MEHMET FEYZİ EFENDİ'NİN HAYATI, İLMÎ VE MANEVÎ KİŞİLİĞİ
2.2. İlmî ve Manevî Kişiliği 1.İlmî Yönü 1.İlmî Yönü
2.2.2. Manevî Yönü
2.2.2.3. Tasavvuf ve Tarikatlara Bakışı
Shi e Halpin (2003, p.219) explicam a diferença entre as necessidades da indústria e da construção:
Um industrial e um construtor enfrentam complexidades e desafios de negócios totalmente diferentes. No nível de produção, os desafios de um industrial são gerir eficazmente uma cadeia complexa de fornecedores em torno de seus produtos, incluindo a coordenação de fornecedores de materiais, instalações de produção, instalações de armazenamento, rede de distribuição, e as demandas dos clientes; os desafios de um empreiteiro são ganhar novos projetos e para garantir que todos os projetos alcancem os níveis de progresso e produtividade esperados. Muitas funções de gestão que são essenciais para a indústria não são necessárias para os construtores, como a ordenação do produto, armazenagem e distribuição. Por outro lado, a gestão de uma empresa de construção exige muitas funções que não são necessariamente essenciais para fabricantes, como a estimativa de custos do projeto e monitoramento do progresso do projeto e c ontrole. Um sistema ERP que vai ser a espinha dorsal de informação de uma empresa deve adotara cultura e a prática geral dos negócios, a fim de atingir os seus objetivos esperados.
Devido a estas diferenças é necessário que os pesquisadores da construção construam sua base própria de conhecimento e que os sistemas ERP voltados para a
construção (C-ERP) precisam ser estudados e desenvolvidos (SHI; HALPIN, 2003). Tatari et al. (2008) defendem que, para atender à construção civil, o ERP deve ser capaz de atender a todas as demandas do ciclo de vida do projeto (figura 2) e suas interfaces e processos devem ser aderentes à forma como as construtoras conduzem seus negócios. Ou seja, o ERP deve dar suporte às operações que vão desde o planejamento/análise comercial do empreendimento até o seu encerramento e entrega. O Quadro 7 apresenta o detalhamento das funcionalidades que o C -ERP deve oferecer para atender às necessidades da construção ci vil.
Figura 2 – Ciclo de vida do projeto de construção.
Planejamento
comercial e
Marketing
Orçamento e
Planejamento
Engenharia e
projetos
Aquisições
Controle e
execução
Encerramento e
operação
Gerenciamento dos recursos humanos
Gerenciamento do conhecimento
Contabilidade e finanças
Gestão empresarial
Ciclo de vida do projeto de construção
Quadro 7 – Funcionalidades do C-ERP.
Etapa Funcionalidades
Planejamento comercial / Marketing
Automatização das propostas comerciais ou para licitações, dados de clientes e análise da concorrência.
Orçamento e Planejamento
Automatização das atividades de orçamento, planejamento das atividades e dos recursos, cronograma detalhado.
Engenharia e Projetos
Detalhamento de todas as especificações e requisitos do projeto. Manutenção de todos os desenhos (plantas) através do apoio de sistemas de gerenciamento de documentos.
Integrar com ferramentas Computer Aid Design (CAD) para garantir a integridade dos projetos e fornecer ferram entas de colaboração para facilitar a comunicação entre os participantes.
Aquisições
Facilitar a aquisição de materiais equipamentos e serviços. Deve melhorar o processo de busca e avaliação de fornecedores, negociação de preços, gerenciamento de contratos, autorizações de compra e de faturamento.
Fazer o gerenciamento dos equipamentos incluindo programações de manutenção.
Gerenciamento da construção
Permitir integração com outras áreas para garantir o gerenciamento dos custos e do faturamento do projeto. Integração em tempo real permitindo que o escritório central tenha o controle do andamento do empreendimento. Deve também fazer o gerenciamento de mudanças que pode causar mudanças no tempo do projeto.
Gerenciamento dos recursos humanos
Gerenciar as pessoas incluindo a folha de pagamento, dados cadastrais, salários, frequência, produtividade.
Contabilidade e finanças
Gerenciar as operações financeiras (pagamentos, recebimentos, contratos etc.) e todas as obrigações fiscais/contábeis.
Fonte: Adaptado de Tatari et al. (2008).
Shi e Halpin (2003) apresentam também oito características que são necessárias a um C-ERP, sendo várias delas comuns a todos os ERPs em função do próprio conceito e das similaridades em vários processos. Entende-se como as mais importantes: orientação a projetos, aberto, expansível e acessível remotamente. O Quadro 8 descreve cada uma destas características.
Quadro 8 – Características do C-ERP.
Característica Justificativa
Orientado a projetos
Via de regra os preços dos projetos são fechados e os lucros serão garantidos pela eficiência da gestão, portanto o ERP deve ser capaz de permitir o gerenciamento dos projetos oferecendo informações sobre o andamento e dos custos, rentabilidade, eventuais problemas como atraso do cronograma ou estouro do orçamento. Deve ainda se capaz de identificar os conflitos de recursos entre os diferentes projetos.
Aberto e expansível
O sistema deve permitir a integração com outros softwares. Essa integração pode ser através de consultas ou executando rotinas em outros programas ou ainda permitindo a troca de dados em duas vias com outros softwares.
Esta característica dá as empresas flexibilidade de integração com
softwares especialistas que é característico do setor.
Exemplo: Permitir a integração o Microsoft Project (especialista em planejamento) ou ainda permitir conexão com softwares de empresas consorciadas.
Acessível remotamente
Cada projeto é construído em um local específico, que po de estar a centenas ou milhares de quilômetros de distância da sede. A acessibilidade remota permite que os gerentes de projeto e outras pessoas acessarem remotamente uma central de informações com dados de compras e de financiamento, enquanto isso, a di reção pode obter as informações de progresso do projeto atualizado e pode avaliar o desempenho do projeto e seu impacto sobre a empresa. Fonte: Adaptado de Shi e Halpin (2003).
Verificou-se até aqui que apesar do grande potencial econômico e social da SCCE, ainda há uma diversidade de obstáculos a superar quer sejam históricos, inerentes ao setor, quer sejam de gestão.
A análise dos sistemas ERP identificou que este pode colaborar na superaç ão de alguns destes problemas através da integração das informações, da organização dos processos, da gestão dos recursos.
As características próprias da construção, ou ainda das empresas baseadas em projetos, demandam uma série de funcionalidades que os ERPs “tradicionais” não oferecem ou para oferecerem demandam altos investimentos em customizações.
A ideia de um produto mais aderente a esta realidade deu origem a ideia do C - ERP, um ERP que visa a oferecer um conjunto de funcionalidades que atend am à
necessidade de controle do setor como o gerenciamento de projetos.
Diante deste conjunto de variáveis, há de se concordar com Chung et al. (2009, p.208) de que a adoção do ERP na construção civil pode demandar grandes ajustes para adequar software e negócio e, portanto, “encontrar uma melhor estratégia de implantação de modo a maximizar os benefícios da solução é muito importante.”
Independente das estratégias adotadas as organizações são impactadas em maior ou menor intensidade. As mudanças organizacionais são constantemente referenciadas na literatura (SOUZA; ZWICKER, 2000; SOUZA; ZWICKER, 2003; LUDMER; FALK, 2007; MAINARDES et al., 2011), e “infelizmente, muitos executivos e consultores não perceberam os impactos que estas mudanças podem causar” (CALDAS; WOOD JR., 2000, p.11).
Assim, diante da sua relevância entende-se ser necessário um destaque sobre as mudanças organizacionais. É o que se trata no tópico a seguir.