2.2 Toplumsal Tiplerin Kuramsal Zemini
2.2.2 Sosyoloji ve Toplumsal Tipler
Conforme mencionado anteriormente, as discussões causadas pela emissão do SFAS 123, em 1995, e o uso facultativo da norma, fez com que a maioria das empresas norte-americanas continuasse a seguir as práticas descritas no APB 25. Contudo, o FASB determinava que em caso de continuação na utilização da norma anterior (APB 25), as entidades deveriam comunicar em Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis os valores e as diferenças no resultado quando do cálculo a valor justo.
No SFAS 123r (2004), quando o reconhecimento da despesa a valor justo passou a ser obrigatório, é destacado, no parágrafo 64, que a empresa que possuir um ou mais planos de pagamento baseados em ações deverá divulgar informação que permita compreender: (a) a natureza e os termos de tais planos, bem como os efeitos potenciais dos acordos de acionistas; (b) o efeito do custo de compensação no resultado; (c) o método utilizado na estimação do
valor justo; e (d) os efeitos no fluxo de caixa decorrente de tais planos. Para tanto, nos parágrafos 240 e 241 da norma são descritos alguns requisitos mínimos de evidenciação.
No Brasil, as orientações sobre a elaboração de informações contábeis pelas companhias abertas referem-se às normas e orientações emitidas pela CVM. Nesse sentido, o Ofício- Circular/CVM/SNC/SEP nº. 01/2007 orientava que as empresas evidenciassem em Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis informações sobre planos de opções de ações, tais como:
a) a existência de Planos de Opções, com a descrição de sua natureza e condições (incluindo condições de elegibilidade por parte dos beneficiários);
b) a quantidade, descrição da natureza e condições (incluindo, quando aplicável, direitos a dividendos, voto, conversão, datas de exercício e expiração) e montante de opções outorgadas, exercidas e expiradas, se for o caso, detidas por cada grupo de beneficiários, incluindo o seu preço de exercício ou, se for o caso, a forma de cálculo para obtê-lo. A medida da elegibilidade dos beneficiários ao exercício do direito deve ser indicada (por exemplo, o prazo decorrido desde a data da outorga da opção em relação ao prazo total até que o beneficiário possa exercer a opção);
c) o percentual de diluição de participação a que eventualmente serão submetidos os atuais acionistas em caso de exercício de todas as opções a serem outorgadas;
d) quanto às opções exercidas, descrição das ações entregues, em quantidade, classe e espécie, e o preço total e unitário de exercício relativamente a cada uma das classes e espécies e o respectivo valor de mercado nas respectivas datas;
e) as datas ou períodos em que poderão ser exercidas opções pelos beneficiários e eventuais datas de expiração;
f) descrição das eventuais negociações envolvendo ações em tesouraria para efetuar o resgate das opções, indicando a quantidade de ações, por classe e espécie, bem como o valor recebido pela companhia; e
g) o efeito na Demonstração do Resultado do Exercício e no Patrimônio Líquido, caso essa contabilização tivesse sido feita.
CVM (2007)
Com a aprovação, em 2008, do Pronunciamento Técnico CPC 10 – Pagamento Baseado em Ações, posteriormente aprovado por diversos órgãos reguladores (CVM, CFC, SUSEP,
ANAEEL, ANTT e ANS), ficou determinado que as empresas brasileiras possuidoras de planos de opções de ações divulguem informações para o entendimento sobre (1) a natureza e a extensão dos acordos que aconteceram durante o período, (2) a determinação do valor justo e (3) os efeitos de tais acordos no resultado do período, posição patrimonial e financeira.
Para cumprir ao primeiro objetivo, a entidade deverá informar, no mínimo, a descrição dos termos e condições gerais de cada tipo de acordo, a quantidade e o preço médio ponderado de exercício para cada grupo de opção (em aberto no início, outorgada durante o período, perdida durante o período, exercida durante o período, expirada durante o período, em aberto no final do período e exercível ao final do período). Além disso, é necessário especificar, para as opções de ações exercidas durante o período, o preço médio ponderado, o valor máximo e mínimo de preço de exercício e a média ponderada do prazo contratual remanescente, para as opções em aberto ao final do período (CPC, 2008).
Quanto à mensuração a valor justo, o Pronunciamento destaca que as informações mínimas a serem divulgadas para opções outorgadas durante o período referem-se ao valor justo médio ponderado, ao modelo de precificação, a forma de determinação da volatilidade esperada e demais informações utilizadas na mensuração do valor.
Já para destacar os efeitos dos contratos de remuneração baseado em opções de ações no resultado do período, posição patrimonial e financeira, as empresas devem apresentar, ao menos, informações sobre o total da despesa reconhecida no período, bem como o saldo contábil e o valor intrínseco das exigibilidades (passivo) ao final do período.
O CPC (2008) ainda ressalta que, sempre que necessário, as entidades devem divulgar informações adicionais. Desse modo, as determinações brasileiras para evidenciação de informações sobre remuneração baseada em ações, alinhadas com a IFRS 2 (2004), apresentam-se semelhantes com os padrões contábeis norte-americanos, conforme apresentado no SFAS 123r.
Adicionalmente, em dezembro de 2009, a CVM publicou a Instrução Normativa CVM nº 480, obrigando as companhias brasileiras de capital aberto a elaborarem e publicarem o “Formulário de Referência”. Entre outros temas, tal formulário orienta a divulgação de informações referentes à utilização de planos de opções de ações, a ser destacado no item 13
de tal formulário. Exige-se a apresentação de diversas informações, tais como: termos e condições gerais do plano, condições para aquisições das ações, critérios para fixação do preço de aquisição e exercício, forma de liquidação das opções, restrição à transferência das ações, informações sobre as opções exercidas e do método de precificação.
Contudo, apesar de inúmeras orientações sobre informações a serem divulgadas, as empresas brasileiras não têm cumprido com todas as determinações de divulgação de informações pertinentes aos planos de opções de ações, conforme apontado por alguns estudos empíricos (CAMPOS, 2008; NUNES, 2008; DIAS; CUNHA; MÁRIO, 2009).