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Mart 1915’ten Önce Boğaz’a Yapılan Saldırılar

Belgede Havranlı Koca Seyit Ve Çanakkale (sayfa 123-130)

ÇANAKKALE CEPHESİ DENİZ HAREKÂTI *

VIII. 25-26-27 Şubat 1915 Saldırıları

IX. 18 Mart 1915’ten Önce Boğaz’a Yapılan Saldırılar

saúde.

Diante deste fato, a Organização Mundial da Saúde - OMS lançou a iniciativa denominada “Estratégia Global de Alimentação, Atividade Física e Saúde – EG”64, que foi aprovada por 192 países, incluindo o Brasil, na última

Assembléia Mundial de Saúde, realizada em maio de 2004.

O objetivo desta iniciativa é promover e proteger a saúde orientando o desenvolvimento de ações sustentáveis nos níveis comunitário e regional, de forma a contribuir para reduzir as taxas de doenças e mortes relacionadas à alimentação inadequada e inatividade física nas populações.

Diante da limitação imposta pela indisponibilidade de terra, como mostram os resultados desta pesquisa, uma das alternativas viáveis seria a implantação e implementação de hortas e pomares comunitários ou como uma forma de garantir, minimamente, o consumo desses alimentos tão indispensáveis ao funcionamento do organismo.

4.2.3 “Em pouco muito se diz”: quanto às condições de vida

O debate sobre as reais situações que podem definir a inserção ou não de determinadas famílias na condição de pobreza é, de fato, antigo e inconcluso. Não somente pelas questões subjetivas que giram em torno da capacidade de compra da renda familiar, mas também por outros fatores que podem incidir diretamente na situação de bem-estar percebida pela respectiva família, como defende Dedecca (2005).

64 Dentre as recomendações da EG têm-se: Buscar o balanço energético (equilibrar as calorias ingeridas

e gastas pelo organismo) e o peso saudável; Limitar o consumo de gorduras totais, substituir o consumo de gorduras saturadas por insaturadas e buscar eliminar o consumo de gorduras trans; Aumentar o consumo de frutas, legumes, verduras, cereais integrais e castanhas; Limitar o consumo de açúcares livres; Limitar o consumo de sal (sódio) de todas as fontes e assegurar que o sal seja iodado; Regulamentar a propaganda de alimentos industrializados, em particular aquela dirigida ao público infantil.

Dessa forma, nessa pesquisa procurou-se analisar as condições de vida das famílias rurais tendo como referência a combinação da renda com a quantidade de equipamentos existentes nos domicílios, conforme a metodologia sugerida por Kageyama; Hoffmann (2006). Esses autores estabeleceram uma combinação entre a linha de pobreza em termos de renda, correspondente a meio salário-mínimo (R$ 175,00)65, e a privação de condições básicas de existência, como a falta de luz elétrica, de água encanada e de instalações sanitárias no domicílio. A partir dessa combinação, foi estabelecida a seguinte classificação: não pobres, pobre I, pobre II e extrema pobreza, como se observa na figura 09.

Figura 09. Esquema da classificação adotada segundo Kageyama; Hoffmann, 2006. Adaptação

da autora.

65 O salário vigente durante a realização dessa pesquisa de campo era de R$ 350,00 (novembro de 2006).

Não pobres Î renda per

capita acima de meio

salário mínimo (R$ 175,00) e cujo domicilio

possui pelo menos dois dos três bens definidos

como básicos.

Pobre tipo I Î quando possui renda per capita menor que a linha de pobreza e ocorre a falta de

acesso a pelo menos um dos três equipamentos

básicos.

Pobre tipo II Î quando possui renda per capita acima da linha de pobreza vivendo em domicilio com

menos de dois equipamentos básicos.

Extremamente pobre Î quando possui renda per capita menor que a linha de

pobreza combinada da ausência dos três equipamentos básicos.

cabe acrescentar que 46% dos entrevistados possuem renda per capita inferior ao valor de referência utilizado para classificação dos estratos populacionais que é de R$ 175,00. Também foi constatado que as famílias que estão contidas nesse percentual não possuem qualquer tipo de receita que possa contribuir para a manutenção da unidade produtiva (UP), ou seja, eles não possuem renda ou, quando possuem, essa é inferior a meio salário mínimo por pessoa.

Aplicando essa proposta metodológica os estados pesquisados se configuram da seguinte forma (tabela 08):

Tabela 08. Distribuição da proporção de pobres e não pobres das famílias pesquisadas nos três estados do Nordeste.

PB RN SE Total Classificação F % F % F % F % Não pobres 40 51 50 45 59 55 149 50 Pobres 28 35 56 45,5 43 40 127 42 Extremamente pobres 11 14 6 0,5 6 5 23 8 Total 79 100 112 100 108 100 299 100

Fonte: Pesquisa de campo, 2006 (n= 299).

Os dados apresentados na tabela 08 revelam que, dentre os estados pesquisados há uma proporção maior de pobres no Rio Grande do Norte (45,5%), seguido de Sergipe (40%) e Paraíba (35%). É significativo o percentual de famílias extremamente pobres nos três estados com ênfase para o estado da Paraíba. Foram classificadas como extremamente pobres, ou seja, estas possuem renda per capita menor que a linha de pobreza combinada da ausência dos três equipamentos básicos.

Quanto à presença dos equipamentos básicos os domicílios que possuíam os três tipos somaram um total de 37% nos três estados. Sendo o estado da Paraíba com o menor percentual (4%). Os pobres tipo I dispunham de energia elétrica e instalações sanitárias (42%). Já para os serviços de energia elétrica e água, estes se fizeram presentes, apenas nos domicílios dos estados do Rio Grande do Norte e Sergipe, somando um total de 6%. O item

água encanada em pelo menos um dos cômodos da residência foi ausente na maioria dos domicílios, inclusive, naqueles cuja renda per capita foi superior a meio salário mínimo.

A falta de água, especialmente no estado da Paraíba 66, é motivo de muita indignação por parte dos entrevistados. Uma das entrevistadas, com algum receio, fez questão de mostrar a “qualidade” da água utilizada pela família (fotos 04). Já a foto 05 mostra como se configura a rotina de um agricultor para abastecer seu domicílio com água.

A precariedade no abastecimento de água nas comunidades rurais nos estados pesquisados corrobora resultados incipientes da produção agrícola,

66 Registre-se que a precariedade no abastecimento de água no estado da Paraíba, mais especificamente

no município de Alagoa Grande, também decorre do rompimento da Barragem de Camará, e a população desse município sofre até de hoje com as conseqüências dessa tragédia.

Foto 04. Água que abastece a família no município de Alagoa Grande/PB.

Belgede Havranlı Koca Seyit Ve Çanakkale (sayfa 123-130)