• Sonuç bulunamadı

2.2. Değerler ve Değerler Eğitimi

2.2.7. Değerler eğitiminin tarihçesi

2.2.7.2. Türk tarihinde değerler eğitimi

2.2.7.2.2. İslamiyet sonrası dönem

Os objetivos do estudo foram definidos sob a forma de um objetivo geral e de cinco objetivos específicos, os quais estão listados a seguir.

▪ Objetivo geral

- Descrever e analisar, na perspectiva da gestão estratégica, como ocorre a consolidação no mercado externo de empresas brasileiras do segmento da construção pesada que realizaram investimento direto no exterior.

▪ Objetivos específicos

- Identificar e descrever os fatores estratégicos levados em consideração na decisão das empresas quanto à internacionalização;

- Descrever o processo de formulação e implementação estratégica das empresas em estudo;

- Identificar e descrever o papel das instituições na ida das empresas ao mercado externo, bem como na consolidação de suas operações em outros países;

- Descrever como se processa a dinâmica competitiva na indústria de construção pesada e como influencia a consolidação de empresas em mercados externos;

- Identificar os impactos que as estratégias de manutenção e crescimento no mercado externo provocaram nos resultados das empresasestudadas.

A partir de tais objetivos, pretende-se analisar a consolidação no mercado externo sob uma abordagem multivariada, haja vista que o fenômeno é resultado de influências complexas e distintas. A operação em mercados externos está sujeita a considerações relativas ao macrocontexto, ao ambiente institucional, à indústria e à própria firma.

A opção pelo estudo do setor de construção pesada ocorreu, prioritariamente, pelo pioneirismo na internacionalização, remontando às primeiras experiências ao final da década de 60. Assumiu-se, portanto, que seria viável encontrar empresas maduras em mercados externos nesse setor.

Para a apresentação do estudo, esta tese foi estruturada em cinco seções, incluindo esta Introdução. Na segunda seção, serão expostos os argumentos teóricos relevantes à delimitação e compreensão do tema. Na terceira seção, apresentam-se os aspectos metodológicos. Na quarta seção, fazem-se a apresentação e a discussão dos resultados. Na quinta seção, apresentam-se as considerações finais.

Tomando por base a problemática e os objetivos apresentados, foi estruturado o referencial teórico que deu suporte à realização do estudo. Na seqüência, tal quadro de referência é descrito.

2REFERENCIAL TEÓRICO

A seleção dos conteúdos necessários ao desenvolvimento desta tese observou, além da problemática e dos objetivos traçados, as peculiaridades da indústria da construção pesada, na qual a fase empírica seria desenvolvida.

No tocante às características desse setor, tem-se o fato de que, ao ingressar em mercados externos, as construtoras estão internacionalizando serviços, os quais envolvem aspectos diferentes e de ampliada complexidade, que exigem, por conseqüência, o uso de múltiplas lentes de estudo.

Tal quadro advém da natureza peculiar das atividades envolvidas em serviços de engenharia e construção. As obras – o produto final – derivam de projetos regidos por requisitos técnicos e financeiros estipulados pelo contratante e que, durante a execução, podem passar por alterações para adequação a condições previamente desconhecidas.

Outro aspecto considerado é que o produto final das construtoras é utilizado de forma prolongada e a autoria, em regra, é desconhecida pelo usuário comum. Logo, firmar a marca e conquistar negócios neste segmento depende de fatores mais complexos do que a elaboração de uma estratégia de comunicação e prospecção de consumidores, por exemplo.

Além disso, em cada obra são muitas as etapas envolvidas, o que exige a participação de distintos fornecedores, quer sejam de serviços, matéria-prima ou equipamentos. Assim, gerir a execução de obras de engenharia é algo que encerra muitos elementos, constituindo um intrincado leque de variáveis a serem consideradas, especialmente se o espaço de atuação envolver distintos países e regiões.

Outro aspecto peculiar reside na estreita vinculação com o Poder Público, historicamente o principal cliente do setor. Mesmo em situações mais recentes, nas quais a

iniciativa privada tem assumido o lugar de cliente principal, instituições públicas continuam ocupando espaços mediante a adoção de políticas de fomento e de financiamento de obras.

Portanto, observando tais características, partiu-se em busca de uma estrutura teórica que desse respaldo à fase empírica. Pela complexidade que caracteriza o setor e pelos aspectos envolvidos na exportação de serviços, assumiu-se como premente a utilização de um arcabouço teórico amplo, separado em diferentes níveis. Dessa forma, optou-se por seguir a abordagem de Javalgi e White (2002), para quem as diferenças inerentes a empresas de serviço e de manufatura implicama utilização de um enfoque contextual para o entendimento da internacionalização de serviços.

Em atenção ao exposto, o desenvolvimento do presente estudo foi pautado pelo entendimento de quatro pilares fundamentais.

O primeiro pilar trata do papel das instituições no processo estratégico de firmas e enfoca, especialmente, os aspectos atinentes a empresas internacionalizadas.

O segundo pilar versa sobre a dinâmica competitiva da indústria, a fim de que se possam entender os modos pelos quais a competição influencia decisões estratégicas que são tomadas por empresas e que definem seu ambiente concorrencial.

O terceiro pilar remonta à firma e a sua gestão estratégica. A intenção de apresentá-lo compreende a necessidade de descrever e analisar os processos pelos quais uma empresa se adapta ao ambiente, definindo o domínio de produtos-mercados, processos e tecnologia.

O quarto pilar aborda a perspectiva de que a internacionalização é um processo estratégico. Assenta-se, nessa linha, sobre o pressuposto de que a internacionalização pode ser entendida como o resultado de decisões estratégicas, as quais movem uma empresa através de diferentes e sucessivos estágios em seu processo de internacionalização. Em cada fase, novos desafios estratégicos e prioridades decisórias serão encontrados (DOUGLAS eCRAIG, 1989), de modo que tais prioridades devem ser entendidas no contexto particular de internacionalização

de cada empresa analisada. Para desenvolver o argumento, serão apresentadas, inicialmente, as teorias centrais das áreas da economia e da administração a respeito da internacionalização e da gestão de empresas internacionalizadas para, a seguir, desenvolver o argumento central do capítulo.

Tal estrutura foi concebida para que se pudessem definir os delineamentos teóricos necessários para o desenvolvimento deste estudo, cuja concepção básica foi esquematizada na FIG. 1.

FIGURA 1 – Caminho básico do argumento da tese

A figura mostra a lógica central do argumento. Propõe-se que a ida ao mercado externo é resultado de uma decisão de caráter estratégico. Ou seja, a cúpula decisória – normalmente composta pela equipe de alto escalão – optou, em algum momento da trajetória do negócio, pela busca de oportunidades em outros mercados além do doméstico. Com isso, comprometeu tempo e recursos diversos, esperando obter resultados satisfatórios. As escolhas

Decisão estratégica Internacionalização via IDE Adm. estratégica Resultados / Desempenho Manutenção das operações externas Crescimento na participação externa

estratégicas dos gestores, em termos de seu ambiente concorrencial, deram forma à estrutura e aos processos organizacionais (MILES e SNOW, 1978).

Seguindo Child (1972), entende-se que o exercício da escolha estratégica pela coalizão dominante influi diretamente na variação do arranjo formal das organizações. O processo de escolha estratégica começa pela avaliação que os membros da coalizão fazem da situação, incluindo a organização e o ambiente. Essa avaliação sofre influência da ideologia do grupo que detém a decisão. Após a avaliação, faz-se a escolha estratégica, cujos resultados e efeitos ao longo do tempo influenciam novamente a percepção dos membros da coalizão dominante em relação ao mercado externo.

A escolha pelo início das operações em mercados externos é realizada, portanto, pela coalizão dominante. A internacionalização – via IDE – passa a ser um caminho na trajetória da empresa, a partir do qual são esperados resultados positivos em termos de manutenção das operações externas e de crescimento na participação externa. Está-se assumindo, também, que o processo de administração da empresa será olhado a partir de uma perspectiva de sua gestão estratégica.

É importante observar que o argumento até então exposto versa somente sobre a lógica interna das organizações. Mas a ida ao exterior não poderia ser adequadamente descrita e analisada sem que se adotasse uma perspectiva de múltiplos níveis, os quais adicionam complexidade e densidade ao estudo. Com tal proposta, vai-se ao encontro de Li (1995), que sugeriu que pesquisas futuras examinassem os efeitos da indústria e as influências do país natal na sobrevivência de uma subsidiária no exterior.

Dessa forma, o argumento teórico do presente estudo foi desenvolvido de modo a abarcar quatro níveis de influência na consolidação da empresa internacionalizada.

O nível mais amplo é o chamado “macrocontexto”, composto pelo conjunto de tendências legais, políticas, econômicas, culturais e sociais. É esse contexto que estabelece o

tom geral da arena concorrencial e que indica às empresas possíveis trajetórias e cenários, os quais certamente influenciam decisões posteriores.

Logo a seguir, tem-se o ambiente institucional, formado por normas, regras de regulação, influências do sistema educacional, relações com empregados e outros aspectos que são típicos das instituições de um país. As instituições apresentam influências múltiplas e intensas e, para o setor em foco mostram-se estruturas de importante papel, tanto na decisão de entrada no mercado internacional quanto na manutenção de operações externas.

No nível da indústria, a dinâmica competitiva é a variável-chave a ser entendida, pois explica muito da forma como as empresas agem na disputa por espaços no mercado. A postura estratégica e a decisão de internacionalização sofrem impactos das formas pelas quais a indústria se estrutura.

Por fim, alcança-se o nível da firma, no qual a dinâmica adaptativa é o componente- chave, pois é a partir de adaptações organizacionais que a empresa escolhe seu ambiente e se molda a ele. A ida para mercados internacionais fez parte de uma etapa de adaptação, que compreendeu alterações estratégicas em termos de domínio de produto-mercado, tecnologia para produção e distribuição, e gerenciamento. A atividade internacional, uma vez iniciada, também levou a diferentes processos de adaptação, que podem explicar os modos pelos quais ocorreram a manutenção de operações externas e o crescimento da participação internacional.

Tais níveis indicaram quais conteúdos eram necessários ao desenvolvimento desta tese. E será a eles que se voltará quando da exposição do modelo teórico do estudo. Assim, inicialmente, será apresentado o referencial, o qual foi dividido em quatro seções.

A primeira seção tratará da teoria institucional, abordando seus argumentos centrais e decorrências. A segunda seção abordará a dinâmica competitiva da indústria. Na terceira, será apresentada a perspectiva estratégica da empresa para que, na quarta seção, seja exposto o argumento de que a internacionalização é um processo estratégico. Ao final, como síntese,

será apresentado o modelo teórico de pesquisa a ser utilizado.

Feitos esses esclarecimentos preliminares, passa-se à apresentação propriamente dita dos eixos teóricos principais do estudo.