• Sonuç bulunamadı

I. BÖLÜM

2.2. İlgili Araştırmalar

2.2.2. Eleştirel Düşünmeye İlişkin Araştırmalar

A estimação das regressões, neste trabalho, utiliza o modelo estático de dados em painel, caracterizado pelo uso combinado de séries de tempo (time-series) com cortes seccionais (cross-sections). Segundo Wooldridge (2002), trabalhar com múltiplas observações sobre o mesmo indivíduo, permite controlar certas características não observadas dos agentes estudados, permitindo, ainda, considerar a heterogeneidade individual, o que não é possível com cross-sections ou séries temporais. Desse modo, o modelo de painel apresenta resultados mais informativos, com maior variabilidade, menor colinearidade entre as variáveis, maior grau de liberdade, e maior eficiência para as estimativas. Além disso, esta abordagem permite que modelos mais realistas sejam construídos, permitindo captar efeitos como o da diversidade de comportamentos médios individuais. A especificação geral para os modelos com dados em painel é dada por:

t i i t i t i x z y, = ,

β

+

α

+

ε

, (2.14)

Há K variáveis em xi,t, que não incluem o termo constante. A heterogeneidade é captada

por ziα, onde zi contém um termo constante e um conjunto de variáveis específicas para

indivíduos, as quais podem ser observadas (como cor, sexo, localização, etc.) ou não observadas (como características específicas das famílias, habilidades, preferências, fatores sócio-culturais de uma determinada região, ou tudo que pode ser tratado como constante no tempo).

Se zi é observado para todos os indivíduos, o modelo pode ser estimado por mínimos

quadrados (OLS) sem maiores problemas. Porém, conforme argumenta Wooldridge (2002), na maioria dos casos, zi não são observados. Quando isso ocorre, o tratamento do modelo é

diferenciado, e o mesmo pode ser estimado de várias formas, sendo as principais delas: o modelo de efeitos fixos (EF), também conhecido como análise de covariância, e o modelo de efeitos aleatórios (EA).

O modelo de efeitos fixos ocorre se zi não é observado, mas é correlacionado com xi,t.

Então, o estimador OLS de β é viesado e inconsistente, como consequência de uma omissão de variáveis. Neste caso, o modelo é descrito como:

t i i t i t i x y, = ,

β

+

α

+

ε

, (2.15)

em que αi =ziα incorpora todos os efeitos não observáveis e específicos numa estimativa de média condicional. Note-se que o termo “fixo” é usado para indicar que o termo não varia no tempo, não sendo estocástico. Neste modelo, αi representa os interceptos a serem estimados, um para cada indivíduo. Como os parâmetros resposta não variam entre os indivíduos e nem ao longo do tempo, todas as diferenças de comportamento entre os indivíduos deverão ser captadas pelo intercepto. Desse modo, αi pode ser interpretado como o efeito das variáveis

omitidas no modelo. Outra importante suposição do modelo de efeitos fixos é que o intercepto é um parâmetro fixo e desconhecido que capta as diferenças entre os indivíduos que estão na amostra. Assim, as inferências feitas acerca do modelo são somente sobre os indivíduos dos quais se dispõe de dados.

O método de efeitos fixos usa uma transformação interna na forma de desvios em relação à média, também chamada de within-group. Assim, as diferenças entre os indivíduos, constantes no tempo, são capturadas pelo termo de intercepto. Este modelo é usualmente conhecido como LSDV (Least Squares Dummy Variable) e, mantidas as hipóteses de exogeneidade estrita das variáveis explicativas, o estimador de efeitos fixos é obtido da mesma forma que o estimador OLS (Ordinary Least Squares), de corte transversal. Sob tais hipóteses citadas, o estimador de efeitos fixos é não viesado. De forma geral, o distúrbio aleatório deve ser não-correlacionado com cada variável explicativa para cada t e seu valor esperado é zero.

O modelo de efeitos fixos é a melhor opção para modelar os dados em painel, quando o intercepto, αi, é correlacionado com as variáveis explicativas em qualquer período de tempo. Além disso, como o intercepto do modelo é tratado como um parâmetro fixo, também é desejável usar efeitos fixos quando as observações são obtidas de toda a população e o que se deseja fazer são inferências para os indivíduos dos quais se dispõe de dados.

O modelo de efeitos aleatórios é melhor utilizado se a heterogeneidade dos indivíduos não é observada. Formalmente, se zi não é observado e, também, não correlacionado com xi,t,

o modelo é descrito como:

t i i t i t i x u y, = ,

β

+

α

+ +

ε

, (2.16)

Um modelo de regressão linear com um termo erro composto pode ser consistente, caso estimado por OLS, porém será ineficiente. O modelo de efeitos aleatórios especifica ui como elemento aleatório específico do indivíduo, similar ao εi,t, exceto porque, para cada indivíduo, há apenas um único termo que entra na regressão de forma idêntica em cada período. Em outras palavras, a crucial distinção entre os dois casos é: se um efeito individual não observado incorpora elementos que são correlacionados com os regressores do modelo, esses efeitos serão estocásticos ou não.

Wooldridge (2002) defende que o principal determinante para decidir entre o modelo de efeitos fixos e o modelo de efeitos variáveis é o efeito não observado αi. Em situações em que

i

α não é correlacionado com todas as variáveis explicativas, o modelo de efeitos aleatórios é o mais indicado. Caso contrário, se αi for correlacionado com algumas variáveis explicativas, o modelo de efeitos fixos deve ser utilizado. Nesse último caso, o modelo de efeitos aleatórios gera estimadores inconsistentes.

A escolha da especificação mais apropriada para o modelo depende das informações disponíveis e dos objetivos da estimação. O modelo de efeitos fixos pode ser visto como aquele em que o investigador faz inferência condicional sobre os efeitos presentes na amostra, quando se pretende prever o comportamento individual. Por sua vez, no modelo de efeitos aleatórios, a inferência é incondicional, ou marginal, relativa a uma população a partir de uma amostra aleatória. Uma outra questão, que fundamenta a escolha da técnica de estimação mais apropriada, diz respeito à definição das hipóteses assumidas, e às propriedades dos estimadores.