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3. AB VE TÜRK YE’DE SOSYAL TRANSFERLER

3.2. Türkiye’de Sosyal Transferler

3.2.2. Türkiye’de sosyal transfer harcamalar

O PA São Pedro foi criado em 1998, possui uma área total de 890,1 ha, localizando-se no município de Patrocínio, mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde 41 famílias estão assentadas e desenvolvem suas atividades. Assim como ocorre na área de abrangência do PA Paulo Freire, o clima predominante da região segundo a classificação de Koppen é o tipo AW, característico dos climas úmidos tropicais (megatérmico), com duas estações bem definidas, sendo uma seca no inverno e outra úmida no verão. A precipitação média anual também gira em torno de 1200 a 1800 mm, com um déficit hídrico em torno de 150 mm, sendo que o período chuvoso estende-se de novembro a março e o seco de junho a agosto. O regime de chuvas na região também é pouco influenciado pelo relevo, devido à topografia pouco acentuada da região, devendo-se quase que exclusivamente ao sistema de circulação atmosférica.

Quanto às classes de relevo encontradas no PA São Pedro, 68,6% corresponde a um relevo plano e suave ondulado (declividade de 0 a 8%), 21,5% a ondulado (declividade de 8 a 20%) e 9,9% a forte ondulado (declividade de 20 a 45%). O predomínio de grande parcela de terras pouco declivosas, confere ao assentamento boa capacidade de mecanização de suas terras, desde que respeitadas as técnicas de manejo dos solos com vistas à sustentabilidade produtiva e ambiental do mesmo.

4.3.2.1. Unidades de Mapeamento de solos do PA São Pedro

¾ LVAd1 - LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico típico A proeminente e húmico textura argilosa fase cerrado subcaducifólio relevo ondulado. 100%.

¾ LVAd2 - LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico típico A moderado textura argilosa fase floresta tropical subcaducifólia relevo suave ondulado. 100%.

¾ LVAd3 - LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO Distrófico típico A proeminente textura argilosa fase floresta tropical subcaducifólia relevo suave plano. 100%.

¾ LVd1 - LATOSSOLO VERMELHO Distrófico típico A proeminente textura argilosa fase cerrado subcaducifólio relevo suave ondulado. 100%. ¾ LVd2 - LATOSSOLO VERMELHO Distrófico típico A moderado

textura argilosa fase floresta tropical subcaducifólia relevo suave ondulado. 100%.

¾ RLd - NEOSSOLO LITÓLICO Distrófico típico A moderado textura argilosa fase cerrado subcaducifólia relevo ondulado e forte ondulado + CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico léptico A moderado textura argilosa fase rochosa e não rochosa cerrado subcaducifólia relevo ondulado e forte ondulado. 60 – 40%.

¾ FXd – PLINTOSSOLO HÁPLICO Distrófico típico A moderado textura argilosa fase floresta tropical subcaduciofólio relevo plano. 100%.

¾ GXbd - GLEISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico típico A moderado textura argilosa fase campo hidrófilo de varzea relevo plano. 100%.

4.3.2.2. Classes de Aptidão Agrícola do PA São Pedro

¾ 2(b)c – Terras pertencentes à classe de aptidão Regular para lavouras, no nível de manejo C, a classe de aptidão Restrita no nível de manejo B e a classe de aptidão inapta no nível de manejo A.

¾ 3(bc) – Terras pertencentes à classe de aptidão Restrita para lavouras, nos níveis de manejo B e C e a classe de aptidão inapta no nível de manejo A. ¾ 4(p) – Terras pertencentes à classe de aptidão Restrita para pastagem plantada.

¾ 6 – Terras sem aptidão para utilização agrícola, reservadas para preservação da fauna e da flora.

4.3.2.3. Classes de Cobertura Vegetal do PA São Pedro ¾ Cerrado Sub-caducifólio – 14,6%;

¾ Floresta Tropical Sub-caducifólia – 2,0%; ¾ Pastagem Plantada – 41,2%;

¾ Culturas – 40,2%; ¾ Mata de Galeria – 1,9%;

A área de abrangência do PA São Pedro é dotada de unidades de mapeamento de solos diversas, conforme observado no mapa 16, em Anexos. No entanto, de acordo com o mapa 17, em Anexos, 62,5% de suas terras pertencem à classe de aptidão regular para lavouras no nível de manejo C, restrita no nível de manejo B e inapta no A; 16,6% pertencem à classe de aptidão restrita para lavouras nos níveis de manejo B e C e inapta no A; 7,2% das terras pertencem à classe de aptidão restrita para pastagem plantada e 13,6% de terras sem aptidão para utilização agrícola, devendo ser reservadas para preservação da fauna e da flora.

Quanto ao uso do solo no PA São Pedro, em função das classes de aptidão agrícola apresentadas no respectivo mapa, várias situações inadequadas podem ser observadas: as áreas de uso coletivo, por exemplo, apesar de em sua grande maioria serem classificadas como inaptas para utilização agrícola, estão sendo empregadas para o cultivo de culturas diversas, como demonstrado no mapa (18) de cobertura vegetal correspondente, em Anexos. Os lotes 11, 18, 24, 25, 26, 27, 32, 33, 34, 35 e 37 estão sendo utilizados exclusivamente com pastagens, apesar de possuírem aptidão agrícola que lhes permita serem cultivados com lavouras, embora com

restrições. A produção regular de lavouras com aplicação de nível tecnológico alto ou restrita com nível tecnológico médio, provavelmente explique o fato dos assentados sub-utilizarem as áreas de seus lotes com o cultivo de pastagens, pois as dificuldades financeiras são comumentes observadas entre as comunidades assentadas.

Dentre os lotes 6, 7, 8, 9, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 19, 20, 21, 22, 23, 28, 29, 30, 31, 36, 38, 39 e 40, o lote 13, é o único que está sendo completamente utilizado com o plantio de lavouras, conforme a exigência da aptidão agrícola correspondente. Os demais lotes estão sendo utilizados tanto com lavouras quanto com pastagens, em proporções variadas.

As áreas de reserva legal 3, 4, 5 e 6 estão sendo cultivadas com lavouras e pastagens (embora a legislação vigente desautorize o uso dessas áreas para estes fins), mesmo nas porções onde predomina a classe de aptidão 6, que restringe-se à preservação da fauna e flora. A inobservância da lei pelos assentados, provavelmente se deve ao fato de no período das secas, o lençol freático se manter mais baixo, afastando a possibilidade de inundação dessas áreas (principal limitação dos solos que aí ocorrem), permitido assim, o cultivo das mesmas. Caso semelhante está ocorrendo com parte da reserva legal 2 que foi submetida ao plantio de lavouras e pastagens. A utilização dessas áreas para fins agrícolas, além de estar contrapondo a legislação ambiental, poderá levá-las à degradação, uma vez que sob condição de relevo ondulado (declividade de 8 a 20%) os solos que aí ocorrem podem ser facilmente erodidos, caso não se utilize um manejo adequado dos mesmos.

A aptidão agrícola dos solos referentes aos lotes 2, 3, e 5 em sua totalidade e nos lotes 4 e 41 em sua grande maioria, permite o cultivo de lavouras com restrições nos níveis de manejo B e C. Tais restrições se devem principalmente às limitações de baixa fertilidade natural e à susceptibilidade a erosão que esses solos apresentam. No entanto, o alto custo de manejo e aplicação de insumos agrícolas necessários para compensar as limitações produtivas dos solos, normalmente não condiz com a realidade financeira dos assentados, não lhes restando outra alternativa senão a utilização aquém da capacidade de suporte que os solos apresentam em termos produtivos.