4.1. SINIR BÖLGESİNİN TARİHİ, DİNİ VE SİYASİ ARKA PLANI
4.1.2. Türkiye-Irak Sınırının Belirlenmesi: Musul Sorunu, Hakkâri ve
4.1.2.1. Musul Sorunu
hegaram-me às mãos em 1992, por imposição institucional107, mais duas disciplinas – Recreação 1 e Recreação 2, do Curso de Educação Física da UFPE. No lamento por diminuir a dedicação às disciplinas de Prática 1 e 2, assumi atribuições acadêmicas, com responsabilidades e conflitos entre o interesse de permanecer com aquelas disciplinas e, ao mesmo tempo, a curiosidade e o desafio de enfrentamentos em duas dimensões: uma desenhada pelos primeiros passos teóricos no universo do saber do lazer para um curso de formação superior e outra desenhada pelos limites identificados pela estrutura e pelo funcionamento das disciplinas de Recreação no interior desses cursos.
Aqui remetemo-nos às reflexões desenvolvidas, nesta mesma década, quando afirmamos a necessidade de, ao longo das reflexões acadêmicas em relação à formação e à intervenção de profissionais no domínio e no campo do lazer, avançarmos através de estudos para apontar bases epistemológicas e romper com políticas formativas que têm por finalidade a fragmentação do saber, a dicotomia entre teoria e prática, a racionalidade técnica, a produção e o trato de conhecimento alheio à cultura social, à prática pedagógica idiotizada e idiotizante. Enfim, construir conhecimentos que contribuam com elementos, princípios e pressupostos à elaboração e implementação de projetos que possam superar e romper a idéia de “ações de lazer” como um ativismo desvairado e, sim materializem políticas socioeducativas que abram possibilidades para um processo de formação emancipatória de caráter civilizatório.
Para tanto, seria necessário (re)significar idéias científico-técnico- pedagógicas garantidas e abordadas no campo e no domínio do lazer e, através das lentes indicadas pelos estudos108 de Cavalcanti (1984, 1986); Bramante (1988); Bruhns (1989); Dumazedier (1979, 1980); Marcellino (1987, 1990); Requixa (1977);
107 Por ter sido aprovada no concurso público na disciplina de Recreação, para ingressar como
professora na UFPE, a então Chefe do DEF requisitou minha saída das disciplinas de Prática de Ensino 1 e 2 para assumir as Disciplinas de Recreação 1 e 2. Pelo engajamento nas práticas, considero essa troca uma imposição institucional.
108 Estudos no domínio do lazer que destaco como clássicos no Brasil: Cavalcanti: Esporte para
todos, um discurso ideológico (1984) e Tempo livre, lazer e luta ideológica (1986); Bramante: A identificação de um contexto para o desenvolvimento de um currículo em recreação e estudos do lazer no Brasil em nível do 3º. Grau: aplicação do método de Delfos (1988); Bruhns: A dinâmica lúdica
(1989); Dumazedier: Sociologia empírica do lazer (1979) e Valores e conteúdos culturais do lazer (1980); Marcellino: Lazer e educação (1987) e Pedagogia da Animação (1990); Requixa: O lazer no
Brasil (1977); Silva: Redimensionamento da concepção de recreação no curso de licenciatura da Universidade Federal de Sergipe: em busca de novos paradigmas científicos (1991).
Silva (1991), passei a dar passos como um corisco e pular com passos de tesoura num verdadeiro frevedouro109.
Pouco a pouco, com o sentimento de pertencimento daqueles saberes, afinava a cadência e o ritmo da academia no mundo do lazer, descobrindo riquezas, relevâncias e equívocos sociopolítico-culturais que se transformavam em experiências valorosas e inquietações provocativas. Provocadas por esses estudiosos, passamos a (re)pensar o sentido, o significado do valor do lazer e a questionar a função das disciplinas de Recreação 1 e 2, enquanto disciplinas, também responsáveis pela formação do educador no âmbito do Lazer/Recreação no currículo de formação. Foi o próximo passo. Esses questionamentos desvelaram e apontaram equívocos vividos, exigindo repensar os rumos das referidas disciplinas. Como afirma Valente (1997, p.130),
A reestruturação do currículo com base numa reflexão mais ampla, epistemológica, antropológica, pode estar contribuindo para a construção de um novo estilo de vida, imprescindível à humanidade, no próximo. [...], que embora existam dificuldades nas Instituições de Ensino Superior Federais do Nordeste do Brasil, quanto à produção e apropriação do conhecimento na área de Recreação e Lazer, existem também iniciativas em desenvolvimento que precisam ser tratadas cientificamente, para que este saber em elaboração possa converter-se em conhecimento científico e sistematizado, aproveitável na prática pedagógica aberta à experiência.
Constatamos, então, a necessidade que os saberes produzidos e/ou transmitidos, em sua dinamicidade, efetivamente tenham a responsabilidade de cultivar teorias e desenvolver práticas abertas, racionais, críticas, reflexivas, autocríticas, aptas a se auto-reformar, que venham subsidiar situações ao aprendente e ao ensinante para solucionar problemas no cotidiano.
Teorias enraizadas à luz de paradigmas que permitam tratar o conhecimento complexo, perspectivando um processo para os enfrentamentos socioculturais, em que as emoções, prazeres e dignidade da pessoa em viver momentos de liberdade pelo domínio de práticas produzam experiências de fluxo. Esta manifestação ocorre por lidar com desafios, resolver problemas e/ou descobrir
109 Centrando na metáfora. Ou seja, como escreve Câmara Cascudo (1976, p. 33), significam
“confusão, movimentação desusada, rebuliço, agitação popular” ou ainda, para Pereira da Costa (1976, p. 12), “apertões de grandes massas popular no vai e vem em direções opostas, como pelo carnaval, e nos acompanhamentos de profissões, passeatas e desfilar de clubes carnavalescos”.
algo novo. Condições estas que faltam, com mais freqüência, no tempo livre. No universo de práticas do esporte de lazer. Tais práticas afloram desejos e emoções como em “uma forma de arte ou um hobby, então os requisitos para o fluxo estarão presentes. Mas o simples tempo livre sem nada específico para prender a atenção do indivíduo, oferece o oposto do fluxo...” (CSIKSZENTMIHALYI, 1999, p. 69).
Para situar com mais profundidade as reflexões sobre o tempo, buscamos em Elias (1998, p. 69) elementos para desencadear análises acerca do tempo e das experiências de fluxo. O autor relata que:
Um dos aspectos mais surpreendentes da abordagem contemporânea dos problemas do tempo reside na atenção desigual que lhes é dedicada pelos especialistas das ciências da natureza e pelos das ciências sociais. Na prática das sociedades humanas, os problemas ligados à determinação do tempo assumem uma importância crescente, ao passo que o interesse que lhes é dedicado pelas teorias da sociedade é ínfimo, comparativamente. Sem dúvida alguma, isso decorre, em parte, do fato de que, para a opinião dominante, as pesquisas sobre o tempo pertencem ao campo da física teórica.
Seguiram-se anos, não muitos, somando-se aqueles já citados; surgem, no cenário nacional no domínio do lazer, outros tantos estudiosos que, espalhados geograficamente pelos mais diferentes estados e cidades brasileiras, são bastante próximos pelo compromisso de avançar na produção sobre o lazer e em descobrir o alimento necessário para enriquecer e qualificar a práxis nesse domínio e nesse campo, garantindo a multiplicidade na unicidade de cada um. E, a cada ano, a cada edição de um evento científico, as discussões e reflexões foram tomando novos contornos e os desafios foram se ampliando.
A riqueza dialética de novos possíveis se manifesta no interior das formas estruturadas por meio da realização dos possíveis anteriores e efetivam e traçam seus contornos no tempo. O que significa que a realização de um possível não anula os outros e pode, até mesmo, revelar novos possíveis. Isso para dizer que somos seres genéricos e singulares, unos e múltiplos (FERREIRA, 2002, p. 37-38).
Portanto, escrever sobre o colorido cultural dos(as) brincantes, para além de uma exigência científica, foi um (re)encontro, foi mais um momento de aprendizagem e mais um momento de (re)conhecer “quem são” esses estudiosos que assumiram o compromisso de produzir, sistematizar saberes no domínio e no
campo do lazer e, por conta disso, configuram o universo de uma investigação científica.
Ao desfilar, mesmo que virtualmente, nas ruas, praças dos estados e das cidades dos brincantes, com respeito, amor, crítica e curiosidade, fomos levadas a viver experiências culminantes110, provocadas pelas belas, festivas, contrastantes e, por vezes, limitantes imagens e paisagens da cultura brasileira.
Cada uma, de certo modo, culturalmente, preencheu nosso coração de alegria, nossos olhos de brilho, nossos pensamentos de encantamentos, interrogações, inquietações e críticas. Toda essa emoção e explosão de sentimentos ocorreram concomitantes, à percepção das reais condições adversas de cada lugar e, lado a lado, tais sentimentos e percepções foram tomando contornos, levando em conta os necessários cuidados para não expressá-los a partir de leituras ingênuas em relação ao real contexto cultural, nem muito menos descoladas de outras questões socioeducativo-políticas inerentes a cada um desses recantos brasileiros.
Para tanto, tomamos como eixo o olhar crítico-reflexivo acerca das contradições deixadas pelas marcas de uma sociedade onde impera o sistema produtivo com diversidades determinantes entre classes sociais. Ressaltamos que perceber e falar sobre o encantamento cultural e sobre a rica possibilidade de construir saberes qualificados a partir da cultura existente nas mais diversas regiões é considerar a pluralidade existente em cada sociedade. Ancoradas nas palavras de Chauí (1981, p.45), não se trata de romantismo e nem de contemplação alienante,
... mas sobretudo porque se considerarmos a cultura como ordem simbólica por cujo intermédio homens determinados exprimem de maneira determinada suas relações com a natureza, entre si e com o poder, bem como a maneira pela qual interpreta essas relações, a própria noção de cultura é avessa à unificação. O plural permitiria, ainda, que não caíssemos no embuste dos dominantes para os quais interessam justamente que a multiplicidade cultural seja encarada como multiplicidade empírica de experiências que, de direito, seriam unificáveis e homogêneas, ou para usar os jargões em voga, destinadas à ‘integração nacional’ ou à ‘racionalidade capitalista’. Se mantivermos viva a pluralidade, permaneceremos abertos a uma criação que é sempre múltipla, solo de qualquer proposta política que se pretenda democrática. Enfim, graças à percepção das diferenças poderemos encontrar o lugar onde
110 A compreensão acerca da expressão experiência culminante se ancora na obra Introdução à
psicologia do ser, Maslow (1968 p. 134). Para o autor, “Usualmente, a pessoa nas experiências culminantes sentem-se no auge de seus poderes, usando todas as suas capacidades da melhor e mais completa maneira”.
alguma convergência se tornaria possível, isto é, na dimensão da política.
Desta feita, com um toque mágico e colorido próprio de momentos de descoberta, a cada pensamento, em cada palavra escrita, (re)educando o olhar para o verdadeiro, o belo, o bom do Currículo Vida dos Atores-Brincantes da Pesquisa, em especial, para a beleza e a riqueza existentes nos traços culturais de como se definem em relação à cultura de cada lugar, percebemos uma deliciosa mistura poética na sensibilidade de cada um, ao fotografar a cultura viva da cidade. As fortes presenças se mostram enraizadas na história dos cantos e recantos brasileiros. Presenças que, de diferentes modos, fazem-se valer pelo valor humano e profissional que cada um assegura.
Cada palavra escrita nos Currículos Vida aguçava ainda mais o desejo e o prazer em trazer de volta o que, ao longo do tempo, ficou registrado no olhar, no imaginário, no escritos desses brincantes. Como um toque dos clarins que anunciam a chegada da ostentação de cores, brilhos, arranjos e danças dos blocos de carnavais, revive-se, na memória lúdica histórica, tudo aquilo que os faz seres humanos. Numa dialética entre seu ser e seu mundo, falam das relações e das formas que os fazem coexistir na vida e com a vida.
Nessa perspectiva, impõe-se-nos a necessidade de pensarmos, como sugere Gonçalves (1994, p.171-172), que
A essência do homem é uma essência histórica, que se configura no movimento dialético dos dois pólos: homem e mundo. Como um ser de necessidades, que não subsiste sem o mundo, o homem abre-se a ele, e, na sua práxis, transforma-o em um mundo humano – um mundo para o homem. Da ação conjunta dos homens na apropriação da natureza, para a satisfação de suas necessidades materiais e espirituais, estabelecem-se modos de coexistência entre os homens, ou seja, formas de relações sociais, que condicionam seu modo de ser.
Isso nos leva a (re)afirmar que, registrar nesta tese em um capitulo especial, à luz de reflexões epistêmicas e culturais, o que relata cada Currículo Vida, é, sem dúvida, a pretensa intenção de fazer ecoar aos quatro cantos do nosso país e, quem sabe, para ousar um pouco mais, de outros países, a riqueza cultural de pertencimento de um grupo de pesquisadores, que ao expressar o belo expressa seu cotidiano, expressa a vida para a vida, pretendendo, também, alçar a alma
cultural de cada ator de pesquisa que o domínio e o campo de lazer ainda desconhecem. Essa é, sim, mais uma semente plantada nas reflexões epistemológicas, metodológicas e aplicativas, pois não se trata de biografias, nem mesmo de histórias de vida, mas é uma tentativa de abordar como a beleza cultural faz florescer novos olhares e outros saberes sobre aqueles que fazem o lazer no Brasil. As experiências acumuladas a partir do mundo vivido na cultura do lugar de cada brincante da pesquisa constituem-se em saberes que se ampliam à luz de estudos sobre corporeidade que, em substância, revelam experiências de fluxo como alicerces para estabelecer o verdadeiro, o belo e o bom, acerca do conhecimento no domínio e no campo do lazer. Ou seja, saberes que impõem empreender o sentido e o significado de (re)encantamento do aprendente e do ensinante na produção e na intervenção no domínio e no campo do lazer.
Ao escrever e pensar sobre a dimensão da valorização dos saberes da experiência cultural do profissional no domínio e no campo do lazer, relevando o valor do que se apreende e a forma de apreender, em Tardif (2002, p. 229) encontramos fôlego para (re)afirmar que tais profissionais se constituem em “atores competentes, sujeitos do conhecimento, tais considerações permitem recolocar a questão da subjetividade ou do ator no centro das pesquisas...”
Isso significa que se enriquece a práxis na medida em que se prioriza a função cultural do conhecimento, ampliando-se os horizontes culturais das formas de apropriar, sistematizar, produzir e socializar saberes para sobreviver e conviver a partir da apreensão do real. Trabalhar sentimentos desfrutando da emoção e da paixão de ser e conviver para (re)conhecer, (re)apreender e, sobretudo, (re)apreender-se, com e a partir de sua origem, identidade de classe, raça, etnia, gênero, idade. Retomando as reflexões desse autor, destacamos que
... o professor é considerado o sujeito ativo de sua própria prática. Ele aborda sua prática e a organiza a partir de sua vivência, de sua história de vida, de sua afetividade e de seus valores. Seus saberes estão enraizados em sua história de vida e em sua experiência do ofício de professor. Portanto, eles não são somente representações cognitivas, mas possuem também dimensões afetivas, normativas e existenciais. Eles agem como crenças e certezas pessoais a partir das quais o professor filtra e organiza a sua prática (TARDIF, 2002, p. 232).
Quinze pensadores-pesquisadores de ambos os sexos, de naturalidade, de idades e de raças diferentes, aqui chamados para a ciranda da vida pela vida,
mergulham em recordações, saudades, sonhos, lutas, emoções, resistências, prazeres e criatividades para, no ritmo do tempo, (re)conhecer e fazer (re)conhecer os saberes da experiência cultural e as relações epistémicas no domínio e no campo do lazer, também resultantes das raízes fincadas em Pouso Alegre-MG, Sorocaba- SP; Manhumirim-MG; Belo Horizonte
–
MG; Mococa-SP; Bom Jesus do Itabapoana- RJ; Maceió-AL; Ribeirão Preto-SP; São Francisco do Sul–
SC; Nova Lima-MG; Campinas-SP; São Paulo-SP; Natal-RN; Recife-PE.Assim, tomadas por inspirações a partir das formulações de Assmann (1998), Gardner (1996, 1999) e Csikszentmihalyi (1999), apresentamos abaixo uma ilustração que expressa o que afirmamos sobre a relação epistêmica do saber vivido a partir da memória histórico-lúdica sobre “quem são” esses atores-brincantes de formação e de intervenção no domínio e no campo do lazer.
EXPERIÊNCIAS DE FLUXO VERDADEIRO BELO BOM CORPOREIDADE
Aquarela Brasileira111
Vejam esta maravilha de cenário É um episódio relicário
Em que o artista Num sonho genial
Escolheu para este carnaval
E o asfalto como passarela Será aquela
O Brasil em forma de aquarela Caminhando pelas cercanias do Amazonas
Conheci vastos seringais E no Pará, na ilha de Marajó E a velha cabana do Timbó
Caminhando ainda um pouco mais Deparei com lindos coqueirais Estava no Ceará
Terra de Irapuã, de Iracema, e Tupã Fiquei radiante de alegria
Quando cheguei à Bahia
Bahia de Castro Alves e do acarajé Das noites de magia
Do Candomblé
E pude atravessar As matas do Imbú Assisti em Pernambuco
A festa do frevo e do maracatu Brasília tem o seu destaque
Na arte, na beleza e arquitetura Feitiços de garoa pela serra
São Paulo engrandece a nossa terra Do Leste por todo Centro-Oeste Tudo é belo, e tem lindo matiz E o Rio sambas e batucadas De malandros e mulatas De requebros febris
Brasil, essas nossas verdes matas Cachoeiras e cascatas
De colorido sutil
E neste lindo céu azul de anil Emolduram aquarela
Meu Brasil Lá, lá, lá, lá, lá
111 Música, melodia e letra de Silas de Oliveira, cantada por Martinho da Vila. Para colocarmos a letra
São rios, praças, igrejas de tanta beleza cultural que inspiram revelações de um mundo genial, pintadas e fotografadas por tantos artistas
que espalham seus sonhos e fantasias
POUSO ALEGRE
Conta a história que a bela cidade que constitui esse cenário se chamava Bom Jesus do Matozinhos e, em 1596, iniciou-se sua municipalização, passando a ser chamada Pouso Alegre. Até hoje, o carro forte para o desenvolvimento econômico são a agropecuária, o comércio e a indústria. Exporta produtos alimentícios industrializados, medicamentos, vestuário e equipamentos industriais. No ensino superior, tem duas faculdades de Ciências Humanas e uma de Biologia. Com vibrante acervo cultural, orgulham-se do Teatro Municipal, do Conservatório Estadual de Música, das Associações Culturais, Bibliotecas e Associações de Caridade. Cidade com população de 120 mil habitantes localizada na região sul mineira do Médio Sapucaí.. Tem empresas brasileiras e multinacionais de grande porte, dos setores de alimentação de vestuário (Searchco); do setor automotivo (Usiparts - Johnson Control’s - Sumidenso); do setor farmacêutico (União Química, Laboratório Sanobiol e Cimed) e do setor de vidros (Sobral Invicta) com inúmeras outras pequenas e médias indústrias, dos diversos segmentos. A economia municipal se estrutura à base de 700 unidades industriais, 1.500 unidades agropecuárias e mais de 4.000 unidades comerciais e de serviço. Pouso Alegre é hoje uma cidade com intensa atividade cultural, destacando-se o Festsulminas, o Encontro Sulmineiro de Corais e o Festival Nacional de Música Popular e Erudita, entre outros. Possui ainda um animado Carnaval. É desse recanto brasileiro que nos chega ALCYANEMARINHO112,que revela risonha e sinceramente:
Encontro-me duplamente em um “beco sem saída”: escrever sobre “quem sou” e fazer isso em apenas uma página. Como instituir os dados mais importantes? Como não omitir os detalhes? Como me ver? Talvez Fernando Pessoa (na figura de um de seus heterônimos) possa me ajudar um pouco nesse impasse... “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera
112 Professora Mestra na Faculdade de Americana integra o laboratório de Estudos do Lazer na
ou flui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim, em cada lago, a lua toda brilha, porque alta vive!” E, como sempre procurei fazer, em todos os espaços-tempos, procurarei colocar-me inteira e simplesmente nesta única página... Sou mineira de Pouso Alegre. Vim para a Unesp de Rio Claro (São Paulo) para ser professora de Educação Física, achando que poderia me tornar uma grande técnica de voleibol, afinal de contas o meu passado de jogadora me conduziu a isso... Nada de voleibol; ao invés disso, descobri outras maravilhas no campo da Educação Física, dentre elas, o lazer! Ao longo de tantas experimentações no curso de Bacharelado em Educação Física, pude trabalhar durante vários anos com lazer e recreação, e meu interesse em aprofundar os conhecimentos veio daí. Eu queria estudar, investigar, descobrir mais... Nesse meio-tempo, conheci o meu, então, futuro marido, pessoa extremamente especial com quem tenho dividido minhas conquistas e derrotas; alegrias e tristezas... meu espaço neste mundo... Terminada a graduação, resolvi investir na pós-graduação, na área do lazer, onde me encontro até hoje, cursando o doutorado, na Faculdade de Educação Física da Unicamp. Logo no início desse percurso me aproximei da temática “lazer e meio ambiente”, particularmente, as “atividades de