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I. BÖLÜM

2.2. İlgili Araştırmalar

2.2.1. Yansıtıcı Düşünmeye İlişkin Araştırmalar

2.2.1.2. Yurt Dışında Yapılan Araştırmalar

A delimitação do espaço econômico a ser analisado representa um dos maiores desafios para os trabalhos empíricos que buscam evidências sobre a existência e a natureza das economias de aglomeração. A propagação destas externalidades depende de uma série de fatores, como a distância entre os agentes, as características do ambiente econômico local, dentre outros. A forma mais comum, utilizada pela maioria dos estudos empíricos, tem sido a definição da dimensão geográfica baseada em unidades administrativas, como municípios, regiões metropolitanas e estados. No entanto, o uso de tais unidades políticas para a análise em questão pode apresentar vantagens e desvantagens.

Rosenthal e Strange (2003) abordam esta questão e apresentam como a principal vantagem do uso de unidades geográficas institucionais, o fato de que os dados são encontrados com maior facilidade. Neste caso, as atividades econômicas são agrupadas espacialmente de acordo com a sua instância administrativa, seja ela qual for, e analisadas como pertencentes a uma mesma localidade. Os autores ressaltam que o uso desta abordagem pode ser, por outro lado, insatisfatória. Isto porque, em trabalhos deste tipo, assume-se implicitamente que as indústrias e firmas de uma determinada localidade não são afetadas pelas forças de aglomeração de outras localidades. No entanto, é muito comum ocorrer situações em que firmas consideradas de localidades diferentes estejam mais próximas do que firmas de uma mesma localidade. Isto poderia ser uma desvantagem para a análise dos resultados, visto que os spillovers de aglomeração tendem a atenuar com o aumento da distância. A falta de uma medida mais precisa de distância entre as firmas pode prejudicar a compreensão da extensão de tais spillovers, e, por consequência, da própria natureza das economias de aglomeração.

A divisão das atividades econômicas em unidades administrativas é também utilizada por Gleaser et al. (1992) e Henderson et al. (1995). Eles aplicam suas análises às cidades norte-americanas, baseados na literatura sobre os modelos de crescimento endógeno, como em Lucas (1988). Este sugere que as cidades fornecem um laboratório natural para o estudo das economias de aglomeração. Assim, a investigação empírica sobre a natureza e a extensão das externalidades dinâmicas se dá em um contexto urbano de desenvolvimento.

Combes (2000a) procura expandir a dimensão de sua análise em relação aos estudos anteriores, a fim de captar a totalidade da extensão territorial na França, incluindo tanto regiões urbanas quanto rurais. O autor utiliza unidades geográficas muito menores do que aquelas usadas por Gleaser et al. (1992) e Henderson et al. (1995), além de lidar com estruturas não pertencentes apenas às regiões metropolitanas, ou grandes cidades. Isto as torna economicamente mais homogêneas do que as unidades administrativas, e faz com que sejam diminuídos os efeitos provenientes de áreas vizinhas. Ainda, o foco está mais concentrado na análise das desigualdades regionais de emprego do que na questão do desenvolvimento urbano.

O presente trabalho utiliza, como extensão geográfica de análise, as microrregiões brasileiras, regiões estas compostas por municípios agrupados a partir de similaridades econômicas e sociais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 1990). As Microrregiões Geográficas são conjuntos de municípios contíguos e

...foram definidas como partes das mesorregiões que apresentam especificidades quanto à organização do espaço. Essas especificidades não significam uniformidade de atributos, nem conferem às microrregiões auto-suficiência e, tampouco o caráter de serem únicas, devido a sua articulação a espaços maiores, quer à mesorregião, à Unidade da Federação, ou à totalidade nacional. Essas estruturas de produção diferenciadas podem resultar da presença de elementos do quadro natural ou de relações sociais e econômicas particulares. A organização do espaço microrregional foi identificada, também, pela vida de relações no nível local, isto é, pela possibilidade de atender às populações, através do comércio de varejo ou atacado ou dos setores sociais básicos. Assim, a estrutura da produção para identificação das microrregiões é considerada em sentido totalizante, constituindo-se pela produção propriamente dita, distribuição, troca e consumo, incluindo atividades urbanas e rurais... (IBGE, 1990, p.8).

Uma questão que pode preocupar no momento da escolha dessa unidade geográfica, é a do seu tamanho médio. A utilização do município como unidade geográfica de análise seria uma alternativa para o uso das microrregiões. No entanto, o tamanho da área média dos municípios é relativamente baixo. Em regiões muito pequenas, existe a possibilidade de que um estabelecimento receba mais informações de outro estabelecimento pertencente a uma região vizinha, do que de algum pertencente a sua própria região. Isto poderia aumentar a interferência das externalidades entre regiões contíguas, tendo efeito na análise dos resultados.

Ao contrário de regiões com um tamanho médio relativamente pequeno, regiões muito grandes podem proporcionar que dois estabelecimentos, importantes transmissores de externalidades, estejam muito próximos. Isto poderia ocorrer caso a delimitação geográfica utilizada fosse as mesorregiões ou os estados, de maior dimensão, compostas pelas próprias microrregiões. Esta poderia ser uma desvantagem para a observação das externalidades, pois, como visto, é a proximidade geográfica que permite a propagação dos knowledge spillovers, com reflexo também nas forças de mercado.

Outro cuidado tomado na definição da dimensão geográfica da análise foi que cada localidade tivesse a maior representatividade possível dentre os setores de atividade escolhidos, sem as perdas ocasionadas pelo uso de unidades geográficas maiores. O que não ocorre, por exemplo, com os municípios. Isso significa que o número de missings trabalhando com municípios seria maior do que com as microrregiões, para todas as indústrias selecionadas. Além disso, estas são áreas representativas das diversas regiões do país, o que permite observar as disparidades econômicas existentes.