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2.5. Türk Kültürü ve Milli Devlet

2.5.2. Tektipleşme ve Milli Kültür

Neste capítulo são discutidos, de forma integrada, os resultados oriundos das análises de dados, com intuito de fundamentar as conclusões, as limitações do estudo e as recomendações finais.

Discussões dos resultados

É chegado o momento de encerrar esta pesquisa. É necessário frisar que este trabalho não pode terminar, pois sempre teremos um horizonte a alcançar, uma rede para construir... um franja da rede a encaixar... um nó a desfazer. Entendemos que as reflexões aqui apresentadas sinalizam alguns caminhos a trilhar, mas não são respostas absolutas e um conjunto de certezas, nem temos tais pretensões. Pelo contrário, queremos deixar um legado a todos que se propuseram ler este trabalho até aqui e aos professores que foram os agentes principais desta investigação. As amarras das redes, os nós e as franjas aos poucos foram visualizados. Deste cenário é possível enxergar o trabalho como um todo e regressar ao início, e percebermos o quanto avançamos. Hoje percebemos diferentemente tudo o que fizemos, modelamos e detalhamos. Assim, estamos concluindo mais uma etapa da vida, tendo consciência tranqüila de que sempre precisaremos do trabalho reflexivo aliado às nossas experiências diárias e (re)construindo novas redes de conhecimento, com que vamos aprendendo, lendo, trabalhando, efetuando... Ao finalizar esse momento, após leituras e revisões, o trabalho passa a ter um domínio público para os agentes/atores desta pesquisa; o Programa de Pós-Graduação da PUCRS será julgado pela nossa produção: temos sentimentos de trabalho/tarefa cumprida. Porquanto, gostaríamos antes de adentrar nas sugestões e recomendações tecer alguns comentários que, de certa forma, farão o leitor entender o fechamento desta tese,

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em que se pese, não total, e sim uma discussão sob o modelo que a sociedade hoje nos coloca à frente.

Muitas aprendizagens foram realizadas nesta pesquisa, houve compreensão de importantes fatores, capazes de auxiliar na construção de uma prática pedagógica voltada para os projetos mais qualificada, mas não é possível afirmar que o processo/metodologia/estratégia de se trabalhar com projetos tenha sido compreendida em toda sua extensão e complexidade, somados a isso, a concepção/entendimentos dos docentes envolvidos no processo. Hoje, vislumbramos um pouco melhor essa rede, e juntamente com os professores que ocupam cargos em gestão, podemos sugerir e opinar com maior clareza, no tocante ao se trabalhar com projetos em uma rede de conhecimento.

Queremos deixar claro que algumas questões persistiram ao mesmo tempo em que outras foram surgindo, sem que fosse possível dar conta delas no tempo previsto e somá-las à rede que já tínhamos conhecimento, e a rede nova que percebemos. É exatamente este novo emaranhado de dúvidas, incertezas e de respostas que nos faz voltar ao começo e analisar a rede de novo. Como é uma rede, talvez, jamais consigamos torná-la um fio único, sempre haverá franjas e cada franja, formará uma nova rede ou abrirá um novo pedaço da rede que estava coberto. E assim por diante... Enfim, uma rede é sempre uma rede... Voltamos ao início sempre... Regressamos às idéias iniciais e as reformulamos. E no reformular, novas franjas surgirão... Redes... Franjas... Sistemas... E novos conhecimentos... É assim a vida...

O que vem a seguir não é um desabafo, é uma simples constatação de um pesquisador, jovem, mas que com certeza luta pelos ideais e pela educação de qualidade por onde quer que passe. Entendemos como uma radiografia de nosso pensamento, ao final de uma tese que mexe com nossos entendimentos mais profundos...

Há entendimento geral de que a educação é elemento fundamental na luta pelo progresso econômico e social de qualquer nação. Mas essa conseqüência, considerada tão natural ao processo de educação, não se concretiza apenas por haver escolas e estudantes em grande número. Hoje, o nosso país possui 97% de

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suas crianças e jovens em salas de aula, conforme dados do MEC59, e os

resultados pedagógicos da ação escolar têm sido insuficientes para garantir os resultados necessários ao desenvolvimento que eles precisam. Não basta haver escolas, professores e alunos ocupando essas vagas: há de se pensar que deve haver, sempre, aprendizagem significativa, há de se pensar, que sempre poderemos melhorar...

É absoluta verdade que não há progresso sem educação, no momento, também é verdadeiro que a educação por si só não soluciona as demandas do desenvolvimento da nação. Este fato tem relação direta com a qualidade da educação que somente se materializa com aprendizagem qualificada. E essa aprendizagem qualificada pode ter como viés o trabalho com projetos dentro de uma rede que prime pelo trabalho cooperativo, comprometido e que seja, efetivamente significativa para ambos, professores e alunos.

Neste contexto global ou neste sistema complexo é necessário pesquisar se os professores sabem explicar os porquês dos fatos/fenômenos e das suas próprias ações dentro desta rede, e auxiliá-los procurando caminhos para orientar- lhes o raciocínio e estratégias para que compreendam, elaborem e comuniquem suas ações, e conseqüentemente suas práticas pedagógicas, e nesse caso, as práticas ligadas ao termo “projeto”.

Chegado ao fim deste trabalho, recapitularemos, as principais etapas seguidas, assim como os resultados obtidos:

(1) Uma etapa preliminar, em que foi elaborado o instrumento inicial baseado na Figura 1.1., resultante da prática de ensino vivenciada pelo pesquisador, e da proposta de tese que tem como foco o entendimento por parte dos professores do termo projeto, conforme o detalhamento dos aspectos metodológicos aplicados neste trabalho.

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(2) Em seguida, uma pequena adaptação do primeiro instrumento para a elaboração do instrumento final que foi aplicado ao grupo de 150 professores da rede municipal de ensino de Pelotas-RS.

(3) A etapa seguinte foi a tabulação dos dados a partir deste instrumento, que contiveram 101 instrumentos entregues ao pesquisador.

(4) A seguir foram elaborados refinamentos, partindo de Grandes Dimensões, que geraram as dimensões, e depois geraram Grandes Categorias (conforme a Figura 1.1.) e por fim Categorias Finais para as análises. (5) Paralelamente ao estudo e a construção da rede sistêmica, foram

efetuadas entrevistas semi-estruturadas com dirigentes a fim de elucidar pontos pouco explorados no instrumento.

Lembramos aqui, mais uma vez, que as Grandes Categorias que apareceram na rede sistêmica, estão ali dispostas, a fim de que o leitor entenda com maior clareza e profundidade todo o mapeamento realizado na pesquisa. Frisamos que o trabalho teve um refinamento muito intenso e todos os instrumentos de pesquisas devolvidos pelos docentes foram várias vezes lidos, relidos, interpretados e reinterpretados, ancorados na metodologia proposta nesta tese.

Foi elaborada, no Capítulo 4, sob a ótica científica, uma revisão sobre os principais conceitos e assuntos relacionados com o tema, o que permitiu delimitar melhor a pesquisa e vislumbrar melhor as concepções dos docentes na rede de conhecimento que estudamos.

Todas as conclusões, sugestões e recomendações deste capítulo, são centradas a partir do instrumento de pesquisa aplicado ao grupo de professores pesquisados e das entrevistas semi-estruturadas. As entrevistas como já colocamos anteriormente, encontram-se nos anexos, e serviram de base e de entendimento de alguns itens que afloram nas respostas dos docentes.

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6.1. Conclusões gerais

1. O perfil dos docentes demonstra que em certos pontos, há tendência a manter uma direção semelhante, mas, apesar de ser homogêneo em termos de formação (nível superior com pós-graduação, idades, tempo de magistério), há discrepâncias em várias respostas do instrumento de pesquisa.

2. Para esse grupo de professores é necessário serem trabalhados conceitos educacionais mais aprofundados, isto é, é necessário uma capacitação permanente ou capacitações específicas com as atividades relacionadas aos projetos.

3. Os docentes que desenvolvem projetos são aqueles que estão há mais tempo no magistério; o que nos leva a crer que o docente trabalha com projetos quando possui uma carreira sólida e fortificada, na sua concepção.

4. A área de maior abrangência dos projetos na rede municipal de ensino de Pelotas é a área de Educação Física, porém, todas as áreas têm a possibilidade de desenvolvimento desta estratégia/metodologia de trabalho. Outras áreas desenvolvem projetos, não sendo exclusividade de determinada área e/ou segmento.

5. Pela captura e categorização de suas falas, os docentes percebem que há uma rede de conhecimento, que os interliga na rede maior, que no caso, é a rede municipal de ensino de Pelotas, que conta com 92 escolas. Há linhas que se cruzam, se enlaçam. Há linhas espiraladas, pivotantes que fazem a escola acontecer, que produz o elo entre professor e aluno.

6. Há muitos professores comprometidos com a prática de projetos nas escolas, e há demasiadamente muitos desafios e muitas dificuldades para os professores seguirem com essas atividades.

7. Comprovamos que a construção do conhecimento ocorre na rede, ocorre em cada agente, sendo aluno ou docente, e a parte da história e da singularidade de cada um são envolvidos em todo um rizoma (uma rede maior), cada qual com sua velocidade e seu tempo próprio.

8. Concluímos que existem franjas e que elas são o sustentáculo das atividades desenvolvidas na escola; são linhas que deixam todos ligados e fortalecidos

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em rede e promovem o conhecimento e a construção do conhecimento, principalmente, aquele saber que não está nas grades curriculares e nos livros didáticos. Constatamos que as franjas são os professores que apóiam os professores que desenvolvem projetos; são as ações da mantenedora para manter o projeto em desenvolvimento; são os espaços escolares que são utilizados no momento da realização do projeto; são os alunos que conquistam outros alunos para ingressar no projeto, e assim tantas outras franjas que poderíamos enumerar.

9. Percebemos que há um entendimento dos professores de que eles próprios estão em rede quando trabalham com projetos; porém notamos que falta diálogo entre as áreas, entre os integrantes da gestão escolar e o docente. Falta um maior entrosamento entre mantenedora e professores que realizam estas atividades/estratégias dentro da escola.

10. Há alguns aspectos negativos ao se trabalhar com projetos, conforme

apontamentos dos docentes: alguns relatos de que atividades desenvolvidas a longo prazo não são satisfatórias e, ainda, que muitos projetos não são realizáveis. Nesse sentido detectamos que falta acompanhamento e/ou supervisão da mantenedora e das equipes diretivas das escolas pesquisadas. 11. Os professores não usam indicadores e não são instrumentalizados para essa

atividade, o que de certa forma, não em todos os casos, mas em alguns, poderia ser profícuo a fim do docente sinalizar suas falhas e buscar processos de melhoria na implementação dos projetos.

6.2. Conclusões centradas na rede construída:

Após meses de convívio com a rede sistêmica construída, e após muitas análises e refinamentos sobre as categorias pesquisadas, em se tratando de rede, queremos deixar alguns pressupostos na elaboração do conhecimento