3.1. EKONOMİK, SOSYAL, SİYASAL DEĞİŞKENLER VE REFAH
3.1.1. Ekonomik Değişkenler ve Refah İlişkisi
O Livro II, da Parte Especial, no NCPC (Lei 13.105/2015), trata “Do
processo de execução”. O artigo 771, que inaugura o capítulo das disposições
gerais, anuncia que “Este Livro regula o procedimento da execução fundada em
título extrajudicial, e suas disposições aplicam-se, também, no que couber, aos
procedimentos especiais de execução, aos atos executivos realizados no
procedimento de cumprimento de sentença, bem como aos efeitos de atos ou
fatos processuais a que a lei atribuir força executiva.”.
No espírito do referido princípio da cooperação, os artigos 772 e 773, do
NCPC, assim dispõem, respectivamente: “Art. 772. O juiz pode, em qualquer
momento do processo: I - ordenar o comparecimento das partes; II - advertir o
executado de que seu procedimento constitui ato atentatório à dignidade da
justiça; III - determinar que sujeitos indicados pelo exequente forneçam
informações em geral relacionadas ao objeto da execução, tais como
documentos e dados que tenham em seu poder, assinando-lhes prazo razoável.”
e, “Art. 773. O juiz poderá, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas
necessárias ao cumprimento da ordem de entrega de documentos e dados.
Parágrafo único. Quando, em decorrência do disposto neste artigo, o juízo
receber dados sigilosos para os fins da execução, o juiz adotará as medidas
necessárias para assegurar a confidencialidade.”.
Essas diretrizes são complementadas pelo artigo 776 que prevê que “o
exequente ressarcirá ao executado os danos que este sofreu, quando a sentença,
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transitada em julgado, declarar inexistente, no todo ou em parte, a obrigação
que ensejou a execução.”. Trata-se, aqui, de responsabilidade objetiva do
exequente, pois o sistema fixa o dever de indenizar independentemente da culpa
ou dolo do agente.
Cabe a lembrança e ressalva feita por Rodrigo Reis Mazzei a respeito do
artigo 739-B, do CPC/73
130:
“O art.739-B veicula um interessante meio de
processamento para os apenamentos pecuniários em qualquer fase e momento
processual (fase de conhecimento, cumprimento de sentença e processo de
execução). Todavia, seu posicionamento inadequado e o apego a uma
interpretação restritiva impedem um amplo espectro de abrangência. (...) a má
colocação do art. 739-B nas “disposições gerais” dos embargos não é suficiente
para excluí-lo da missão a ele determinada no sistema processual, sendo, pois,
vetor genérico para a cobrança de título judicial resultante de multa ou de fixação
de indenização por má-fé processual, não sendo privativo das execuções por
título extrajudicial. Para o manejo de tal via em sede de cumprimento de sentença
(pois, nos mesmos autos – ainda que em apenso), bastará que o credor demonstre
que ainda há atividade processual nos autos matriz e que a cobrança do
apenamento poderá causar tumultuária procedimental, justificando a trilha do art.
739-B. De modo assemelhado, o art. 739-B permitirá a cobrança de qualquer
título judicial que esteja atrelado à multa e à indenização proveniente de
litigância de má-fé, mesmo na fase de conhecimento, bastando para tanto, além
da origem do título, que a obrigação esteja vencida, isto é, já seja exigível.”
131-
132130 “Art. 739-B. A cobrança de multa ou de indenizações decorrentes de litigância de má-fé (arts. 17 e 18)
será promovida no próprio processo de execução, em autos apensos, operando-se por compensação ou por execução.”.
131 O art. 739‑ B (CPC de 1973) como plataforma para “cobrança” (em sentido alargado) dos
apenamentos processuais pecuniários: tema desprezado nos trabalhos para um “novo” Código de Processo Civil. In.: Execução civil e temas afins – do CPC/1973 ao Novo CPC : estudos em homenagem ao professor Araken de Assis / coordenação Arruda Alvim ... [et al.] – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014, p. 906, 910-911.
132 No NCPC (Lei 13.105/2015), o artigo 777 prevê que “A cobrança de multas ou de indenizações
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O artigo 805 do NCPC (Lei 13.105/2015) consagra o princípio da menor
onerosidade, prevendo, em sua cabeça, que “quando por vários meios o
exequente puder promover a execução, o juiz mandará que se faça pelo modo
menos gravoso para o executado.”; todavia, em boa hora, o parágrafo único,
desse mesmo artigo 805 do NCPC, deixa claro que é ônus do executado apontar a
forma “menos onerosa” de realização da execução, bem como a eficácia da
medida alternativa proposta “sob pena de manutenção dos atos executivos já
determinados”.
Paulo Henrique dos Santos Lucon pontua que “Tanto no Código de
Processo Civil de 1973 quanto no Novo Código de Processo Civil (art. 800, §
1.º), permanece, como visto, a salutar regra de acordo com a qual a propositura
de demanda relativa ao débito constante do título executivo não inibe o credor de
promove-lhe a execução. Contrariar essa regra seria violar a inafastabilidade da
tutela jurisdicional (CF, art. 5.º, XXXV) porque seria impedir o exercício do
direito de ação no seu sentido mais abstrato. Inibir a propositura da ação
executiva distingue-se da suspensão da execução por força de decisão obtida em
embargos à execução ou em decisão obtida em demanda cognitiva autônoma.
Para que essa suspensão seja obtida, no entanto, torna-se necessário apresentar
argumentação relevante, bem como é preciso que a execução esteja garantida por
constrição ou ainda outra estrutura que venha a garantir a futura realização do
crédito na execução.”
133.
No processo de execução fundado em título executivo extrajudicial do
NCPC, manteve-se a previsão do negócio processual típico hoje existente no
nos próprios autos do processo.”, ainda que “geograficamente” inserida na parte das disposições gerais do “processo de execução”, como o texto aponta, a regra se aplica a todo e qualquer processo.
133 Títulos executivos extrajudiciais e o novo CPC. In.: Execução civil e temas afins – do CPC/1973 ao
Novo CPC : estudos em homenagem ao professor Araken de Assis / coordenação Arruda Alvim ... [et al.] – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014, p. 836.
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artigo 652-A, do Código de Processo Civil de 1973, de que pode o executado
pagar a integralidade da dívida, dentro do prazo de 3 (três) dias da citação,
quando, então, a verba honorária fixada na decisão inicial será reduzida pela
metade (NCPC, art. 827, § 1º).
Outra hipótese de negócio processual típico, na execução do título
executivo extrajudicial, é a que faculta ao executado, dentro do prazo de
embargos — via de regra, em quinze dias contados da juntada do mandado de
citação (NPCP, art. 915, cabeça) — “reconhecendo o crédito do exequente e
comprovando o depósito de trinta por cento do valor em execução, acrescido de
custas e de honorários de advogado” possa “requerer que lhe seja permitido
pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção
monetária e de juros de um por cento ao mês.” (NPCP, art. 916)
134.
E, no caso do processo de execução, a estrutura dos negócios processuais
(NCPC, arts. 190 e 200), ganha campo fértil para se desenvolver, inclusive no
que tange a questões como a possibilidade de execução dos bens impenhoráveis
(NCPC, art. 833) e, ainda, da realização de atos de execução fora do processo
judicial, como averbação da penhora, alienação do bem para satisfação do
crédito, dentre outras formas de efetiva solução da ação.
No meu entendimento é sob essa ótica, de uma nova forma de enxergar e
aplicar as regras do processo civil, que se conseguirá dar efetividade ao processo
de execução do título executivo extrajudicial tal como prevista no novo Código
de Processo Civil e, mesmo para a lei especial que regula as execuções fiscais
(Lei 6.830/1980).
134 Essa mesma previsão consta do artigo 745-A, do Código de Processo Civil de 1973: “Art. 745-A. No
prazo para embargos, reconhecendo o crédito do exeqüente e comprovando o depósito de 30% (trinta por cento) do valor em execução, inclusive custas e honorários de advogado, poderá o executado requerer seja admitido a pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês.”
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Todavia, em meu entendimento, a nova legislação padece das mesmas
falhas das alterações implementadas, nos anos de 2005 e 2006, no vigente
Código de Processo Civil a respeito do processo de execução fundado em título
executivo extrajudicial, pois que não atende aos propósitos de um processo ágil e
de uma Justiça eficiente. Parafraseando Liebman “as formas são necessárias,
mas o formalismo é uma deformação”
135.
135 Manual de direito processual civil. Trad. de Cândido Rangel Dinamarco. 3ª ed., Rio de Janeiro:
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CAPÍTULO 3
O problema da ausência de efetividade no atual
modelo de execução.
1. Notas introdutórias.
Com a Emenda Constitucional n. 45, de 2004, foi criado o “Conselho
Nacional de Justiça” ao qual compete o “controle da atuação administrativa e
financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos
juízes” (CF, art. 103-B).
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) “é uma instituição pública que visa
aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário brasileiro, principalmente no que
diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual.”. A sua
missão é “contribuir para que a prestação jurisdicional seja realizada com
moralidade, eficiência e efetividade em benefício da Sociedade.”
136.
Para a “eficiência dos serviços judiciais”, com adoção de “melhores
práticas e celeridade”, o CNJ elabora e publica “semestralmente relatório
estatístico sobre movimentação processual e outros indicadores pertinentes à
atividade jurisdicional em todo o País.”
137-
138, destacando-se o programa
conhecido como “Justiça em números”
139.
136 Texto retirado da fonte: http://www.cnj.jus.br/sobre-o-cnj/quem-somos-visitas-e-contatos, acesso em
10/09/2015.
137 Texto retirado da fonte: http://www.cnj.jus.br/sobre-o-cnj/quem-somos-visitas-e-contatos, acesso em
10/09/2015.
138 O artigo 103-B, § 4º, VI, da Constituição da República prevê que “§ 4º Compete ao Conselho o
controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da
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No relatório “Justiça em números”, divulgado em 2014, contendo dados
da base de 2013, constou da sua apresentação, o texto seguinte:
...
Os dados constantes do Relatório Justiça em Números são a principal
fonte estatística que o CNJ e os tribunais utilizam para sua atuação
institucional. As informações sistematizadas e analisadas possibilitam
um conhecimento amplo do Judiciário, capaz de fomentar medidas de
integração, redução das disparidades regionais, bem como
considerações sobre as especificidades dos desafios a serem
enfrentados por cada ramo judicial no aprimoramento da prestação
jurisdicional.
A responsabilidade que o CNJ e os Tribunais brasileiros compartilham
quanto à garantia de direitos pela via da entrega de Justiça fica bem
ilustrada neste Relatório. Ressalte-que, neste ano de 2013, a Série
Histórica dos dados abrange os cinco anos anteriores. A análise
quinquenal permite a visualização de cenários mais consistentes e
precisos sobre a Justiça brasileira. Além disso, a demonstração de dados
pela via da territorialização da informação e o uso de recursos visuais
avançados é dimensão importante para a compreensão nacional dos
principais indicadores, na diversidade dos múltiplos espaços e tempos
Magistratura. .... VI elaborar semestralmente relatório estatístico sobre processos e sentenças prolatadas, por unidade da Federação, nos diferentes órgãos do Poder Judiciário.”.
139 Através da Resolução CNJ n. 4, de 16 de agosto de 2005, foi criado o “Sistema de Estatística do Poder
Judiciário”, o qual “concentrará e analisará dados a serem obrigatoriamente encaminhados por todos os órgãos judiciários do país, conforme planilhas a serem elaboradas com o apoio da Secretaria do Supremo Tribunal Federal, sob a supervisão da Comissão de Estatística do Conselho Nacional de Justiça.”
Na sequência, a Resolução CNJ n. 15, de 20 de abril de 2006, estabeleceu os critérios, os conceitos e os prazos para o funcionamento do Sistema de Estatística do Poder Judiciário, matéria hoje, regulamentada pela Resolução CNJ n. 76, de 12 de maio de 2009.
O Sistema de Estatística do Poder Judiciário – SIESPJ é integrado pelo “Superior Tribunal de Justiça; Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; Tribunais e Juízes do Trabalho; Tribunais e Juízes Eleitorais; Tribunais e Juízes Militares; e, Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.”.
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institucionais do Poder Judiciário, conforme o segmento judicial em
questão.
Os desafios do acesso à justiça amplo e democrático somado às
exigências constitucionais de celeridade e qualidade ficam
evidenciados no quantitativo de ações que tramitam e ingressam no
Poder Judiciário brasileiro a cada ano. Assim, os dados do Poder
Judiciário brasileiro estão abertos às demais instituições, à crítica
acadêmica e à análise pública para a realização cooperativa e
compartilhada dos objetivos republicanos de construção de uma
sociedade livre, justa e solidária, que garanta o desenvolvimento
nacional, reduza as desigualdades sociais e regionais e promova o bem
de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor e idade e
quaisquer outras formas de discriminação (Constituição Federal, art. 4º)
– negritamos para destacar
No relatório, recentemente divulgado, com dados da base de 2014,
excluindo informações referente ao Supremo Tribunal Federal, consta o seguinte
destaque:
3.5 Impacto da Execução
Constava no Poder Judiciário um acervo de 70,8 milhões de
processos, dentre os quais, mais da metade, 51%, eram referentes
à fase de execução. Por essa razão desenvolveu-se o presente tópico
que trata especificamente sobre os processos que tramitaram nesta
fase processual. Dentre as execuções, consideram-se as execuções
judiciais criminais (de pena privativa de liberdade e pena não-privativa
de liberdade), as execuções judiciais não criminais e as execuções de
títulos executivos extrajudiciais, segregadas entre fiscais e não fiscais.
Apesar de o acervo de execução compor 51% do acervo total, em
relação aos casos novos e aos processos baixados o impacto da
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execução é menor, já que, nestas situações, ela representa 23% e
22% de seus respectivos totais. Em 2014, foram 6,6 milhões de
execuções iniciadas e 6,1 milhões de execuções baixadas.
A maior parte do acervo de execução concentra-se na Justiça
Estadual, com 82,5% dos processos. Na Justiça Federal estão 11,5%
dos processos e na Justiça do Trabalho, 6%.
O Índice de Atendimento à Demanda, por sua vez, tem se mantido
abaixo de 100%, patamar mínimo necessário para evitar aumento de
estoque, tendo, em 2014, atingido o índice de 92% na execução. A
elevada taxa de congestionamento na execução, de 86%, é
responsável pela elevação em 10,6 pontos percentuais da taxa de
congestionamento total do Poder Judiciário, pois, se forem
desconsiderados tais processos, o índice poderia atingir 60,8%, ao
invés dos atuais 71,4%.
Os processos de execução de título extrajudicial fiscal são os
grandes responsáveis pela morosidade dos processos de execução,
tendo em vista que representam aproximadamente 75% do total
de casos pendentes de execução, com taxa de congestionamento
de 91%, sendo que esta taxa se repete tanto no âmbito da Justiça
Federal, quanto da Justiça Estadual. Desconsiderando tais
processos, a taxa de congestionamento do Poder Judiciário seria
reduzida de 71,4% para 62,8% no ano de 2014 (Gráfico 3.43).
Dentre as execuções judiciais, tem-se 6,5 milhões de casos pendentes
e 2,6 milhões de execuções iniciadas, com taxa de congestionamento
de 70%. As execuções penais pendentes representam 19% do total das
execuções judiciais, computadas tanto as execuções de penas
privativas de liberdade (880 mil casos) quanto as execuções de penas
não-privativas de liberdade (360 mil casos).
90
Traduzindo, em números, essas informações (base de 2014), temos o
seguinte:
Tipo de processo
Novos
Baixados
Pendentes
Conhecimento criminal
2.677.775
2.626.887
5.737.788
Conhecimento não criminal
14.362.373
14.953.236
24.077.223
Execução Pena privativa de liberdade
265.663
172.184
880.374
Execução Pena não privativa de
liberdade
162.067
126.150
359.981
Execução Judicial não criminal
2.199.561
2.433.237
5.283.527
Execução título extrajudicial fiscal
3.365.674
2.700.137
26.981.792
Execução título extrajudicial não fiscal
655.591
686.478
2.428.923
O resumo do relatório é claro: os processos de execução contribuem para a
elevação da taxa de congestionamento, tanto na esfera Estadual
140, na
especializada do Trabalho
141, como, também, na Federal
142.
140 De acordo com o relatório “Justiça em números”, divulgado em 15/09/2014, na justiça estadual “Os
processos de execução de título extrajudicial fiscal são os grandes responsáveis pela morosidade dos processos de execução, tendo em vista que representam aproximadamente 79% do total de casos pendentes de execução e apresentam taxa de congestionamento de 91%, ou seja, de cada 100 processos de execução de título extrajudicial fiscal que tramitaram no ano de 2014, apenas 9 foram baixados.”.
141De acordo com o relatório “Justiça em números”, divulgado em 15/09/2014, “Constava na Justiça do
Trabalho um acervo de 4,4 milhões de processos que estavam pendentes de baixa no início do ano de 2014, dentre os quais, quase a metade (49%) eram referentes aos processos de 1º grau na fase de execução. Por essa razão, destacou-se um tópico que trata especificamente sobre os processos que tramitaram nesta fase processual. Dentre as execuções, consideram-se as execuções judiciais e as execuções de títulos executivos extrajudiciais, segregadas entre fiscais e não fiscais. ... No 1º grau, apesar de os processos de execução de título extrajudicial apresentarem taxas de congestionamento superiores ao grupo de processos de execução judicial (taxas de 79% para os processos de execução extrajudicial não fiscal, 74% para as execuções fiscais e 66% para as execuções judiciais), o volume dos processos de execução judicial é bem maior, o que vem a causar maior impacto visto que estes processos representam aproximadamente 94% do total de casos pendentes na fase de execução da Justiça do Trabalho. Esse resultado é diferente nas Justiças Estadual e Federal, onde o maior impacto é verificado nos processos de execução fiscal.”
142De acordo com o relatório “Justiça em números”, divulgado em 15/09/2014, na justiça federal “Os
processos de execução de título extrajudicial fiscal são os grandes responsáveis pela morosidade dos processos da fase de execução no 1º grau, tendo em vista que representam quase 84% do total de casos pendentes de execução e apresentam taxa de congestionamento de 91% (Gráfico 6.35). Isso significa
que, de cada 100 processos de execução fiscal que tramitaram no ano de 2014, apenas 9 foram baixados. Desconsiderando estes processos, a taxa de congestionamento da Justiça Federal cairia de
70,5% para 61,2% no ano de 2014, conforme o Gráfico 6.37. Por outro lado, estavam pendentes de baixa no início de 2014 quase 526 mil processos de execução judicial não criminal, cuja taxa de congestionamento foi de 55%, percentual satisfatório na comparação com a taxa de 56% dos processos de conhecimento.”