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Veliler Ġçin Okul Personeli ve Veliler Ġçin Okulun Geleceğine ĠliĢkin

4. BULGULAR VE YORUM

4.2. Okulun PaydaĢlarının Okulun Geleceğine ĠliĢkin Bulguları

4.2.3. Veliler Ġçin Okul Personeli ve Veliler Ġçin Okulun Geleceğine ĠliĢkin

No levantamento de dados os conselheiros, optamos por realizar entrevistas semi- estruturadas direcionadas aos membros constituintes do CETER/ MG, com perguntas sobre a trajetória profissional individual e o processo que antecedeu ao ingresso no Conselho. Em outro bloco buscamos esclarecer a dinâmica de funcionamento do colegiado, a efetividade das políticas implementadas e a visão dos entrevistados sobre o futuro do colegiado.

Partimos de uma listagem com o nome e telefone de contato dos conselheiros, que nos foi fornecida pela Secretária Executiva do Conselho, Sra. Lígia Lara (DER/ SRT). Todos os conselheiros listados foram contatados. Nessa oportunidade apresentei minha proposta de estudo e a solicitação para que disponibilizassem tempo para o agendamento das entrevistas, momento fundamental para o levantamento de informações que formam a base de nossas as análises sobre a gestão participativa nas políticas públicas de trabalho, emprego e geração de renda promovidas pelo CETER/ MG.

Além da Secretária Executiva, foram entrevistados cinco membros da bancada dos trabalhadores, cinco membros da bancada dos empregadores e três representantes da bancada do poder público. Ressalto o esforço dos entrevistados para disponibilizar tempo

para a entrevista, mesmo diante dos compromissos assumidos anteriormente, que dificultavam sobremaneira os nossos encontros.

Em sua maioria, os conselheiros foram atenciosos durante as entrevistas, demonstrando disposição para responder a todos os questionamentos. Dentre os representantes institucionais que não concederam entrevista, destacamos primeiramente a situação da bancada dos trabalhadores, onde a Cáritas Brasileira, uma das instituições membro do Conselho, havia saído há menos de seis meses e até aquele momento não havia sido substituída. As demais recusas foram baseadas em alegações como o recém empossamento do representante (e o conseqüente desconhecimento da dinâmica colegiada), a substituição de conselheiro por outro membro da mesma instituição e em alguns casos sobressaiu a indisponibilidade de tempo e tentativas de contato sem retorno à solicitação.

Ainda sobre as recusas, fica ressaltado novamente o envolvimento das agências estatais com este ambiente inovador de discussões. Não é possível considerar casuístico este distanciamento visto no capitulo anterior através da ausência nas reuniões e neste momento ficou evidente pela indisponibilização de informação para a pesquisa. Essa situação pode ser entendida como uma forma de limitar o desempenho esperado do CETER/ MG, onde decisões importantes sejam definidas nos moldes tradicionais (outorgada pelo poder executivo, de forma centralizada). A dimensão integrativa do processo de participação fica deficitário sem a colaboração da participação cidadã na melhoria do debate público sobre a construção das decisões (TEIXEIRA, 2001) ou mesmo por se tratar de uma temática na qual o Estado possui atuação de longa data, mostra-se pouco sensível para buscar parcerias por não se interessarem na complementaridade de ação (DAGNINO, 2002).

Em conformidade com as informações coletadas junto aos conselheiros, faremos uma descrição mais genérica desses participantes do Conselho. Também acordamos o sigilo nominal dos trechos de entrevistas selecionados nas análises que se seguirão, uma vez que nos importa captar informações referentes ao Conselho Deliberativo e não as ações dos indivíduos que dele participam. Os entrevistados que compõem o Conselho deliberativo do CETER/ MG totalizam doze conselheiros, onde três são mulheres e nove são homens. Nesse ponto já podemos ressaltar que a construção de um espaço público fortalecedor da “cultura de direitos” se mostra limitada, uma vez que grupos sociais minoritários, mas envolvidos com as temáticas em debate, estão em desvantagem na constituição do Conselho.

A questão de gênero abarca discussões que propõem a transformação da situação das mulheres na sociedade, conscientizando-as sobre a postura patriarcal de exclusão feminina da Esfera Pública e do Mercado de Trabalho (PANFICHI & CHIRINOS, 2002). O objetivo foi parcialmente alcançado, mas é certo que os resultados ainda podem apresentar avanços na inserção deste público na arena discursiva. Apesar da relevância, não vamos nos deter por mais tempo nessa discussão, pois não é esse o propósito do trabalho, mas as colocações foram importantes para auxiliar na compreensão do perfil dos conselheiros envolvidos no CETER/ MG.

Continuando a caracterização dos membros do Conselho, a maioria ocupa cargos de grande importância nas instituições de origem, como coordenação, gerência e supervisão. A escolha considera a interlocução da função com a área de interesse, mas sem desconsiderar a visibilidade do cargo. Retomamos a exigência que este tipo de espaço tem em relação ao domínio de saberes técnicos e políticos, para que as interlocuções necessárias neste tipo de ambiente se façam através da cooperação e autonomia. Os cargos dos

membros do Conselho refletem bem essa intenção: possuir a capacidade de levar seus atores a refletir sobre as ações planejadas, avaliando as possibilidades e os resultados esperados. Todos os entrevistados possuem uma trajetória profissional marcada por essas características, permitindo o desenvolvimento de mecanismos participativos.

A escolaridade segue a mesma tendência de domínio do saber, atendendo igualmente às exigências atuais do Mercado de Trabalho. Por isso não é surpreendente que a formação em curso superior ou pós-graduação é característica preponderante entre os representantes do CETER/ MG, principalmente das bancadas dos Empregadores e do Governo. Existem três casos de escolarização de 1º ou 2º graus, presentes exclusivamente na bancada dos Trabalhadores, demonstrando que o segmento se mostra mais tolerante com esse componente para ocupar a bancada do Conselho e pela valorização da experiência no campo das políticas públicas em que atuam.

Concluindo nossa caracterização, o desempenho dos membros do Conselho em áreas correlatas às abordadas pelas ações políticas discutidas é uma característica a ser destacada. São profissionais provenientes de áreas diversas e complementares como educação, articulação institucional, igualdade de oportunidade de trabalho entre os gêneros e atuação autônoma no Setor Produtivo. Isso representa a valorização do conhecimento como meio necessário para se inserir nesse espaço de atuação sócio-política, em que a experiência declarada é suficiente para dar suporte aos trabalhos a serem desenvolvidos no CETER/ MG, não apenas pelo efeito cronológico, mas também pela relevância sócio- política de suas funções e também pela importância contextual das instituições convidadas a fazerem parte do Conselho Gestor de Políticas Públicas. Após fornecermos informações iniciais sobre os membros participantes, vamos dar início à análise de suas colocações a respeito do funcionamento do CETER/ MG e, principalmente, o destaque conferido à

participação da sociedade neste procedimento decisório e a eficácia do novo padrão de planejamento e execução das políticas públicas.