5. YARGI KARARLARI IŞIĞINDA KENTSEL DÖNÜŞÜM
5.2 Değerleme ve Kamulaştırma Sürecine Yönelik Kararlar
5.2.3 Yapı kayıt belgesi alınmasına yönelik kararlar
Considera-se fotografia jornalística ou fotojornalística aquela imagem ou conjunto de imagens, capturadas por câmera fotográfica que retratam e relatam acontecimentos sociais, que pode vir acompanhadas de textos e legendas.
Se de um lado temos uma Alemanha devastada pela Primeira Grande Guerra, do outro lado temos o vigor da Bauhaus do arquiteto Walter Gropius (1919); a física de Einstein e o Nobel (1921); a literatura, de Thomas Mann em sua Montanha Mágica (1924); Kafka e a sua obra póstuma, O Processo, romance inacabado, em que profetiza os horrores do período nazista; a pintura de Franc Marc, Kandinsky, Paul Klee e tantos outros; o teatro de Bertolt Brecht; o cinema de Fritz Lang.
Se o berço da fotografia é considerado a França, o do fotojornalismo é a Alemanha, a mesma da depressão pós-guerra, a mesma de tantos talentos, dentre eles os primeiros e notáveis fotojornalistas.
O mais célebre fotógrafo da época, o Doutor Erich Salomon (1886 -1944), o he idoàpo à He àDokto àouàsi ples e teà oàpsi logoàdeàseusà o idad os , era mais um advogado na fotografia que havia aprendido aàfaze àasài age sà depo e à em seu favor.
Depois de anos em uma prisão francesa, volta para Berlim (1918) num período bastante instável econômica e politicamente. Curiosamente, a primeira vez que Salomon manuseou uma máquina fotográfica, seus registros funcionaram como documentos testemunhais frente aos tribunais, onde atuara.
Como é bem sabido, as primeiras experiências fotográficas exigiam menos domínio técnico e mais empenho físico para conseguir carregar desde imensos
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contêineres de pólvora (para um tipo de flash bem antigo) a mantimentos até uma parafernália entre máquina, placas de vidro e tripés.
Salomon foi, sem dúvidas, um dos pioneiros do fotojornalismo moderno. Foi o primeiro a adotar o termo fotojornalista ao de foto repórter, termo, aliás, que reprovava. Considerado o fundador do fotojornalismo político moderno, inteligente, astuto, bem humorado, Salomon ainda conseguia manipular seu equipamento de maneira única em sua época. Infelizmente, tamanhas habilidades não o livraram do campo de concentração de Auschwitz, onde veio a morrer em 1944, com 58 anos.
Figura 17 – Drº Erich Salomon e sua Ermanox, antecessora da Leica.
Fonte: http://global-metropolis.net/wp-content/uploads/2006/09/salomon1.jpg
Dele, é a célebre foto feita após se infiltrar nos bastidores da segunda conferência de Haia, em 1930, em que flagrou ministros alemães e franceses cochilando enquanto ainda não tinham definido questões sobre a dívida da guerra alemã.
Figura 18 – Bastidores da segunda conferência de Haia.
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Naquela época, reconhecia-se uma boa foto pelo quão secreta ela fosse. É assim que, de certa forma, Salomon também antecipa a atividade que mais tarde dará origem aos paparazzi.
A partir de Dr. Erich Salomon desdobra-se uma rede de fotógrafos independentes (free-lancers) que além de escolher quais assuntos registrar, tem seus registros assinados e respeitados. Hans Baumann, filho de um banqueiro alemão, em meio à crise financeira que abalou o mundo, inclusive, a Alemanha durante e após a Primeira Guerra Mundial, teve que abandonar os estudos para sobreviver.
Para isso, primeiramente tornou-se desenhista do Jornal B. Z. AM Mittag, em Berlim. Em 1929, Hans Baumann torna-seàFeli àH.àMa àeà u àdosàp i ei osà ep te esà fotográficos a realizar, em colaboração com Stefan Lorant, a fórmula moderna de epo tage à F‘EUND,à ,à p.à .à Dele, é o ensaio sobre o Duce italiano Benito Mussolini (1883 -1945), abaixo.
Figura 19 – Parte da reportagem coberta por Felix H. Man sobre Mussolini
e que viera a influenciar gerações de fotojornalistas (1931) Fonte: http://iconicphotos.wordpress.com/2009/06/page/4/
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Fato marcante e decisivo para a consolidação do fotojornalismo moderno foi o aparecimento da Leica1, em 1925, criada por Oskar Barnak, apaixonado por fotografia e por mecanismos de precisão. Também é fato que quando a Leica surgiu poucos lhe deram a devida atenção, dadas suas pequenas dimensões.
Como sempre, foi preciso contrariar a regra. Principalmente num mundo em que a aparência de ser grande à ueà pa e eà o te à g a deza.à Ne à es oà u aà revista como a Life, fundada em 1936, queria, nos seus inícios, que os seus repórteres
seàse isse àdaàLei a à F‘EUND,à ,àp.à .à
Coube a Thomas Mc Avoy desobedecer a proibição do uso da aparentemente frágil - e até hoje reconhecidamente incomparável – Leica. É claro que após a desobediência de Mc Avoy nem seus trabalhos nem os que eram produzidos pela Life, e istaà pa aà aà ualà t a alha aà eà ue,à aà po a,à e aà espe ializadaà e à foto-
epo tage ,àfo a àosà es os. Podemos dizer, que o fotojornalismo foi um antes e
outro depois da Leica.
Figura 20 – Cândido Portinari, em seu ateliê Figura 21 – Bresson e sua inseparável Leica Foto: Thomas Mac Avoy Fonte: http://alucinogenodramatico.blogspot.com
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C e aà fotog fi aà deà pe ue oà po te que dispensava o uso de flash, agilizando e valorizando o efeito de realidade.
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Curiosamente, é graças ao nazismo e à ascensão de Hitler ao poder, em 1933, que a imprensa ilustrada na França, Inglaterra e Estados Unidos irá sofrer as suas maiores influências e mudanças.
Não obstante, graças a Heinrich Hoffman, mais conhecido no Terceiro Heich po à He àP ofesso ,àaà ue àHitle àdepositaàsuaà o fia çaàe confia a sua imagem e do seu staf que possivelmente tenhamos chegado a ter conhecimento dessa técnica aplicada ao registro fotográfico, antes mesmo dela vir a ser utilizada pela primeira vez, no cinema, em 1941, com Orson Welles, na sua obra-prima Cidadã Kane. Trata-se de uma das mais célebres tomadas baixas reconhecida como contra-plongée.
Fatalmente, mais tarde, o arquivo de Hoffman servirá ao exército americano para o reconhecimento dos criminosos de guerra.
Figuras 22 e 23 – Hitler e suas clássicas poses em contra-plongée Figura 24 – Hitler e seu staff
Fotos: Heinrich Hoffman (1939) Foto: Heinrich Hoffman (1941)
A Vu, revista francesa, criada em 1928, por Lucien Vogel (1886-1954), sucedeu os modelos de espírito liberal das revistas germânicas. O período de entre-guerras não foi fácil pra ninguém, mas a Alemanha, mesmo em anos difíceis, conseguiu criar um clima ideal para o fotojornalismo moderno.
Com a chegada de Hitler ao poder, em 1933, essa configuração mudaria, e todos aqueles que faziam o melhor fotojornalismo do mundo, tiveram literalmente que abandonar seus lares e assumir outra identidade noutras pátrias. Os ideais de Hitler tornaram a Alemanha o berço da mediocridade e intolerância. Os gênios que sobreviveram à tamanha insensatez pulverizaram o mundo do que havia de melhor do engenho intelectual. Muitos desses engenhos foram parar diante de Vogel, homem de raro talento para as ideias.
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Antes de ser perseguido e morto pelos algozes do nazismo, Solomon não foi só pioneiro no exercício de testemunhar e registrar fatos sem ser notado, também é de sua responsabilidade a idealização e fundação da primeira agência de fotógrafos, em 1930, a Dephot, garantindo, assim não só o direito autoral dos fotógrafos sobre seus trabalhos bem como autoridade destes sobre o que e como fotografar. Associados à Solomon, em sua agência, estavam: Felix H. Man, além de André Kertesz e Brassäi.
Figuras 25, 26 e 27 – Fotos de André Kertesz
Fonte: http://www.chrishorner.net
Figuras 28, 29 e 30 – Fotos de Brassäi
Fonte: http://graphia.files.wordpress.com
Em 1947, seria a vez da Magnum, criada por Robert Capa, Bill Vandivert, George Rodger e David Seymour "Chim" e Cartier-Bresson.
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Figura 31 – Guerra Civil Espanhola (1936-39) Figura 32 – Segunda Guerra Mundial (1938-45)
Foto: Robert Capa Foto: Robert Capa
Figuras 33, 34 e 35 – Fotos de Henri Cartier-Bresson
Fonte: http://www.henricartierbresson.org/
Sob diferentes critérios e percepções distintas, cada um desses fotógrafos imprimirá um novo ritmo às narrativas visuais, transformando suas experiências estéticas em arte fotojornalística.
Na primeira publicação de Vu, que já continha os mais notáveis fotógrafos, e porque não dizer fotojornalistas, de então - André Kertesz, Man Ray, Brassaï, Martin Munkacsi, Felix H. Man, Robert Capa, entre outros, anunciava:
Concebido num espírito novo e realizado por meios, Vu vem trazer à França uma nova fórmula: a reportagem ilustrada de informações mundiais... De todos os pontos em que um acontecimento marcante se produza, fotografias, telegramas e artigos chegarão a Vu que assim ligará o público ao Mundo inteiro... e porá ao alcance do olho a vida universal... (FREUND, 1995, p. 127)
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Rompia-se um padrão clássico vigente nas revistas da Europa, da fotografia isolada, como até então era praticada pela influente L Illust atio .
Figura 36 – L'Illustration, setembro 1931, Figura 37 – Páginas da Revista Vu sob fotomontagens
fotos de Erich Salomon de Alexander Liberman Fontes: http://saisdeprata-e-pixels.blogspot.com/2007/01/revista-vu.html
Desta forma, em abril de 1932 L É ig e Alle a de sairá uma edição composta
de 125 páginas contendo exatas 438 imagens, através das quais o público francês toma conhecimento do nazismo. Em 1933, será a vez da Itália.
A simpatia de Vogel pelo partido republicano espanhol, as reportagens que edita a seu favor e a liberdade de imprensa assim como todos os princípios democráticos que sempre repousaram muito bem sob tinta e papeis velhos, levam no final de 1936 Vogel a demitir-se. A revista só resistiria mais dois anos.
Em 1954, Vogel morre fulminado na mesa de trabalho. Henri Luce, fundador da revista americana Life em 1936, presta homenagem ao homem de ideias fartas e generosas, que havia criado a primeira e mais importante revista ilustrada na França, o à aseà aàfotog afia,àe ia doàteleg a aà àfa ília,à o àoàsegui teàte to:à “e àVu,
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Figura 38 – Algumas capas da revista Life que, entre idas e vindas, resistiu até abril de 2007
Fonte: http://www.fayerwayer.com.br/wp-content/uploads/2008/12/life_magazine_covers.jpg
De 1936 a 1972, Life foi uma revista semanal. Sanados alguns problemas financeiros, Life retorna em 1978, desta vez como revista mensal. De volta os problemas com anunciantes em 2000, Life volta a parar. Seu último retorno ao mercado ocorreu em outubro de 2004, como suplemento de 103 jornais. Sem fôlego, seu último número saiu em março de 2007. Durante seu apogeu, Life chegou a ocupar cinco andares do Time & Life Building, no centro de Manhattan.
Com todo o desenvolvimento da engenharia e mecanismos fotográficos impulsionou-se a cobertura dos acontecimentos feita eminentemente por fotografias que por si só continha o aspecto da verossimilhança em suas narrativas.
O novo estilo de fotojornalismo introduzido pelas revistas alemãs no princípio dos anos trinta, parcialmente retomado um pouco mais tarde em França pela revista Vu, influenciou profundamente os criadores da Life, que se inspiram nele para contar histórias inteiramente por sequências de fotografias. As fotografias do doutor Erich Salomon e de Felix H. Man eram conhecidas, e já tinham aparecido nas revistas americanas. A Life contratou os excelentes fotógrafos que tinham escapado ao hitlerianismo. (FREUND, 1995, p. 135)
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O fato de a América ser vultosa em dimensões territoriais e de estar passando de uma nação agrícola para uma nação industrial, através, inclusive, de um imenso investimento publicitário que perdura até os dias de hoje, fez da América não só um dos maiores parques gráficos como um dos maiores consumidores de todo tipo de produto, dentre eles, a notícia.
Os anunciantes cada vez mais interessados em ter sua imagem associada a g a deza àdeà seuàpaís,àpassa a à adaà ezà aisàaài esti àe àse a iosà eà revistas mensais as quais atingiam um número maior de leitores.