2. BÖLÜM: OSMANLI MERKEZ TEŞKİLATINDA DANIŞMA
2.1. Merkez Teşkilatı ve Danışmaya Verilen Önem
2.1.3. Yönetsel Danışmanın Kullanılması ve Yaygınlaştırılmasının
Para Ferreira e Duarte (2010), o interesse pelo estudo da inclusão do aluno com deficiência no Ensino Superior extrapola o território brasileiro, mencionando o caso de Portugal, que há 25 anos discutia as possibilidades e metodologias de integração de alunos com necessidades educacionais especiais nos níveis iniciais de educação e que, hoje, a reflexão começa a se estender sobre a inclusão de alunos com deficiência na Universidade.
De acordo com Sassaki (2001), nos Estados Unidos, a partir do ano de 1973, os campi das universidades tiveram que começar a trabalhar para desenvolver políticas inclusivas para estudantes com deficiências físicas, lembrando que algumas Universidades, como a Southern Illinois University, acolhiam já na década de 1950,
17 Mantido o termo original adotado pelo autor. Com frequência o vocábulo alienígena é utilizado para se referir a quem é de fora, estrangeiro, de outro país, de outro planeta. Síntese da Dissertação de Mestrado do autor será apresentada na próxima sessão deste estudo.
no sentido positivo do termo, alunos com deficiências, oferecendo transporte acessível, adaptando os campi e serviços especializados para alunos com as mais diversas deficiências.
Assim, o acesso ao Ensino Superior para alunos com deficiência vem sendo promovido em alguns países, a exemplo dos Estados Unidos e da Inglaterra, desde as décadas de 1970 e 1980, mas algumas dessas instituições têm reconhecido a grande dificuldade para viabilizar adequações estruturais, e quando conseguem equipamentos de suporte avançados, relatam ainda maiores dificuldades com questões atitudinais de professores e funcionários das instituições, além do aumento das taxas de evasão de alunos com deficiência.
Um exemplo veiculado na mídia mundial foi uma ação judicial movida pela estudante Rosie Watson18, na ocasião estudante de Antropologia da Universidade
de Durham, na Inglaterra, em funcionamento desde 1832. Na ação, a estudante alega que foi humilhada por professores e tutores, que não levaram em consideração a sua surdez. Afirma que um tutor bateu no circuito de seu sistema auditivo, gritou com a estudante, enquanto os colegas de classe riam, sentindo-se humilhada.
O mesmo artigo apresenta recente estudo realizado na Universidade de Oxford, instituição de ensino tradicional do mesmo país, sugerindo que entre os anos letivos de 2008 e 2009, a taxa de evasão de alunos com deficiência mais do que dobrou. A Universidade de Oxford conta com uma equipe de apoio a alunos com deficiência desde 1990, que inclusive dá suporte para estudantes com espectro autista desde o primeiro dia de sua chegada à Universidade.
Dessas breves informações inseridas, se podem fazer algumas reflexões: se países como a Inglaterra, considerada referência mundial, com histórico de inclusão de alunos com deficiência no Ensino Superior desde as décadas de 1980/1990, em instituições sérias e tradicionais, vêm encontrando em alguns casos dificuldades para garantir a permanência desses estudantes na universidade, o que se pode
18 O fato é relatado em uma quantidade significativa de artigos. Adotaram-se aqui as informações contidas no artigo “Study shows more disabled students are dropping out of university” (Estudo mostra que mais estudantes com deficiência estão abandonando a universidade). Disponível em: <http://www.guardian.co.uk/education/2010/may/25/diabled-student-drop-out-university-increase> Acesso em 13 nov. 2012.
pensar das instituições de Ensino Superior do Brasil, que somente na década de 1990 passou a se efetivar a Educação Básica para os alunos com deficiência?
Pretende-se, nesta seção, apresentar cronologicamente alguns estudos relacionados com o tema da inserção do aluno com deficiência no Ensino Superior no Brasil, compostos por dissertações, teses e artigos acadêmicos.
Algumas instituições criaram programas para promover o acesso e a permanência dos alunos com deficiência na instituição no início dos anos de 1990, como é o caso do Programa de Acompanhamento a Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais – PROENE – que funciona desde 1991, na Universidade Estadual de Londrina, mas a maioria dos estudos sobre a inclusão do aluno com deficiência no Ensino Superior foram desenvolvidos a partir do início da década de 2000.
A tese de doutorado de Carvalho (2001), intitulada Soluções tecnológicas
para viabilizar o acesso do deficiente visual à educação a distância, foi descrita de
forma sintetizada na seção anterior. Os objetivos do estudo consistiam em: 1) Oferecer uma resposta à pergunta: a Educação a Distância no Ensino Superior é adequada como uma forma de acesso para o deficiente visual? 2) Oferecer uma resposta à pergunta: a Educação a Distância no Ensino Superior é viável como uma forma de acesso para o deficiente visual, com a atual tecnologia? 3) Oferecer, como complemento à resposta para a segunda pergunta, soluções tecnológicas para o acesso dos deficientes visuais ao Ensino Superior a distância, proporcionando, aos envolvidos no problema, referenciais que subsidiem a opção pela solução adequada às suas especificidades; e 4) Demonstrar a importância da tecnologia para a inclusão dos deficientes visuais no Ensino Superior, principalmente no oferecido a distância.
O método utilizado para atingir os objetivos foi a análise dos principais aspectos envolvidos no problema, que são: a deficiência visual; a acessibilidade; a Educação a Distância; a tecnologia para a Educação a Distância e a tecnologia de interfaces para acessibilidade de deficientes visuais. Para possibilitar um tratamento multidisciplinar do assunto, o autor do trabalho utilizou-se da abordagem sistêmica.
Na apresentação dos resultados, em relação ao primeiro objetivo, o autor considera que a sugestão da Educação a Distância somada à da tecnologia de acesso à informação voltada para o deficiente visual, desde que o material didático
esteja disponível em formato específico, é uma alternativa viável para eliminar as barreiras do acesso do deficiente visual ao Ensino Superior, permitindo uma maior independência ao deficiente visual. No que se refere ao segundo objetivo, o autor relata que, mesmo com as restrições apontadas, as soluções apresentadas demonstram a viabilidade do acesso pelo deficiente visual, seja ele cego ou com visão subnormal, ao Ensino Superior ministrado a distância por meio da maioria das mídias de apoio. O terceiro objetivo consistia somente em descrição de possíveis soluções. Em resposta ao último objetivo o autor resgata a importância do papel da tecnologia computacional no avanço da Educação a Distância, permitindo um grau de interação entre os envolvidos e uma flexibilidade na apresentação do conteúdo a ser veiculado, que até então era impossível por outros meios, trazendo, com isto, maiores perspectivas de mudanças nos atuais paradigmas de ensino-aprendizagem.
Oliveira (2003) desenvolveu a dissertação de mestrado intitulada
Acessibilidade na Universidade Estadual de Londrina: O ponto de vista do estudante com deficiência. O pesquisador contemplou em seu estudo a conceituação da
acessibilidade e a acessibilidade no Ensino Superior. O estudo teve como objetivo identificar, descrever e analisar, sob o ponto de vista do estudante com deficiência, as condições de acessibilidade na Universidade Estadual de Londrina.
Participaram da pesquisa onze alunos com deficiência cadastrados no Programa de Acompanhamento ao Estudante com Necessidades Educacionais Especiais daquela instituição, através da realização de entrevistas semi- estruturadas. O autor indica que a acessibilidade esteve presente e ausente na trajetória acadêmica de tais alunos, consistindo em aspectos positivos e negativos a serem analisados. Segundo os participantes, os professores e demais alunos contribuíram para criar condições de acessibilidade; os primeiros com a utilização de estratégias e recursos adaptados e os segundos criando a possibilidade de estudo em grupo e auxílio ao estudante com deficiência em situações intra e extrasala de aula.
Foram relatados como aspectos negativos: a existência de barreiras arquitetônicas; a falta de adaptação de banheiros, de bebedouros, de telefone e de mobiliários; dificuldades para acesso aos serviços de apoio ao estudante; barreiras pedagógicas por parte de alguns docentes; e barreiras atitudinais presentes em toda a rede de relações interpessoais.
Ferreira (2003) elaborou um estudo versando sobre Diversidade e ensino
superior: a Universidade Estadual de Londrina na Construção de uma ‘sociedade para todos’. O autor considera, em conformidade com a legislação, que a Educação
Especial é uma modalidade escolar, que permeia todos os níveis do sistema educacional, da educação básica à superior, sendo que os serviços de educação especial devem estar presentes em todas as escolas que possuam alunos que deles necessitem. Comenta o autor a existência do Fórum Nacional de Educação Especial das Instituições de Ensino Superior, que na época possuía uma proposta inicial de discutir a entrada e a permanência do aluno com deficiência na universidade, em condições de competir com qualquer profissional da sua área.
O autor faz algumas considerações sobre a diversidade, afirmando ser uma condição inerente ao ser humano e descreve brevemente ações envidadas por duas Instituições de Ensino Superior públicas que na época desenvolviam ações para minimizar as dificuldades especiais de seus alunos, passando a descrever as ações do Programa de Acompanhamento a Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais, da Universidade Estadual de Londrina.
Desta forma, os alunos com deficiência naquela instituição, desde o seu acesso ao vestibular até a colação de grau, são amparados por normas e disposições regimentais que propiciam a manifestação de seu potencial acadêmico e social nas atividades de aprendizagem, pesquisa e extensão.
Durante os anos de 1992 a 2002, o PROENE (objeto de investigação do autor) acompanhou 244 estudantes com necessidades educacionais especiais, nos dizeres do autor, devido a distúrbio/dificuldade de aprendizagem, deficiência física, visual, auditiva, múltipla, doenças crônicas e comprometimento de ordem emocional. Na conclusão do estudo, o autor afirma que, através do PROENE, a Universidade Estadual de Londrina vem efetivando o compromisso com a diversidade e com a construção de uma sociedade para todos, viabilizando ações que mantêm a consonância entre o discurso teórico e os dispositivos legais acerca da Educação Especial nas Instituições de Ensino Superior.
Ainda em relação ao programa implementado junto à Universidade Estadual de Londrina, Oliveira e Carmo (2003) desenvolveram o estudo Uma proposta de
Serviço Social para estudante com necessidade educacional especial na Universidade Estadual de Londrina.
O objetivo dos autores foi apresentar o delineamento de ações do Serviço Social frente aos alunos com deficiência, com ações cooperativas e complementares, quando passam a refletir sobre a importância da formação universitária para a possibilidade da ascensão social, profissional e financeira, propiciando melhores condições de competir no mercado de trabalho.
Para os autores, no contexto da metodologia interdisciplinar que permite a ampliação de ações em equipe, insere-se o Serviço Social, possibilitando a aproximação com os alunos com deficiência, propondo ações pautadas na efetividade do exercício da educação como direito social e viabilizando medidas educacionais que garantam a permanência como uma trajetória acadêmica daqueles estudantes.
De acordo com os resultados verificados no estudo, os autores concluem que essas ações devem buscar envolver os diferentes sujeitos do contexto universitário, a exemplo dos discentes, dos docentes e dos servidores, promovendo palestras, oficinas, grupos de inclusão, como forma de aprofundamento e viabilização de estratégias para atender ao alunado em comento.
Mazzoni (2003) desenvolveu em seu doutoramento o estudo intitulado
Deficiência X participação: um desafio para as universidades, versando sobre a
incidência de fatores ambientais nas atividades e participação de alunos com limitações oriundas de deficiências, no ambiente universitário e em seu entorno.
O objetivo geral do estudo era investigar a componente ambiental do modelo de Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), considerando suas implicações sobre universitários com limitações oriundas de deficiência. Os objetivos específicos eram: identificar as barreiras e facilitadores, relacionados à componente ambiental, presentes nos relatos dos alunos; identificar a percepção desses alunos quanto à natureza e extensão das interações interpessoais que ocorrem no ambiente universitário; discutir as políticas de atendimento às pessoas com limitações oriundas de deficiência, sob o ponto de vista dos alunos.
O instrumento principal utilizado para a coleta de dados foi um roteiro para uma entrevista semiestruturada. O autor entrevistou nove alunos das seguintes universidades: Universidade Federal de Santa Catarina (Florianópolis), Universidade Federal do Paraná (Curitiba), Universidade Estadual de Santa Catarina
(Florianópolis) e Universidade Estadual de Maringá (Maringá). Os alunos estavam matriculados nos seguintes cursos: Enfermagem, Medicina, Engenharia Civil, Letras, História, Química, Matemática e Pedagogia.
Em suas considerações finais, o autor chamou a atenção para o fato de as expectativas dos alunos com deficiência quanto à atenção que as Universidades poderiam dar às suas necessidades terem sido frustrantes para alguns dos entrevistados, os quais consideraram que receberam uma melhor atenção nos níveis anteriores de ensino, situação esta que assinala para mais um alerta, considerando que estas instituições são, em grande parte, as responsáveis pela elaboração de metodologias e desenvolvimento de produtos que visam a atender às necessidades dessas pessoas.
Considerou ainda que a maturidade e a atitude positiva perante a vida demonstradas pelos participantes da pesquisa os colocavam na situação de verdadeiros arquétipos sendo que, através da sua atuação como agentes transformadores, poderiam contribuir com as ações necessárias para que a sociedade efetuasse as mudanças que permitissem, a todas as pessoas, uma maior participação social.
Fortes (2005) desenvolveu a dissertação de mestrado com o título A inclusão
da pessoa com deficiência visual na UFRN: a percepção dos acadêmicos. O autor
elabora uma análise sobre como vem se processando a inclusão naquela universidade, propondo um estudo de caso contemplando três alunos com deficiência visual, utilizando como instrumento de coleta de dados a entrevista.
Na análise dos resultados, o autor afirma que os dados coletados e analisados apontam para o fato de que a inclusão proporciona para os alunos com deficiência visual a superação de várias barreiras, a exemplo do próprio vestibular, a possibilidade de crescimento acadêmico significativo, além da oportunidade de se socializar e de se beneficiar com as experiências não acadêmicas.
Relata que, em relação aos seus pares, os benefícios proporcionados envolveram a oportunidade de aprender uns com os outros, respeitando as limitações e potencialidades, apoiando e incentivando a inclusão de todos. O autor finaliza reconhecendo que várias ações foram empreendidas no âmbito da UFRN, porém, acredita que muito ainda existe para ser realizado, como a preparação do corpo docente e funcionários, orientação da comunidade mais ampla, a quebra de
barreiras atitudinais e pedagógicas, e apoio humano e material imprescindíveis ao pleno desenvolvimento desses alunos.
Drezza (2007) desenvolveu a Dissertação de Mestrado intitulada Inclusão no
Ensino Superior: relato de experiência sobre uma política de inclusão na Universidade Cidade de São Paulo. O trabalho descreveu e estudou a inclusão dos
alunos com deficiência no Ensino Superior a partir da análise documental das políticas internas e do trabalho do Centro de Apoio Acadêmico aos Deficientes da Universidade Cidade de São Paulo (CAAD) - implantado em 1999 - com base na experiência do autor com Orientação e Mobilidade para alunos com deficiência visual.
Os procedimentos metodológicos adotados pelo autor contemplaram a pesquisa documental, levantamento bibliográfico e relato pessoal de experiência sobre inclusão de alunos com deficiência na Universidade de São Paulo, com base na experiência do próprio pesquisador.
Em suas considerações finais, o autor afirma que se o professor não for preparado para ser agente de inclusão, torna-se inviável19 qualquer ação dentro de
uma instituição de Ensino Superior para a aceitação dos diferentes e para a transformação destas pessoas em cidadãos plenos, atuantes e colaboradores, em busca de uma sociedade mais igual para todos. Propõe que as universidades devem oferecer um sistema de ensino que possibilite a integração e cuidar para que seja alcançado o objetivo proposto pela UNESCO, ou seja, formar a pessoa para fazer, aprender, ser e conviver.
Considera, finalmente, que não basta que os alunos entrem na Universidade; é necessário que esta se prepare para bem atendê-los e aprenda com eles, pois o bom atendimento exige soluções criativas e atendimento mais ágil e eficiente, como a flexibilização dos currículos, incentivo ao voluntariado, uso mais intensivo de tecnologias de comunicação, estudos via internet etc. Essa flexibilização curricular
19 Mantida a terminologia original adotada pelo autor. A formação de recursos humanos para a educação inclusiva é sem dúvida importante aspecto para a formação de atitudes sociais favoráveis em relação à inclusão, mas a sua viabilidade tem também outros relevantes aspectos a serem considerados. Perpassam, por exemplo, na viabilização anterior de recursos públicos para a Educação Básica, além de questões ligadas à saúde, moradia digna e reabilitação, bem como adequações aos exames vestibulares, que contemplem a diversidade, com a aquisição de mobiliários, equipamentos e treinamento de funcionários, assim como a possibilidade de permanência dos alunos após o seu ingresso, com a criação de programas de acolhimento e acessibilidade, assistindo a necessidade de todos os alunos. O mesmo vale para outras minorias historicamente excluídas, como os afro-brasileiros, os índios e os pobres.
deve distinguir pela singularidade, possibilitar o acesso à herança cultural, ao conhecimento socialmente produzido e à vida produtiva, condições essenciais para a inclusão social e ao pleno exercício da cidadania.
Pereira (2007) desenvolveu a Dissertação de Mestrado intitulada Inclusão e
Universidade: Análise de trajetórias acadêmicas na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. A pesquisa contou com a participação de 16 alunos com deficiência
ingressantes na instituição pelo sistema de cotas, entre os anos de 2002 e 2005, além de dez gestores da Universidade.
O objetivo do estudo consistia em compreender o processo de implantação de cotas provenientes das ações afirmativas no Ensino Superior, como possível contribuição para a inclusão do aluno com deficiência na Universidade. Os objetivos específicos consistiam em descrever o processo de implantação de cotas na instituição; identificar e caracterizar os alunos que entraram na universidade pelo sistema de cotas; investigar as condições de atendimento desses alunos no concurso vestibular; e analisar as trajetórias dos alunos com deficiências, no decorrer do curso.
O autor, por ocasião da realização da pesquisa, coordenava o Núcleo de Políticas Inclusivas da UERGS, implementado em 2005, que tinha como premissa o mapeamento da realidade, a partir do número de alunos com deficiência matriculados na instituição, detectando as necessidades do alunado para a garantia de sua permanência na universidade, o que, de certa forma, vai ao encontro dos objetivos anteriormente mencionados.
Os dezesseis alunos participantes da pesquisa foram divididos em três grupos: alunos que estavam ativos, os que abandonaram o curso e os que se formaram. Quanto aos dez gestores participantes, havia coordenadores das unidades, a chefia de projetos especiais e o reitor da universidade.
Como instrumento de coleta de dados, foram utilizados dois roteiros de entrevistas, um para os discentes e o segundo para os gestores.
Ao apresentar suas considerações finais, o pesquisador ressalta alguns pontos que demandam maiores reflexões sobre a inclusão dos alunos com deficiência no Ensino Superior, principalmente no que tange ao sistema de cotas. Para o autor, o sistema de cotas pode ser caracterizado como facilitador, mas também como um possível sinal de discriminação, uma vez que o assunto se
mostrou pouco conhecido pelos entrevistados, mesmo na instituição pesquisada, que foi a primeira a instituir o sistema de cotas no Brasil.
No entanto, para a maioria dos entrevistados, o sistema de cotas representa uma oportunidade rara para as pessoas com deficiência. As entrevistas revelaram a existência de alunos tanto favoráveis quanto desfavoráveis ao sistema de cotas. Em que pese tais divergências de opinião, o autor ressalta que o sistema de cotas não garante a permanência do aluno com deficiência na universidade. Para que isso ocorra, segundo o autor, a Universidade necessita viabilizar políticas voltadas para essa demanda institucional, de forma a realmente se efetivar a inclusão dos alunos com deficiência.
Pesini, Silva e Silva (2007) elaboraram o artigo Compreendendo as
experiências dos alunos com necessidades especiais no ensino superior,
descrevendo os resultados de uma pesquisa sobre o processo de inclusão de alunos com deficiência na Universidade Paranaense – UNIPAR.
Compreender o processo de inclusão/exclusão vivenciado pelos alunos com necessidades especiais no Ensino Superior, conhecendo as dificuldades dos alunos com deficiência em perceberem o seu cotidiano universitário, além de suas estratégias utilizadas para fazer frente às suas dificuldades, foram os principais objetivos do estudo. O estudo contou com a participação de cinco alunos com deficiência, sendo o instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada.
Os resultados da pesquisa revelam que a possibilidade de acesso ao Ensino