7. SONUÇ
7.1 Değerlendirme
Em uma das formulações, Peirce (apud FERNANDES, 2009, p. 31) diz que
um signo é um primeiro, que mantém com um segundo, chamado seu
objeto, uma relação tão verdadeira que é capaz de determinar um terceiro,
denominado seu interpretante, para que este assuma a mesma relação triádica com respeito ao mencionado objeto que é reinante entre o signo e o objeto.
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No modelo de signo saussuriano há um terceiro elemento, mas ele não é centrado no individuo ativo, que toma parte no processo de significação, e sim na coletividade social que determina os dois lados do signo e ainda prescreve seu uso – mas mesmo assim, nem de longe esse terceiro elemento linguístico-semiológico desempenha o papel de terceiro elemento dos modelos semióticos de signo.
| 50 Objeto do
signo
SIGNO
InterpretanteFigura 41 – Representação gráfica ainda inexata do signo triádico, baseada em Puppi, 2009, p. 109.
Ao substituir os termos algu aà oisa à po à objeto doà sig oà eà algu à po à
interpretante do signo, temos uma aproximação terminológica mais adequada no
tocante às intenções fenomenológicas do signo semiótico idealizado pelo lógico e filósofo americano. Afinal, Peirce nunca limitou sua concepção de signo a um fenômeno antropológico, meramente. Sua concepção de signo se estende para o
âmbito da própria natureza e delaàpa aàtodosàosà e a tosàdoàu i e so à PUPPI,à ,à
p. 110). Ou seja, tudo o que se manifeste na sua materialidade ou imaterialidade é constituído de significação.
Na figura a seguir, adaptação do diagrama triangular que sempre representou a relação triádica do signo peirciano criado por Ogden e Richards em 1923 (apud PUPPI, 2009, p. ,àte e osàaà ep ese taç oàdoàsig oàt i di oàge uí o,à aà ualà o e taàseusà três elementos de um modo tal que este já não pode ser explicado como uma
o pli aç oàdeà elaç esàdi di as à , p. 113).
Objeto do
signo Representamen
SIGNO
Interpretante| 51
Nesta configuração,
o objeto corresponde ao referente, à coisa (pragma), ou ao denotatum em outros modelos de signo. O objeto pode ser uma coisa material do mundo, do qual se tem um conhecimento perceptivo, mas também pode ser uma conformação puramente mental, ou imaginária (FERNANDES, 2009, p. 41).
Destaàfo a,à oàsig oàpodeàde ota à ual ue ào jeto:àf utoàdeàso ho,àp oduzidoà pelaà alu i aç o,à eal,à espe adoà et à ,à p.à .à Qua doà eleà oà à sig o,à ouà seja,à quando é algo real (e não fruto de objetivação semiótica), ele é chamado de objeto real,
ou dinâmico.à Eà ua doà à u aà og iç oà p oduzidaà aà e teà doà i t p eteà o oà
representação mental de tal objeto, ele é denominado de objeto imediato à ,àp.à .
Peirce chama de Representamen ao objeto perceptível que serve como signo para o receptor. Ele é, então, o veículo que leva à mente algo ou alguma coisa que está fora. O interpretante é a significação do signo, é o efeito do signo à ,àp.à .
SIGNO
Representamen
O signo é um primeiro
Figura 43 – Signo triádico genuíno: significante – baseado em Puppi, 2009, p. 118.
O objeto é um segundo
Objeto do
signo Representamen
SIGNO
| 52 Interpretante Objeto do signo
SIGNO
RepresentamenE o terceiro é o interpretante
Figura 45 – Signo triádico genuíno: significação – baseado em Puppi, 2009, p. 120.
A ação que o signo executa é a de determinar um interpretante, termo aqui não equivalente a intérprete meio através do qual o interpretante é produzido , nem a interpretação processo de produzir um interpretante . O interpretante é o efeito que o signo está apto a produzir ou que efetivamente produz numa mente
interpretadora à FE‘NáNDE“,à ,àp.à .
Assim, o signo é, de fato e em substância, uma mediação entre o objeto (aquilo que ele representa) e o interpretante (o efeito que ele produz), assim como o
interpretante é uma mediação entre o signo e um outro signo futuro à FE‘NáNDE“,à 2009, p. 32).
O esquema de triangulação estabelecido por Peirce também dá bem a ideia da dinâmica de qualquer signo como processo semiótico, cuja significação vai depender do contexto de seu aparecimento, assim como da expectativa de seu receptor.
Peirce (1995) assinala, também, que a semiose – que é, substancialmente, a produção de pensamentos – vai se desenrolar em três instâncias que se sucedem e se interrelacionam.
Assim, para Peirce (apud FERNANDES, 2009, p. 42):
1) A categoria primeiridade, que é o domínio do sensível, do possível, do ualitati oà doà e o io al .à Taisà te osà desig a à a uiloà ueà à apresentado aos sentidos, de maneira imediata e integral, e diante da qual captamos as suas qualidades de uma só vez, e que precede qualquer elaboração posterior;
2) A categoria secundidade é a que designa o âmbito da experiência, da realidade, daàaç oàdaà oisaàouà e e toà doà e e g ti o . Assim, depois da primeiridade, que é a imediata impressão, vem a consciência de algo concreto, dada pela secundidade.
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3) A categoria terceiridade compreende tudo o que depende do pensamento, da consciência. A terceiridade referencia a inteligibilidade (racionalidade). Nesta etapa, o agente (sujeito da semiose), e através de progressivos níveis de consciência, passa de um estádio de pensamento – que é uma impressão pura e instantânea de algo (primeiridade) – para um pensamento marcado pela verificação, dado pela sensação da presença concreta de algo (secundidade), e que o leva à percepção da realidade exterior.
Todas as alternativas mencionadas anteriormente parecem possíveis se considerarmos a generalidade de cada uma das definições de signo feitas por Peirce, das quais elegeu as seguintes: o signo é qualquer coisa que é determinada por alguma outra coisa, seu objeto, e assim, determina um efeito sobre outra pessoa, seu
interpretante, e este últimoà e àdete i adoàpeloàa te io ,à u aà adeiaà ueàseà oà
é infinita, ao menos é indefinida, visto que o significado de uma representação não
podeàse à aisà ueàu aà ep ese taç o à FE‘NáNDE“,à ,àp.à .
A partir desta definição, alguns dos aspectos desta tríade devem ser pontuados:
(a) o signo está determinado pelo objeto, isto é, o objeto causa o signo, mas (b) o signo representa o objeto, e é por isto que é um signo; (c) o signo só pode representar o objeto parcialmente; (d) pode representá-lo de uma maneira falseada; (e) representar o objeto significa que o signo é capaz de afetar a mente, quer dizer, de produzir um efeito nela, (f) a este efeito chamamos interpretante do signo; (g) o interpretante estará imediatamente determinado pelo signo e mediatamente pelo objeto, isto é, (h) o objeto também determina o interpretante mediante o signo (SANTAELLA, 2001, p. 418).
Para Peirce, o pensamento é semiótico e vive em constante processamento de formação e conformação de signos. Tudo o que existe é intermediado por uma representação. Dessa maneira, fenômenos, eventos e objetos só existem através dos signos, contínuos elementos representacionais da consciência.
A semiótica por seu aporte conceitual e instrumental nos permite avançar para uma análise pragmática dos signos em si mesmos, valorizando determinados aspectos que não o são em outras conceituações, como no caso da semiologia saussureana. Como observado, ela é uma teoria dos signos, da representação e do conhecimento, que elabora uma extensão da lógica no território da cognição e da experiência dos
fenômenos à FE‘NáNDE“,à ,à p.à -54), propondo novos encaminhamentos sobre
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Concluindo, a partir da teoria geral dos signos, podemos estudar o não-verbal do ponto de vista da sua constituição enquanto linguagem ou, pelo menos, enquanto um conjunto de sistemas de signos que tendem a querer se conformar em linguagens. Temos um conceito de signo que parece dar conta de toda a variedade observada no mundo das linguagens não-verbais e, pelo menos, um esboço de método analítico que pode ser utilizado para o estudo dos elementos estruturais mais significativos de todos os signos semiolinguísticos.
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