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İkinci Dünya Savaşı’nın Sona Ermesi Süreci ve Buna Karşın

2. İKİNCİ DÜNYA SAVAŞI’NDA TÜRKİYE: EKONOMİ, DIŞ POLİTİKA

2.2. MUSTAFA KEMAL ATATÜRK’ÜN VEFATINDAN 1940’A KADAR

2.5.1. İkinci Dünya Savaşı’nın Sona Ermesi Süreci ve Buna Karşın

Entre as perguntas feitas nos questionários no intuito de compreender a decisão dos jovens, buscou-se analisar suas motivações pessoais e os fatores culturais, familiares e sociais que pudessem ter influenciado na decisão de cursar ou não ensino superior. Entre os jovens que optaram por não ingressar, a grande maioria, 73%, justificou que não o fez por falta de condições financeiras. Segundo os jovens, o auxílio que a prefeitura oferece hoje seria o grande divisor de águas, pois a idéia de estudar sem nenhum tipo de ajuda parecia-lhes inatingível.

O segundo fator mais recorrente foi a falta de interesse pelos estudos. De acordo com as respostas de 30% dos jovens, estudar era algo que lhes parecia cansativo e indesejável e estes afirmaram que abandonaram os estudos para iniciar algum tipo de atividade remunerada. A maioria destes indivíduos, 68%, era composta por pessoas do sexo masculino, o que corrobora os estudos de Barros et al. (2001), segundo os quais, os homens estariam mais propensos a abandonar os estudos para inserir-se no mercado de trabalho. Soma-se a este aspecto, o fato de que as possibilidades de emprego existentes no município, muitas vezes compostas por atividades braçais, eram mais propícias aos homens.

Um terceiro fator, apontado simultaneamente em vários questionários, foi a falta de incentivo dos pais. Alguns jovens disseram não haver na família uma cultura que favorecesse os estudos, como relatado abaixo:

Meus pais nunca falaram em pagar ou me ajudar a pagar uma faculdade. Não tinha as facilidades que tem hoje, como bolsa da prefeitura e da própria faculdade, o que facilitaria muito naquela época. Quando cursei o ensino médio, meu namorado, que hoje é meu esposo, não me incentivou nem um pouco; continuo querendo fazer faculdade de pedagogia, mas, hoje, com filhos pequenos, fica bem mais difícil. MFC, 37 anos, costureira, grupo 4.

Mais uma vez constata-se o que é apontado por Cerdeira (2009), Schwartzman (2004) e Ribeiro et al. (2006) respectivamente. Para Cerdeira, existem algumas barreiras entre o ensino superior e o jovem de baixa renda e uma dessas barreiras seria justamente a incapacidade dos pais em avaliar os benefícios dessa instrução. Schwartzman, na mesma linha de Cerdeira, defende a existência de auxílios por parte do governo como forma de subsidiar a acessibilidade ao ensino superior, possibilidade esta, apontada pela jovem entrevistada, como um aspecto

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facilitador. Barros, por sua vez, defende que, à medida que as pessoas ficam mais velhas, torna-se mais elevado o custo de oportunidade quando se decide cursar ensino superior. No caso de MFC, especificamente, o fato de trabalhar para complementar a renda familiar e ter filhos pequenos, inviabilizavam, no momento da pesquisa, o sonho de estudar que, há algum tempo, havia sido adiado.

Os outros fatores apontados pelos jovens, em menor proporção, são variados. Entre eles há quem tenha afirmado não ter estudado devido ao ingresso precoce no trabalho, quando estes consideravam difícil conciliar trabalho e estudo. De fato, como apresentado anteriormente, entre os jovens que não cursaram ensino superior, há mais pessoas que iniciaram algum tipo de trabalho antes dos 15 anos de idade. Outros afirmaram ter se casado cedo, se acomodado e alguns afirmaram ter somente adiado a decisão, mas que ainda pretendiam continuar os estudos.

Quanto aos jovens que se matricularam na educação superior, a grande maioria, cerca de 40%, afirmaram ter se sentido motivados a estudar pelas possibilidades de emprego, salário, estabilidade e melhor qualidade de vida que um curso superior pode oferecer. O segundo fator mais recorrente foi o incentivo dos pais e de outras pessoas próximas, como tios e namorados, mesmo quando a maioria destas pessoas não tinha nível superior, conforme os seguintes relatos:

Meus irmãos não tiveram oportunidade de estudar, por isso influenciaram meus estudos, sempre me apoiaram e hoje tem o maior orgulho do meu diploma. DDL, 36 anos, diretor de escola, formado em História e Direito, grupo 3.

O que me motivou foi a vida dos meus pais. Pra criar nossos irmãos era muito difícil; não tinham salário, trabalhavam muito. O dinheiro que ganhavam era da venda da colheita e da criação de animal [...] no município não tinha emprego para mulheres. Era na lavoura e nas pequenas indústrias de cal. HFR, 47 anos, funcionária pública, formada em Estudos Sociais, grupo 3.

Um dos aspectos que motivaram este estudo foi justamente o fato de o município de Córrego Fundo contar com oportunidades de emprego que não exigiam formação de nível superior, principalmente as atividades relacionadas à extração e beneficiamento da cal. O relato da jovem HFR adentra essa perspectiva, uma vez que ela afirma ter se sentido motivada a estudar justamente pelo fato de que as oportunidades existentes no município eram mais favoráveis aos homens, não existindo oportunidades para mulheres. A decisão de HFR retrata a de várias outras jovens de sua geração, pois, como já mencionado anteriormente, entre os sujeitos

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participantes do estudo que se matricularam no ensino superior antes do ano 2000, a grande maioria era do sexo feminino. Ainda, entre os participantes do sexo feminino, pertencentes à mesma faixa etária e que não prosseguiram nos estudos, o casamento logo após a conclusão do Ensino Médio foi frequentemente mencionado como fator desmotivador.

Foram poucos os jovens que apresentaram como motivação inicial a vontade de aprender, crescer e adquirir conhecimento, tendo sido essa postura mais aparente entre os jovens que se formaram há mais tempo. De acordo com Wiseman (1965), a educação e as capacitações técnicas adquiridas ao longo do tempo mudam as atitudes, os padrões de expectativas e as preferências. Nesse sentido, percebe-se, neste estudo, que os jovens que se formaram antes de 2000, demonstraram uma maior maturidade com relação aos seus motivos, o que talvez se explique pelos próprios anos a mais de experiência.

Os demais fatores, relativamente diversos, indicam que alguns jovens se sentiram motivados pela própria oferta de bolsa da prefeitura, pelo fato de passar no vestibular e, em aproximadamente 10% dos questionários, as respostas indicavam que a escolha foi motivada pelo gosto específico por uma determinada área de conhecimento.