BÖLÜM 2: İZNİK İMPARATORLUĞU’NUN İZNİK’E TAŞINMASI VE ANADOLU’DAKİ DEĞİŞİM
2.1. Türkiye Selçuklu Devleti’nin Siyasi Vaziyetine Genel Bir Bakış
2.1.2. I. İzzeddin Keykavus Dönemi (1211-1220)
Após as questões que visavam à coleta de informações sobre identificação, foi perguntado à professora se ela havia recebido informações sobre a aluna surda antes de assumir a turma, e se sim como havia sido esse processo inicial. Ela respondeu que como a criança já era aluna da escola, foi a professora do ano anterior que deu algumas informações, e que também recebeu informações com a pedagoga do CEDAU que desenvolve um trabalho de reabilitação e oficina pedagógica para crianças deficientes auditivas/surdas. Ela também disse que fez um curso oferecido pelo CEDAU para os professores.
Quando perguntado a ela o que pensava sobre a inclusão de alunos com deficiência no ensino regular, ela se posicionou contra em função do número de alunos ser muito grande na sala de aula, porque isso dificultava em muito o trabalho do professor. Sua posição contrária à inclusão pareceu bastante categórica, mostrando um sentimento de isolamento do professor, que sem elementos para encaminhar sozinho o processo de escolarização de um aluno com deficiência, acaba colocando em uma questão única, no caso o número de alunos na sala, toda a dificuldade do processo.
A professora disse não ter recebido nenhum apoio da direção por ter uma aluna surda, a não ser a dispensa para ir ao curso do CEDAU, mas ela creditava essa dispensa à Secretaria de Educação, que forneceu professora substituta.
Ela relatou que as poucas adequações feitas foram no sentido de tentar diminuir o barulho da sala através do fechamento das janelas e da conversa com a turma pedindo colaboração para reduzir o barulho. Segundo ela houve de sua parte uma solicitação para mudança para uma sala menos barulhenta, mas não houve concordância por parte da diretora, que achou a medida desnecessária. A professora fez várias críticas à forma como a inclusão vinha acontecendo como podemos ver neste trecho:
Olha eu acho difícil, primeiro pela quantidade de crianças, depois porque os professores não estão preparados para receber, tem muitos que têm dificuldades em aceitar trabalhar com deficiente, tem mesmo, primeiro eu acho que o prédio tem que ser modificado, nós não temos rampa pra uma criança deficiente estudar lá em cima, nós não temos Braille na escola pra ensinar um deficiente visual, então precisa...
Inclusão eu acho ótimo, mas desde que seja adequada, não pra dizer olha eu incluí na minha cidade mas o que fez de diferente pro deficiente nada, só pra dizer que tem um deficiente na sala, que eles aceitam e que é normal...
Então precisa ter modificado muita coisa pra receber um deficiente, inclusive a C. precisava ter colocado uns quadros de cortiça na minha sala, precisava ter trocado os pezinhos da cadeira que é uma coisa barata, precisava ter colocado borracha, então quer dizer não é interesse da Educação em modificar o mínimo, nem da escola em si em modificar nada pela C., coisa simples básica que podia ter acontecido na sala pra receber essa criança não aconteceu.
Neste ponto a professora denuncia uma postura inadequada da direção em não aceitar a mudança da turma para uma sala considerada mais adequada pela professora, demonstrando assim uma falta de trabalho em equipe e de divisão das responsabilidades nas decisões que envolvem o cotidiano escolar, prerrogativas inerentes a uma gestão participativa e democrática.
A professora também levantou vários aspectos técnicos ainda não adequados na escola, e abordou a questão política do discurso de atendimento às diferenças, porém sem ações práticas de transformação da realidade para satisfação das necessidades advindas com esse novo modelo.
Para a professora faltava vontade política de todos os segmentos envolvidos, para fazer da inclusão uma realidade com resultados positivos. Quando questionada sobre o papel da diretora nesse processo ela desabafou:
Eu acho que tudo se cala, contanto que não tenha trabalho, tá bem, tá quietinha lá na sala, não tá dando trabalho pra você então ótimo pra todo mundo. Isso não é só com deficiente não, é com criança de pais separados é com todo tipo de dificuldades.
No decorrer da entrevista a professora apontou a necessidade de uma coordenação pedagógica, para dar respaldo ao professor, pois a diretora, segundo ela, acabava tratando apenas do burocrático, e ainda apontou a necessidade de uma equipe montada pela Secretaria da Educação, com vários profissionais que pudessem apoiar o trabalho da escola.
Mais uma vez a professora demonstrou seu descontentamento, uma vez que não contava com uma equipe de apoio em seu trabalho. Ela parecia ter clareza da necessidade de um trabalho colaborativo que contasse com a figura de um gestor capaz de articular as ações da equipe buscando uma educação de melhor qualidade.
No final da entrevista foi aberto um espaço para que ela pudesse colocar algo a mais do que havia sido perguntado. A professora fez a seguinte declaração:
Eu acho é que falta um pouquinho de interesse por parte da Secretaria de Educação, interesse por parte da direção, fazendo um trabalho relacionado com esses deficientes que a escola vai receber. Se a escola vai receber um deficiente, primeiro tem que se movimentar a Secretaria da Educação e em segundo lugar a direção, quando chega na mão do professor, essas duas partes devem ter se programado pra esse professor poder receber esse deficiente. Porque você vê na minha sala de aula, é muito difícil, porque a C. é uma criança que não dá trabalho, ela não é um G. né, porque se fosse um G. o que seria de mim? Não é verdade? Então eu acho que teria sim que ter esse trabalho até chegar em você pra você estar preparado para receber essa criança. Porque quem socorreu, foi o CEDAU, porque ela faz parte do CEDAU, e as crianças que não tem, que tem outro tipo de deficiência, que não faz parte de nada, o que vai ser desse professor que recebe esse tipo de criança?