• Sonuç bulunamadı

2. OTOMOTİV SEKTÖRÜ FİNANSMANI, SATIŞLARA ETKİLERİ VE TEORİK

2.1. KREDİ

2.1.3. Finansal Liberalizasyonun Etkileri

Para compreensão da evolução do setor industrial, faz-se necessário a investigação do número de estabelecimentos existentes nas CMs-Ceará, no estado do

7 Consiste em número de empregos com vínculos empregatícios regidas pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Ceará, na região Nordeste e no Brasil (1990 a 2010). De acordo com a RAIS, houve uma concentração do crescimento efetivo e bem expressivo do número de estabelecimentos industriais na década de 1990 e as CMs-Ceará e o estado do Ceará apresentaram as maiores taxas de crescimento comparadas com o Nordeste e o Brasil.

Segundo os dados da Tabela 5, constata-se que no Brasil, durante o período de 1990 a 2010, os estabelecimentos do segmento industrial passaram de um quantitativo de 250.883 para 957.069. No que se refere a taxa de crescimento apresentou incremento de 167,5% na década de 1990 e de 42,6% nos anos 2000.

Tabela 5- Número de Estabelecimentos no setor industrial nas grandes regiões do Brasil (1990 a 2010)

FONTE:Elaboração com base nos dados da RAIS/MTE 1990/2010.

A região Sudeste historicamente tem concentrado a maioria de estabelecimentos industriais conforme Tabela 5, com participação maior para a região Sul e menor para as regiões Norte e Centro-Oeste. No entanto, o Norte apresentou a maior taxa de crescimento na década de 1990, fato esse justificado pela pequena base de número de estabelecimentos no início da década de 1990.

Observa-se com relação à participação relativa, que o Sudeste vem reduzindo sua taxa de participação no contexto nacional. Ao contrário, a região Nordeste apresentou participação crescente. Um fato observado na década de 1990, no Nordeste, foi com relação ao número de pessoas empregadas que não acompanhou o número de estabelecimentos do setor industrial.

A análise do setor industrial revelou crescimento do número de estabelecimentos ao longo dos anos 2000 em todas as regiões brasileiras (ver Tabela 5). Para o IPEA (2010), as melhores condições da economia fizeram com que o mercado de trabalho reagisse, ampliando o número de ocupados e promovendo o crescimento dos salários reais.

Grandes Regiões

Absoluto Relativo Absoluto Relativo Absoluto Relativo 2000/1990 2010/2000 NORTE 4.975 2,0 22.423 3,3 34.124 3,6 350,7 52,2 NORDESTE 22.104 8,8 85.290 12,7 131.362 13,7 285,9 54,0 SUDESTE 154.374 61,5 335.375 50,0 458.414 47,9 117,2 36,7 SUL 58.728 23,4 186.140 27,7 264.219 27,6 217,0 41,9 C. OESTE 69.428 27,7 41.778 6,2 68.950 7,2 -39,8 65,0 BRASIL 250.883 100,0 671.006 100,0 957.069 100,0 167,5 42,6 Tx. de Crescimento % ESTABELECIMENTOS NO SETOR INDUSTRIAL NAS GRANDES REGIÕES

Um fato importante para meados da década de 2000 foi o papel exercido pelos bancos públicos. O BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal têm exercido função relevante no atendimento à demanda por crédito e financiamento de longo prazo, proporcionando crescimento da economia. Entre setembro de 2008 e dezembro de 2009, os bancos públicos foram responsáveis por 73% da expansão do crédito. Isoladamente, o BNDES contribuiu com 37% da oferta adicional de financiamento à economia. O crescimento dessas operações de crédito em parte decorreu do crescimento do emprego formal (IPEA, 2010).

Analisando a participação relativa do número de estabelecimentos nos estados do Nordeste verifica-se, conforme Tabela 6, destaque para o estado da Bahia que apresentou a maior concentração de estabelecimentos, em termos absolutos, em todo o Nordeste em 1990 (24,0%), em 2000 (26,4%) e 2010 (26,3). Os estados do Rio Grande do Norte e Ceará também são destaques em todo o período analisado. O primeiro destaca-se como o estado que mais incrementou, contribuindo com as maiores taxas de crescimento (356,6%) e (66,0%) para os anos de 1990 e 2000, respectivamente.

Tabela 6- Estabelecimentos no setor industrial – estados do Nordeste (1990 a 2010)

FONTE:Elaboração com base nos dados da RAIS/MTE 1990/2010.

Na implementação de políticas de incentivos fiscais, o Ceará saiu na frente nas disputas pelos investimentos, foi um dos estados nordestinos mais bem sucedidos na atração de indústrias para o seu território na década de 1990. Vale salientar que essas políticas de incentivos fiscais promovidas pelo Governo do Ceará, notadamente na

Estados do Nordeste

Absoluto % Absoluto % Absoluto % 2000/1990 2010/2000

Maranhão 1.269 5,7 5.603 6,6 8.558 6,5 341,5 52,7 Piaui 1.060 4,8 4.155 4,9 6.384 4,9 292,0 53,6 Ceará 4.029 18,2 18.266 21,4 28.503 21,7 353,4 56,0 Rio G. Norte 1.432 6,5 6.538 7,7 10.856 8,3 356,6 66,0 Paraiba 1.864 8,4 6.678 7,8 10.024 7,6 258,3 50,1 Pernambuco 5.205 23,5 14.679 17,2 22.687 17,3 182,0 54,6 Alagoas 958 4,3 3.491 4,1 4.766 3,6 264,4 36,5 Sergipe 989 4,5 3.341 3,9 5.094 3,9 237,8 52,5 Bahia 5.298 24,0 22.539 26,4 34.490 26,3 325,4 53,0 Total 22.104 100 85.290 100,0 131.362 100,0 285,9 54,0

ESTABELECIMENTOS NO SETOR INDUSTRIAL 1990 2000 2010 Tx. Crescimento %

segunda metade da década de 1990 favoreceram o aumento do número de indústrias em todo o estado do Ceará.

O número de estabelecimentos por gêneros da indústria no Nordeste, conforme Tabela 7, evidencia uma forte concentração no setor de construção civil a partir da década de 1990 em termos absolutos. Este gênero evoluiu de um quantitativo de 5.314 estabelecimentos para 43.052 em 2010, contribuindo neste ano com a maior participação relativa de todos os setores (32,8%).

De acordo com Tabela 7, a atividade industrial da região Nordeste que apresentou a maior taxa de crescimento do número de estabelecimentos na década de 1990 foi a indústria da construção civil (382,2%) e em 2000 a mecânica (230,8%). Tabela 7- Estabelecimentos no setor industrial – Nordeste (1990 a 2010)

FONTE:Elaboração com base nos dados da RAIS/MTE 1990/2010.

Conforme Santos et alii (2002) algumas áreas no estado do Ceará se destacaram por terem recebido grandes investimentos, como, por exemplo, a região metropolitana de Fortaleza, onde, além da capital, também se beneficiaram as cidade de Caucaia, Horizonte, Maranguape e Cascavel. Nesta última, ressalta-se a presença, desde 1998, do Curtume Bermas, do Grupo Berlim, que exporta 100% da produção, desde couro acabado até grupos estofados prontos.

A análise do número de estabelecimentos no setor industrial por gênero da indústria no Ceará (Tabela 8) permite observar que, como na região Nordeste a forte concentração em termos relativos no ano de 1990 foi na indústria têxtil (24,4%) com 984 estabelecimentos responsáveis por 35.008 empregos formais. No final do período

NORDESTE Absoluto % Absoluto % Absoluto % 2000/1990 2010/2000

Extrativa mineral 428 1,9 1.779 2,1 2.887 2,2 315,7 62,3

Ind. de prod. minerais nao metálicos 1.448 6,6 4.394 5,2 6.720 5,1 203,5 52,9

Indústria metalúrgica 957 4,3 3.751 4,4 6.866 5,2 292,0 83,0

Indústria mecânica 377 1,7 840 1,0 2.779 2,1 122,8 230,8

Ind. do mat.elétrico e de comunicaçoes 253 1,1 423 0,5 859 0,7 67,2 103,1

Indústria do material de transporte 144 0,7 676 0,8 1.012 0,8 369,4 49,7

Indústria da madeira e do mobiliário 2.052 9,3 5.835 6,8 7.008 5,3 184,4 20,1

Ind. do papel, editorial e gráfica 1.168 5,3 3.862 4,5 7.025 5,3 230,7 81,9

Ind. da borracha, fumo, couros, peles 897 4,1 2.270 2,7 4.517 3,4 153,1 99,0

Ind. química de prod. farmacêuticos 998 4,5 4.006 4,7 5.645 4,3 301,4 40,9

Ind. têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 2.637 11,9 11.320 13,3 18.148 13,8 329,3 60,3

Indústria de calçados 340 1,5 1.004 1,2 1.425 1,1 195,3 41,9

Ind. de prod. alimentícios, bebidas 4.217 19,1 17.684 20,7 20.740 15,8 319,4 17,3

Serviços industriais de utilidade pública 874 4,0 1.822 2,1 2.679 2,0 108,5 47,0

Construçao civil 5.314 24,0 25.624 30,0 43.052 32,8 382,2 68,0

INDÚSTRIA 22.104 100,0 85.290 100,0 131.362 100,0 285,9 54,0

1990 2000 2010 Tx. Crescimento %

estudado a indústria que se destacou foi a da construção civil (26,9%) com 7.671 estabelecimentos responsáveis por 75.973 empregos formais.

Tabela 8- Estabelecimentos no setor industrial - Ceará (1990 a 2010)

FONTE:Elaboração com base nos dados da RAIS/MTE 1990/2010.

A Tabela 9 evidencia a evolução do número de estabelecimentos, conforme observado à indústria da construção civil, setor tradicional, tem contribuído em termos absolutos com maior número de estabelecimentos, em todo período analisado, nas cidades em estudo. Quando se observa a taxa de crescimento na década de 1990, a indústria de calçados (1050,0%) se destacou por contribuir com maior taxa de crescimento e na década de 2000 o segmento de material elétrico e de comunicações (400,0%).

É perceptível a expansão no número de estabelecimentos que essas cidades apresentaram em consequência, de certa forma, das ações das gestões municipais ao aderirem ao modelo de gestão estadual auto nomeada de moderna, com uma política fiscal mais austera e constante preparação do território para atração de novos empreendimentos que se instalaram no espaço intraurbano.

CEARÁ Absoluto % Absoluto % Absoluto % 2000/1990 2010/2000

Extrativa mineral 67 1,7 261 1,4 351 1,2 289,6 34,5

Ind. de prod. minerais nao metálicos 222 5,5 908 5,0 1.287 4,5 309,0 41,7

Indústria metalúrgica 165 4,1 822 4,5 1.488 5,2 398,2 81,0

Indústria mecânica 57 1,4 209 1,1 550 1,9 266,7 163,2

Ind. do mat.elétrico e de comunicaçoes 40 1,0 72 0,4 152 0,5 80,0 111,1

Indústria do material de transporte 25 0,6 136 0,7 208 0,7 444,0 52,9

Indústria da madeira e do mobiliário 297 7,4 1.303 7,1 1.493 5,2 338,7 14,6

Ind. do papel, editorial e gráfica 194 4,8 760 4,2 1.331 4,7 291,8 75,1

Ind. da borracha, fumo, couros, peles 168 4,2 530 2,9 989 3,5 215,5 86,6

Ind. química de prod. Farmacêuticos 172 4,3 802 4,4 1.121 3,9 366,3 39,8

Ind. têxtil vestuário e artefatos de tecidos 984 24,4 4.261 23,3 6.654 23,3 333,0 56,2

Indústria de calçados 109 2,7 434 2,4 696 2,4 298,2 60,4

Ind. de prod. alimentícios, bebidas 646 16,0 3.247 17,8 4.013 14,1 402,6 23,6

Serviços industriais de utilidade pública 145 3,6 154 0,8 499 1,8 6,2 224,0

Construçao civil 738 18,3 4.367 23,9 7.671 26,9 491,7 75,7

INDÚSTRIA 4.029 100,0 18.266 100,0 28.503 100,0 353,4 56,0

ESTABELECIMENTOS NO SETOR INDUSTRIAL

Tx. Crescimento %

Tabela 9- Número de Estabelecimentos nas Atividades Industriais – CMs-Ceará (1990 a 2010)

FONTE:Elaboração com base nos dados da RAIS/MTE 1990/2010.

Ao observar a Tabela 10, verifica-se que na análise setorial, houve uma expansão quase generalizada do número de estabelecimentos entre as atividades industriais na década de 1990 nas cidades médias do Ceará. Ressalta-se que os estabelecimentos dos setores em pauta passaram de um quantitativo de 382 para 2.363 indústrias em 2010, ou seja, apresentaram um incremento de 518,6%% no período em estudo. Foi à cidade de Juazeiro do Norte que mais contribuiu para esse resultado e se destaca devido ao fato do crescimento de alguns setores, a exemplo da indústria: de construção civil, de calçados, a têxtil e a de alimentos.

Ao observar a Tabela 10, constata-se que em quantidades de estabelecimentos a indústria da construção civil foi mais expressiva, isso mostra o quanto foi importante a dinâmica capitalista urbana. Demonstra o quanto essas cidades vem se transformando em um mundo urbano.

Tabela 10- Número de Estabelecimentos no setor industrial – CMs Ceará (1990 – 2010)

FONTE:Elaboração com base nos dados da RAIS/MTE 1990/2010. CMs CEARÁ

Absoluto % Absoluto % Absoluto % 2000/1990 2010/2000

Extrativa mineral 4 0,0 13 0,0 21 0,0 225,0 61,5 Ind. de prod. minerais nao metálicos 29 0,1 82 0,0 113 0,0 182,8 37,8 Indústria metalúrgica 21 0,1 100 0,1 156 0,1 376,2 56,0 Indústria mecânica 1 0,0 8 0,0 30 0,0 700,0 275,0 Ind. do mat.elétrico e de comunicaçoes 2 0,0 2 0,0 10 0,0 0,0 400,0 Indústria do material de transporte 1 0,0 8 0,0 7 0,0 700,0 -12,5 Indústria da madeira e do mobiliário 39 0,1 114 0,1 108 0,0 192,3 -5,3 Ind. do papel, editorial e gráfica 14 0,0 56 0,0 107 0,0 300,0 91,1 Ind. da borracha, fumo, couros, peles 32 0,1 124 0,1 164 0,1 287,5 32,3 Ind. química de prod. farmacêuticos, veterinários 22 0,1 91 0,1 152 0,1 313,6 67,0 Ind. têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 47 0,1 211 0,1 283 0,1 348,9 34,1 Indústria de calçados 16 0,0 184 0,1 341 0,1 1050,0 85,3 Ind. de prod. alimentícios, bebidas 62 0,2 240 0,1 255 0,1 287,1 6,3 Serviços industriais de utilidade pública 8 0,0 10 0,0 24 0,0 25,0 140,0 Construçao civil 84 0,2 459 0,3 592 0,3 446,4 29,0

TOTAL 382 100,0 1702 100,0 2363 100,0 345,5 38,8 Tx. Crescimento %

1990 2000 2010

ESTABELECIMENTOS NO SETOR INDUSTRIAL

CMs-CEARÁ

Absoluto % Absoluto % Absoluto % 2000/1990 2010/2000

Crato 78 20,4 283 16,6 350 14,8 262,8 23,7

J. Norte 166 43,5 875 51,4 1.450 61,4 427,1 65,7 Sobral 138 36,1 544 32,0 563 23,8 294,2 3,5

Total 382 100,0 1.702 100,0 2.363 100,0 345,5 38,8

1990 2000 2010 TX. CRESCIMENTO %

A indústria da Singer8, em Juazeiro do Norte merece destaque. Suas atividades iniciaram em 1997, montando inicialmente máquinas de costura para o mercado brasileiro, gerando emprego e renda a centenas de pessoas na localidade. Vale ressaltar que essa indústria em Juazeiro do Norte, representa a Singer no Nordeste. A partir de 2005, a produção total da fábrica de Campinas (SP), foi transferida para a unidade de Juazeiro do Norte, permitindo a produção de componentes, além da montagem das máquinas de costura para mercados brasileiros e internacionais. Ficando em Campinas apenas a produção de agulhas (DIÁRIO DO NORDESTE, 2009).

As indústrias de Galvanoplastia9 são responsáveis pela fabricação de joias folheadas e atualmente dentre os principais polos produtores de folheados destacam-se Limeira (SP), Guaporé (RS) e Juazeiro do Norte (CE), este com cerca de 40 fábricas de joias integrando como principal polo em todo o Nordeste e terceiro polo de fabricação do país. Esta atividade foi impulsionada pelo consumo de romeiros que visitam a cidade em devoção ao Pe. Cícero (DIÁRIO DO NORDESTE, 2011).

No caso das cidades Juazeiro do Norte e Crato, os fatores que contribuíram para o crescimento dos estabelecimentos, foram em virtude da função de centro regional desenvolvida pelo município e do centro comercial resultado das suas romarias características. Vale salientar também a proximidade de outros estados como Pernambuco, Piauí e Paraíba que também contribuíram para esse desempenho.

No que se refere a indústria calçadista, algumas áreas do interior do estado do Ceará se destacam por terem recebido grandes investimentos como, por exemplo, as cidades de Sobral e Crato. Em Sobral, o desenvolvimento da atividade calçadista ganhou maior expressão a partir de 1993, com a instalação da Grendene10, que provocou um efeito em cadeia com sua presença nestas cidades. Este setor calçadista contribuiu para geração no final de 2010 de 341estabelecimentos nas CMs do Ceará.

Analisando a participação relativa do número de estabelecimentos de cada segmento industrial em cada cidade escolhida para estudo, conforme Tabela 11, constata-se que o número de estabelecimentos da indústria de alimentos, segmento

8

Isaac Merrit Singer – inventor da máquina de costura. A companhia Norte-Americana é a maior fabricante de máquinas de costura, hoje presente em mais de 150 países.

9 Galvanoplastia - é todo processo em que metais são revestidos por outros mais nobres, geralmente para proteger da corrosão.

10Os irmão Pedro e Alexandre Grendene Bartelle fundaram a Plásticos Grendene Ltda em Farroupilha RS. Hoje conta com mais cinco unidades Fortaleza, Sobral e Crato no Ceará e Teixeira de Freitas na Bahia. Essa empresa comercializa produtos para mercado externo e interno.

tradicional, tem perdido posição para a de construção civil que apresentou crescimento nos anos 2000. No final do período estudado esse segmento continuou contribuindo com o maior número de unidades industriais, seguido pelo segmento de produtos alimentícios e têxteis depois o de calçados.

Tabela 11- Participação Relativa do Número de Estabelecimentos de cada segmento Industrial, na indústria de cada CMs-Ceará (1990 a 2010)

FONTE:Elaboração com base nos dados da RAIS/MTE 1990/2010. * Participação Relativa.

A indústria de calçados de Sobral cria adensamentos, ou seja, ela arrasta outros tipos de empresas como é o caso da indústria de plásticos, de cordoaria e embalagens devido a grandeza da GRENDENE. Ressalta-se que, há um adensamento, mas este aprofunda os setores tradicionais, com exceção da indústria de embalagens que requer um certo equipamento moderno, mas essa indústria é tradicional.

Portanto, encontra-se nessas cidades uma economia que elevou a quantidade de estabelecimentos significativa dentro do Nordeste e dentro do estado, mas ao mesmo tempo parece que vem tornando esses centros cativo dentro de um setor tradicional como sempre foi por uma questão simples, que os incentivos fiscais do Ceará, Bahia, assim como Rio Grande do Norte com exceção de Pernambuco não tem dado devida atenção a atratividade de indústrias de alta tecnologia.

As principais empresas instaladas no ramo calçadista em Sobral além da Grendene foram: Beplast (pigmentos masterbath de PVC e EVA/nylon), Berman (fabricação de couros, peles e artefatos de couro), no caso de Juazeiro do Norte: PVC

CMs-CEARÁ Cra. J. Norte Sob. Cra. J. Norte Sob. Cra. J. Norte Sob.

Ind. prod. minerais nao metálicos 10,3 6,0 8,0 11,0 2,3 5,7 10,3 3,5 4,6 Indústria metalúrgica 5,1 6,0 5,1 3,2 7,0 5,5 4,9 7,3 5,9 Indústria mecânica 1,3 0,0 0,0 0,7 0,7 0,0 1,7 1,4 0,7 Ind. mat. Elétrico/ comunicações 1,3 0,6 0,0 0,0 0,0 0,4 0,9 0,3 0,4 Indústria do material de transporte 0,0 0,6 0,0 1,8 0,0 0,6 0,0 0,3 0,4 Ind. da madeira e do mobiliário 12,8 9,0 10,1 6,4 6,3 7,5 6,3 4,2 4,4 Ind. papel, editorial e gráfica 3,8 3,6 3,6 1,4 3,3 4,2 5,7 3,3 6,9 Ind.borracha, fumo, couros, peles 2,6 13,3 5,8 3,2 10,6 4,0 4,0 8,8 3,9 Ind. química prod. farmacêuticos 5,1 7,8 3,6 4,9 6,2 4,2 5,7 7,9 3,2 Ind. têxtil do vest. artef. de tecidos 7,7 10,8 16,7 9,5 14,3 10,8 6,9 11,4 16,5 Indústria de calçados 1,3 9,0 0,0 3,5 18,4 2,4 6,3 20,3 4,4 Ind. prod. alimentícios, bebidas 19,2 16,3 14,5 23,7 11,3 13,6 13,7 9,9 11,2 Serv. industriais utilidade pública 0,0 1,2 4,3 1,1 0,3 0,7 1,7 0,7 1,4 Construçao civil 28,2 15,7 26,1 28,3 19,1 39,0 31,1 20,3 33,6

INDÚSTRIA 100 100 100 100 100 100 100 100 100

1990 2000 2010

(solados de calçados), INBOP (calçados e componentes de boorracha microporosa e colorida), Injevale (calçados de borracha), Casco Mole (calçados em geral, sapatos femininos de finíssimo acabamento), Dublatec (sandálias, solados, tamancos), Bopil (sandálias e solados para calçados), Inconfel (produção de sandálias, solados e tamancos), IBC (produção de sandálias, de EVA, PVC e solados), Sagian (bolsas, cintos, carteiras e pastas), Injetal (fabricação de calçados de plásticos) (SANTOS, CORREA e ALEXIM, 2001). Segundo Pereira Júnior (2011) Juazeiro do Norte não se destaca apenas na produção de bens acabados, mas também na de insumos, pertencendo a um dos maiores espaços na região do Cariri como produtor nacional de placas de etileno vinil acetato (insumo para o uso em solados sintéticos).

No que se refere ao setor calçadista, na região do Cariri o destaque foi para a cidade de Juazeiro do Norte que, além de ser um polo de produção relativamente consolidado no contexto estadual, é a área de maior concentração de micro e pequenas empresas calçadistas do estado. Em 2010 este município era responsável por 4.949 empregos diretos, e concentrava o maior número de estabelecimentos 294. Sobral com apenas 25 estabelecimentos foi responsável por gerar um maior número de empregos diretos 19.247.

A Tabela 12 apresenta o número de estabelecimentos das cidades em estudo, do Ceará, do Nordeste e do Brasil. Quando se observa em termos percentuais as cidades em estudo tiveram o maior crescimento do número de estabelecimentos na década de 1990 com taxas mais elevadas que a região Nordeste e o Brasil.

Tabela 12- Número de Estabelecimentos no setor industrial nas CMs-Ceará, no estado do Ceará, na região Nordeste e no Brasil (1990 a 2010)

FONTE:Elaboração com base nos dados da RAIS/MTE 1990/2010.

A quantidade de estabelecimentos industriais instalados nas cidades em estudo demonstra que as políticas de atração de investimentos, adotadas pelos governos cearenses, municipal e estadual, promoveram deslocamentos de indústrias para essas

Absoluto Relativo Absoluto Relativo Absoluto Relativo 2000/1990 2010/2000

CMs-CEARÁ 382 0,2 1.702 0,3 2.363 0,2 345,5 38,8

CEARÁ 4.029 1,6 18.266 2,7 28.503 3,0 353,4 56,0

NORDESTE 22.104 8,8 85.290 12,7 131.362 13,7 285,9 54,0 BRASIL 250.883 100,0 671.006 100,0 957.069 100,0 167,5 42,6

1990 2000 2010 Tx. Crescimento %

cidades. Esse crescimento se evidencia em meados da década de 1990 com um total de 995 estabelecimentos nas cidades em estudo conforme a RAIS.

4.2 Análise do número de empregos formais no setor industrial no Brasil,