior tem ocorrido, principalmente, entre jovens com faixa etária acima de 24 anos, o que aponta na direção de que, com grande probabilidade, estes seriam jovens já inseridos no mercado de trabalho e que custeiam total ou parcialmente seus estudos. A segunda observação é que, de acordo com Cerdeira (2009), os empréstimos teriam, de fato, a vantagem de aumentar o acesso ao ensino superior por parte de jovens de ascendência socioeconômica desfavorecida, dando-lhes a possibilidade de virem a pagar num momento posterior, quando já estiverem em condições de poupar para esse reembolso. No entanto,
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Cerdeira afirma que, entre certos grupos sociais, existe uma certa aversão à dívida, onde os empréstimos podem suscitar uma forte resistência. Diante da falta de recurso próprio e, sentindo-se receosos com relação a contrair a dívida do financiamento, tais jovens sentir-se-iam incentivados a trabalhar em tempo integral para custear seus estudos ou, hipótese altamente provável, desistir de se inscrever em um curso superior, o que geraria uma tensão significativa entre o mercado de trabalho e o prosseguimento nos estudos.
Partindo-se da constatação de que, na década de 1990, não havia tantas políticas de fomento à acessibilidade como se tem a partir do ano de 2000, essa questão talvez explique o reduzido número de jovens com nível superior de ensino no município de Córrego Fundo nos anos anteriores a 2000. Na mesma proporção, estes resultados dão amparo à afirmação de que, neste estudo de caso especificamente, os investimentos em capital humano de fato foram fortemente influenciados por políticas de fomento à acessibilidade, tais como financiamentos e, principalmente, bolsas de estudo.
Por um lado, é possível estabelecer uma conexão entre essa realidade e os estudos de Cerdeira (2009), segundo a qual, famílias com menor capital cultural apresentam uma tendência a superestimar os custos e subestimar os retornos do investimento em ensino superior. Por outro lado, também é possível voltar ao que é defendido por Shultz (1967), segundo o qual não se pode afirmar que as famílias pobres sejam menos preocupadas com o futuro de seus filhos do que as famílias ricas. Segundo o autor, a grande diferença estaria nas possibilidades financeiras de realizar ou não tal investimento.