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D. MİRAS İŞLEMLERİ

2. Tereke Üzerindeki Haklar

4.1.1. A expansão do porto de Sines – contentores

Nos últimos anos, assistiu-se ao desenvolvimento de importantes projectos de expansão desta infra-estrutura portuária. Obras como o terminal de gás natural, o Terminal XXI, o armazenamento de gás propano e o alargamento dos cais para carga geral, são alguns dos investimentos. Por outro lado, foi feita a concessão de dois espaços destinados à construção de armazéns especiais para o cimento (o que possibilita a movimentação de cimento na ordem das 800 mil toneladas por ano). Destaca-se como grande projecto:

O Terminal de Contentores XXI: a transformação do porto de Sines num entreposto de nível internacional no transhipment de contentores, nas principais linhas do Atlântico, teve início em 1981. Com o funcionamento deste terminal, Sines passou a desempenhar um papel importante no mercado de contentores. A construção de um terminal de contentores para navios de grande calado abre possibilidade de localização futura de novas actividades não ligadas à indústria química (exemplo da movimentação de carga, logística e distribuição, entre outras). A sua construção está a decorrer de forma faseada, pela PSA Corporation de Singapura, um dos principais portos e operadores logísticos internacionais e empresa concessionária do Terminal XXI. O terminal possui capacidade para a movimentação de 250 mil TEU. Com as fases seguintes, o Terminal de Contentores de Sines

Igualará os principais terminais de contentores a nível mundial, com uma capacidade anual de 1,4 milhões de TEU em 2014, muito provavelmente antecipada para 2012 e em 2015 está prevista a extensão do molhe do Terminal XXI.

4.1.2. A ligação ferroviária Sines /Badajoz

Até 2012 pretende-se concretizar a ligação ferroviária Sines-Badajoz, vocacionada para o transporte de mercadorias, através dos troços Sines/Casa Branca, Casa Branca/Évora e Évora/Elvas. Este projecto insere-se no plano estratégico da frente portuária portuguesa, nomeadamente o tráfego de mercadorias e a sua importância para a economia nacional. Refira-se que o projecto nos moldes actuais não cumpre um dos principais objectivos subjacentes à ideia da sua criação: unir os 3 portos do Sul (Lisboa, Setúbal e Sines) a Badajoz em bitola europeia. A par da ligação

74 Sines/Badajoz, pretende-se a construção da variante à linha ferroviária do Sul em Alcácer do Sal.

Com a concretização destes investimentos na ferrovia, o porto de Sines ficará dotado de acessibilidades ímpares que permitirão cumprir o desígnio de constituir um

Hub de referência à escala ibérica e europeia. Merece também referência o desenvolvimento da Zona de Actividades Logísticas (ZAL) Portuária de Sines, multimodal (marítima, rodo e ferroviária).Os grandes objectivo da ZAL passam por: desenvolver o porto de Sines, aumentando o seu hinterland no corredor logístico de Madrid; dinamizar industrialmente o Alentejo Litoral, através da prestação de serviços de logística às empresas utilizadoras do porto e a empresas industriais localizadas no seu perímetro.

4.1.3. As “Auto-estradas do Mar”

As “Auto-estradas do Mar” são um projecto que irá permitir transferir parte da carga actualmente transportada em rodovia, entre o sul e o norte da Europa, transferindo-a para um modo híbrido rodo – marítimo, exigindo, por seu lado, a redução do tempo de imobilização dos navios nos portos e os custos de transporte, uma vez que facilitam os procedimentos administrativos necessários à circulação de carga no mar.

Neste sentido, Portugal irá ter duas auto-estradas do mar: uma que parte do Porto de Leixões para Roterdão (Países Baixos) e ao Porto de Tillbury (Reino Unido) e outra que parte do Porto de Sines para La Spezia (Itália), que constituirão percursos regulares de transporte de mercadorias por períodos de 3 a 5 dias. Existe ainda a possibilidade da criação de uma auto-estrada marítima por Norte que ligue o Porto de Leixões a Espanha e França. Neste âmbito, foi criada em Portugal, no final de 2004 início de 2005, a Plataforma PORTMOS como base de toda a informação e da comunicação entre os actores da cadeia de valor, sem substituir os sistemas de informação individuais.

Figura 8 - Porto de Sines para La Spezia (Itália) Figura 9 - Porto de Leixões para Roterdão (Países Baixos) e ao Porto de Tillbury (Reino Unido)

75 4.1.4. As plataformas logísticas

A Plataforma Logística do Poceirão

O desenvolvimento do sistema logístico da Península de Setúbal-Alentejo Litoral assenta na referida plataforma logística de Sines e Poceirão, as quais se deverão articular com os portos de Sines, Setúbal e Lisboa e com a plataforma de Tunes. Inserida na Rede Nacional de Plataformas Logísticas, apresentada no Plano Portugal Logístico, a plataforma do Poceirão será a maior do País, com uma extensão de 420 hectares. No futuro poderá ter como anexo ao projecto uma linha ferroviária.

A Plataforma Logística de Elvas / Caia

A Plataforma Logística de Elvas / Caia faz parte do conjunto de plataformas transfronteiriças, de pequena média dimensão e situadas junto dos principais eixos de fluxos com o exterior. Esta Plataforma é composta por dois terminais intermodais (ferroviário e rodoviário – ferroviário); uma área ferro – logística especializada; uma área logística de transformação e de clientes únicos e outra de multifunções; centros de serviços de apoio e espaços verdes de recreio.

4.1.5. O aeroporto de Beja

O Aeroporto de Beja apresenta grandes potencialidades de desenvolvimento e assume cada vez mais um papel estratégico na transformação que o Alentejo está a sofrer, nomeadamente, a importância no desenvolvimento da aeronáutica, das acessibilidades e da oferta e promoção turística e, num contexto mais geral, como pólo integrador de actividades.

Este Aeroporto poderá no futuro ser reconvertido em Low Cost, ou transporte de carga aérea, pois esta dotado de infra-estruturas simples, que permite custos operacionais reduzidos.

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