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Dokuzuncu Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorum

III. BÖLÜM

4.9. Dokuzuncu Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorum

Os indicadores de desempenho são medidas quantitativas da eficácia referentes ao grau de cumprimento de metas e da eficiência que corresponde ao grau de otimização na produção de um serviço (Alegre et al., 2004).

Segundo Vieira et al. (2006), desde 1991, as entidades gestoras da Inglaterra e Pais de Gales reportam à entidade reguladora do setor (Ofwat) o seu desempenho no fornecimento de serviços de água, por meio de indicadores de desempenho. Na TAB. 3.2 apresenta-se uma síntese dos indicadores desenvolvidos por unidade gestora e área de avaliação, na qual se pode observar que os indicadores na área de tratamento de água são incipientes.

TABELA 3.2 - Visão geral dos Indicadores de desempenho desenvolvidos para os SAA

(Continua) Unidade Gestora / Entidade Número de

indicadores

Área de avaliação

International Water Association – IWA (Reino Unido)

170 • Recursos hídricos • Recursos humanos • Infra-instrutora • Operacionais • Qualidade de serviço • Econômico-financeiro International Benchmarking Network for Water and Sanitations Utilities – IBNET (Banco Mundial)

42 principais e 37 subindicadores

• Cobertura de serviço

• Consumo e produção de água

• Água não faturada

• Práticas de medição

• Desempenho das redes de distribuição

• Custos de operação e recursos humanos

• Qualidade de serviços

• Faturamento

• Finanças

• Recursos naturais

Water Services Regulation Authority – OFWAT (Inglaterra e País de Gales)

21 • Serviço ao consumidor

• Distribuição de água

• Impactos ambientais

American Water Works Association – AWWA e Water Environment Foundation – WEF (EUA)

20 • Desenvolvimento organizacional

• Operação de gestão

• Relação com o consumidor

• Operação dos sistemas

Six-Cities Group

(Copenhagen, Gothenburg, Helsinki, Malmo, Oslo e Stockholm))

28 • Gestão global

• Produção de água de consumo

• Distribuição de água

• Construção

• Reabilitação de infra-estrutura

• Finanças

Water Services Association of Australia - WSAA, National Water Initiative - NWI e National Water Commission – NWC (Austrália) 225 • Recursos hídricos • Clientes • Ambiente • Preço e finanças • Saúde pública

Asian Development Bank – ADB (Ásia) 51 • Instituição • Produção de água • Serviço • Gestão • Tarifas • Operação e manutenção

TABELA 3.2 - Visão geral dos Indicadores de desempenho desenvolvidos para os SAA

(Conclusão) Unidade Gestora / Entidade Número de

indicadores

Área de avaliação

South East Asian Water Utilities Network – SEAWUN (Asia)

83 • Cliente

• Sistema de abastecimento de água

• Recursos humanos

• Financeiros

Associactión de Entes Reguladores de Agua Potable y Saneamiento de las Américas – ADERASA (America Central e do Sul) 80 • Gestão • Estrutura do serviço • Operação • Qualidade do serviço • Econômicos

Persatuan Perusahaan Air Minum di Seluruh Indonésia – PERPAMSI (Indonesia)

29 • Financeiros

• Cliente

• Técnico / operacional

• Recursos humanos

Instituto Regulador de Águas e Resíduos – IRAR (Portugal)

20 • Defesa dos interesses dos usuários

• Sustentabilidade da entidade gestora

• Sustentabilidade ambiental

Fonte: Adaptada de VIEIRA et al., 2006, 2008; MILLER et al., 2001; STAHRE e ADAMSSON, 2001.

Desde 1995, no Brasil, é realizado anualmente o Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto que traz informações referentes aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do país. As informações mais relevantes sobre estes serviços são apresentadas utilizando-se indicadores econômicos, operacionais, de balanço e de qualidade, entretanto pouca ênfase é dada ao tratamento de água (MCIDADE, 2012).

Em 2007 foram publicadas pela International Organization for Standardization – ISO as normas da série ISO 24510 referentes à gestão dos serviços prestados pelos sistemas de abastecimento de água potável e sistemas de águas residuárias, definindo critérios de qualidade do serviço e indicadores de desempenho. A ISO 24512 apresenta as orientações para gestão e avaliação dos serviços públicos de abastecimento de água potável, tendo como foco tanto os aspectos econômicos e de gestão, como os aspectos técnicos (ISO, 2007).

Vieira et al. (2008) desenvolveram 77 indicadores de desempenho para estações de tratamento de água relacionados aos seguintes tópicos:

iii) Aplicação racional dos recursos naturais e materiais disponíveis, tais como: água, energia elétrica, produtos químicos, entre outros (7);

iv) Gerenciamento dos subprodutos e resíduos gerados na potabilização (7); v) Uso racional dos recursos humanos disponíveis (8);

vi) Uso racional dos recursos econômicos e financeiros disponíveis (9); vii) Segurança (3).

Dentre os indicadores considerados, não foi observada nenhuma referência às características da água bruta e sua variação ao longo do tempo.

Silva et al. (2011) aplicaram os indicadores propostos por Vieira et al. (2008) avaliando o desempenho global (ADG) e o desempenho operacional (ADO), no período de 2006 a 2009, em 12 pequenos sistemas de abastecimento de água de Portugal. Dessa amostra, dez eram operados pelas companhias estaduais, um operado por iniciativa privada e um operado pelo município, com vazões variando de 3 a 400 m³/d com captação de água em diferentes fontes (águas superficiais e subterrâneas). Para cada indicador e cada ano amostrado foram determinados: o primeiro e terceiro quartis; média aritmética; mediana; valores máximos e mínimos; e os valores extremos. Concluiu-se que todos os indicadores são relevantes, vinculados aos objetivos delineados. Em algumas estações um fator limitante foi a falta de dados para utilização dos indicadores. Os resultados preliminares mostraram a capacidade dos indicadores na avaliação do desempenho global e operacional das estações e sua viabilidade na análise comparativa entre sistemas. Os indicadores mostram-se importantes para a melhoria contínua das estações e devem ser alvos de periódica reavaliação.

Pode-se perceber o quanto é complexa a avaliação de desempenho de estações de tratamento de água, pois são diversos os fatores intervenientes, podendo-se ressaltar: o tipo de tecnologia empregada; a qualidade da água bruta afluente; o tipo, a qualidade e a dosagem de produtos químicos; a existência ou não de automação; a qualidade da mão de obra de operação e manutenção, e a qualidade da equipe gerencial do sistema.

Neste cenário, com intuito de facilitar a análise de desempenho em estações de tratamento de água, surgiram diversos estudos propondo modelos de tomada de decisão para otimização do processo.