1.3. YOLSUZLUĞA ZEMİN HAZIRLAYAN FAKTÖRLER
1.3.1. Ekonomik Faktörler
1.3.1.3. Ekonomik Büyüme ve Yatırımlar
Há quem entenda que a jurisdição é uma função27 do
Estado, exercida por juízes imparciais em relação ao interesse das partes em conflito, por meio da qual a lei é aplicada ao caso concreto,28 para obter a
pacificação social, que é uma das razões da própria existência do Estado.
A função do Poder Judiciário é o exercício da atividade jurisdicional, solucionando lides.
27 “É preciso situar a jurisdição dentro do quadro das funções do Estado, sob o prisma da
chamada tripartição dos poderes, que não é bem tripartição de poderes, tendo em vista que o Estado é detentor do poder, logo o poder é uno, havendo, isso sim, vários aspectos desse mesmo poder”. (Patrícia Miranda Pizzol. A competência no processo civil. São Paulo: RT, 2003, p. 34).
28 “A atividade jurisdicional de particularização do direito ao caso concreto conduziu a
doutrina de Chiovenda à dicotomia entre a vontade abstrata e a vontade concreta da lei, concluindo o mestre dos mestres que a jurisdição consiste na atuação da lei mediante a substituição da atividade de órgãos públicos à atividade de outros, seja no afirmar a existência de uma vontade da lei, seja em determinar ulteriormente que ela produza seus efeitos (Princippii di diritto processsuale civile, 1928, p. 301)”. (Luiz Fux. Tutela de segurança e tutela da evidência. São Paulo: Saraiva, 1996, p. 3).
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Escreve Giuseppe Chiovenda29 que a jurisdição é a “função
do Estado que tem por escopo a atuação da vontade concreta da lei por meio
da substituição, pela atividade de órgãos públicos, da atividade de
particulares ou de outros órgãos públicos, já no afirmar a existência da
vontade da lei, já no torná-la, praticamente, efetiva.”
Em outra passagem, esse mesmo autor esclarece:
“o Estado moderno considera, pois, como sua função essencial à administração da justiça; somente ele tem o poder de aplicar a lei ao caso concreto, poder que se denomina jurisdição. Para isso ele organiza órgãos especiais (jurisdicionais), o mais importante dos quais são os juízes (autoridades judiciárias). Perante estes deve propor a demanda aquele que pretenda fazer um direito em juízo. A tarefa dos juízes é afirmar e atuar aquela vontade de lei que eles próprios consideram existentes como vontade concreta, dado os fatos que eles consideram existentes”.
Moacyr Amaral Santos30 assim define jurisdição: “a função
do Estado destinada a compor conflitos de interesses ocorrentes. Tem por
finalidade resguardar a ordem jurídica, o império da lei, amparando o direito
objetivo, e, como conseqüência, proteger aquele do interesse em conflito que
é tutelado pela lei. Sendo função estatal, e mesmo uma das características da
soberania do Estado, é exercida em todo o território nacional”.
29 Instituições de direito processual civil. vol. II. 2.ª ed. Campinas: Bookseller, 2000, p. 8. 30 Primeiras linhas de direito processual civil. vol. 1. 23. ed. rev. e atual. por Aricê Moacyr
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Nesse mesmo sentido, José Frederico Marques31 preceitua
jurisdição como “função resultante da necessidade de compor o Estado, aos conflitos e litígios, processualmente”.
Celso Ribeiro Bastos e Ives Gandra Martins,32 ponderando
que a função jurisdicional somente surgiu no século XVIII, com a prevalência da teoria de separação de poderes de Montesquieu, consideram a jurisdição uma função do Estado voltada a dirimir controvérsias decorrentes da aplicação das leis. Nas palavras desses autores:
“à função jurisdicional cabe este importante papel de fazer valer o ordenamento jurídico, de forma coativa, toda vez em que o seu cumprimento não se dê sem resistência. Ao próprio particular (ou até mesmo às pessoas jurídicas de direito público), o Estado subtraiu a faculdade de exercício de seus direitos pelas próprias mãos. O lesado tem de comparecer diante do Poder Judiciário, o qual, tomando conhecimento da controvérsia, se substitui à própria vontade das partes que foram impotentes para se comporem. O Estado, através de um de seus Poderes, dita, assim de forma substitutiva à vontade das próprias partes, qual o direito que estas têm de cumprir”.
A jurisdição é função do Estado e seu escopo é a aplicação do direito objetivo a uma pretensão de direito material, com vistas à
31 Instituições de direito processual civil. vol. I. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1958, p. 259. 32 Comentários à Constituição do Brasil. vol. 4. São Paulo: Saraiva, 1997, p. 11-13.
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pacificação das relações. Cuida-se de função do Estado, ao lado da legislativa e da administrativa,33-34 mas que com elas não se confunde.
Isso porque, muito embora a função jurisdicional seja complementar à legislativa, aquela se diferencia desta na medida em que a função jurisdicional: (a) consiste na pacificação das situações que são levadas ao Estado-juiz;35 (b) somente é exercida frente a um caso concreto.36-37
Por meio da jurisdição, o Estado garante sua autoridade legislativa, incutindo nos jurisdicionados a certeza de que, em não havendo o cumprimento voluntário da norma, haverá sua imposição. Tampouco é possível equipará-la à função administrativa porque: (a) o juiz age atuando a lei; a administração age em conformidade com a lei; (b) o juiz considera a lei em si mesma; o
33 “Os Estados contemporâneos do Ocidente estão, em sua grande maioria, juridicamente
estruturados sob a influência do princípio da separação de poderes. Tal princípio, que no dizer de Manoel Gonçalves Ferreira Filho, não foi invenção genial de um homem inspirado mais sim é o resultado empírico da evolução constitucional inglesa qual consagrou o Bill of Rights de 1688 e que tem por antecedente mais remoto o estudo de Aristóteles, foi teorizado por John Locke e foi definitivamente concebido como uma doutrina sistemática por Montesquieu”. (Kazuo Watanabe. Controle jurisdicional:
princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional no sistema jurídico brasileiro e Mandado de segurança contra atos judiciais. São Paulo: RT, 1980, p. 8).
34 Vale aqui a nota de que no Brasil, ao tempo do Império, havia um quarto poder denominado Poder Moderador, que era exercido pelo Imperador.
35 “Se é bem simples a contraposição entre função legislativa e judicial, porque àquela
pertence ditar as normas reguladoras da atividade dos cidadãos e dos órgãos públicos e a esta atuá-las, menos fácil se torna firmar um critério diferencial entre administração e jurisdição, tal que valha para todos os casos, porquanto a administração também pode contrapor à legislação como atuação da lei”. (Giuseppe Chiovenda. Instituições de direito processual civil. vol. II. 2.ª ed. Campinas: Bookseller, 2000, p. 11).
36 “Mediante o seu exercício o Judiciário aprecia e decide concretamente aqueles casos
submetidos à sua apreciação, ou satisfaz coativamente o crédito, através do processo de execução”. (Antônio Carlos Marcato. Procedimentos Especiais. 9.ª ed. revista,
atualizada e ampliada. São Paulo: Malheiros, 2001, p. 17).
37 “Legislar é ditar o direito em tese, como norma de conduta que se dirige a todos em
geral e a ninguém em particular. (...) Exercer a jurisdição é dizer o direito no caso concreto. A sentença, que é o mais expressivo produto da atividade jurisdicional, dirige- se apenas às partes envolvidas no conflito deduzido perante o juiz”. (José Eduardo
Carreira Alvim. Elementos de teoria geral do processo. 7.ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2000, p. 50).
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administrador considera-a como norma de sua própria conduta; (c) a administração é atividade primária e originária; a jurisdição é atividade secundária ou coordenada.38-39