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Avrupa Birliği Uyum Sürecinde CMUK ve CMK’nın Karşılaştırılması

Anayasamızın 21. maddesine göre; “Kimsenin konutuna dokunulamaz Millî güvenlik, kamu düzeni, suç işlenmesinin önlenmesi, genel sağlık ve genel ahlâkın

3.1.3. Avrupa Birliği Uyum Sürecinde Türk Polisinin İfade Alma Yetkisi İşkenceyi Önleme Komisyonu ifade alma sürecine ilişkin olarak özellikle

3.1.3.1. AB Uyum Sürecinde Türk Polisinin İfade Alma Yetkisinde Mevzuatımızda Yapılan Değişiklikler

3.1.3.1.1. Avrupa Birliği Uyum Sürecinde CMUK ve CMK’nın Karşılaştırılması

Ao investigar as relações entre o significado do trabalho e a escolha acadêmico-profissional entre pessoas recém-ingressas em um curso universitário, pelas contingências do estudo, foi necessária uma focalização em aspectos dos dois fenômenos – significado do trabalho e escolha acadêmico-profissional – sem que, contudo, se perdesse de vista a complexidade dos mesmos e a imperiosidade de abordá-los numa perspectiva sistêmica.

Nesta seção, são sumarizados os resultados principais da investigação, partindo das respostas às questões específicas para se chegar à questão geral, aprofundar algumas reflexões já pontuadas, examinar suas limitações e apresentar algumas sugestões para outros estudos e para a intervenção profissional.

O estudo teve sua condução orientada pela questão de pesquisa: “existem relações entre o significado atribuído ao trabalho por pessoas recém- ingressas numa instituição de ensino superior e a escolha de um curso universitário?”

Fazendo uma avaliação do processo de escolha acadêmico-profissional que culminou na definição das opções por ocasião do vestibular 2002 realizado na instituição em que se encontravam matriculados, a maioria dos primeiranistas apontou, no tocante à primeira opção, ter considerado razoavelmente os aspectos da realidade sócio-profissional e nada ter considerado acerca dos recursos pessoais. O primeiro critério diz respeito à obtenção e análise de informações objetivas acerca da realidade do mercado, acerca da realidade das profissões e aspectos sobre status e reconhecimento social das profissões e o segundo, características pessoais, atitudes, valores, interesses, aptidões, habilidades e percepção de preparo para o vestibular.

Quanto à segunda opção escolhida quando do vestibular, somente os aspectos sócio-profissionais foram levados em conta. Contudo, apenas um terço dos participantes da amostra julgou ter utilizado o critério com uma intensidade de razoável a totalmente.

Assim, é possível se concluir que a maioria dos primeiranistas da amostra passou pelo processo de escolha acadêmico-profissional tendo feito pouco uso da reflexão – corroborando, possivelmente, o que tem sido apontado na literatura acerca da escolha profissional: as pessoas têm chegado cada vez mais jovens ao momento da escolha de um curso superior e, geralmente, com um nível de maturidade que se constitui num elemento que dificulta uma escolha mais consciente. Isto parece ganhar força se considerado que apenas um terço da amostra assume ter enfrentado dificuldades ao longo do processo de escolha.

Pela teoria de Super, mesmo que de forma flexível, se tem que o período em que se passa pelo estágio da exploração é entre os 15 e 24 anos. Considera-se que neste estágio, é entre os 18 e 20 anos que se dá o momento da transição, quando há uma maior consideração da realidade, levando a um confronto entre necessidades, interesses, as capacidades e o mercado de trabalho. E, ainda, somente entre os 22 e 24 anos é que se localiza uma área profissional. No entanto, a maioria das pessoas está, pelo término do ensino médio, na iminência de ter que fazer sua escolha acadêmico-profissional aos 16 ou 17 anos. Parece certa a necessidade de estudos que procurem verificar a atualidade da cronologia estabelecida e sua propriedade para as características culturais da sociedade brasileira. Porém, parece ser igualmente admissível que o desenvolvimento de uma identidade ocupacional não se dá desconectado do desenvolvimento geral do indivíduo. E, assim, é possível a compreensão de que, no contexto atual, a escolha acadêmico-profissional possa estar

gerando conflitos que, pelo descompasso entre a maturidade exigida para manejá-los e a complexisdade, possam estar levando a que mecanismos de defesa como a negação sejam despertados como resposta do indivíduo diante da escolha. Minimiza- se a ansiedade, mas a custo de uma escolha que, com boas probabilidades, possa gerar futuramente um grau de insatisfação que culmine em novos conflitos. Tais considerações podem conduzir a que se admita que a intervenção profissional no momento da escolha acadêmico-profissional precisa ir além do fornecimento de informações (da contemplação dos aspectos meramente cognitivos) para que possa ser, de fato, uma atividade de promoção da saúde, profilática.

Na avaliação em relação à segunda opção escolhida quando vestibular, foi evidenciado que primeiranistas da UnP tendem a considerar mais os aspectos da realidade sócio-profissional do que os estudantes da UFRN. O que pode, provavelmente, ser entendido pelo fato de que aquela concentrou um maior número de primeiranistas ingressos no curso relativo à segunda opção e, também, pela tendência revelada de que estes alunos tivessem em maior número do que os da UFRN prestado o vestibular em mais de uma instituição de ensino superior.

Observou-se que, em relação à primeira opção, os aspectos ligados à avaliação da realidade sócio-profissional foram mais intensamente considerados pelos primeiranistas da área de Ciências Sociais Aplicadas do pelos das demais áreas. Os mesmos aspectos, quando verificado por curso, foram utilizados com maior intensidade pelos do curso de Engenharia Civil. Quanto aos aspectos ligados aos recursos pessoais, constatou-se que os alunos dos cursos de Administração e Ciências Biológicas foram os que menos os levaram em conta.

Um terço da amostra assumiu ter enfrentado dificuldades ao longo do processo de escolha acadêmico-profissional. As dificuldades mais freqüentes foram:

percepção de despreparo para concorrer ao curso correspondente à escolha ideal (ligada à conciliação com a percepção de recursos internos e avaliação de aspectos sócio-profissionais considerados relevantes) ou concorrência elevada, dúvidas, falta de informações objetivas, difusão de interesses, dúvidas quanto ao acerto da escolha e (a de maior incidência) pressão familiar e social.

Solicitados a procederem a uma avaliação quanto ao nível de satisfação e perspectivas em relação ao curso atual, chamou a atenção o fato de que quase a metade dos participantes demonstrou insatisfação e baixas perspectivas de continuidade no curso. Este resultado parece corroborar dados de pesquisas que apontam evasão, ainda no primeiro ano de graduação, em torno de 40% dos que ingressam .

Alunos da UnP avaliam mais positivamente o curso atual do que os alunos da UFRN – o que, provavelmente, pode estar relacionado a que para garantir uma vaga na universidade pública, as pessoas acabam por escolher cursos que não correspondam às suas motivações e identificação.

As avaliações mais positivas foram evidenciadas entre os participantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Odontologia e as mais negativas, entre os alunos de Turismo e Pedagogia – dois cursos que apresentam número elevado de pessoas que os escolheram, mas conscientes de que se tratava de uma escolha mais pragmática do que por identificação.

Alunos que se encontravam no curso correspondente à primeira opção e que no processo de escolha utilizaram critérios de avaliação se mostraram mais satisfeitos e com perspectivas mais promissoras em relação ao curso atual. O que parece corroborar a concepção (especialmente, fundamentada nas teorias decisionais da escolha profissional) de que a adoção de critérios quando da escolha acadêmico-

profissional incide em uma escolha mais consciente e que esta repercute na melhor adaptação, reduzindo a evasão.

No que diz respeito à centralidade relativa do trabalho, os primeiranistas demonstraram uma atribuição de importância que é compatível com o que se encontra nos estudos com os quais foram estabelecidas comparações: ao trabalho é atribuída uma importância inferior apenas à esfera família. Quanto à absoluta, demonstraram que ao trabalho é atribuída uma moderada centralidade em suas vidas. Observou-se que os alunos da UnP demonstraram uma valorização maior do trabalho do que a atribuída pelos estudantes da UFRN.

Os primeiranistas não diferem entre si no que se refere à centralidade absoluta do trabalho quando considerados os cursos em que se encontram matriculados e área do conhecimento a qual o curso está vinculado. No entanto, ficou patente a diferença, quando considerada a centralidade relativa. Neste caso, foi observado que os alunos dos cursos de Administração, Jornalismo e Arquitetura e Urbanismo tendem a uma atribuição mais alta de importância ao trabalho e os de Pedagogia, Letras e Fisioterapia a uma atribuição mais baixa. Os primeiranistas diferem, também, quanto à área do conhecimento – sendo que o trabalho é mais valorizado pelos alunos dos cursos da área de Ciências Sociais Aplicadas e menos pelos da área Humanística.

Os primeiranistas não apresentam diferenças entre si quando considerados o curso e a área do conhecimento no que toca à hierarquia da centralidade do trabalho.

Como tem sido postulado por aqueles que se dedicam à compreensão do fenômeno significado do trabalho - dentre eles, England e Misumi (1986) e Borges e Alves Filho (“no prelo”), a centralidade relativa mostra-se com menor probabilidade

de ter sua atribuição contaminada pela desejabilidade social. Assim, entende-se relevante que os primeiranistas tenham apresentado diferenças por curso e área do conhecimento quando da consideração da centralidade relativa do trabalho.

O posicionamento dos primeiranistas em relação aos fatores dos atributos valorativos demonstrou uma forte idealização do trabalho – uma vez que, com exceção do FV2 – Desgaste e Desumanização, os participantes tenderam ao escore máximo, denotando, até, uma incapacidade para hierarquizá-los. Até mesmo o fator citado recebeu escores que podem ser considerados de moderada valorização.

Dentre os fatores dos atributos descritivos, verificou-se que os primeiranistas têm uma avaliação de que os atributos inerentes ao FD2 – Responsabilidade e Dignidade são os que mais freqüentemente se evidenciam na realidade do trabalho.

Ficou evidenciado que a homogeneidade em relação aos fatores valorativos – escores tendendo ao escore mais alto (4) se relaciona com a admissão de enfrentamento de dificuldades quando do processo de escolha acadêmico-profissional.

Verificou-se que os primeiranistas diferem entre si, no tocante aos atributos valorativos e descritivos do trabalho quando considerados o curso e a área do conhecimento.

Quanto às diferenças ou semelhanças entre os participantes no que concerne à hierarquia dos atributos, se observou que (tendo sido possível apenas a análise da hierarquia dos atributos descritivos) os participantes não diferem quanto à forma de hierarquizar os atributos descritivos tanto na dependência do curso quanto da área do conhecimento.

Foram identificados cinco padrões do significado do trabalho, sendo que o padrão “Indiferenciado Otimista” foi o que reuniu maior contingente de

participantes. Os primeiranistas que se encontram neste grupo, distribuem pontos de forma homogênea às diferentes esferas; não se fazendo, por tanto, possível uma diferenciação da centralidade do trabalho. O mesmo se dá com relação à hierarquia dos atributos descritivos – uma vez que o escore máximo (4) é verificado nos fatores descritivos FD2 – Responsabilidade e Dignidade e FD5 – Condições de Trabalho. Assim, os mesmos vêem o trabalho como, na realidade, sendo realizado sempre em Condições de Trabalho adequadas e sempre permitindo a assunção de Responsabilidade e a obtenção de Dignidade. Os participantes avaliam que quase sempre é possível fazer do espaço cotidiano de trabalho, um espaço para a livre Auto- Expressão – possibilidades de opinar influenciando nas decisões, expressar a criatividade, merecer confiança e reconhecimento, ser pessoa e incrementar o desenvolvimento pessoal; bem como, onde se possa obter Recompensa Econômica justa. Avaliam, ainda, que a realidade do trabalho pode, moderadamente, envolver desgaste, ritmo acelerado e exploração.

Constatou-se que os padrões não apresentam variabilidade em função do curso nem da área referente à escolha acadêmico-profissional. Mas, se verificou que entre os alunos da UFRN, um maior número deles foi reunido pelo padrão penosidade; enquanto o padrão indiferenciado otimista reúne o maior número de alunos na UnP.

Em síntese, os participantes apresentaram diferenciação na atribuição do significado do trabalho em função do curso no tocante à centralidade relativa do trabalho e em alguns dos fatores dos atributos valorativos e descritivos do trabalho. O mesmo se dando em função da área do conhecimento.

Diante do exposto, é possível ponderar que, no processo de escolha acadêmico-profissional, os significados atribuídos ao trabalho apresentaram um relacionamento frágil com a definição do curso universitário pelas pessoas.

Retomando a proposta de conteúdos a serem trabalhados num processo de orientação feita por Bock (2002) quando sugere a discussão sobre o trabalho partindo do conceito até chegar ao modo como ocorre na sociedade, de certa maneira, o que se investigou neste estudo, guarda direta relação com sugerido pelo autor. Sendo, assim, possível confirmar a relevância que se estimava para o mesmo.

Tendo sido o significado do trabalho compreendido como uma cognição social, é pertinente que se destaque que um aprofundamento entre as relações teóricas sobre os dois construtos possa se dar numa tentativa de aproximação entre as teorias decisionais e o modelo de estudo do significado do trabalho adotado, especialmente, a teoria de Hilton que postula que oito fatores básicos – premissas ou crenças pessoais – interferem numa decisão pessoal. Dentre eles, os atributos dos papéis ocupacionais.

Os resultados a que se chegou nesta investigação e as discussões desencadeadas a respeito dos mesmos, apontam para a pertinência de realçar para os profissionais que atuam como orientadores que, na medida em que esses resultados possam ter algum poder de generalização, é fundamental que se atente para a necessidade de se trabalhar com o indivíduo em situação de escolha a visão idealizada do trabalho (evidenciada pela homogeneidade de escores altos nos fatores valorativos dos atributos do significado do trabalho). É possível se aventar que essa visão possa se relacionar à falta de contato com o mundo do trabalho que, muitas vezes, surge entre as pessoas – sobretudo, entre os adolescentes – como um dos fatores dificultadores da possibilidade de uma decisão mais consciente. Quase sempre as informações obtidas

por meio da pesquisa documental e da leitura se mostram insuficientes para o desenvolvimento de uma concepção mais realística acerca do trabalho e das profissões. E, inclusive, do curso de graduação que se constitui no elo entre o sujeito e sua futura realização profissional. Entende-se que possibilitar à pessoa na situação de escolha diminuir a distância entre a visão idealizada e o mundo real do trabalho possa não só ajudar na escolha, mas ter um caráter preventivo e de promoção da saúde. É possível, ainda, que se veja nessa ação educativa o estar se trabalhando a socialização profissional.

Ao término destas considerações, pondera-se, ainda, adequado – tendo por base as premissas básicas que foram assumidas sobre os dois fenômenos – que, diante do desconhecimento do mundo real do trabalho admitido, pode ser enriquecedor, tanto da perspectiva da produção de conhecimentos quanto da aplicação dos mesmos, se trabalhar na elaboração de um instrumento de levantamento dos significados atribuídos ao trabalho por adolescentes e jovens com uma linguagem mais próxima da dos mesmos e que não gere a necessidade de que o respondente tenha de fazer um exercício muito grande de abstração.

Numa avaliação da presente investigação, se entende que os objetivos da mesma foram alcançados satisfatoriamente (a despeito de que as questões de pesquisa contivessem uma “hipótese velada” de que as relações entre significado do trabalho e escolha acadêmico profissional fossem mais expressivas).

Por fim, outra observação avaliativa atinente ao método pode ser feita, ainda: talvez uma análise fatorial dos itens das escalas do IMST trouxesse uma outra composição fatorial mais adequada à amostra do que ter se partido da fatoração prévia – apesar de validada com critérios estatísticos significativos. Uma vez que o banco de dados está disponível para o próprio autor e para outras pesquisadores que possam vir

a se interessar, a realização de tal atividade pode se constituir em um trabalho de seqüência do que, no momento, foi possível.