2. KAVRAMSAL ÇERÇEVE
2.3. Çağdaş Sanatta Yerleştirme (Enstalasyon) ve Mekan
2.3.1. Yerleştirmenin Türkiye’deki sanat ortamında ortaya çıkışı ve
A escrita é um meio de comunicação que eu curto demais. Às vezes fico cabreiro de escrever, pois não sei como as pessoas vão interpretar, é um enorme conflito dentro de mim comigo mesmo.
(Reflexão escrita por colaborador)
Algumas escritas de si ficaram mais curtas, outras mais longas, variando de acordo com as características de cada colaborador. Optamos por deixá-las na íntegra no corpo do texto. Por quê? Partimos dos entendimentos de De Maeyer (2013, 2011) de que a educação nas prisões deve reconhecer as experiências de vida, reconhecer os indivíduos, por isso deve educar reconhecendo a identidade de educando ao invés da de delinquente. Deve ser, portanto, uma educação que permita conhecer as histórias dessas pessoas. Por concordarmos com esses pensamentos, entendemos que suas escritas de si nos permitem conhecer histórias de vida invisibilizadas, fundamentais para a compreensão das identidades dessas pessoas e de suas falas. Não estamos falando por elas, elas se descrevem por si próprias. Conhecer essas histórias ajuda ao leitor a compor o cenário de onde emergem as falas analisadas neste estudo e evidencia, inclusive, o compromisso assumido por eles com a pesquisa, que não basta apontar, é necessário sentir, perceber.
Consideramos ainda que o destaque dado a estas escritas, mantendo-as no corpo do texto, constituem um compromisso social e político com a transformação deste espaço, visto que disso depende também a mudança de olhar para com as pessoas em situação de privação de liberdade. Essa mudança só será possível se cada vez mais pessoas descobrirem que os que habitam as prisões são, antes de tudo, humanos e a leitura dessas escritas de si podem contribuir nessa mudança e/ou ampliação de olhar.
Por essas razões, consideramos que colocar as escritas de si em anexo seria deixá- las em segundo plano, negar sua importância. Esses recortes de vida dos colaboradores não podem ser relegados a uma leitura opcional, anexa. São, em verdade, parte
fundamental para a compreensão dos sujeitos que colaboraram com este estudo e que aqui se pronunciam.
Cada colaborador é apresentado por um nome fictício, que foi criado por eles próprios. No primeiro encontro, expliquei a importância da criação dos nomes fictícios para que suas identidades fossem preservadas e solicitei que escrevessem o nome escolhido no verso do TCLE. Alguns esqueceram de escrever e foi necessário retomar essa solicitação quando estávamos no processo de escrita do trabalho de qualificação. Nesse período, um dos colaboradores que não havia escrito seu nome fictício no verso do TCLE não estava mais interno na unidade. Por essa razão, o Indefinido foi o único dentre os 11 colaboradores que teve seu nome fictício criado pela pesquisadora.
Colaborador 1:
VICTOR (nome-fictício)
Bom, vou falar um pouco de mim.
Meu nome é Victor, tenho 28 anos, nascido na cidade de Piracicaba, São Paulo.
Bom, sou um cara que passou muitas dificuldades nesses 28 anos, mas também tive bastante alegrias. Tenho uma boa família, tenho seis irmãs e sete sobrinhos, sou o único filho homem.
Sempre trabalhei, tive tudo o que sempre quis, mas acabei com tudo isso quando completei meus 20 anos e comecei a curtir a vida saindo para as baladas da vida.
Antes de tudo isso acontecer comigo, eu era uma pessoa que gostava de ficar no sítio, sempre gostei de animais, como, por exemplo, gados, cavalos, galinha e, entre outras coisas, gosto de caçar e pescar.
Mas, infelizmente, cometi vários erros em minha vida, por isso estou pagando por um delito que cometi por não escutar minha família. Então, hoje estou sofrendo por estar privado da minha liberdade, mas com fé em Deus, um dia eu saio e volto para o meu lar e para os braços da minha família e, assim, retomar a minha vida como era antes, pois só assim tive a oportunidade de saber o que é ser privado de sua liberdade. Isso machuca muito, é doloroso demais ficar longe de nossa família.
Colaborador 2:
EDUARDO (nome fictício) - primeira versão da biografia
Eu me descrevo como uma pessoa ciente dos meus deveres e direitos. Não costumo calar diante de situações que me desagradam, mas também sei ouvir e reconhecer quando estou errado.
Acredito que na troca de ideias e ouvir opiniões diferentes da minha me faz crescer e aumenta meus conhecimentos.
Não acredito no ser humano como um ser naturalmente bom, acredito sim que no desenrolar da vida ele irá moldar sua personalidade para o bem ou para o mal.
Mas nem sempre fui assim, já tive a inocência de achar que todas as pessoas que me cercavam eram íntegras e dispostas a me ajudar e querer meu bem.
O homem de hoje (em sua grande maioria) só se preocupa consigo mesmo, é disposto a pisar em cima de tudo e de todos para conseguir o que quer.
Já fui um religioso fervoroso, pois desde pequeno em tudo o que eu acreditava era a bíblia. Mas com o passar dos anos e tendo liberdade de escolha, me aprofundei em estudos sobre tudo aquilo que me fizeram acreditar a vida toda, e hoje sou bastante cético no que diz respeito a religião e divindades. Acredito sim em seres humanos excepcionais que influenciaram e ainda influenciam pessoas pelo seu modo de vida, dignidade, honestidade, pensamentos e palavras positivas e que nos mostram que vivendo de maneira parecida com a deles, teremos grandes possibilidades de alcançar objetivos, sem se esquecer que os tempos são outros e as dificuldades muito maiores.
Não sou submisso e sempre defendo o direito de se expressar de cada ser humano, mesmo não acreditando em quase nada do que dizem. Com 37 anos (completo 38 daqui alguns dias) aprendi a encarar meus erros como um resultado que aponta uma nova direção.
Bem, talvez não tenha sido essa a ideia de descrição que a professora queria, mas foi o que achei que deveria escrever, e o mais importante de tudo isso é que estou feliz por ter feito dessa forma.
EDUARDO (nome fictício) - segunda versão da biografia20
Me chamo Eduardo (nome fictício), para mim um nome diferente, diferente porque já procurei em vários livros o seu significado e até agora nada, e o nada para muitas pessoas é diferente. Há significados pra tudo quanto é tipo de nome, mas para o “bendito” Eduardo nenhum. Tudo bem, melhor deixar pra lá, o objetivo aqui é falar sobre mim e não sobre o meu nome.
Minha origem é humilde, minha mãe ralou muito pra me criar e dar o mínimo de condições para que eu estudasse e crescesse como um homem honesto e responsável.
Passei por muitas dificuldades na vida, e talvez isso tenha contribuído na formação de minha personalidade.
Tenho um temperamento até certo ponto explosivo e isso já me causou muitos problemas, mas também já me colocou como liderança nos meios que convivi, não sei se foi por respeito ou por medo, tenho tentado mudar isso, mas não tem sido fácil, principalmente devido ao fato de eu estar privado da liberdade.
Com isso, fiz poucos amigos durante a minha vida. Sempre gostei de me expressar sobre tudo, mas nunca tive oportunidade pra isso, talvez porque ninguém me entendesse.
O mais interessante é que no lugar mais improvável para a maioria das pessoas e, inclusive eu, ou seja, na prisão, consegui fazer alguns amigos que compartilham das mesmas ideias e isso tem contribuído muito na minha reorganização de ideias.
Não posso deixar de citar a professora Aline Campos, que mesmo de maneira inconsciente, tem sido a maior incentivadora de tudo isso, principalmente a encarar os problemas de outra forma e a me libertar do lugar onde é inadmissível ser encarcerado, ou seja, dentro de mim mesmo. Sem querer ser demagogo, me sinto como uma Fenix, renascendo das cinzas e quando sair daqui, ainda vou dizer pra muitos a frase de uma música que eu gosto muito: “Acharam
que eu estava derrotado, quem achou estava errado, eu voltei,
20 Após a leitura das biografias de meus colegas este colaborador quis escrever outra escrita de si. Perguntei- lhe qual das duas ele gostaria que eu mantivesse no trabalho e ele respondeu que as duas. Por essa razão mantivemos as duas versões.
tô aqui, se liga só, escuta aí. Ao contrário do que você queria, tô firmão, tô na correria...” (509E – Rapers)
OBS: Só que mais humano e tolerante.
Colaborador 3:
DENIS (nome fictício)
Quem sou eu?
Bom, antes de dizer quem eu sou já vou dizendo que tenho uma enorme dificuldade em resumir coisas. Mas vou fazer um mega esforço para resumir.
Falar sobre mim não é uma tarefa das mais fáceis, pois se existe alguém complicado, este alguém sou eu, mas fazer o que né? Já me acostumei assim, parece que dá mais emoção para as coisas e desta forma vou levando a vida.
Eu me chamo Denis, mas alguns me chamam de Dennis, e outros na confusão entre usar um N ou dois N me chamam de Denis Dennis. Bom, raramente me chamam assim, mas frequentemente uma professora muito show de bola da EJA me acha assim, eu racho a bolacha de rir, é muito engraçado.
Tenho 24 anos, costumo dizer que são os 24 mais bem vividos da minha vida. Espero que os próximos 24 não sejam com a mesma intensidade. Eu não vou entrar em detalhes pois tenho que resumir, mas confesso, tô louco para contar os detalhes, mas mesmo assim vou me conter (risos).
Eu tenho uma irmã que é gêmea comigo, mas sempre digo que eu sou 13 minutos mais velho que ela. Nós somos os caçulas da família, tenho dois irmãos que são uma figura. E os meus pais, bom... vocês podem imaginar, dizem que filhote de peixe, peixinho é, já deu para ter uma ideia, né?
Me considero uma pessoa que ainda está se descobrindo em vários aspectos da vida, e digo que neste processo há muitos erros e acertos. Em um destes acertos da transição pela vida, eu descobri que tenho ao meu lado não apenas uma esposa sensacional, mas também uma companheira, amiga, amante e auxiliadora que a cada dia me ajuda neste processo de descobrimento do meu verdadeiro eu. Digo verdadeiro pois por muitas vezes na vida quis ser o que as pessoas queriam, pois pensava que esta era a melhor forma de aproximar as
pessoas de mim, e foi quando ela me mostrou que eu estava errado, e que era necessário eu mudar, e foi quando eu mudei. Hoje eu quero ser eu mesmo, um Denis complicado, meio doido, brincalhão, porém as vezes estressado, cheio de planos e sonhos, sou muito sonhador. Sonho até acordado, acho um máximo. Quando começo a sonhar eu viajo de verdade, me desligo fico em stand by. Esta é a minha forma de fugir do mundo. Prefiro ser um Denis que vive uma montanha russa de emoções, que vive tendo conflito de pensamento, prefiro ser assim: único. Do meu relacionamento com esta mulher incrível nasceu o grande precursor das minhas forças para superar as consequências dos erros da vida. Hoje o nosso filho tem sido muito importante para mim. Há quem diga que um pai é importante para um filho, mas eu digo um filho é muito importante para um pai. E como o meu filho é importante para mim!
Eu vivo dizendo aos meus amigos (que não são muitos, mas são verdadeiros) que as vezes a nossa vida fica uma loucura. E posso lhes afirmar, que dizer quem eu sou me fez lembrar de coisas loucas e engraçadas. Estava me lembrando de minhas tentativas profissionais frustradas. Já trabalhei com montagem e solda de joia, pintura de residência, pacoteiro de supermercado, ajudante geral, vendedor externo, recepcionista de hotel, guarda patrimonial, segurança de boate, lavador de caminhão, gestor de qualidade, prevenção de perdas e quebras, radialista e brigadista...aff que loucura (risos). E ainda não me descobri profissionalmente. Sou um cara que gosto de novas paixões, e tenho vivido uma atualmente, na verdade nos últimos 12 meses, eu só tenho tido olhos para ela. A cada momento só penso nela, só penso em me entregar totalmente a ela, para ser franco, penso em firmar compromisso bem sério com ela, e sei que ela vai aceitar (risos). Deixe-me ir ao ponto, senão minha esposa me mata (risos). Estou me referindo à escola, pois dentro do cárcere descobri esta nova paixão e hoje já penso em fazer uma faculdade e continuar estudando e me descobrindo a cada novo dia.
Gosto de desafios, e dentre os muitos sonhos que eu tenho, um dos que mais arde dentro de mim é o desejo de ser um grande propagador da palavra do evangelho de Cristo, pois eu sei que a minha família restaurada, o fato dos meus sonhos
existirem, dentre outras maravilhas, só são possíveis graças ao amor incondicional de Deus.
E eu também considero a religião como base das nossas vidas, não importa qual seja a religião, pois não quero ser dono da verdade, e tão pouco me referir como se a minha opinião levasse a entender que apenas os evangélicos vão para o céu. Não, está não é a minha intenção.
Como fundamento da minha vida, eu levo a espiritualidade, e por meio da religião descobri a arma que é a fé em Cristo Jesus, e hoje sou pastor e considero o fato como se fosse o leme do meu barco.
Falo sobre a religião porque sei que temos que crer em algo e firmar nossa fé e confiança em alguém, e sei que este alguém é o Cristo. Ele sempre está presente aonde está o seu povo a adorá-lo.
Bom, este sou eu. Disse que não sou bom com resumos, mas fiz o meu melhor.
Colaborador 4:
LIBÉLULA AZUL (nome fictício)
Eu, Libélula Azul, nascido em 29/11/1977. Tenho uma irmã mais nova que é professora. E vim de família pobre, simples e apesar de meus pais saberem apenas assinar o nome, nunca deixaram faltar nada.
Tive uma infância maravilhosa. Chegava da escola e as vezes ia ajudar o meu pai na roça que ele tinha na vila em que morávamos. Depois eu e meus amigos íamos explorar matas, escalar montanhas. Quando chovia fazíamos barreiras aonde a água corria. Eu me apego com as pessoas e meus amigos de infância eram como irmãos. As vezes eu falava que ia para casa do outro e pegávamos nossas bicicletas equipadas com apetrechos e pedalávamos por horas pra explorar e conhecer outros lugares. Vivi intensamente cada momento, cada amor, cada paixão, cada amizade, por onde quer que eu passasse.
Sou um tanto fechado, tímido, observador, quieto, mas quando convivo um certo tempo com as pessoas que se identificam com algumas ideias ou atitudes, me sinto mais à vontade para me expressar e expor meus sentimentos.
Eu não gosto de chamar muito atenção das pessoas não. Eu sempre me ponho no lugar das pessoas para compreender, ou pelo menos tentar compreender, certas atitudes, certas palavras, certas decisões, certos sentimentos.
Quando eu converso com alguém, com alguém que gosto demais costumo conversar olhando bem no olho, para sentir várias coisas, como a verdade ou qualquer tipo de sentimento. Tento ter cautela, pois as vezes o olho da gente deseja o que vê, e as vezes, nós, ou pelo menos eu, não consigo mandar em meus sentimentos. As vezes, quando percebo algo estranho, ou algum tipo de sentimento, ou receio da parte de alguma pessoa, eu devagar me afasto, pois coração dos outros é terra que ninguém passeia. Aliás, o meu nem o de ninguém.
Fico mal quando alguém me decepciona, quando não é verdadeiro comigo.
Eu gosto sempre de falar para as pessoas palavras de fortalecimento e passar coisa boas, palavras de conforto, de incentivo de força, de paz, de amor também e harmonia. Quando eu gosto muito de uma pessoa eu me preocupo demais com ela. O que me atrai em uma pessoa é a humildade, simplicidade, a inteligência, a vontade de mudar o que acha que não tá certo, a educação, o jeito de se falar comigo, quando enxergo através do olhar o seu interior um ser guerreiro, com força e um poder que desconhece, um senso de justiça e compreensão e compaixão com o seu próximo, isto realmente me cativa. Me sinto bem ao lado de pessoas assim, pra mim é uma honra, independente de como estou, e de como sou tratado.
Eu gosto de ver a pessoa que eu quero bem feliz, fico triste quando vejo a pessoa triste e não posso fazer nada, nem dar um abraço, nem se quer uma palavra de conforto. Fico triste quando dão as costas para mim, pois sofro quieto no meu canto.
Também sou um homem com alguns sonhos interrompidos pelas drogas, pelo crime e por algumas situações interrompi os treinos de karatê, o curso de piloto da força aérea, abandonei a escola, me envolvi com a pessoa errada, pois sempre fui usado por algumas mulheres. Hoje tenho trauma de mulheres bravas, que xingam, e tenho dificuldade de acreditar 100% em alguma mulher, pois já fui muito usado e judiado. Sou grande, forte, sério, mas também sou sensível, muito
carinhoso, amoroso e um pouco carente. Pelo decorrer das adversidades da vida, tem horas que o silêncio é melhor.
Já viajei muito. Várias cidades, culturas, amizades inesquecíveis. Até hoje as pessoas falam que gostam muito de ficar na minha presença e conversar comigo e fazer festa e brincar, sabe intimidades, brincadeiras que só a gente entende.
Eu aprendi demais com a vida, com o mundo.
Odeio respeito por medo, não gosto de pessoas que se aproveitam ou humilham outras pessoas por se acharem mais fortes. Não gosto de pessoas que fazem de tudo para se aparecer, inclusive expor ao ridículo pessoas que elas acham inferiores.
Não tenho nada contra a opção sexual das pessoas, desde que não faça nenhum mal fisicamente, nem psicologicamente para nenhum ser vivo.
Não gosto de palavras de baixo escalão, nem de agressão física nem verbal. Não gosto de pessoas arrogantes, prepotentes. Quando sinto temor de alguém, sempre tem um motivo, pois o temor pra mim representa perigo, as vezes não fisicamente, mas sim no coração, no sentimento.
Pra mim todo ser consciente tem o direito a trilhar o próprio caminho e sonhar e coloca-los em prática. Não devemos matar os sonhos de ninguém, independente dos nossos.
Tive um pai e mãe guerreiros, honestos, heróis. Sou pai, faço tudo pela felicidade, bem estar de meus filhos. Minha vida não é minha e sim deles. Eu sou herói deles e tem pessoas que se aproveitam por isto, mas pra mim tudo tem um sentido na vida. Tudo tem um significado maior do que enxergamos, em tempos e tempos, passando por etapas, vamos achando a direção para cada objetivo que achamos importantes a serem alcançados, conquistados e certos desejos temos necessidades, ou curiosidade de satisfazê-los.
O que importa é viver, viver intensamente. Todo ser humano erra. O pior é viver na dúvida, com várias perguntas, sem resposta. Não tenho respostas para todas, mas não tenho dúvida de muitas coisas e nem curiosidades. E na maioria das vezes desbravar alguns desejos e curiosidades foi uma satisfação. Tenho lembranças de experiências inesquecíveis, por respeito e educação à você paro por aqui.
Colaborador 5:
INDEFINIDO (nome fictício)
Bom... sou uma pessoa calma, muito calma. Tenho 41 anos, casado com uma pessoa muito especial, por quem tenho grande admiração e carinho. Essa sempre esteve comigo nas melhores horas e nas piores também. Essa pessoa se chama Elisangela, ou simplesmente Eli. Temos quatro filhos: Felipe com 21 anos, Isabela com 13 anos, Marcio com 11 anos e Cauã. Bom... sempre trabalhei como soldador em grandes empresas como Cateppiler, Dedini Painco e outras. Um belo dia cheguei do trabalho e conversando com Eli ela sorriu e me disse: “Amor, estou grávida”. E eu, muito feliz, lhe disse: “Nossa, que felicidade! Será que é menino? Ah... não importa se é menino ou menina, o que importa é que estamos felizes.” Depois de alguns meses, ele chegou. Sim ele, o Cauã, nosso filho lindo, branquinho de olhos azuis. Eu estava muito feliz, parecia um sonho. Mas numa dessas visitas ao médico, a primeira surpresa, o médico disse para Eli: “Precisamos fazer alguns exames, acho que tem alguma coisa errada com o bebê”. Fizemos todos os exames pedidos pelo médico, não deu nada, nossa... foi só um susto.