D. SELÂHADDÎN-Ġ EYYÛBÎ ÖNCESĠ TASAVVUF
3.7. NECMÜDDÎN EL HUBÛġÂNÎ
Estão apresentadas, abaixo, as análises dos dados referentes às ações de adequação
das condições e práticas de trabalho nas empresas brasileiras que fizeram parte da amostra.
Fator 1 – Sensibilização
A Tabela 16 apresenta os principais resultados das estatísticas descritivas em relação a este fator.
TABELA 16
Estatística descritiva do fator sensibilização
Descrição do item Média Moda Desvio
Padrão 39. São fornecidas informações sobre segurança e saúde no trabalho
de forma acessível a todas as pessoas com deficiência contratadas. 4,38 5 1,39 42. São promovidas atividades de formação, instrução e informação
das pessoas com deficiência que não as coloquem em desvantagem em relação às demais pessoas no que se refere às informações de
segurança e saúde no trabalho.
4,04 5 1,53
43. É realizada a sensibilização das chefias em relação à inserção de
pessoas com deficiência. 4,04 5 1,51
44. É feita a sensibilização dos grupos de trabalho para a inserção de
pessoas com deficiência. 3,91 4 1,44
Média das questões 4,10 5 1,24
Fonte: DADOS DA PESQUISA, 2006
Os resultados demonstram que existe uma tendência de concordância em relação à existência de práticas de sensibilização realizadas nas empresas. No entanto, os resultados indicam uma ausência de certeza em relação a essas práticas (concordam pouco), principalmente no que se refere à sensibilização dos grupos de trabalho para a inserção de pessoas com deficiência, conforme Tabela 16.
Comparando as freqüências dos resultados em relação a este fator – concordantes e discordantes (Tabela 17), verifica-se que 37% dos respondentes dos serviços bancários; 33% dos serviços de comunicação; 60% dos serviços de transporte e 25% de outros serviços, totalizando 36% da amostra, discordam que práticas de sensibilização tenham sido realizadas nas empresas que trabalham.
TABELA 17
Resultados do fator sensibilização, segundo o segmento das empresas
Segmento Discordantes (1 – 3,5) % Discordantes Concordantes (3,6 – 6) % Concordantes Total Indústria / Agricultura 10 100 10 Serviços/Banco 45 37 76 63 121 Serviços/Comunicação 03 33 06 67 09 Serviços/Transporte 09 60 06 40 15 Serviços/Outros 02 25 06 75 08 Total 59 36 104 64 163
Fonte: DADOS DA PESQUISA, 2006
Os resultados encontrados indicam que as práticas de sensibilização não são atividades sistematizadas o suficiente nas empresas para que os respondentes possam afirmar com convicção que existam. Além disso, 36% dos respondentes afirmaram que não existem nas empresas pesquisadas as práticas de sensibilização verificadas no fator.
Fator 2 – Adaptações
A Tabela 18 apresenta os principais resultados das estatísticas descritivas em relação a este fator.
TABELA 18
Estatística descritiva do fator adaptações
Descrição do item Média Moda Desvio
Padrão 35. Foram realizadas adaptações de instalações de trabalho visando à
inserção de pessoas com deficiência (por exemplo: rampas, elevadores, degraus sinalizados com cores vivas e adaptação de banheiros e de bebedouros)
4,53 5 1,43
36. É feita a locação das pessoas com deficiência em áreas de fácil acesso.
4,73 5 1,11
37. Foram feitas aquisições ou modificações dos locais de trabalho facilitando a locomoção e o acesso das pessoas com deficiência.
4,17 5 1,58
38. Existe sinalização nos locais de trabalho, facilitando a locomoção e o acesso das pessoas com deficiência.
3,89 5 1,53
40. Ocorre a redistribuição de tarefas conforme necessidades das pessoas portadoras de deficiência.
4,50 5 1,23
Média das questões 4,37 5 1,05
Fonte: DADOS DA PESQUISA, 2006
A análise dos dados da Tabela 18 demonstra que as empresas, de forma geral, realizaram as adaptações necessárias à inserção de pessoas com deficiência. Os respondentes tendem a concordar com as afirmativas referentes às adaptações das condições de trabalho e redistribuição de tarefas conforme a necessidade das pessoas com deficiência. Apesar de os resultados médios indicarem uma baixa intensidade de concordância, a maior freqüência de respostas – concordo muito – indica que as empresas participantes da pesquisa realizaram, em grande parte, as modificações necessárias para o processo de inserção.
Comparando as freqüências dos resultados em relação a este fator – concordantes e discordantes (Tabela 19), verifica-se que 10% dos respondentes das indústrias/agricultura, 21% das empresas de serviços bancários, 44% dos serviços de comunicação, 47% dos serviços de transporte e 13% de outros serviços discordam das premissas desse fator.
TABELA 19
Resultados do fator adaptações, segundo o segmento das Empresas
Segmento Discordantes (1 – 3,5) % Discordantes Concordantes (3,6 – 6) % Concordantes Total Indústria / Agricultura 01 10 09 90 10 Serviços/Banco 26 21 95 79 121 Serviços/Comunicação 04 44 05 56 09 Serviços/Transporte 07 47 08 53 15 Serviços/Outros 01 13 07 87 08 Total 39 24 124 76 163
Fonte: Dados de pesquisa
Os resultados encontrados indicam uma tendência de adequação das condições de trabalho por parte das empresas que atuam com a inserção de pessoas com deficiência. Entretanto, 24% ainda não a fizeram, indicando uma atitude, talvez, centrada em apenas cumprir a lei de cotas.
Fator 3 – Práticas de Recursos Humanos
A Tabela 20 apresenta os principais resultados das estatísticas descritivas em relação a este fator.
TABELA 20
Estatística descritiva do fator práticas de RH
Descrição do item Média Moda Desvio
Padrão 45. É realizado treinamento aos membros das Brigadas de Incêndio
para a evacuação de pessoas portadoras de deficiência.
3,13 1 1,70
46. Os procedimentos de promoção e transferência das pessoas com deficiência são sistematizados, tendo por critério sua capacidade para o trabalho.
4,18 4 1,43
47. Os procedimentos de promoção e transferência das pessoas com deficiência são sistematizados, tendo por critério sua experiência de trabalho.
4,14 5 1,41
48. Os procedimentos de seleção foram modificados, assegurando a possibilidade de realização pelas pessoas com deficiência.
4,32 6 1,66
Média das questões 3,94 5 1,12
Fonte: DADOS DA PESQUISA, 2006
A análise dos dados da Tabela 20 indica que os respondentes tendem a concordar com as afirmativas relacionados a promoção, transferência e seleção das pessoas com deficiência, o que indica a existência de procedimentos que não as colocam em desvantagem em relação às demais pessoas. Apenas tendem a discordar que tenham sido incluídos nos treinamentos de Brigadas de Incêndio procedimentos direcionados à evacuação de pessoas com deficiência.
Comparando as freqüências dos resultados em relação a este fator – concordantes e discordantes (Tabela 21), verifica-se que 30% dos respondentes das indústrias/agricultura, 41% dos respondentes das empresas de serviços bancários, 44% dos serviços de comunicação, 60% dos serviços de transporte e 33% de outros serviços discordam das premissas desse fator.
TABELA 21
Resultados do fator práticas de RH, segundo o segmento das empresas
Segmento Discordantes (1 – 3,5) % Discordantes Concordantes (3,6 – 6) % Concordantes Total Indústria / Agricultura 03 30 07 70 10 Serviços/Banco 50 41 71 59 121 Serviços/Comunicação 04 44 05 56 09 Serviços/Transporte 09 60 06 40 15 Serviços/Outros 02 25 06 75 08 Total 68 42 95 58 163
Fonte: DADOS DA PESQUISA, 2006
Os resultados encontrados indicam que, apesar de haver uma tendência de concordância em relação às afirmativas relacionadas às práticas de Recursos Humanos, 42% dos respondentes discordam das afirmativas. Esse resultado indica que não existe um consenso em relação às questões, quer seja porque elas efetivamente não ocorram, quer seja devido à ausência de divulgação dentro das empresas das práticas de Recursos Humanos destinadas à inserção.
6.4 Análise das relações entre os construtos Concepções de Deficiência e Ações de