4.1. Araştırmada incelenen unsurlar
4.1.9. Bayrak yaprak alanı (cm²)
Para Faria et al. (2010), em organizações públicas, o foco da administração é a transparência das relações e o emprego dos recursos para a satisfação da sociedade. Assim, percebe-se que na governabilidade do País deverão ser preservados valores que garantam a eficiência e a eficácia na utilização dos bens públicos da sociedade. Para isso, a administração pública vê-se obrigada a utilizar-se de um alto grau de formalismo nas suas relações para aquisições de bens e contratações de serviços.
O processo de compras governamentais é regido por um conjunto de leis. A Lei Nº 4.320, de 17 de março de 1964, determina que nenhuma despesa pública será realizada sem que haja previsão orçamentária para tal gasto. Diante disto, é obrigatória a reserva de valor orçamentário, sendo assim necessário que se quantifique o preço. Em outras palavras, o dinheiro que se encontra em uma conta única é separado do montante para a realização daquela despesa.
De acordo com a Lei Nº 8.666/1993, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública, existem cinco modalidades clássicas de licitação: concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão. Abaixo faz-se uma descrição de cada uma das modalidades de licitação:
A concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação, comprovem possuir os requisitos mínimos exigidos para a execução de seu objeto. Deve sempre ser adotada nos casos de maiores valores e complexidade. É a modalidade de maior amplitude, pois admite a participação de qualquer interessado, permitindo, assim, a maior competitividade possível. Aplica-se a compras em valores acima de R$ 650 mil ou, de R$ 1,5 milhão no caso de obras e serviços de engenharia;
Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. Convoca fornecedores previamente cadastrados, aplicando-se a compras em valores até R$ 650 mil ou, até R$ 1,5 milhão no caso de obras e serviços de engenharia;
Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. Pode ser adotada para compras em valor até R$ 80 mil, ou R$ 150 mil em se tratando de obras e serviços de engenharia;
Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. Por fim, leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis, prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação.
Administração, de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis, conforme o art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação.
Por fim, o Decreto Nº 5.450/2005, estabelece a exigência de utilização do pregão, preferencialmente na forma eletrônica, para entes públicos ou privados nas contratações de bens e serviços comuns, realizados em decorrência de transferências voluntárias de recursos públicos da União decorrentes de convênios ou instrumentos congêneres, ou consórcios públicos.
Com a edição do Decreto Nº 3.931/2001, o Governo regulamentou métodos de aquisição de bens, materiais e serviços por meio da ARP autorizando que haja um órgão gerenciador e que outros órgãos participem de uma mesma ata (órgãos
participantes). Criou, também, a possibilidade da utilização da ARP por outros órgãos que não tenham participado previamente do certame, conhecidos por “caronas”. Resumindo, um órgão qualquer que não tenha participado do Pregão pode adquirir um bem ou serviço nos mesmos moldes do Pregão que ele encontre disponível, entre os já realizados, e que satisfaça suas necessidades. No caso do governo federal, os pregões encontram-se disponíveis no sítio Comprasnet. Após toda essa regulamentação, as ARPs tornaram-se o meio mais utilizado para aquisição de bens, materiais e serviços.
A modalidade de licitação denominada pregão foi instituída pela Lei Nº 10.520/2002, no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, para aquisição de bens e serviços comuns. Em seu § 1º, no artigo 2º, estabelece que a realização dos pregões se de por meio de recursos de tecnologia da informação. Já o Decreto Nº 5.450, de 31 de maio de 2005, regulamenta o pregão, na forma eletrônica, para aquisição de bens e serviços comuns, e em seu artigo 1º determina que a modalidade de licitação pregão, na forma eletrônica, destina-se à aquisição de bens e serviços comuns, no âmbito da União, e submete-se ao regulamento estabelecido neste Decreto. Em seguida, no parágrafo único, discrimina os órgãos que se subordinam ao disposto no decreto, ou seja, além dos órgãos da administração pública federal direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União.