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ÇOCUKLUK-GENÇLİK-EĞİTİM VE ASKERLİK HAYATI

II. EĞİTİM-ÖĞRETİM HAYATI

O quadro de funcionários é formado por 42 colaboradores, dos quais, 29 são professores. A formação desses docentes é em sua maioria de licenciatura plena, 28, e apenas um tem escola normal. No entanto, apenas um é professor titular.

7.2PARTICIPANTES

O grupo participante da pesquisa era formado por duas turmas de educação infantil do 2º estágio de uma mesma escola na rede municipal da cidade de São Paulo. A turma em que foi utilizado o aplicativo foi designada como Grupo de Aplicação (GA), a outra classe foi nomeada como Grupo Controle (GC). As duas salas foram indicadas pela diretora da EMEI, assim como a orientação para aplicar no horário da tarde o software.

O critério para a escolha da sala de aplicação foi uma classe que estaria em processo inicial da aprendizagem da linguagem escrita, por isso uma classe de 2º estágio e não de 1º, e optou-se por aplicar no 2º semestre do ano letivo.

Notamos que as duas salas indicadas eram muito distintas com relação ao somatório de reconhecimento das letras, o que foi verificado após a aplicação da avaliação inicial de nomeação do alfabeto nas duas turmas. Então, intencionalmente, escolhemos como GA a classe com menor índice total de acertos no alfabeto (com 298 letras de um universo de 780), ficando a outra sala como GC (com soma de 510 letras de um conjunto de 728 possíveis). O somatório final dos dois grupos pode ser facilmente observado nas Tabelas 1 e 3.

O grupo de aplicação era formado por um total de 30 alunos e constituído por 15 meninos e 15 meninas. Já o grupo controle tinha um número próximo de participantes do GA, 28 crianças, e era composto por 16 meninas e 12 meninos.

Nos dois grupos (GA e GC), a idade cronológica das crianças era semelhante, ou seja, entre cinco anos e meio (5,6) e seis anos e meio (6,6).

A pesquisa foi realizada na turma vespertina, do 2º estágio, em horário escolar, durante três vezes por semana, totalizando nove sessões, com duração de 30 minutos cada aplicação, ocorrendo durante o mês de setembro, o que foi acordado com a professora da classe. O período vespertino começava às 15h00 e se estendia até às 19h00.

Cumpre destacar que o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para participar da pesquisa foi assinado pela diretora da escola (Anexo 3) e individualmente pelos pais das crianças (Anexo 4).

Na última semana de agosto foi realizada, nos dois grupos, uma avaliação de diagnóstico de reconhecimento de letras do alfabeto, o mesmo teste foi repetido no final da utilização do aplicativo, o que ocorreu na primeira quinzena de outubro.

Antes de iniciar a aplicação propriamente dita do software, na primeira semana de setembro, foi realizada uma atividade de reconhecimento e nomeação do nome das figuras (objetos) do aplicativo, de modo a garantir que todos os alunos do grupo de aplicação dessem o

mesmo nome aos objetivos existentes no aplicativo, pois há normalmente variantes linguísticas na designação das palavras entre as crianças.

Os dias de aplicação no laboratório de informática da escola foram: 11/09, 12/09, 16/09, 18/09, 20/09, 23/09, 25/09, 27/09 e 30/09.

7.3DELINEAMENTO

Este trabalho caracteriza-se como um estudo do tipo levantamento descritivo, tendo como método a observação15 (Gray, 2012). Nesta dissertação, foi observado o uso do aplicativo educativo Mundo das Letras (uma testagem) em um grupo de crianças.

A metodologia da pesquisa foi do tipo mista, ou seja, houve abordagens qualitativas e quantitativas concomitantemente (Gray, 2012). A escolha por essa metodologia, neste trabalho, permitiu uma visão mais rica e contextual do fenômeno pesquisado.

A testagem do experimento (um procedimento de verificação) foi realizada em três etapas: etapa 1: aplicação inicial de uma avaliação diagnóstica de reconhecimento de letras do alfabeto (no GA e GC); etapa 2: atividade de reconhecimento e nomeação dos objetos (figuras) que compõem o aplicativo (no GA) e aplicação do software Mundo das Letras (no GA); e etapa 3: aplicação final de uma avaliação diagnóstica de reconhecimento de letras do alfabeto (no GA e GC); a fim de analisar os possíveis efeitos da utilização do aplicativo na aprendizagem das letras do alfabeto e, consequentemente, do ensino do princípio alfabético.

7.4AS ETAPAS DO EXPERIMENTO

7.4.1ETAPA 1

O material necessário para essa etapa da pesquisa foi: 1) uma avaliação diagnóstica de reconhecimento do nome das letras do alfabeto.

O conhecimento do nome das letras: avaliação inicial. Aos participantes do grupo de

aplicação e do grupo controle foi solicitado que cada um nomeasse as 26 letras do alfabeto, de modo individual. Para isso, foi produzido um alfabeto móvel (cartões), conforme o exemplificado na página seguinte:

15 A escolha por esse tipo de levantamento se deu porque é um sistema que permite a coleta de informações. As pesquisas de levantamento abrangem os métodos de observação, o qual envolve o olhar sistemático sobre as ações das pessoas e o registro, e de análise e interpretação de seu comportamento (Gray, 2012).

O local da avaliação foi o laboratório de informática em que estavam presentes somente a pesquisadora e a criança avaliada. Os alunos do GA e do GC foram chamados um a um, até que se completasse o total de estudantes dos dois grupos.

O procedimento foi realizado da seguinte maneira: as letras do alfabeto móvel eram viradas para baixo e embaralhadas. Retirava-se uma letra de modo aleatório e era apresentada ao aprendiz, de forma que ele dissesse o nome dela.

Para que fosse mais dinâmica a avaliação de reconhecimento das letras, foi dito às crianças que era um “jogo do alfabeto”, e elas deveriam dizer o nome daquelas que conheciam e, caso não soubessem, deveriam se manifestar dizendo que não sabiam. O não conhecimento do nome das letras não foi um problema para realizar a avaliação, pois os alunos eram informados que caso não soubessem iriam aprender, posteriormente, o nome delas. O resultado da avaliação inicial foi registrado individualmente em uma ficha (Anexo 5).

Também nessa fase, com o intuito de conhecer o perfil da professora, do grupo de aplicação, foi solicitado a ela o preenchimento de um questionário (Anexo 6) em que se perguntava: 1) formação acadêmica (pedagoga com pós-graduação em psicopedagogia); 2) tempo de docência (24 anos); 3) materiais utilizados em classe nas atividades de alfabetização (jogo, bingo de letras etc.); e 4) se fazia uso de tecnologias ao preparar as aulas (sites de

educação infantil).

7.4.2ETAPA 2

Os materiais necessários para a etapa 2 do trabalho foram: 1) slides ou cartões com os nomes de todos os objetos (figuras) existentes no aplicativo, 2) uma sala de informática com fones de ouvidos individuais e 3) o aplicativo educativo Mundo das Letras.

A atividade de reconhecimento e nomeação do nome dos objetos (figuras) do aplicativo.

Para que se garantisse que as crianças do GA conhecessem o mesmo nome dos objetos (figuras) do aplicativo, foram apresentados a elas slides que continham as figuras do aplicativo. O

exercício ocorreu no laboratório de informática, com grupos entre 10 e 12 alunos, em que os

slides apareciam na tela de projeção.

A apresentação das figuras ocorreu por meio de 26 tiras (o que também pode ser realizado por meio de cartões), uma para cada letra do alfabeto, contendo as sete figuras que começam com a mesma letra a ser aprendida pelas crianças. É o que exemplificamos com tiras das letras A e B abaixo:

Letra A Objeto

Nome aranha árvore abelha avó anel apito avião

Letra B Objeto

Nome bala bicicleta bola bermuda bule besouro bebê

Ao apresentar a tira, a pesquisadora perguntava ao grupo de crianças qual era o nome de cada figura e caso não soubessem era dito o nome dela, só se mudava de letra (tira) quando todos concordavam na nomeação. A atividade foi realizada durante uma semana, durante três vezes, com duração de 20 minutos cada uma. O intuito era de padronizar o nome dos objetos, pois há a existência de variantes linguísticas na sala de aula. Com isso, queríamos que o GA, ao utilizar o Mundo das Letras, o fizesse por conhecimento e não por tentativa aleatória (“chute”).

A utilização do Mundo das Letras. As 30 crianças do grupo de aplicação foram

divididas em grupos formados com 6 a 12 alunos, pois este era o número de computadores que funcionavam no laboratório de informática. A aplicação ocorreu de modo individual com fone de ouvido (Fotos 3 e 4).