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Yolsuzluğun Dış Ticaret ve Uluslararası Yardımlar Üzerine Etkileri

1.5. YOLSUZLUĞUN ETKİLERİ

1.5.1. Yolsuzluğun Ekonomik Etkileri

1.5.1.5. Yolsuzluğun Dış Ticaret ve Uluslararası Yardımlar Üzerine Etkileri

O CC estabelece que os parentes, os cônjuges ou companheiros podem pedir, uns aos outros, os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação (CC, 1694).

De acordo com Yussef Said Cahali,153 alimentos são “as prestações

devidas, feitas para que quem as receba possa subsistir, isto é, manter sua

existência, realizar o direito à vida, tanto física (sustento do corpo) como

intelectual e moral (cultivo e educação do espírito, do ser racional)”. Ou seja,

152 “Embargos do executado – Oferecimento pela Fazenda Pública – Prazo – Aplicação do

art. 738, n. IV, do Código de Processo Civil – Rejeição “in limine”. Tratando-se de obrigação de fazer, os embargos à execução à sentença manifestados pela Fazenda Pública devem obedecer art. 738 n.IV, do Código de Processo Civil”. (RT 509/94).

153 Dos alimentos. 4. ed. rev., ampl. e atual. de acordo com o Novo Código Civil. São Paulo: RT, 2002, p. 16.

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“os alimentos visam assegurar ao necessitando aquilo que é preciso para a

sua manutenção, entendida esta em sentido amplo, propiciando-lhe os meios

de subsistência, se o mesmo não tem de onde tirá-los ou se encontra impossibilitado de produzi-los”.154

Em razão da natureza inadiável da prestação alimentícia, o CPC procura tornar sua execução a mais eficaz possível, estabelecendo garantias especiais, tais como o desconto em folha de pagamento e a prisão civil.155

Grosso modo, a execução da prestação alimentícia é apenas uma simples execução por quantia certa contra devedor solvente.156 Entretanto, a

“necessidade de correspondência entre a normatividade juris-satisfativa da

execução e a disciplina de direito material que regula o dever de prestar

alimentos”157 impõe a adoção de medida executória especial.

O que diferencia a execução de prestação alimentícia da execução por quantia certa contra devedor solvente é o fato de a primeira ser obrigação de caráter alimentar.

154 Dos alimentos. 4. ed. rev., ampl. e atual. de acordo com o Novo Código Civil. São Paulo: RT, 2002, p. 38.

155 Amílcar de Castro. Do procedimento de execução: (Código de processo civil); obra atualizada e revisada por Stanley Martins Frasão e Peterson Venites Kömel Júnior. Rio de Janeiro: Forense, 1999, p. 282.

156 “A execução de alimentos não deixa de ser uma execução para pagamento de quantia

certa, que se subordina, em princípio, ao mesmo procedimento de execução das demais dívidas em dinheiro”. (RT 727/178).

157 Celso Neves. Comentários do código de processo civil. vol. VII (Arts. 646 a 795). Rio de Janeiro: Forense, p. 156-157.

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Araken de Assis158 ensina que são três os mecanismos que tutelam

a obrigação de prestar alimentos: (a) o desconto em folha de pagamento (CPC, 734); (b) a expropriação (CPC, 646); (c) a coação pessoal (CPC, 733). Entretanto, tais mecanismos não podem ser utilizados indistintamente e ao bel-prazer do credor. A Lei 5.478/68 estabelece certa graduação entre esses mecanismos.159 O art. 16 desse diploma dispõe que: “na execução da

sentença ou do acordo nas ações de alimentos será observado o disposto no art. 734 e seu parágrafo único do Código de Processo Civil”, ou seja, será observado o mecanismo do desconto em folha de pagamento.160Quando não

for possível a efetivação executiva da sentença ou do acordo mediante desconto em folha, o art. 17 da referida Lei autoriza que as prestações sejam cobradas de aluguéis de prédios ou de quaisquer outros rendimentos do devedor, que serão recebidos diretamente pelo alimentando ou por depositário nomeado pelo juiz.161 Evidentemente, tal mecanismo somente é

158 Manual do processo de execução. 8 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: RT, 2002, p. 860-862. 159 Exatamente nesse sentido, veja-se acórdão do TJESP, no qual restou consignado que:

“como se não bastasse, verifica-se, na espécie, que a satisfação poderia ser alcançada

pela observância do disposto no art. 17 da Lei de Alimentos (Lei n. 5.478, de 25.7.1968), que prevê a execução mediante cobrança de aluguéis de prédios e outros rendimentos, tanto mais ante a notícia dada pela própria credora de que o alimentante aufere renda de inúmeros imóveis em locação”. (RT 486/258).

160 “O desconto compulsório dos vencimentos do alimentante, além de forma especial de

penhora, é, segundo demonstra a experiência, a melhor maneira da execução da obrigação alimentar. A autoridade ou pessoa competente para o pagamento assume as obrigações e responsabilidade de depositário judicial”. (RT 382/163).

161 “A forma de execução da sentença de alimentos mediante desconto em folha ou da

renda é prioritária a benefício do alimentando pela sua eficácia prática, proclamando-se que sobre ela não tem precedência a penhora de bens oferecidos pelo executado; esta apenas fica como alternativa se embaraçado o desconto em folha; do mesmo modo, o desconto em folha sobrepõe-se inclusive à coação pessoal (arts. 16 e 17 da Lei 5.478/68 e art. 734 do CPC)”. (Yussef Said Cahali. Dos alimentos. 4. ed. rev., ampl. e atual. de acordo

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possível quando o devedor receber aluguéis de prédios ou possuir qualquer outro tipo de rendimento.

Se, mesmo assim, não for possível a satisfação da prestação alimentícia, o art. 18 da Lei 5.478/68 permite ao credor requerer a execução da sentença, na forma dos arts. 732, 733 e 735 do CPC, ou seja, requerer a expropriação de bens que compõem o patrimônio do devedor ou a prisão civil deste último.

Rigorosamente, não há a necessidade de esgotamento de todos os mecanismos para que se possa solicitar a prisão civil do devedor,162 bastando

não ser possível o desconto em folha ou o recebimento de rendas.163-164

162 Ao contrário do que sustentam Pontes de Miranda (Comentários ao Código de Processo

Civil. t. X. arts. 612 – 735. Rio de Janeiro: Forense, 1976, p. 483) e José Carlos Barbosa

Moreira (O novo processo civil brasileiro: exposição sistemática do procedimento. 22. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2002, p. 261) não é possível decretar a prisão civil de ofício. Há a necessidade de requerimento do credor.

163 Vale destacar posição contrária de Amílcar de Castro (Do procedimento de execução: (Código de processo civil); obra atualizada e revisada por Stanley Martins Frasão e Peterson Venites Kömel Júnior. Rio de Janeiro: Forense, 1999, p. 285). Segundo ele, “a

prisão civil só será decretada se não houver a possibilidade de desconto em folha de vencimentos, ou de arresto de bens ou rendimentos do devedor. Trata-se de remédio heróico, só aplicável em casos extremos, por violento e vexatório”. E, mais adiante,

conclui “só deve ser decretada a prisão civil, em último caso, depois de esgotados

todos os outros meios executivos mais brandos, cuja aplicação possa torná-la desnecessária no caso concreto”.

164 “É possível a alteração da execução, inicialmente proposta com fundamento no art. 732

do CPC (execução por quantia certa), para o art. 733 do mesmo Código (citação para pagamento sob cominação de prisão); do mesmo modo que a preferência pela alternativa do art. 733 não retira ao credor o direito de, após a prisão ou justificativa do devedor, requer o prosseguimento da execução por quantia certa, caso ainda persista o inadimplemento (art. 733, § 2.º). O que se tem como inadmissível é que, iniciada a execução por quantia certa, e feita a penhora de bens, seja reclamada simultaneamente a prisão do devedor por inadimplemento”. (Yussef Cahali. Dos alimentos. 4. ed. rev.,

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Nessas situações, ao credor cabe escolher entre a coerção patrimonial prevista nos arts. 732 e 735 do CPC ou a prisão civil prevista no art. 733 do CPC.165

A prisão civil166 não significa imposição de pena para o devedor, mas apenas meio coercitivo (executivo) para compeli-lo a pagar os alimentos devidos.167-168

Aliás, tal como destaca Arnaldo Marmitt,169 “o caráter coercitivo da custódia por débito alimentar requer que ela seja imposta sem delongas, para que não se constitua em expediente meramente teórico. Sua razão de ser exige que tenha efeitos práticos e expeditos, os quais lhe devem ser inerentes. É inadmissível na espécie qualquer uso de manobras ladinas ou deletéreas, que até podem levar ao definhamento e à morte de crianças inocentes”.

165 Araken de Assis. Manual do processo de execução. 8 ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: RT, 2002, p. 860-862; Yussef Said Cahali. Dos alimentos. 4. ed. rev., ampl. e atual. de acordo com o Novo Código Civil. São Paulo: RT, 2002, p. 1077; Sérgio Gischkow Pereira. Ação de alimentos. 2.ª ed. Porto Alegre: Síntese, 1981, p. 99-102. 166 Para que seja determinada a prisão, é necessário requerimento por parte do credor, não sendo

cabível a decretação “ex officio”. “Prisão civil – Decretação, em caso de alimentos, sem pedido

expresso do credor – Inadmissibilidade – Despacho, ademais, prematuro, por não ter aguardado a volta da precatória, expedida para a intimação do réu – Concessão do “hábeas corpus” – Inteligência do art. 920 § 1.º, do Código de Processo Civil. Sem a certeza de intimação do réu, e sem o exame e julgamento da defesa por ele acaso apresentada, a prisão civil por falta de pagamento não pode ser decretada “ex officio”. (RT 449/365).

167 “A execução tem, na quase totalidade dos casos, caráter patrimonial; nem todos os

processos civis têm conteúdo econômico, mas a coação possível por parte do Estado visa, quase sempre, direta ou indiretamente, a resultado econômico; assim, a prisão civil é meio executivo de finalidade econômica; prende-se o executado não para puni- lo, como se criminoso fosse, mas para forçá-lo indiretamente a pagar, supondo-se que tenha meios de cumprir sua obrigação e queira evitar sua prisão, ou readquirir sua liberdade”. (Yussef Said Cahali. Dos alimentos. 4. ed. rev., ampl. e atual. de acordo

com o Novo Código Civil. São Paulo: RT, 2002, p. 1004).

168 Pontes de Miranda. Comentários ao Código de Processo Civil. t. X. arts. 612 – 735. Rio de Janeiro: Forense, 1976, p. 483. Também nesse sentido, encontra-se posição de Arnaldo Marmitt (Prisão

civil. Rio de Janeiro: Aide, 1989, p. 7). para quem “a prisão existente na jurisdição civil é simples fator coercitivo, de pressão psicológica, ou de técnica executiva, com fins de compelir o depositário infiel ou o devedor de alimentos, a cumprirem sua obrigação. Insere-se na Constituição Federal como exceção ao princípio da inexistência de constrição corporal por dívida. Sua finalidade é exclusivamente econômica, pois não busca punir, mas convencer o devedor relapso de sua obrigação de pagar”.

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