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4. BULGULAR VE YORUM

4.1. Okulun PaydaĢlarının Okulun Varlık Sebebine ĠliĢkin Bulguları

4.1.1. Yöneticiler Ġçin Okulun Varlık Sebebine ĠliĢkin Bulgular

Podemos considerar, de forma genérica, que as políticas públicas são as ações construídas de forma a viabilizar a solução de problemas que afetam a sociedade sob os

mais diversos aspectos (como saúde, segurança, trabalho entre outros). Por isso que as tentativas governamentais para a correção das distorções surgidas nas esferas sociais desde a transição dos anos de 1970 para os anos de 1980 demandaram discussões e propostas que objetivassem resolver, ou ao menos minorar, os problemas referentes à oferta de trabalho e geração de renda.

Em 1975 é implantado o Sistema Público de Emprego (SPE) com a criação do SINE (Sistema Nacional de Emprego), que tinha o intuito de organizar e estimular o Mercado de Trabalho, principalmente as empresas que estavam incrementando a Indústria de Base nacional (Siderurgia, Petroquímica, etc.), através da intermediação de mão de obra e melhorando o nível de formação profissional. Perante o atraso tecnológico brasileiro, as empresas que utilizavam os recursos foram as mais afetadas, penalizando os profissionais com menor escolaridade, que acabaram excluídos dos melhores postos de trabalho. Em contrapartida, a formação e o constante treinamento profissional foram apontados como as alternativas9 possíveis para atender às novas demandas de conteúdo que os novos postos ocupacionais exigiam, como prerrogativa contencionista do avanço do desemprego e da desfiguração das relações de trabalho (POCHMANN, 1999/ 2000).

As transformações internacionais no Mercado de Trabalho e na seguridade social motivaram uma mudança no foco das políticas públicas, permitindo melhor adequação para a realidade que se delineava, bem como oferecer mais subsídios para os trabalhadores segurados pelo sistema. Uma das alternativas propostas foi a criação do Seguro Desemprego em 1986, a intermediação e o benefício concedido ao trabalhador

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Baseado na teoria do capital humano, que atribui à educação a potencialização das oportunidades de inserção na vida produtiva. É uma teoria contestada pela sua mistificação das relações capitalistas e desigualdades do sistema. Mais detalhes em FIDALGO & MACHADO, Dicionário de Educação Profissional, p.46 e 141, 2000.

desempregado tornaram-se as principais ações do SINE nesse novo momento. O emprego torna-se o tema central das políticas sociais da atualidade, em que os gastos públicos com as políticas de emprego demonstram que o Estado vêm buscando parceria com a sociedade para minimizar as mazelas sociais.

Há que se ressaltar que o sistema produtivo capitalista segue uma tendência de produzir ocupações precárias em contraposição aos poucos empregos com atividades de conteúdos complexos e de contratação em bases formais, resultando em problemas estimuladores da pobreza como o desemprego e o subemprego, além dos acidentes ou doenças profissionais. Perante uma situação que se mostra cruelmente perseverante, há uma demanda pela proteção social baseada nos princípios clássicos do Welfare State social democrata: a harmonização dos ideais igualitários, crescimento e pleno emprego; a otimização do emprego e minimização da dependência das políticas de bem estar. Mas a demanda atual pelo exercício administrativo baseado na redução reguladora estatal exige uma estrutura organizacional altamente especializada e que privilegie a decisão autônoma, levando ao surgimento de novos atores no cenário político.

A necessidade de aperfeiçoar o Sistema Público de Emprego favorece uma recomendação constitucional decisiva para o papel dinamizador do Estado na implantação das políticas públicas de geração de trabalho e renda (PPTR’s), assim como garantindo o custeio do programa através de fonte própria de financiamento. Foi assim que em 1990 definiu-se um novo programa para o Seguro Desemprego, ampliando as ações oferecidas, que passam a abranger: o benefício financeiro, a intermediação da mão de obra, a geração de emprego e renda, a (re) qualificação profissional e coleta de dados informativos sobre o funcionamento do Mercado de Trabalho.

O financiamento dessas ações se torna garantido com a criação no mesmo ano do Fundo de Amparo ao Trabalhador 10 (FAT), um fundo contábil previsto na Constituição para o custeio de programas do seguro desemprego. A gestão do FAT é de responsabilidade do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT), um órgão federal tripartite e paritário, com representantes do governo, empregadores e trabalhadores, que monitora a gestão desse recurso nas esferas estaduais (Comissões e Conselhos Estaduais de Emprego) e municipais (Comissões e Conselhos Municipais de Emprego), alocando-os por meio de instituições financeiras para a geração de emprego e renda (a partir de 1994) e para a execução de ações de qualificação profissional do trabalhador (com início em 1996).

As PPTR’s financiadas pelo FAT buscam mobilizar os atores sociais para formar a parceria necessária que permita a implementação dos projetos de auxílio ao trabalhador e por isso se desdobram em duas dimensões:

Como políticas compensatórias – estão voltadas à proteção dos trabalhadores em

situação de desemprego ou em risco eminente, através de uma assistência financeira temporária. Incluem o pagamento de benefícios como seguro desemprego ou abono salarial e a intermediação profissional, de encaminhamento para uma nova oportunidade de trabalho (feito pelo SINE). São conhecidas como políticas passivas.

Como políticas de investimento e acesso a crédito – visam oferecer oportunidades

de melhoria e crescimento da capacidade produtiva. São chamadas de políticas ativas, por alocar os recursos para a expansão da economia com desenvolvimento

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Este fundo foi previsto na Constituição de 1988 (artigo 239) e regulamentado pela lei nº 7998/90. Sua fonte de recursos advém das contribuições sociais dos setores público e privado e incidentes sobre o faturamento das empresas (PIS, Pasep), além dos encargos resultantes dos juros e correções dos empréstimos. É gerido pelo CODEFAT, que desde a sua criação tornou-se o mais importante instrumento para o avanço dos programas públicos criados no período.

social. Incluem os projetos de qualificação profissional e de escolarização do trabalhador, oferta de crédito a micro ou pequenos empreendimentos e modernização da legislação trabalhista. São políticas de promoção à empregabilidade da força de trabalho e reforma do marco legal, visando à criação de empregos de qualidade.

As PPTR’s brasileiras se mostraram atentas aos novos rumos da economia em que o Mercado de Trabalho está submetido aos novos ditames econômicos, mas buscando minimizar os custos sociais salientados, principalmente na manutenção dos postos de trabalho formais e de melhor qualidade. Mesmo sendo considerada “tardia”, é inegável essa contribuição na estruturação de um verdadeiro sistema público de emprego, pela reorganização e articulação das ações preexistentes, conferindo uma nova roupagem institucional e ao mesmo tempo favorecendo a mobilização de ações e recursos para as necessidades das localidades beneficiadas pelo programa. Afinal propõe-se a descentralização das ações com o partilhamento de responsabilidades, surgindo uma nova forma de pensar e fazer política.

3.2 Os Conselhos Gestores e a emergência de uma nova condição de