• Sonuç bulunamadı

1.2. Avrupa Birliği’nin Oluşumu ve Gelişimi

1.2.1. Avrupa Birliği’nin Tarihi Gelişimi

Este trabalho apresenta o desenvolvimento de uma Metodologia para Avaliação e Predição dos Níveis de Ruído em Usinas Hidrelétricas, mais especificamente, no piso de geradores utilizando ferramentas matemáticas que permitem simular e predizer o comportamento da propagação do ruído no ambiente.

O trabalho foi elaborado com base em uma abordagem experimental e em uma abordagem teórica. Na abordagem experimental foi analisado o espaço físico bem como definido os procedimentos de medição e caracterização do ruído no ambiente, tendo em vista a criação do mapa acústico. Na abordagem teórica, foram discutidos os fundamentos básicos necessários para a formulação e modelagem do problema, envolvendo os conceitos de propagação do ruído em ambientes fechados, a definição e caracterização de fontes, os principais métodos numéricos para modelagem acústica, método das fontes virtuais, traçado de raios e métodos híbridos.

Os modelos de simulação foram implementados utilizando o software CadnaSak da Datakustik. Inicialmente foram feitas simulações preliminares de parte do piso para estudar e identificar os parâmetros e informações importantes do ambiente, visando a criação do modelo global de todo o ambiente. O piso dos geradores foi considerado como uma caixa com comprimento, largura e altura reais, ao longo do piso posicionadas as 20 unidades geradoras (UGs) da Usina e os respectivos reguladores de velocidade (RVs) e os equipamentos e maquinários auxiliares. As fontes associadas às Unidades Geradoras foram definidas utilizando valores de pressão sonora medidos dentro da sala dos geradores e as fontes associadas aos reguladores de velocidades RV(s) foram definidas utilizando valores medidos próximo ao próprio regulador. A validação do modelo simulação foi feita comparando os valores de pressão sonora medidos experimentalmente em um conjunto de pontos no entorno de cada UG com os valores obtidos do modelo de simulação. Posteriormente, foram realizadas outras medições para novos conjuntos de pontos no entorno de três UG(s) distintas e distantes entre si e os resultados foram praticamente os mesmos obtidos na primeira comparação dos modelos.

A confrontação dos modelos e a comparação dos resultados do modelo de simulação com os dados medidos experimentalmente no ambiente mostraram que o modelo desenvolvido para simular o campo acústico do piso dos geradores da UHE se mostrou adequado. Os valores de pressão sonora obtidos experimentalmente quando comparados com os valores simulados apresentaram desvios menores que 1dB. O mapa acústico representado

por cores, obtido a partir do modelo de simulação mostra o comportamento do ruído e o campo de propagação no piso dos geradores e da galeria de filtro.

Os resultados mostraram que a metodologia e as ferramentas utilizadas possibilitam a geração e criação de modelos de predição bastante representativos do ambiente, abrindo varias opções de estudos que poderiam ser desenvolvidas e avaliadas visando, por exemplo, a implementação de um programa de gerenciamento e gestão do ruído na saúde do trabalhador pela Empresa. Isso poderia envolver, entre outras:

- o desenvolvimento e utilização de modelos virtuais para estudos e avaliações dos possíveis locais sujeitos a níveis excessivos de ruído;

- a simulação dos efeitos devido à implementação de eventuais alterações do ambiente e/ou ações para a redução de ruído no local;

- a elaboração de mapas de risco em relação ao ruído, evidenciando áreas mais ruidosas com base no tempo de exposição do trabalhador. Para isso seria necessário, não só o mapa acústico, mas também o conhecimento das atividades do trabalhador (função), visto que o mesmo não permanece em um único local durante o período de trabalho o que deve ser contabilizado conforme a norma;

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 10151- Avaliação

do ruído em áreas habitadas visando o conforto da comunidade. Rio de Janeiro, 1989.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 10152 - Níveis de

ruído para conforto acústico. Rio de Janeiro, 1989.

ÁVILA, G. G.; RAMALHO, B. L. G. Avaliação do ruído em ambientes industriais através de modelos computacionais. In: CONGRESSO DE PESQUISA E INOVAÇÃO DA REDE NORTE NORDESTE DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA – CONNEPI, 4., 2009, Belém.

Anais… Belém: CEFET, 2009.

BARRON, R. F. Industrial noise control and acoustics. New York: Marcel Dekker, 2001. BERANEK, L. Concert and opera halls: how they sound. Woodbury: Acoustical Society of America, 1996.

BIES, D. A.; HANSEN, C. H. Engineering noise control: theory and practice. 2. ed. London: E & FN SPON, 1996.

BISTAFA, S. R. Acústica aplicada ao controle do ruído. São Paulo: Edgard Blücher, 2006. BONGESTABS, D. H. Acústica arquitetônica. Casacavel: Faculdade Assis Gurgacz, 2007. Apostila do curso Arquitetura e Urbanismo.

BRÜEL AND KJAER. Environmental noise booklet. Naerum: Bruel & Kjaer, 2000. CAMPO, N.; RISSONE, P.; TODERI, M. Adaptive pyramid tracing: a new technique for room acoustics. Applied Acoustics, Kidlington, v. 61, n. 2, p. 199-221, 2000.

CARDOSO, S. F. H. Soluções numéricas de controle de ruído em usinas hidrelétricas da

CHESF. 2010. 211 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica) – Universidade

Federal do Pará, Belém, 2010.

CHRISTENSEN, C. L. Odeon room acoustics program. Version 3.1. Copenhagen: Department of Acoustics Technology, Information Society Technologies, 1998.

CHRISTENSEN, C. L.; FOGED, H. T. A room acoustical computer model for industrial environments: the model and its verification. In: EUROPEAN CONFERENCE ON NOISE CONTROL - EURO-NOISE, 3., 1998, München. Proceedings… München: [s.n.], 1998. p. 671-676.

CHUANG, J.; CHENG, S. Computing caustic effects by backward beam tracing. The Visual

Computer: International Journal of Computer Graphics, Gothenburg, v. 11, n. 3. p. 156-

166, 1995.

DATAKUSTIK. CadnaSAK for Windows: brief instructions for the demo program: manual. Greifenberg: Datakustik, 1999.

DE MARCO, C. S. Elementos de acústica arquitetônica. São Paulo: Nobel, 1982.

FERNANDES, J. C. Acústica e ruídos. Bauru: Unesp, 2002. Apostila desenvolvida para as disciplinas Acústica e Ruídos.

FERNANDES JUNIOR, A. L. Auralização: técnicas de modelagem e simulação binaural de ambientes acústicos virtuais. 2005. 110 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

FERNANDES, M.; MORATA, T. C. Estudo dos efeitos auditivos e extra-auditivos da exposição ocupacional a ruído e vibração. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, São Paulo, v. 68, n. 5, p. 705-713, set./out. 2002.

FERREIRA NETO, M. F. Estudo de barreiras acústicas ao ar livre, sob a perspectiva de

eficiência e qualidade sonora. 2002. 104 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) –

Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002.

FRITSCH, R. C. Avaliação do ruído urbano: o caso da área central de Passo Fundo – RS. 2006. 182 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, 2006. FUNDACENTRO. Avaliação da exposição ocupacional ao ruído: norma de higiene ocupacional NHO-01: procedimento técnico. São Paulo: FUNDACENTRO, 1999.

FUNKHOUSER, T. A Beam tracing method for interactive architectural acoustics Journal of

the Acoustical Society of America, Melville, v. 115, n. 2, p. 739-756, 2004.

FUSINATO, V. A. Minicurso de acústica e ruído. Maringá: Departamento de física, Universidade Estadual de Maringá, 2005

GERGES, S. N. J. Ruído: fundamentos e controles. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2000.

GERGES, S. Ruído e suas consequências. In: VIEIRA, S. Manual de Saúde e Segurança do

Trabalho: segurança, higiene e medicina do trabalho. São Paulo: LTr, 2005. v. 3.

GONZALEZ, M. F. Acústica. São Paulo: Rhodia, 1990.

HARRINGTON, S. Building services engineering MSc programme. Uxbridge: Brunel University, 2000.

HODGSON, M. Case history: factory noise prediction using ray tracing – experimental validation and the effectiveness of noise control measures. Noise Control Engineering

Journal, Indianapolis, v. 33, n. 3, p. 97–104, 1989.

HOWARTH, M. J.; LAM, Y. W. An assessment of the accuracy of a hybrid room

acoustics model with surface diffusion facility. Applied Acoustics, Kidlington, v. 60, n. 2, p. 237-251, 2000.

IAZZETTA, F.; FIGUEIREDO, F.; MASIERO, B. Parâmetros subjetivos em salas destinadas à pratica musical. In: IBEROAMERICAN ACOUSTIC CONGRESSO, 4., Guimarães, 2004.

IAZZETTA, F.; KON, F.; SILVA, F. S. C. ACMUS: design and simulation od music listening environments. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO, 21., 2001, Fortaleza. Anais…Fortaleza, SBC, 2001.

JEONG, C.-H.; IH, J.-G.; RINDEL, J. H. An approximate treatment of reflection coefficient in the phased beam tracing method for the simulation of enclosed sound fields at medium frequencies. Applied Acoustics, Kidlington, v. 69, n. 7, p. 601-613, 2008.

KINSLER, L. E.; FREY, A. R.; COPPENS, A. B.; SANDERS, J. V. Fundamentals of

acoustics. 3. ed. New York: John Wiley & Sons, 1982.

KINSLER, L.; FREY, A.; COPPENS, A.; SANDERS, J. Fundamentals of acoustics. 4. ed. New York: John Wiley & Sons, 1999.

KUTTRUFF, K. H. Room acoustics. 2. ed. London: Applied Science, 1979.

LMS INTERNATIONAL. RAYNOISE: user manual: numerical integration technologies. Leuven: LMS International, 1993.

MACHADO, P. A. L. Direito ambiental brasileiro. 11. ed. São Paulo: Malheiros, 2001. MAGNANI, F. G.; BORGES, E. N. M.; COSTA, E. S. Estudo da atenuação de ruídos por barreiras acústicas situadas em ambientes fechados. In: SEMANA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 6., 2010, . Anais... Belo Horizonte: CEFET-MG, 2010.

NAGEM, M. P. Mapeamento e analise do ruído ambiental: diretrizes e metodologia. 2004. 133 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2004.

NEPOMUCENO, L. X. Acústica. São Paulo: Edgard Blücher, 1977.

NEPOMUCENO, L. A. Elementos de acústica física e psicoacústica. São Paulo: Edgard Blücher, 1994.

ONDET, A. M.; BARBRY, J. L. Modeling of sound propagation in fitted workshops using ray tracing. Journal of the Acoustical Society of America, Melville, v. 85, n. 2, p. 787-796, 1989.

PIMENTA, P. S.; SOARES, S. C.; AMORIM, A.; VARA, M. S.; SANTOS, V. I.

Implantação de sistema para a redução de ruído na fonte, motores de grande potência, em atendimento a NR-15 na UHE Engenheiro Sergio Motta (Porto Primavera) – CESP.

Rio de Janeiro: ABRAMAN, 2011. Disponível em:

<http://www.abraman.org.br/docs/Resumo_TT_2011.pdf>. Acesso em: 15 abr. 2012.

PLEECK, D.; DE GEEST, E. The practical application of a ray tracing program in industrial noise control. In: EURO NOISE – INTERNATIONAL INCE SYMPOSIUM, 1., 1995, Lyon.

Proceedings... Senlis: CETIM, 1995. p. 43-48.

PORTELA, M. S. Caracterização de fontes sonoras e aplicação na auralização de

ambientes. 2008. 121 f. 2008. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica) –

REMLEY, A. K. Improving the accuracy of ray tracing techniques for indoor propagation modeling. IEEE Transactions on Vehicular Technology, Piscataway, v. 49, n. 6, Nov. 2000.

REYNOLDS. D. Engineering principles of acoustics: noise and vibration control. Boston: Allyn and Bacon, 1981.

RIENSTRA, W. S; HIRSCHBERG, A. An introduction to acoustics. Eindhoven: Eindhoven University of Technology, 2004. 294 p.

RINDEL, J. H. The use of computer modeling in room acoustics. Journal of

Vibroengineering, Kaunas, v. 3, n. 4, p. 41-72, 2000.

RINDEL, J. H. Computer simulation techniques for acoustical design of room. Acoustics

Australia, Goolwa, v. 23, n. 3, p. 81-86, 1995.

RODRIGUES, M. N. Metodologia para definição de estratégia de controle e avaliação de

ruído ocupacional. 2009. 117 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Estruturas) –

Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.

RUSSO, C. P. A importância da acústica e da psicoacústica para a audiologia: a influência da acústica das salas de aula na percepção da fala. Revista de Acústica e Vibrações, Santa Maria, n. 16, dez. 1995.

SORAINEN, E.; KOKKOLA, H. Optimal noise control in a carpentry plant. Applied

Acoustics, Kidlington, v. 61, n. 1, p. 37-43, 2000.

SOUZA, M. C. R. Determinação da potência sonora em ambientes industriais por

intensimetria acústica. 2003. 110 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) –

Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.

SOUZA, M. C. R. Previsão do ruído em salas por raios acústicos e ensaios experimentais. 1997. 114 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1997.

STEVENS, S. S.; WARSHOFSKY, F. Som e audição. Rio de Janeiro: José Olympio, 1968. (Biblioteca Científica Life).

SVENSSON, P. The early history of ray tracing in room acoustics. Trondheim: Norwegian University of Science and Technology, 2008. Reprint from: Reflections on Sound, in honour of Professor Emeritus: Asbjørn Krokstad.

TENENBAUM, R. A.; CAMILO, T. S. Método híbrido para simulação numérica de acústica de salas: teoria, implantação computacional e validação experimental. In: SEMINÁRIO MÚSICA CIÊNCIA TECNOLOGIA: ACÚSTICA MUSICAL, 1., 2004, São Paulo. Anais... São Paulo: IME, 2004. p. 26-40.

URÍA TORO, M. G. Avaliação acústica de salas de aula em escolas públicas na cidade de

Belém-PA: uma proposição de projeto acústico. 2005. 174 f. Dissertação (Mestrado em

VENTURA, J. Modelação do ruído ambiente no campus da ESTG: comparação entre a utilização de uma técnica geoestatística (kriging) e software de previsão acústica. Acústica, Coimbra, 11 p., 22 out. 2008.

VÖRLANDER, M. Auralization. Berlin: Springer, 2008.

VORLÄNDER, M. Simulation of the transient and steady-state sound propagation in rooms using a new combined ray-tacing/image-source algorithm. Journal of the Acoustical Society

of America, Melville, v. 86, n. 1, p. 172-178, 1989.

XIANGYANG, Z.; KE-AN, C.; JINCAI, S. Development of a hybrid computer model for simulating the complicated virtual sound field in enclosures. Applied Acoustics, Kidlington, v.

63, n. 5, p. 481-491, 2002.

ZHANG, Y. A method reverberation time in concert hall preliminary design stage. 2005. 163 f. Tese (Doutorado) – Georgia Institute of Technology, Atlanta, 2005.

WANG, C.; BRADLEY. J. S. A mathematical model for a single screen barrier in open plan offices. Applied Acoustics, Kidlington, v. 63, n. 8, p. 849-866, 2001.