• Sonuç bulunamadı

MEHMET FEYZİ EFENDİ'NİN HAYATI, İLMÎ VE MANEVÎ KİŞİLİĞİ

2.2. İlmî ve Manevî Kişiliği 1.İlmî Yönü 1.İlmî Yönü

2.2.2. Manevî Yönü

2.2.2.2. Kur’an Yoluyla Manevi İrtibatı ve Temsilî Kıraat

No que diz respeito à situação atual do ERP na construção, do ponto de vista do mercado, identificam-se três fatores que influenciaram a posição em que se encontra atualmente o SCCE em relação ao uso deste.

O primeiro fator diz respeito a sua origem (ERP), como explica Oliveira (2009, p.15):

Os sistemas ERP podem ser considerados como uma evolução dos sistemas MRP (Materials Requirements Planning) e MRP II (Manufacturing

Resources Planning), sendo estes aplicados em empresas manufatureiras,

efetuando controle dos estoques e dando apoio às funções de planejamento de produção e compras.

A implicação disso é que os processos oferecidos pelos ERPs são fundamentados em uma visão de gestão e negócio diferenciada da construção. “A indústria da construção tem um conjunto único de des afios que são diferentes daqueles encontrados na indústria manufatureira”, o que demandaria um grande volume de customizações (CHUNG et al., 2009, p.208).

Yang et al. (2007, p.788) chamam exatamente a atenção para isso e alertam sobre a dificuldade “de customizar um sistema completamente desenvolvido para um setor diferente da construção.”

Por sua vez, a pesquisa realizada por O’Connor e Dodd ( 2000), identificou um “gap” muito grande entre as funcionalidades oferecidas por um ERP e as necessidades da indústria da construção.

O ERP citado não permitia a construção de uma EAP, não era possível montar uma rede de precedência de atividades, não oferecia cronograma do projet o, não era possível acompanhar a evolução física e financeira do empreendimento, não oferecia módulo de gerenciamento de contratos, dentre tantas outras limitações.

O segundo fator que impactou no uso do ERP pela SCCE diz respeito ao fato de que somente após a saturação das empresas de grande porte foi que os fornecedores de

ERP se voltaram para as empresas de pequeno e médio porte, onde a construção civil tem seu maior volume de empresas. É o que explicam Mendes e Escrivão Filho (2002 , p.278):

No transcorrer dessa década [1990], as grandes corporações fizeram suas escolhas sobre os sistemas a serem adquiridos e implantados, saturando assim o mercado das grandes empresas [...]. Restou então o mercado intermediário formado pelas pequenas e médias empresas (PMEs); nesse novo contexto, diversas empresas fornecedoras de ERPs, até então direcionadas para o segmento das grandes organizações, lançaram estratégias de atuação diferenciadas para competir nesse mercado.

Desta forma, somente após o final dos anos 90 foi que as empresas fornecedoras passaram a se preocupar em desenvolver produtos voltados para este porte de empresa.

Além disso, explicam Yang et al. (2007, p.789) que:

Embora existam muitos fornecedores de software mundialmente famosos, não há nenhum sistema desenhado especificamente para a indústria da construção [...] as empresas que desejarem implementar um ERP deve selecionar um sistema genérico.

Assim, além de só voltarem os olhos para as PMEs recentemente, os fornecedores não buscaram oferecer produtos para atender às especificidades do setor de construção civil, fato que começou a ser superado a partir do processo de verticalização dos softwares, que foi o terceiro fator que influenciou na adoção do ERP pela SCCE.

Sobre a verticalização explica a reportagem da Computer World (2006, on line):

Os fornecedores de ERP surgiram com novas estratégias para tentar reverter os balanços em queda. Uma delas, a verticalização dos sistemas, com soluções customizadas para diferentes segmentos da economia, chegou com bastante força. “A verticalização veio com força naquele momento porque atingimos o máximo que o software genérico podia atender. Para fazer bem precisávamos de mais detalhes da realidade de negócios de cada cliente ”, explica José Ruy Antunes, presidente da SAP Brasil.

Assim, somente recentemente a indústria de ERP passou a olhar para o setor de construção, o que é um tempo muito curto considerando o tempo de maturação de uma solução integrada.

Tatari et al. (2008) atribuem à saturação do mercado de ERP em outras indústrias este movimento dos fornecedores para o setor da construção.

Scheer et al. (2007), por sua vez, entendem que a pouca familiaridade dos profissionais de engenharia com a TI é um forte fator que influencia na baixa adoção de tecnologia por parte das empresas. Afirmam também que o nível de formação em tecnologia dos profissionais da engenharia é insuficiente, com exceção do domínio em ferramentas Computer Aided Design (CAD), apesar do Brasil ter um nível satisfatório de formação em Tecnologia da Informação.

O problema é agravado pela baixa oferta de cursos de pós-graduação em TI voltados para a construção, e ainda que a cultura de TI do setor está fortemente concentrada nos profissionais que trabalham com desenho de projetos estruturais, ou seja, profissionais que não estão diretamente ligados aos processos produtivos ou à gestão da obra, o que não gera formação ou cultura de TI nas empresas (SCHEER et al., 2007).

A falta de informações sobre o processo de implantação de ERP na construção é também citado como limitador do seu uso. As empresas do SCCE estão começando a perceber os benefícios do ERP, mas estão hesitantes devido aos altos custos e riscos que envolvem a sua adoção, além do fato deque “infelizmente as empresas têm pouco material para guiá-las neste processo” (CHUNG et al., 2008, p.374)

Tem havido pesquisas visando a potencializar o uso do ERP na indústria da construção. No entanto, os resultados não estão sendo transferidos para a indústria da construção, permanecendo ainda em forma de protótipos e modelos acadêmicos. Pesquisas estas que têm procurado criar produtos e modelos que ajudem na integração da informação (TATARI et al., 2007).

Segundo estes autores, a grande beneficiária tem sido a indústria de software que tem se apropriado destes conhecimentos para oferecer soluções para os problemas do setor (TATARI et al., 2007).

Zeng et al. (2012) observam que o tempo de implantação, as limitações financeiras, técnicas e de recursos humanos tem restringido o uso do ERP. Chamam ainda a atenção de que há uma preocupação nas empresas de que implantar um sistema que não tenha aderência ao seu negócio e dai perder tempo e recursos ou pode desistir e fazê-lo perder competitividade e oportunidades no mercado.

Somando às condições acima com a resistência à inovação e ao conservador ismo do setor tem-se um ambiente pouco fértil para o uso da tecnologia.

Vieira (2006) identifica no ERP uma ferramenta que é capaz de colaborar com a empresa visto que é possível controlar e gerenciar a execução das obras, em qualquer etapa do estágio das mesmas e se somando a uma revisão de processos, o sistema torna as atividades da organização mais eficiente em função da redução de tarefas supérfluas e da melhoria dos controles.

Apesar da construção ter similaridades com processos da indústria há difere nças significativas entre estes dois setores, já citados aqui por diversas vezes, e para adaptar um ERP genérico são necessárias várias customizações, o que também tem afastado as empresas do ERP (TATARI et al., 2008).

É importante destacar que apesar das limitações, a importância do ERP para o setor começa a ser reconhecida e as características dessa customização para atender ao SCCE precisam ser discutidas conforme será apresentado a seguir (CHUNG et al., 2008; ZENG et al., 2012).