BÖLÜM 3: NEO-LİBERAL DEĞİŞİM SÜRECİNİN AKADEMİSYENLERİN
3.1. Araştırmanın Arkaplanı
3.1.3. Türk Yükseköğretim Tarihinde Neo-Liberalleşme Dönemi
3.1.3.2 Bologna Süreci ve Diğer Uygulamalar
As quantidades destes resíduos no município não são significativas a ponto de justificar custos com uma estrutura específica para sua coleta e processamento. A ênfase deve ser dada na minimização dos mesmos, podendo-se prever alguns pontos entrega voluntária em locais já existentes. Por exemplo, poderá ser criada uma campanha para que a população doe os remédios que têm prazo de validade com vencimento próximo para a farmácia municipal, a fim de que possam ser ainda consumidos. Procedimento semelhante, pode ser adotado para restos de tintas e vernizes, que poderão ser utilizados em instalações públicas. Pilhas e baterias poderão ser entregues voluntariamente e encapsuladas em artefatos de concreto produzidos pela própria Administração Municipal. Nenhuma destas soluções acarretam custos, exceto para a divulgação e orientação da comunidade, que poderão estar incluídos nos custos previstos para a educação ambiental.
5.3.5 Destinação dos RSD e RCI
Uma das possíveis propostas de tratamento e destinação dos RSD e RCI em Itamogi seria a implantação de uma Unidade de Triagem e Compostagem (UTC), associada a uma coleta seletiva com separação de resíduos secos e úmidos. Esta escolha baseou-se no balanço de massa (Figura 4.17) que mostrou claramente o expressivo potencial de reintegração ambiental e econômica dos RSU gerados em Itamogi.
O resultado do balanço de massa, feito conforme proposto por UFV (1997) permitiu concluir haver 0,98 t/dia de materiais recicláveis, 1,66 t/dia de material compostável e 0,94 t/dia de rejeitos, o que significa um potencial médio de reaproveitamento dos RSD de 53 % do total de 4,9 t/dia coletado.
geração de resíduos e da população num período de 15 anos. A estimativa feita é de que a geração passará de 0,48 Kg/hab/dia para 0,50 Kg/hab/dia e a população urbana passará de 7412 para 9086 pessoas
Dessa forma pode-se concluir que 2,64 t/dia de resíduos podem ser reintegrados ambiental e economicamente, relevando a potencialidade da reciclagem e da compostagem.
Figura 5.17 – Balanço de Massa dos Resíduos Sólidos Urbanos
Esta reintegração ambiental será possível através da venda dos materiais recicláveis, utilização do composto nas lavouras (uma vez que o município possui uma base econômica agrícola) e praças públicas. Outro benefício da opção será a reintegração sócio-econômica de catadores, os quais deverão operar a unidade, obtendo renda a partir da venda dos recicláveis e com melhores condições de trabalho. Assim, não se prevê a contratação de funcionários especificamente para a UTC, pois este custo seria elevado para a PMI.
Produção de RSU 100% 4,90 t/dia Rejeito Parcial 10,20 % 0,50 t/dia Matéria Orgânica 67,70% 3.32 t/dia Materiais Potenc. Recicláveis 22,10 % 1,08 t/dia Rejeito da Recicl. 10% 0,108 t/dia Rejeito Total (Aterro) 19,15% 0,94 t/dia Rejeito da Compostagem 10% 0,332 t/dia Perdas na Compostagem 40% 1,33 t/dia Materiais recicláveis 90% 0,98 t/dia Reintegração Ambiental 53.90% 2,64 t/dia Produção de Composto 50% 1,66 t/dia
(UTC) para Itamogi é apresentada no Anexo 1. A referida proposta corresponde à capacidade de processamento de 4,75 t/dia, tendo ainda uma flexibilidade operacional de 1,5 t/dia, correspondendo a um horizonte de projeto de 15 anos. O custo estimado para tal solução é da ordem de R$ 103.000,00. Deve-se observar que este custo não inclui a preparação das valas para o aterramento dos rejeitos. O valor, entretanto, é relativamente baixo, pois a PMI possui os equipamentos necessários (tratores, compactadores, etc), sendo que a estimativa é de implantação de 3 a 4 valas por ano.
Uma segunda alternativa possível para a destinação dos RSD e RCI em Itamogi seria a coleta convencional (não seletiva), com disposição em aterro sanitário. Entretanto esta opção necessitará de maior área para aterramento, além da necessidade de haver maior controle do sistema, pois há maior geração de chorume cujo tratamento pode ser um problema. Estima-se um custo inicial de implantação da ordem de R$ 30.000,00 (considerando-se a execução gradativa das valas). Segundo levantado na literatura, o custo por habitante/ano fica em torno de R$ 6,00 o que significa que para Itamogi, que tem uma população urbana de 7400 habitantes custaria R$ 3700,00 mensais além do custo do sistema atual de coleta de R$ 6800,00.
Comparando os custos de implantação da UTC e aterro sanitário de rejeitos com a solução de aterro sanitário exclusivamente, nota-se que nos primeiros dois anos o custo total (implantação e operação) da primeira opção seria maior.Entretanto, a partir do terceiro ano, a situação se inverteria, pois a segunda opção apresenta um custo operacional maior.
Outras alternativas possíveis (a longo prazo), como a separação da matéria orgânica para associação com criação de suínos ou vermicompostagem, embora interessantes sob vários aspectos, não serão aqui discutidas, pois implicam em maiores investimentos em termos de envolvimento de produtores e disponibilização das respectivas técnicas. Podem ser pensados para um prazo maior.
Os entulhos gerados no município serão depositados em uma área determinada para que sejam reutilizados em manutenção de estradas rurais e em atividades de construção civil. Os RCD com granulometria maior e que forem impróprios para as atividades citadas poderão ser encaminhados a uma britadeira, já existente no município, para que sejam submetidos ao processo de trituração. Assim, poderão ser utilizados naquelas aplicações, incluindo seu uso em aterros em construções (há dificuldade na obtenção de solo para esta finalidade no município) e mesmo como agregados na produção de artefatos de concreto. Este serviço não representará mais nenhum gasto para o município, pois este já realiza a coleta destes materiais. Aliás, esta coleta deve ser cobrada dos geradores dos RCD, o que não ocorre atualmente. Deverá haver também economia na aquisição de agregados pela Prefeitura. O custo de trituração poderá ser negociado com o proprietário da britadeira, que poderá ficar com o material resultante.