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7. SONUÇ

7.2 Öneriler

NARRATIVA AÇÃO REAÇÃO VERBAL MENTAL CONCEITUAL CLASSIFICACIONAL SIMBÓLICO ANALÍTICO CONTATO DISTÂNCIA SOCIAL PERSPECTIVA MODALIDADE VALOR INFORMATIVO ENQUADRAMENTO SALIÊNCIA

Quadro 01 – A gramática visual (adaptação de FERNANDES, 2009, p. 90).

Outrossim, a Gramática Sistêmico-Funcional, desenvolvida por Halliday (1994), concebe a linguagem como um sistema de significados, que serve de suporte para analisar as ocorrências linguísticas, apresentando uma gramática baseada no conceito de uso da língua para dar forma ao sistema, sendo cada elemento explicado em relação ao seu papel no sistema linguístico. A GSF estuda a língua nos diferentes papéis sociais que ela exerce, na qual cada indivíduo realiza e constrói significados através das funções e relações disponíveis nos sistemas.

Um texto é feito para fixar ideias. Tudo o que é escrito é escrito para durar. Uma palavra ou uma imagem tem por finalidade fixar o que não escapa à retina das

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polif i o àeàpoliss i oà ueàp e edeàeà ueàe p estaà àg a ti aàu ài e t ioàdeà

sentidos.

Podemos considerar uma fotografia, em princípio, predominantemente descritiva, pois representa uma certa realidade concreta, mesmo que particular, num ponto estático do tempo. Podemos ler/ver o texto não-verbal como uma cópia fiel da realidade, porém, esta realidade é modulada no ato do registro fotográfico, de acordo com os recursos de que dispõe o fotógrafo, seja pelo enquadramento, jogo de luz, ângulo, perspectiva, profundidade, dentre outros.

Kossoy (1999), em seu livro Realidades e ficções na trama fotográfica, já aponta para essa diversidade de discursos implícitos numa imagem, enfocando as condições históricas e sociais que marcam os significados da fotografia. Para ele,

a realidade da fotografia não corresponde (necessariamente) à verdade histórica, apenas ao registro expressivo da aparência. (...) A realidade da fotografia reside nas múltiplas interpretações, nas diferentes leituras que cada receptor faz dela num dado momento, tratamos, pois, de uma expressão peculiar que suscita inúmeras interpretações (KOSSOY, 1999, p. 37-38).

Existe na imagem uma mensagem simbólica, vinculada à sociedade, à história, à ideologia de quem a produz e de quem a vê, o que retrata um universo simbólico, favorecendo a construção de significados, conhecimentos e valores, cuja diversidade de temas oferece espaço para a reorganização e construção de conceitos.

Desse modo, partimos de uma perspectiva da linguagem visual como uma atividade social que envolve estruturas e discursos em contextos específicos. Aqui, cada uma de suas funções, quer sejam representacionais (representações do mundo, através de personagens, vetores, metas, crença e valores), interacionais (interações sociais entre participantes, objetos, observadores e produtores da imagem) e

composicionais (modo como se representa o mundo visualmente) contribuirão para a

leitura das relações entre fatos narrados e elementos representados. Neste sentido,

a dimensão representacional tem a ver com o conteúdo das imagens e com seus efeitos em termos de conhecimento e de crenças; a interacional tem a ver com as relações sociais que são ativadas através da imagem visual e com os seus efeitos, em termos de poder e de controle; e a dimensão composicional relaciona-se com o modo como os elementos representados formam um todo coerente(PINTO-COELHO; MOTA-RIBEIRO, 2006, p. 04).

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Não por acaso, buscamos as teorias da imagem, balizadas pelos pesquisadores Gunther Kress e Theo van Leeuwen (1996), em sua Gramática do Design Visual, que ao desenvolverem um sistema sócio-linguístico-comunicacional enveredam pelo universo da significação e da cognição, tendo a imagem como veículo e relevante signo de investigação. Sua natureza depende do tipo de sintaxe visual empregada, isto é, como o produtor do registro fotográfico dispõe cada elemento no espaço semiótico: participantes, formas e objetos, conexões realizadas ou não através de vetores (linhas invisíveis que podem apontar um direcionamento entre participantes interativos e

representados4), atributos simbólicos, saturação das cores, proporcionalidade, planos de fundo (backgrounds), enfim, um conjunto de fatores visuais que podem ser analisados independentemente a partir de alguma das metafunções, ou conjuntamente, estabelecendo maior legibilidade junto à cena observada.

Sob esses aspectos, cada item na cena registrada vai responder a um ordenamento de representações que, combinadas, significarão diferenças ou convergências entre os elementos ali constituídos, podendo, assim, explicar o que as imagens denotam ou conotam. A forma como a imagem é lida, o modo como o observador/leitor cria relações particulares com o mundo interior da imagem, podem indicar novas construções de significados, questionamentos, podendo sugerir novas análises e discussões semióticas.

Baseada nos aspectos funcionais da linguagem e tomando de empréstimo os pressupostos teóricos de Halliday (1994) em sua Gramática Sistêmico-Funcional, Kress e van Leeuwen mostrarão como as metafunções (representacional, interacional e composicional) na Gramática do design visual se relacionam com as suas correspondentes hallidayanas (ideacional, interpessoal e textual) e refletem na estrutura do discurso imagético os mesmos efeitos léxico-gramaticais presentes numa língua, sendo que composta por uma sintaxe de signos não-verbais.

Advinda da metafunção ideacional, a representacional refere-se às representações do mundo, através de personagens, vetores, metas, crenças e valores; a metafunção interpessoal relaciona-se com a interacional e como se dá as interações sociais entre participantes, objetos, observadores e produtores da imagem; já a

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Os chamados participantes interativos são caracterizados pelos que falam, ouvem, escrevem, leem, e/ou produzem imagens ou as visualizam Os participantes representados, por sua vez, são aqueles sobre os quais falamos, escrevemos e/ou produzimos imagens. (KRESS & VAN LEEUWEN apud ALMEIDA, 2008).

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metafunção textual que, em Halliday (1994), está para o modo de operacionalidade de uma língua, na composicional, de Kress e van Leeuwen (1996), essa operacionalidade diz respeito ao modo como se compõe o todo visualmente.

Vejamos as relações de equivalência entre as metafunções da Gramática

do Design Visual (1996) e a GSF proposta por Halliday (1994):

HALLIDAY KRESS e