3. BÖLÜM: İKİNCİ İNGİLİZ-AFGAN SAVAŞI VE AFGANİSTAN-
3.1. İkinci İngiliz-Afgan Savaşı (1878-1880)
3.1.1. İngiliz Ordularının Afganistan’ı İşgal Etmesi
A privatização das empresas públicas federais e estaduais avançou significativamente durante a década de 1990. Para se ter uma idéia, de 1991 até o final de 2000, o governo federal vendeu 66 empresas e participações acionárias estatais federais, e os governos estaduais venderam 39 empresas e 15 participações, isso sem contar as concessões de telefonia63.
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Setor Elétrico Brasileiro.
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Setor Elétrico Paulista.
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Empresa Caso.
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A dimensão das empresas estatais privatizadas e a sua importância para o país, no que se refere aos seus produtos ou serviços e ao incremento da atividade econômica como um todo, resultaram, dentre outros fatores, do desenvolvimento capitalista pelo qual passou o país, significativamente a partir dos anos 1930, que foi amplamente fomentado direta e indiretamente pela ação do Estado64.
A partir do final da década de 1970, devido a fatores endógenos como, por exemplo, as pressões inflacionárias, e a fatores exógenos como o segundo choque do petróleo, teve início uma inflexão no relacionamento do governo com as estatais. Ela é tida como o início de um processo que resultou na reforma do Estado na década de 1990. Da agenda dessa reforma, a privatização das empresas estatais foi o ponto que mais avançou65.
O primeiro passo nessa inflexão foi a criação de mecanismos para o poder executivo conhecer e controlar os gastos dessas empresas (definir o orçamento global, estabelecer tetos para os investimentos e as despesas correntes, limitar o acesso ao crédito, etc.) e, em períodos posteriores, na década de 80, controlar os preços das tarifas públicas (dos produtos das estatais) e até tentar controlar os aumentos salariais do pessoal. Essas intervenções eram partes do esforço governamental para conter e estabilizar as taxas inflacionárias galopantes. Enfim, a partir dessa inflexão o setor produtivo do Estado parou de crescer, assim como a participação direta do Estado no provimento de bens e serviços. No entanto, somente no início dos anos 1990 a privatização tornou-se ponto importante na agenda governamental e uma realidade.
A partir do governo Collor (início em 1990), a privatização tornou-se parte “importante de um programa de reformas econômicas de mercado, encaradas como
indissociáveis da política de estabilização da moeda” (Almeida, 1999: 10). Grosso modo, a
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Martins 1976, 1985; entre outros.
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privatização começou com a venda das empresas dos segmentos de siderurgia, petroquímica e fertilizantes. No primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso66, a Constituição sofreu emendas e o programa de privatização estendeu-se aos segmentos de infra-estrutura, incluindo, assim, as empresas de telecomunicações, de eletricidade, de cabotagem, de gás e petróleo, etc.
No que tange especificamente ao SEB, pode-se dizer que sua reestruturação e privatização têm seus pontos iniciais na primeira metade da década de 1990, quando um novo modelo institucional para o setor começou a ser estruturado por medidas governamentais em forma de leis e decretos. Nesse período, foi extinto o regime de remuneração garantida para as empresas, foi extinto o regime de equalização das tarifas entre as diferentes regiões do país, foi criado o Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica, para gerenciar as redes de transmissão, e foi promulgada a obrigatoriedade da separação contábil do serviço de transmissão de energia elétrica nas contas das concessionárias que atuavam de forma verticalizada. Isso para se permitir o acesso livre dos produtores, negociadores e consumidores de energia às redes de transmissão, a partir de uma tarifa eqüitativa.
Na segunda metade da década, outras medidas foram tomadas. A Eletrobrás e suas subsidiárias foram inseridas no Programa Nacional de Desestatização. A primeira subsidiária da holding nacional a ser vendida foi a Escelsa67, em Maio de 1995. Foi estabelecido o papel do produtor independente de energia elétrica, que permitiu que consumidores em alta tensão pudessem escolher livremente seus fornecedores, e foi criada a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para regular, controlar e fiscalizar o setor68.
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Eleito em 1995 e reeleito em 2002, sempre pelo PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro).
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Espírito Santo Centrais Elétricas S.A.
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Ou seja, as relações entre os diversos agentes, inclusive o governo federal e as outras agências reguladoras estaduais, e os parâmetros e normas para a caracterização e a avaliação dos serviços, tarifas e preços. Dentre as agências reguladoras estaduais temos, por exemplo, a Comissão de Serviços Públicos de Energia (CSPE) do Estado de São Paulo, criada em 1997 como autarquia vinculada à Secretaria de Energia do Estado de São Paulo.
No mesmo período, a Secretaria Nacional de Energia do Ministério das Minas e Energia encarregou a empresa inglesa de consultoria Coopers & Lybrand de propor um novo formato para o SEB que contemplasse a livre concorrência entre os agentes. O relatório final da consultoria foi entregue em meados 1997 e restou como balizador das decisões governamentais a respeito da reestruturação e privatização do setor. Os consultores confirmaram algumas medidas que já tinham sido tomadas e propuseram novas.
Em termos de mudanças institucionais, as principais foram: a regulamentação da ANEEL como autarquia vinculada ao Ministério das Minas e Energia69; a regulamentação do papel do produtor independente de energia; a regulamentação do Mercado Atacadista de Energia, onde se negocia energia elétrica dos sistemas interligados; a criação do Comitê Coordenador da Expansão de Sistemas Elétricos, também vinculado ao Ministério das Minas e Energia, para planejar e coordenar a expansão do sistema em longo prazo (antes a atividade estava a cargo da Eletrobrás via o Grupo Coordenador do Planejamento dos Sistemas Elétricos), e, por fim, a criação do Operador Nacional do Sistema Elétrico, no lugar do Sistema Nacional de Transmissão de Energia Elétrica. Aquele é uma entidade de direito privado cuja propriedade é compartilhada pelos agentes do setor. Ele tem por função garantir o suprimento de energia nas redes de transmissão, garantir o acesso de qualquer agente às redes de transmissão, a tarifas eqüitativas, e otimizar e coordenar a operação do sistema (antes a coordenação e operação estavam sob responsabilidade da Eletrobrás via o Grupo Coordenador da Operação Interligada). Ele é regulado pela ANEEL e é supervisionado pelo Ministério das Minas e Energia.
Mais especificamente em relação às empresas do setor, os consultores recomendaram a desverticalização das atividades, antes realizadas em conjunto por cada empresa, e a privatização das empresas que se originariam. Da desverticalização resultou a separação das
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“É instituída a Agência Nacional de Energia Elétrica — ANEEL, autarquia sob regime especial, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, com sede e foro no Distrito Federal e prazo de duração indeterminado” (Art. 1. da LEI Nº 9.427, DE 26 DE DEZEMBRO DE 1996).
atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização70. As empresas de geração deveriam ser privatizadas; a atividade de transmissão deveria ficar por conta de uma empresa de capital aberto, mas controlada pelo governo; as empresas de distribuição deveriam ser privatizadas, mas suas redes de distribuição, como a da empresa de transmissão, poderiam ser utilizadas livremente por outros fornecedores de energia, mediante uma tarifa equânime. Para isso, em todas elas, sem exceção, deveria ocorrer a separação contábil das atividades de operação e desenvolvimento das redes de distribuição. O objetivo era viabilizar a criação de uma tarifa para o uso das redes de distribuição, e assim fomentar a concorrência nas vendas no varejo.
Antes do relatório Coopers & Lybrand, o governo federal tinha vendido duas subsidiárias da Eletrobrás: a Escelsa e a Light. Após, ele promoveu a reestruturação da
holding federal e de suas subsidiárias regionais, segundo as recomendações dos consultores.
E, na seqüência, foram leiloados os ativos de geração da Eletrosul (1998), que, desde então, ficou encarregada somente da transmissão de energia71. As outras subsidiárias da Eletrobrás foram reestruturadas em parte, mas não foram leiloadas.
Enfim, até 2002 o governo federal procurou instalar um modelo de relacionamento entre os agentes do SEB que permitisse a concorrência tanto entre os produtores de energia, como entre os comercializadores de energia no atacado e no varejo. Ao mesmo tempo, criou um novo aparato institucional para regular e arbitrar os relacionamentos entre o conjunto dos
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Geração é a “produção de eletricidade, hídrica, térmica ou de qualquer fonte; inclui autoprodução, energia de Produtor Independente de Energia (PIE) e de cogeração”. Transmissão “engloba o transporte em grosso, em níveis de tensão de 230 kV ou superiores, realizado desde os geradores até os sistemas de distribuição de tensão inferior (denominada de rede básica), além dos demais ativos de transmissão, em tensões inferiores, os ativos de conexão e demais instalações em uso”. Distribuição é “o transporte de energia elétrica em redes com tensões inferiores a 230 kV desde o ponto de saída do sistema de transmissão até os consumidores finais”. E comercialização é a “compra no atacado, tanto de energia gerada quanto de serviços de transmissão e distribuição, e sua revenda aos consumidores finais e/ou concessionárias” (Sauer, Vieira e Paiva de Paula, 2000: 52).
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agentes envolvidos. De modo geral, iniciativas do mesmo gênero ocorreram nos estados, em maior ou menor grau.
A partir de 1996, o governo estadual paulista (Mario Covas/PSDB) promoveu o processo de reestruturação e privatização do seu setor de energia. Institucionalmente, este processo foi coordenado pelo Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização. As empresas Eletropaulo e CESP foram desverticalizadas e cindidas, obedecendo às diretrizes de separação das atividades. Os resultados dos leilões começaram em novembro de 1997 com a privatização da CPFL, seguiram com a venda de outras três empresas de distribuição em menos de um ano, e com a venda de duas empresas de geração em 1999.
Diferentemente das outras empresas estaduais, a CPFL não foi desverticalizada antes de ser privatizada. Ela permaneceu como concessionária do serviço público de energia elétrica atuando em 234 municípios no interior do Estado de São Paulo. Em novembro de 1997, o controle da empresa foi adquirido pelo consórcio VBC, PREVI e Bonaire72.
A história da venda da CESP começou com a privatização do setor energético paulista, do qual ela era a principal empresa. Ela controlava a CPFL desde 1975, e a Comgás desde 1984, além de seu parque próprio de geração, transmissão e distribuição. Com o leilão dessas empresas, ela vendeu o capital social que possuía em cada uma delas, ou seja, 60,7% das ações ordinárias da CPFL em novembro de 1997 e 61,9% das ações ordinárias da Comgás em abril de 1999.
Em junho de 1998, ocorreu a primeira cisão da empresa. Seu serviço de distribuição de energia elétrica foi alocado na subsidiária então criada, a Elektro Eletricidade e Serviços S.A. Em abril de 1999, a empresa foi novamente dividida em três subsidiárias de geração e uma de
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O grupo controlador da CPFL é formado pelo consórcio VBC, PREVI e BONAIRE e está assim constituído: VBC (Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa) 45,32%, PREVI (Fundo de Pensão do Banco do Brasil) 38,00%, BONAIRE 16,68% (Fundação CESP, SISTEL — Telebrás —, Economos — Nossa Caixa/Nosso Banco —, Petros — Petrobrás —, Sabesprev — Sabesp, Metrus — Metrô —, Banesprev — Banespa).
transmissão. Na geração foram criadas a Companhia de Geração de Energia Elétrica Pardo, a Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê e a Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema. Na transmissão foi criada a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista. E restou a CESP remanescente, controladora das unidades de geração que restaram (cinco em operação e uma em construção), além de controladora das subsidiárias criadas.
A Elektro ficou encarregada de distribuir energia elétrica em cerca de 220 municípios do Estado de São Paulo. Ela foi adquirida em julho de 1998 pelo grupo norte-americano
Enron. A Companhia de Geração de Energia Elétrica Tietê agrupou 10 usinas Hidrelétricas
localizadas nas regiões central e noroeste do Estado (Rio Tiête e Rio Grande) e foi adquirida em outubro de 1999 pelo grupo norte-americano AES (tornou-se AES Tietê S.A.). A Companhia de Geração de Energia Elétrica Pardo agrupou 3 usinas hidrelétricas que compõem a bacia do Rio Pardo e não foi privatizada, restando ainda sob o controle da CESP. A Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema ficou constituída por 8 usinas hidrelétricas distribuídas ao longo do rio Paranapanema, e foi adquirida pela Duke Energy
International em junho de 1999 (tornou-se Duke Energy International Geração
Paranapanema).
A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista foi projetada, desde sua fundação, para ficar sob controle acionário do governo estadual (51% das ações ordinárias). Esta empresa ficou encarregada dos serviços de transmissão de eletricidade no Estado e, particularmente, do transporte de energia do sistema interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste para as outras distribuidoras paulistas. Com a desverticalização da Eletropaulo em 1998, foi criada a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica. Em outubro de 1999, estas duas empresas de transmissão foram unificadas sob a administração de uma diretoria única. Posteriormente, a rede de transmissão da Empresa Paulista de Transmissão de Energia
Elétrica foi incorporada pela Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista e, então, se constituiu uma única empresa sob o controle do governo estadual (65% das ações ordinárias), a Transmissão Paulista.
Como já apresentamos acima, em 1981, o Governo do Estado de São Paulo adquiriu da Eletrobrás o subsistema paulista da Light e criou a Eletropaulo. Em 1998, esta foi cindida em quatro empresas independentes: a Empresa Bandeirante Energia S.A. (Bandeirante), a Eletropaulo-Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A. (Metropolitana), a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica S.A. e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.
A Bandeirante ficou encarregada da distribuição de energia para cerca de 55 municípios e foi comprada em setembro de 1998 pela empresa portuguesa Eletricidade de Portugal (56%) e CPFL (44%). Em outubro de 2001, a empresa foi cindida em duas empresas: a Bandeirante Energia S.A., que ficou sob o controle da empresa portuguesa e atende cerca de 28 municípios do Estado, localizados nas regiões do Alto Tietê e Vale do rio Paraíba; a Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL Piratininga), que ficou sob o controle da CPFL e atende 27 municípios da região Baixada Santista (Santos, Cubatão, São Vicente, etc.) e região Oeste (Itu, Salto, Sorocaba e Jundiaí, etc.)
A Metropolitana ficou encarrega da distribuição de energia elétrica para cerca de 24 municípios da Grande São Paulo. Em abril de 1998, ela foi adquirida pela Light (EDF, AES e Houston — 34% —, BNDESpar — 9% — e CSN — 0 7%).
A Empresa Metropolitana de Águas e Energia também é uma empresa que foi criada para ficar sob o controle acionário do governo estadual. Ela ficou encarregada de explorar uma usina termelétrica, algumas usinas hidrelétricas e um sistema hidráulico constituído de reservatórios (Guarapiranga e Billings), canais, etc. encarregado de racionalizar o uso das águas superficiais para fins como geração de energia, controle de cheias, fornecimento de
água para abastecimento público, etc. Sua área de atuação abrange as regiões Metropolitana de São Paulo, Médio Tietê e Vale do rio Paraíba do Sul.
Enfim, na segunda metade dos anos 90 o governo federal e os governos estaduais, em maior ou menor medida, procuraram instalar um modelo de relacionamento entre os agentes do setor elétrico que permitisse a concorrência entre aqueles que produzem e entre os que comercializam a energia, no atacado e no varejo. Ao mesmo tempo, criou um novo aparato institucional para regular e arbitrar os relacionamentos entre o conjunto dos agentes envolvidos (no anexo I reproduzimos um quadro das empresas privatizadas, com o período do leilão e a identidade dos compradores).