3.2. Ev Kadını ve Gündelik Yaşam
3.2.1 Ev Kadınının Bir Günü: “Hepimizin Hayatı Aynı”
3.2.1.1. Angarya Görülen Kadın: “Devlet Bize Maaş Bağlamalı
A organização, sumarização e a descrição de um conjunto de dados são chamadas de estatística descritiva. Nesse sentido, a TAB. 1 apresenta os resultados das medidas de localização (tendência central) e de dispersão de cada variável referente às 237 companhias brasileiras de capital aberto (APÊNDICE B).
Tabela 1 – Estatística descritiva das variáveis
MEDIDAS DE TENDÊNCIA
CENTRAL MEDIDAS DE DISPERSÃO
VARIÁVEIS
Média Mediana Modo Variância Desvio Padrão Máximo Mínimo
OA 0,3586 0 0 0,2310 0,4806 1 0 CCP 61,1489 60,9300 61,7400 456,1577 21,3578 99,69 13,32 DIM 21,2116 21,2000 21,2800 2,2931 1,5137 24,83 18,05 ETC 25,7554 25,5600 0 248,1954 15,7542 61,06 0 OPC 0,3359 0,2800 0,0400 0,1554 0,3942 1,52 -0,67 PEG 0,4135 0 0 0,2435 0,4935 1 0 RGT 0,3460 0 0 0,2272 0,4767 1 0 RTL 0,3671 0 0 0,2333 0,4830 1 0 Fonte: elaborado pelo autor.
Nota: Esta tabela mostra os resultados da estatística descritiva das variáveis, onde a variável dependente é a opção de ação (OA), que assume valor 1 (um) para empresas que concedem opções de ações a seus empregados e valor 0 (zero) para empresas sem esse tipo de incentivo. As variáveis independentes são: CCP – Concentração de Capital; DIM – Dimensão; ETC – Estrutura de Capital; OPC – Oportunidade de Crescimento; PEG – Propriedade Estrangeira; RGT – Regulamentação; e RTL – Restrição de Liquidez. Para definição das variáveis independentes, ver QUADRO 3.
Do total de companhias analisadas, oitenta e cinco (35,86%) possuíam planos de opções de ações na sua estrutura de remuneração, proporção condizente com o trabalho de Toledo Filho, Silva e Santos (2009). Destaca-se que stock options são utilizadas como forma de incentivo a empregados no Brasil desde 1997, sendo a Itautec a empresa pioneira.
Quanto à concentração de capital (variável CCP) identificou-se que, em média, 61% das ações das empresas pesquisadas estão sob o poder dos três maiores acionistas. Essa constatação demonstra alta concentração de capital das companhias brasileiras e, consequentemente, menor propensão de utilizarem stock options (ver seção 3.2), devido à maior possibilidade dos proprietários monitorarem as ações dos empregados. Nesse sentido, destacam-se as empresas CELPAR, La Fonte Telecom e Tele Norte Celular Participações como as de maior concentração de capital, uma vez que mais de 99% de suas ações é detida por um único acionista. Contudo, apesar da alta concentração de capital indicada pela média, a variável CCP apresentou alto desvio padrão (21,36), evidenciando a dispersão quanto à forma de distribuição do capital das empresas analisadas. Assim, companhias como Gafisa (13,32%) e PDG Realty (16,38%) apresentaram baixa concentração de capital, quando comparadas com o valor médio da amostra.
No que se refere ao tamanho das empresas (variável DIM), verificou-se que a Metalgrafica Iguaçu e a Recrusul como as empresas de menor dimensão, cujos valores de ativos totalizavam aproximadamente 70 milhões. Por outro lado, a ELETROBRAS possuía em 2009 um ativo total superior a 60 bilhões, sendo a companhia de maior porte entre as empresas analisadas.
Quanto à estrutura de capital (variável ETC), encontrou-se que, em média, a proporção das dívidas (financiamentos e debêntures) das companhias brasileiras em relação a seu ativo total é de, aproximadamente, 26%. Nesse sentido, a B2W é a empresa que apresentou maior alavancagem (61,06). Em contrapartida, nas empresas Bicicletas Monark, Brasil Brokers Brasmotor, Cia. Melhoramentos de São Paulo, Estácio Participações, Grazziotin, LPS Brasil, Restoque, Tempo Participações e WLM o percentual das dívidas de 2009 em relação ao total de seu ativo era inferior a 1%. Tal fato demonstra heterogeneidade ente as empresas brasileiras na forma de compor sua estrutura de capital (desvio padrão de 15,76).
Referente à oportunidade de crescimento das empresas (variável OPC), identificou-se que todas as companhias possuíam oportunidades de crescer (valores positivos), o que indicaria maior propensão dessas em incentivarem seus empregados por meio de planos de opções de ações, com vistas a materializar tal crescimento. Nesse sentido, destacam-se CASAN e LPS Brasil como as empresas de maiores oportunidades de desenvolvimento.
Outro ponto de destaque é a participação de capital estrangeiro nas empresas pesquisadas, onde mais de 40% das organizações analisadas possuíam ao menos um estrangeiro entre os maiores acionistas. Desse modo, ressalta-se a COMGAS com a companhia que possuía a maior participação acionária de estrangeiros, onde a soma do capital investido pelos três maiores acionistas (todos estrangeiros) perfazia mais de 85% do capital total da entidade.
Quanto à atividade das empresas, verificou-se que os subsetores de Energia Elétrica, Construção e Engenharia eram os que possuíam o maior número de empresas, 31 e 29 companhias, respectivamente. Em seguida, têm-se, os subsetores de Tecidos, Vestuários e Calçados, de Alimentos Processados e Transporte, Siderurgia e Metalurgia como os mais representativos na amostra analisada.
Ao analisar a variável RTL, que mede a restrição de liquidez, encontrou-se média de 36,71%, isto é, oitenta e cinco empresas não pagaram dividendos no ano de 2009. Quanto às empresas que pagaram dividendos, observou-se que o valor médio foi de aproximadamente 205 milhões.
Ao comparar as médias das variáveis entre o grupo de empresas que utilizam planos de opções de ações com as que não fazem tal uso (TAB. 2), percebeu-se que o tamanho, a oportunidade de crescimento e a participação de estrangeiros são maiores no grupo de companhias que concedem stock options a seus empregados. Já as variáveis referentes à concentração de capital, estrutura de capital, regulamentação e restrição de liquidez demonstram-se superiores em empresas que não utilizam planos de opções de ações. Tais resultados, com exceção da restrição de liquidez, são coerentes com as expectativas iniciais apresentadas no trabalho (QUADRO 2).
Tabela 2 – Comparação entre as empresas que utilizam e não utilizam stock options
Teste de diferença Médias
Estatística t
VARIÁVEIS
Empresas com stock
options
Empresas sem stock
options
Empresas com stock
options CCP 54,2878 64,9857 3,992*** DIM 21,6218 20,9822 -3,433*** ETC 25,9172 25,6649 -0,117 OPC 0,4091 0,2951 -2,169** PEG 0,5882 0,3158 -4,148*** RGT 0,2941 0,3750 1,275 RTL 0,3529 0,3750 0,338
Fonte: elaborado pelo autor.
Nota: Esta tabela mostra os resultados do teste de diferença de médias para duas amostras independentes, onde as variáveis são: CCP – Concentração de Capital; DIM – Dimensão; ETC – Estrutura de Capital; OPC – Oportunidade de Crescimento; PEG – Propriedade Estrangeira; RGT – Regulamentação; e RTL – Restrição de Liquidez. Para definição das variáveis, ver QUADRO 3.
**: estatisticamente significativo ao nível de 5% ***: estatisticamente significativo ao nível de 1%
Contudo, faz-se relevante destacar que a simples análise descritiva dos dados não permite inferências quanto aos resultados, servindo limitadamente a descrever a amostra. Desse modo, o teste de diferença de médias entre os dois grupos demonstra que as variáveis CCP, DIM, OPC e PEG são estatisticamente diferentes entre o grupo de empresas que utilizam stock
options do grupo que não possui planos de opções de ações.
Quando analisadas as correlações entre as variáveis, conforme apresentado na TAB. 3, identificou-se que o uso de stock options pelas companhias brasileiras é correlacionado com as variáveis, apresentando os sinais esperados. No entanto, as correlações entre as variáveis ETC, RGT e RTL com OA não podem ser consideradas estatisticamente significativas.
Adicionalmente, verificou-se que as correlações entre as variáveis CCP, DIM, ETC, OPC, PEG, RGT e RTL são baixas, demonstrando que as mesmas podem ser utilizadas com explicativas no modelo de regressão, conforme equação 3, sem que haja maiores problemas de multicolinearidade.
Tabela 3 – Matriz de Correlação
OA CCP DIM ETC OPC PEG RGT RTL
OA 1,000 - - - CCP -0,241*** 1,000 - - - - DIM 0,203*** 0,013 1,000 - - - - - ETC 0,008 -0,024 0,193*** 1,000 - - - - OPC 0,139** -0,086 -0,107 0,024 1,000 - - - PEG 0,265*** -0,191*** 0,206*** -0,072 0,131** 1,000 - - RGT -0,082 0,243*** 0,348*** 0,062 -0,033 0,101 1,000 - RTL -0,022 0,008 -0,255*** -0,072 -0,027 -0,017 -0,149* 1,000 Fonte: elaborado pelo autor.
Nota: Esta tabela mostra os resultados de teste de correlações de Pearson, onde a variável dependente é a opção de ação (OA), que assume valor 1 (um) para empresas que concedem opções de ações a seus empregados e valor 0 (zero) para empresas sem esse tipo de incentivo. As variáveis independentes são: CCP – Concentração de Capital; DIM – Dimensão; ETC – Estrutura de Capital; OPC – Oportunidade de Crescimento; PEG – Propriedade Estrangeira; RGT – Regulamentação; e RTL – Restrição de Liquidez. Para definição das variáveis independentes, ver QUADRO 3.
**: estatisticamente significativo ao nível de 5% ***: estatisticamente significativo ao nível de 1%