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Mabed’in Diğer Unsurları ve Eşyaları

B. MABED’İN MİMARİSİ

3. Mabed’in Diğer Unsurları ve Eşyaları

Com exceção de S1 e de S4, os demais pesquisadores não recebem apoio financeiro das instituições em que estão inseridos para a execução de seus projetos de divulgação científica. Porém todos eles reconhecem os entraves que surgem no desenvolvimento de suas ações. S1 recebe apoio financeiro da instituição, contudo devido às burocracias e morosidade do processo, as ações, muitas vezes, são efetivadas antes da aprovação do projeto, como descreve em seu discurso abaixo:

“A gente recebe apoio, principalmente da Pró-Reitoria de Extensão e de algumas fontes externas, de órgãos de fomento. Sobre os entraves, temos a dificuldade burocrática. Em minha opinião, o processo é muito lento, muito demorado. Por exemplo, quando a gente submete projetinhos de ações extensionistas, como cursos de Astronomia para professores. A gente submete esse projeto, mas a gente não pode esperar a resposta, porque se a gente esperar a resposta, a gente não faz o curso. Então, a gente ministra o curso e, depois que acaba o curso, é que chega a resposta da universidade que está aprovado. O certificado dos participantes só ficam prontos depois de um ano ou mais. Isso é quando a gente não pede verba, pois esse curso é sem o apoio financeiro. Outro entrave é o corte orçamentário; a gente pede um valor no projeto inicial, uma quantidade de bolsas, de bolsistas, mas, quando é aprovado o projeto, ele vem com quantidade menor de bolsas aprovadas e o valor financeiro aprovado também é menor” (S1).

Segundo S2, o apoio recebido é o incentivo às práticas na área, e o obstáculo seria o tempo à atividade que tem que ser conciliado com a docência e a pesquisa, porém, na sua avaliação, isso não é um impedimento:

“Recebemos apoio sim. Apoio principalmente de natureza institucional e política. Olha, damos todo o apoio para você pedir dinheiro; damos todo o apoio para você trazer os alunos externos aqui. É, mas não é um apoio de natureza financeira ou de pessoal. É um apoio de incentivo, e isso é importante, é papel da universidade também fazer isso, mas totalmente nesse âmbito. Acho que os entraves são entraves de tempo, entraves de não conseguir se identificar por conta das atividades normais em sala de aula, a docência, a pesquisa, a divulgação entraria em uma parte aí na extensão, mas não colocaria como entraves não. No caso aqui da Instituição, a gente tem uma situação bastante confortável em relação a esse tipo de atividades Não temos dinheiro, não temos recursos, mas somos estimulados a buscar” (S2).

Para S3, a liberdade de fazer divulgação científica já é um grande apoio, no entanto reconhece alguns problemas enfrentados que são o financiamento para as atividades e a política dos gestores:

“A universidade nos dá liberdade e eu acho que esse é o grande apoio que a administração central da Universidade pode nos dar, aqui, ao grupo do Planetário: liberdade de fazer. Só isso, pra mim, já é total apoio. É o apoio nessa liberdade, nas ações e nas atividades que nós possamos vir a desenvolver. Nós ainda temos a receita da bilheteria do planetário, que pode ser usada por nós para nossas atividades. Isso parece que não, mas ajuda muito. Então, um dos problemas é financiamento das atividades. Então, acho que este apoio nós temos. Não fazemos mais porque somos dois professores aqui apenas e existem também outras atividades que não são só de divulgação. Acho que os entraves maiores são políticos, de opções de gestores. Como eu disse antes, qual é a decisão? Por que não a rádio ou a televisão da universidade fazer algum programa de divulgação científica? Não tem custos, são programas, e essas instituições precisam de programação. Então, às vezes, são decisões políticas dos gestores. Outra questão, nós estamos com um projeto de fazer um observatório astronômico para turismo, na [nome do local], aqui próximo, e há três anos o projeto está pronto, na mão da reitoria. Os recursos estavam para sair já, no entanto não se foi atrás, os gestores não foram atrás. Então, acho que, em muitos momentos, as decisões são desses níveis, na política dos gestores” (S3).

De acordo com S5, não há apoio para desenvolver, simultaneamente, pesquisa e extensão, e os obstáculos na execução de suas atividades vão desde a falta de apoio financeiro ao cumprimento de burocracias.

“[...] não há apoio para desenvolver pesquisa e extensão ao mesmo tempo. Ou um, ou outro. Burocracia, porque é muito formulário pra preencher. Então, eu evito, às vezes, até regularizar a situação, aqui na Universidade, porque daí vem a cobrança de relatórios. Eles querem depoimentos de alunos, querem formulários das pessoas. A burocracia toma um tempo considerável para fazer” (S5).

Da mesma forma, S6 não recebe apoio financeiro, mas é estimulado ao atendimento à imprensa.

“Não, na instituição [nome da Universidade], no momento, eu não tenho esse apoio. O apoio mais emocional eu tenho que é: “vai lá, olha, tem uma entrevista aqui pra ser dada na televisão tal, ou uma explicação para o jornal tal”. Já atendi até pelo telefone também. Então esse tipo de incentivo existe, quer dizer, as pessoas direcionam para mim, digamos assim, uma questão mais de Astronomia, Astrofísica, eles direcionam para mim [...] a minha trajetória é um pouco interrompida, eu fui professor aqui na [nome da Universidade} em 98, depois eu fui para [nome da Universidade], depois eu fui para [nome da Universidade], onde lá eu tive um projeto de extensão, mas esse projeto de extensão, pra você ter ideia, eu desenvolvia com o meu telescópio, meu telescópio particular, porque eu pedi o telescópio para a Universidade e a Universidade disse que não podia comprar, que não tinha recursos. Aí eu fiz o projeto para o CNPq, e o projeto não foi aprovado. Um projeto semelhante foi aprovado aqui em [nome da Cidade] e quando eu estava lá no [nome do Estado], o projeto dessa natureza não foi aprovado. Não sei, não sei porquê. Então acho que talvez tenha que ser reestudado a política que está sendo utilizada para justamente fazer essas alocações de verba. Olha, se eu não tivesse o meu telescópio particular lá, eu não teria feito o projeto de extensão que foi feito“ (S6).

S4 conta que recebe apoio de sua Instituição, mas reforça seu discurso do tópico anterior, recordando as barreiras iniciais enfrentadas para a efetivação das ações:

“A gente recebe sim o apoio, apoio financeiro, que não é muito. Na verdade, não precisou ser muito, acho que foi diluído ao longo dos anos. Eu estou pensando mais no [nome do Laboratório], aliás, a primeira coisa também se aplica ao curso de introdução, que tem um custo muito baixo. Então, a gente tem apoio sim, tem apoio institucional de infraestrutura, tanto é que a gente conseguiu fazer esse observatório, inicialmente, de cunho didático; aliás, é de cunho didático, seja para o nosso curso de pós-graduação ou para a educação científica, para a sociedade. Então, a gente recebe apoio sim; os entraves foram mais entraves iniciais, porque não havia tradição de um [nome da Instituição] fazer essa interação com o público. A gente soube que simultaneamente em outra área do [nome da Instituição] também ocorreu a formação de um curso de introdução, e também eu soube que em outros [nomes das instituições] também havia, pelo menos, uma alguma coisa mais incipiente anterior ao nosso de atividade de interação ao público, e isso começou a ser valorizado, mas não era tradição [...], então, a educação a gente tem, porque tem na pós graduação, pesquisa a gente tem, mas a extensão não havia essa tradição, porém já conseguimos, digamos, vencer essa barreira do passado” (S4).

Com exceção desse último sujeito e de S1, no geral, observa-se uma conjuntura semelhante ao apoio de natureza institucional recebido pelos pesquisadores, não sendo diferente no que se refere aos obstáculos enfrentados em seu cotidiano. Em suma, prevalece, nessas instituições, a representação do incentivo às práticas de divulgação, porém, no que tange às questões estruturais, convive-se com a falta de recursos e com a morosidade em virtude das burocracias exigidas.

Vale aqui uma discussão no que se refere à fala de S3, que, ao apontar a questão política como um dos entraves, explica não serem necessários recursos financeiros para a manutenção de uma rádio ou televisão universitária. É preciso o entendimento de que, a exemplos dos veículos de cunho comercial, a rádio e a TV pertencentes aos âmbitos universitários também requerem, para seu funcionamento, equipe de profissionais, infraestrutura e manutenção, como bens patrimoniais e de consumo. Porém, como bem exposto por esse sujeito, a política editorial depende, muitas vezes, do olhar do gestor, de política mesmo. Depois de mais de uma década, permanecem oportunas as palavras de Priolli :

As IES ainda tentam entender, ou definir, o que é um canal universitário. Um meio de divulgação institucional das universidades para o público externo? Um veículo para a experimentação laboratorial de alunos? Uma ferramenta endógena, voltada para a coesão da comunidade acadêmica? Ou um serviço de cultura, informação e educação prestado à sociedade, no interesse exclusivo da promoção da cidadania? Todos esses modelos coexistem atualmente, sem que haja muita clareza na opção tomada em cada instituição. Os núcleos de TV implantados nas IES, por sua vez, ainda carecem de melhor institucionalização. A televisão ainda é, de certa forma, um “corpo estranho” no mundo acadêmico. Obedece a rotinas, métodos, prazos e exigências totalmente diversos. E, sobretudo, custa muito mais do que as atividades normais de ensino, extensão e até mesmo de pesquisa. Isso implica a falta de recursos e de apoio político para o desenvolvimento de uma programação de alto nível técnico e editorial (PRIOLLI, 2002, p. 17).

Conforme já mencionado no interior deste estudo, a TV Universitária deve estar comprometida em levar o conhecimento científico à sociedade (RAMALHO, 2005), promovendo o experimento de novas linguagens e formatos, a construção do conhecimento e de si própria (RAMALHO, 2010).