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Danimarka‘ya Göçün BaĢlangıcı ve Mekânlar Arası AkıĢkanlık

BÖLÜM 3: SOSYAL BENLĠK, TOPLUM VE AĠDĠYET BAĞLARI

3.2. Danimarka‘ya Göçün BaĢlangıcı ve Mekânlar Arası AkıĢkanlık

No 7.995 (14/02/2002) e No 8.139 (30/12/2002)

Como observamos no item anterior, a Coordenadoria de Participação Popular não apareceu no Decreto No 7.831, por esse motivo e em função de se realizar alguns

ajustes na estrutura criada no final do primeiro mandato foram promulgados outros dois decretos de lei sobre a estrutura administrativa, logo no início do segundo mandato.

O primeiro deles, o Decreto No 7.852, de 1o de janeiro de 2001, estabeleceu as unidades da Administração Municipal Direta por meio da manutenção de seis secretari- as, criadas no Decreto No 7.831, com alguns ajustes internos a duas destas secretarias e ressurgiu com a Secretaria Municipal de Governo que passou a assumir as atribuições referentes ao Gabinete do Prefeito, unidade que foi subordinada a Secretaria Municipal de Governo, e que incorporou outras duas coordenadorias. A Coordenadoria de Partici- pação Popular, responsável pelo processo do OP e que não estava presente no Decreto No 7.831, e a Coordenadoria de Assuntos Institucionais.

Quanto às unidades que também receberam mudanças estavam a Secretaria Mu- nicipal de Educação e Esportes que teve a redução de três para duas coordenadorias, permanecendo a Coordenadoria de Ensino e a Coordenadoria de Esportes e tendo a Co- ordenadoria de Planejamento Educacional removida da estrutura administrativa. E a Secretaria Municipal de Controle Administrativo que teve agregada ao seu organograma a Coordenadoria de Planejamento de Ação Fiscal.

O Decreto No 7.855 foi promulgado em 3 de janeiro de 2001 e estabeleceu a estrutura administrativa definitiva (Figura 4.5) da Prefeitura Municipal de Franca onde manteve as sete secretarias definidas no decreto anterior, sofrendo apenas algumas alte- rações de caráter denominativo e de agregação de outras funções em duas coordenadori- as da Secretaria Municipal de Infra-estrutura e Meio Ambiente. Desse modo a Coorde- nadoria de Serviços Municipais passou a se chamar Coordenadoria de Obras e Serviços e a Coordenadoria de Transportes que passou a assumir também as funções de gerenci- amento de trânsito, logo essa passou a se chamar de Coordenadoria de Transporte e Trânsito. Secretaria da Gestão de Recursos VICE-PREFEITO PREFEITO Secretaria de Infra-estrutura e Meio Ambiente Secretaria de Controle Administrativo Secretaria de Governo Secretaria de Educação e Esportes Secretaria de Saúde Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social Coordenadoria de Participação Popular Coordenadoria de Planejamento Estratégico

Figura 4.5 – Organograma da estrutura administrativa direta resultante dos ajus- tes sobre a reforma administrativa iniciada no final do 1o mandato, destacando as Coordenadoria de Participação Popular e Coordenadoria de Planejamento Estra- tégico.

Cabe destacar sobre esse decreto, a vinculação dos Conselhos Municipais e das comissões na estrutura administrativa da prefeitura. O COMDEMA, o COMDEC e o COMTUR foram vinculados a Secretaria Municipal de Governo. A Secretaria Munici- pal de Gestão de Recursos vinculou a Comissão Permanente de Licitações – COPEL e a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. A Secretaria Municipal de Con- trole Administrativo vinculou o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor – PROCON. Por sua vez, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social vinculou o Conselho Municipal de Assistência Social de Franca. A Secretaria Municipal de In- fra-estrutura e Meio Ambiente vinculou o Programa de Habitação Popular de Franca S/A, que antes era ligado a Secretaria de Planejamento do Território e Meio ambiente. A Secretaria de Saúde agregou a sua estrutura o Conselho Municipal de Saúde e a Vigi- lância Sanitária. Por fim, a Secretaria de Educação e Esportes vinculou diversos conse- lhos, como o Conselho Municipal de Cultura, o Conselho Municipal de Educação, o Conselho Municipal de Alimentação Escolar, o Conselho Municipal de Acompanha- mento e Controle Social de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artísti- co e Turístico – CONDEPHAT.

No decorrer do ano de 2001, ocorreram outras mudanças especialmente com a criação de órgãos internos as Secretarias Municipais. Entretanto, a nova estrutura da administração direta sofreu outras revezes em nível de secretarias, após nove meses do início do segundo mandato. No dia 24 de setembro de 2001 foi promulgado o Decreto No 7.938 que alterou o dispositivo do Decreto No 7.855, de 3 de janeiro de 2001, que dispõe sobre a estrutura administrativa da Prefeitura Municipal de Franca. Ou seja, o Decreto No 7.938 veio acrescentar mais uma secretaria ao organograma da administra- ção, a Secretaria Municipal de Projetos Especiais. Essa foi adicionada à estrutura com a missão de conduzir projetos com status especial, como é o caso do Programa Gestão Integrada Centro. Já que os projetos do programa envolviam o trabalho conjunto de diversas unidades administrativas e necessitava de uma coordenação que garantisse tan- to a continuidade quanto a implementação desses, logo os dirigentes da equipe de go-

verno optaram por criar uma secretaria para gerenciar e monitorar os projetos de manei- ra integrada entre os diversos órgãos e unidades envolvidos.

O ano de 2002 também contou com alterações na estrutura definida no começo do segundo mandato. No início desse ano foi publicado o Decreto No 7.995, de 14 de fevereiro de 2002, que dispôs outras alterações sobre o Decreto No 7.855/2001 em rela- ção à Administração Municipal Direta. Este decreto coloca ―a decisão do governo mu-

nicipal de criar a Secretaria Municipal de Recursos Humanos e Materiais, com o obje- tivo de desvincular as atividades de recursos humanos, compras, almoxarifado e patri- mônio da Secretaria Municipal de Gestão de Recursos, possibilitando a essa secretaria concentrar esforços nas atividades relacionadas às finanças e receitas municipais‖.

Em 30 de dezembro de 2002 foi promulgado um novo decreto, No 8.139, que alterou significativamente a estrutura administrativa do Decreto No 7.855 (03/01/2001). Em função de adaptações e remanejo de órgãos que a estrutura inicial sofreu no período e em razão do restrito número de pessoal para exercer as novas funções houve um des- monte da estrutura inicial sem seguir a filosofia da integração e do trabalho com a Polí- tica de Cotas para cada secretaria, que foram definidas durante o processo de planeja- mento estratégico. Essa reestruturação provocou um retrocesso no processo de plane- jamento em função deste ter sido realizado em cima de ocorrências e não de forma pla- nejada, segundo o depoimento de um dos dirigentes durante as entrevistas realizadas. Desse modo, esta ultima mudança resultou num aumento do número de unidades admi- nistrativas que dispôs uma estrutura diferente da original, contida no Decreto 7.855/2001. A Figura 4.6 apresenta o organograma da reestruturação estabelecida pelo Decreto No 8.139.

Pela análise do presente decreto em questão, identifica-se que o número de se- cretarias passou de 9 para 12, referente ao ultimo decreto (No 7.995/2002). Este aumen- to resultou da divisão de secretarias, como é o caso da Secretaria Municipal de Infra- estrutura e Meio Ambiente que se dividiu em duas, a Secretaria Municipal de Urbanis- mo e Meio Ambiente e a Secretaria de Obras e Serviços, e teve os seus serviços de transporte novamente subordinados a Secretaria Municipal de Governo, como no pri- meiro mandato. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social teve sua ação delimitada apenas sobre a área econômica, sendo sua área social transferida para a nova Secretaria Municipal de Assistência e Participação Popular, que como seu

próprio nome sugere, também, agregou as atribuições da Coordenadoria de Participação Popular que, por essa razão, foi desvinculada da Secretaria Municipal de Governo. Por fim, cabe destacar que a Coordenadoria de Assuntos Institucionais foi desvinculada da Secretaria Municipal de Governo, estabelecida no artigo 9o do Decreto 7.855 (03/01/2001), e passou a denominar-se Chefia de Gabinete e foi também subordinada diretamente ao Prefeito Municipal.

Secretaria Municipal de Administração VICE-PREFEITO PREFEITO Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente Secretaria Municipal de Finanaças Secretaria Municipal de Governo Secretaria Municipal de Educação e Esportes Secretaria Municipal de Saúde Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Secretaria Municipal de Projetos Especiais Secretaria Municipal de Recursos Humanos e Materiais Secretaria Municipal de Assistência e Participação Popular Secretaria Municipal de Obras e Serviços Chefia de Gabinete Secretaria Municipal de Controle e Assuntos Jurídicos

Figura 4.6 – Organograma da estrutura administrativa direta estabelecida pelo Decreto No 8.139 que altera a estrutura definida no início do 2o mandato.

A partir da análise sobre as mudanças na Estrutura Administrativa da Prefeitura Municipal de Franca se observa que a equipe de dirigentes ainda não conseguiu chegar a um consenso sobre uma estrutura ideal que na prática otimize da melhor forma possível à utilização dos diversos recursos públicos para a implementação de políticas públicas. Apesar das dificuldades e das limitações, que ultrapassam as fronteiras da Administra- ção Municipal de Franca na medida em que esta está dentro de um contexto mais crítico que circunscreve a situação da administração pública brasileira, como observamos no capítulo um, a experiência da implementação do planejamento estratégico e a tentativa de um trabalho mais integrado em nível inter e intra Secretarias trouxeram avanços que produziram resultados positivos, especialmente, em relação ao cumprimento das de- mandas do OP. Embora esse processo que tange a dimensão da estrutura administrativa seja incipiente, cabe destacar aqui aspectos sobre a Coordenadoria de Planejamento Es- tratégico que foi o principal órgão criado para conduzir as ações integradas entre as di- versas instâncias do governo no segundo mandato da gestão municipal.

A Coordenadoria de Planejamento Estratégico foi criada com o papel de articu- lar as ações integradas entre as instâncias da administração municipal realizando um acompanhamento destas em todos os momentos ou etapas, ou seja, a coordenadoria as-

siste as instâncias tanto na elaboração e na tomada de decisão de quais ações serão rea- lizadas quanto na implementação destas por meio do monitoramento dos indicadores de resultados. Ainda que, a coordenadoria abarque um leque amplo de funções sua estrutu- ra se restringe, em função das limitações dos recursos da Prefeitura Municipal, a apenas um cargo comissionado representado pelo coordenador de planejamento estratégico. Desse modo, compete aqui realizarmos uma sucinta descrição do perfil profissional e do papel exercido pelo coordenador de planejamento estratégico no município de Franca, uma vez que, a sua atuação à frente desse cargo foi indispensável para a condução do processo de implementação do planejamento estratégico, como também, na articulação das instâncias e na assistência das decisões governamentais.

Mauro Ferreira (Coordenador de Planejamento Estratégico) nasceu no município de Franca em 1952 e exerce a profissão de arquiteto desde 1974 em sua cidade. É tam- bém mestre em arquitetura pela USP e atualmente é doutorando pela mesma instituição onde desenvolve uma pesquisa sobre o Plano Diretor do município de Franca. Ainda na área acadêmica, é professor da Universidade Estadual de Minas Gerais – UEMG, cam- pus de Passos-MG. Não obstante, tem uma atuação marcante na preservação do patri- mônio histórico e cultural de Franca e é visto na cidade como um ―arquivo vivo‖ sobre o desenvolvimento urbano do município. Ele é militante do Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação e também exerceu funções de secretário municipal, dentre outros cargos, em administrações anteriores a de Gilmar Dominici. No primeiro mandato da gestão do atual Prefeito, ele foi o dirigente da Secretaria de Planejamento do Território e Meio Ambiente.

Em função do breve histórico profissional e de sua vasta experiência na adminis- tração municipal de Franca fica evidente o perfil de liderança e know how em gestão pública e urbana do Coordenador de Planejamento Estratégico. Embora sucinta essa descrição foi necessária devido ao papel fundamental exercido pelo coordenador duran- te o processo de planejamento estratégico da gestão municipal, cabendo ao autor desse trabalho sugerir um estudo futuro sobre a atuação desse ator (Coordenador de Planeja- mento Estratégico) na experiência de implementação do planejamento estratégico na administração municipal de Franca.

Uma outra instância criada e desenvolvida no processo de implementação do planejamento estratégico durante o segundo mandato é o Comitê Gestor. Em função

deste não ser um órgão oficial, assim não está presente nos decretos que estabelecem a estrutura administrativa, e por estar diretamente ligado ao processo decisório, aborda- remos suas características no item seguinte que analisa a dimensão decisória da gestão municipal.

4.4.2 Análise do Processo Decisório da Administração Municipal de Franca (Ges-