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Alt İndeksler CPI ve CCI İlişkisi

4.4. ANALİZ VE BULGULAR

4.4.4. Alt İndeksler CPI ve CCI İlişkisi

A base de cálculo das contribuições sociais a serem executadas pela Justiça do

Trabalho, incidentes sobre os pagamentos efetuados em razão das suas condenações, pode ser

extraída das parcelas que integram o salário-de-contribuição, conforme dispõe o art. 28 da Lei

8.212/91.

Para o empregado e trabalhador avulso, entende-se por salário-de-contribuição a

remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos

rendimentos pagos a qualquer título, destinados a retribuir o trabalho. Além dos valores pagos

diretamente pelo empregador, também se considera base de cálculo do INSS as gorjetas

recebidas diretamente de terceiros, nos termos do inciso I do art. 28 da Lei 8.212/91. Tal

dispositivo está de acordo com o art. 457 da CLT, no sentido de que a remuneração dos

empregados é compreendida pelo salário pago diretamente pelo empregador e pelas gorjetas

recebidas de terceiros. Para o dirigente sindical empregado e trabalhador avulso, durante o

exercício do mandato eletivo, é a remuneração efetivamente auferida na entidade sindical ou

empresa de origem.

Entende-se por salário-de-contribuição para o empregado doméstico a remuneração

registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social.

Para o contribuinte individual, a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou

Nos termos do § 3º do art. 28 da Lei 8.212/91, o limite mínimo do salário-de-

contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo.

Não nos cabe realizar, no presente trabalho, uma análise aprofundada de cada uma das verbas que integram o salário-de-contribuição. No entanto, como orientação prática, adota-se a tabela publicada por Rodrigo Garcia Schwartz101, como segue:

I -Abonos ou gratificações de férias, excedentes aos limites legais (art. 144 da CLT); II -Abonos de qualquer natureza, exceto aquele cuja incidência seja expressamente

excluída por lei;

III - Adicionais de insalubridade, periculosidade, trabalho noturno, por tempo de serviço, por transferência de local de trabalho ou função;

IV - Auxílio-doença (quinze primeiros dias de afastamento); V - Aviso prévio trabalhado;

VI - Bonificações;

VII - Comissões;

VIII - Décimo terceiro salário;

IX - Diárias para viagem, pelo seu valor total, quando excederem a cinqüenta por cento da remuneração mensal do empregado;

X - Etapas (marítimos)

XI - Férias normais gozadas na vigência do contrato de trabalho (inclusive um terço constitucional);

101 SCHWARZ, 2002, p. 37-41.

XII - Gorjetas (espontâneas ou compulsórias);

XIII -Gratificações ajustadas (expressas ou tácitas);

XIV - Horas extras;

XV - Prêmios contratuais ou habituais;

XVI - Produtividade;

XVII - Quebra de caixa (bancário e comerciário);

XVIII - Repouso semanal remunerado;

XIV - Representação;

XVII - Quebra de caixa;

XVIII - Repouso semanal remunerado;

XIX - Representação;

XX - Retiradas de diretores não empregados equiparados aos trabalhadores sujeitos a

regime do FGTS (art. 16 da L. 8.036/90);

XXI - Salário in natura;

XXII - Salário-família que exceder ao valor legal obrigatório;

XXIII - Salário-maternidade;

XXIV - Salário;

XXV - Saldo de salário.

Não integram a remuneração para fins de cálculo dos valores devidos à Previdência

Social, exclusivamente:

I - Abono do Programa de Integração Social – PIS e do Programa de Assistência ao

II - Abonos de férias – pecuniário correspondente à conversão de 1/3 das férias (art.

143 da CLT) e aquele concedido em virtude de contrato de trabalho, regulamento da empresa,

convenção ou acordo coletivo de trabalho cujo valor não exceda a 20 dias (art. 144 da CLT);

III - Ajuda de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da L.

5.929, de 30,10.1973;

IV - Ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de

mudança de local de trabalho, na forma do art. 470 da CLT;

V - Alimentação, habitação e transporte, fornecidos pela empresa empregado

contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou

local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de

proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego;

VI - Assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira, de que trata o art. 36 da L.

4.870, de 1º .12.1965;

VII - Benefícios da Previdência Social, nos termos e limites legais, salvo o salário-

maternidade;

VIII - Bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da

L. 6.494. de 07.12.1977;

IX - Complementação ao valor do auxílio-doença, desde que este direito seja

extensivo à totalidade dos empregados da empresa;

X - Diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinqüenta por cento) da

remuneração mensal do empregado;

XI - Direitos autorais – valores recebidos em decorrência da sua cessão;

XII - Férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor

XIII - Ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário por força de

lei;

XIV - Indenização a que se refere o art. 9º da L. 7.238, de 29.10.1984 – dispensa sem justa causa até trinta dias antes da data-base;

XV - Indenização compensatória de quarenta por cento do montante depositado no FGTS, como proteção à relação de emprego contra a despedida arbitrária ou sem justa causa,

prevista no I do art.10 do ADCT:

XVI - Indenização por tempo de serviço do safrista, quando da expiração normal do trabalho – art. 14 da L. 5.889, de 08.06.1973;

XVII - Indenização por despedida sem justa causa do empregado nos contratos por prazo determinado –art.479 da CLT;

XVIII - Indenização por tempo de serviço, anterior a 05.10.1988, do emprego não optante pelo FGTS;

XIX - Indenização recebida a título de incentivo à demissão; XX - Indenizações previstas nos arts. 496 e 497 da CLT;

XXI - Licença-prêmio indenizada;

XXII - Multa paga ao emprego em decorrência da mora no pagamento das parcelas

constantes do instrumento de rescisão do contrato de trabalho, conforme previsto no § 8º do

art. 477 da CLT;

XXIII - Parcela in natura recebida de acordo com os programas de alimentação

aprovados pelo Ministério do Trabalho, nos termos da L. 6.321, de 14.04.1976;

XXIV - Participação nos lucros ou resultados da empresa;

XXV - Plano educacional que vise à educação básica e a cursos de capacitação e

não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes

tenham acesso ao mesmo;

XXVI - Previdência complementar, aberta ou fechada – valor da contribuição

efetivamente paga pela pessoa jurídica, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observadas no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT;

XXVII - Reembolso babá, limitado ao menor salário-de-contribuição mensal e condicionado à comprovação do registro na carteira do trabalho e previdência social da empregada, do pagamento da remuneração e do recolhimento previdenciária, pago em

conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade da criança;

XXVIII - Reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas;

XXIV - Ressarcimento de despesas pelo uso do veículo do empregado, quando devidamente comprovadas;

XXX - Serviço médico ou odontológico, próprio da empresa por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa;

XXXI - Vale–transporte, recebido na forma da legislação própria;

XXXII - Vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços;

XXXIII -Valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a

trabalho e disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que

couber, os arts. 9° e 468 da CLT.

Não está relacionado acima o aviso prévio indenizado. Até a edição da Lei nº

9.528/97, tal parcela constava na alínea "e" do § 9º do art. 28 da Lei 8.212/91, como não

integrante do salário-de-contribuição. Com a referida lei, que alterou a Lei 8.212/91, não há

mais previsão de isenção dessa parcela. O INSS tem interposto recurso contra sentenças homologatórias que aceitam a discriminação do aviso prévio indenizado como parcela que

não está sujeita ao recolhimento de tributo, com êxito em sua pretensão, conforme ementa que segue:

EMENTA: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ACORDO. Com

exceção das demais parcelas objeto do acordo celebrado entre as partes, sobre o aviso-prévio indenizado incidem contribuições previdenciárias. Dá- se provimento parcial ao apelo do INSS.102

Em sentido contrário, há o entendimento de que mesmo tendo ocorrido a mudança na legislação previdenciária, como acima referido, o aviso prévio indenizado não pode ser considerado como pagamento pelo serviço prestado porque não retribui o trabalho, mas tão-

somente visa a garantir ao trabalhador a percepção do valor correspondente ao salário que

teria direito até a extinção do seu contrato de emprego. Além disso, o artigo 214, parágrafo 9º , inciso V, alínea f, do Decreto nº 3.048/1999, expressamente exclui o aviso prévio indenizado como parcela integrante do salário-de-contribuição. Nesse sentido, foi a decisão da 6ª Turma do TRT da 4ª Região, conforme ementa que segue:

102

Ementa extraída de TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 4ª Região Processo 01317-2004-373-04-00- 8 (RO). Relator: Juiz Leonardo Meurer Brasil. Data de Publicação: 09 jun. 2005. Disponível em: <http://www.trt4.gov.br>

EMENTA: ACORDO REALIZADO ENTRE AS PARTES.