KAVRAMSAL ÇERÇEVEDE TOPLUM VE KURUM
2. Kurumsal iliĢkiler belli baĢlı örgütsel amaçların yerine getirilebilmesi için araç olarak kullanılması
1.6.2. Kurumlararası ĠliĢkiler
perspectiva diacrônica, porque envolve mudança, e uma perspectiva sincrônica, porque implica variação, podendo ser descrita como um processo em referência ao tempo. Em face do que foi exposto até agora, podemos verificar que a gramaticalização faz parte do nosso dia a dia nos processo de interação comunicativa com as pessoas de nosso convívio social. Constatamos esse movimento da língua quando fazemos adaptações, a fim de que entendamos e nos façamos entender por nossos ouvintes. Nesse trabalho, entendemos que o conceito de gramaticalização que está mais próximo das questões ligadas à língua em uso e que deve ser seguido ao longo dele é o proposto por Martelotta (2011).
Não podemos esquecer que Martelotta (2011, p. 24) faz observações também sobre o processo de interação dos usuários como podemos observar na seguinte afirmação desse autor, “basicamente, a mudança língua, de acordo com a concepção centrada no uso, motiva-se a partir do ato de comunicação. Ou seja, é na interação que os usuários manipulam os termos e as expressões disponíveis em sua língua, a fim de veicular estratégias comunicativas, que marquem sua posição subjetiva em relação ao conteúdo que querem transmitir ou sua preocupação com a recepção desse conteúdo por seus interlocutores, dadas as condições contextuais em que se dá a comunicação”. A seguir abordamos os princípios de gramaticalização.
1.2. PRINCÍPIOS DE GRAMATICALIZAÇÃO
Gonçalves et alii (2007) entende princípio como um preceito ou uma lei geral determinante da constituição/identificação de um fenômeno. Nesse sentido, parece que ao processo de gramaticalização só poderia ser atribuído um único e fundamental princípio: o princípio da unidirecionalidade, que ele ocorre de acordo com a seguinte escala de abstração crescente, sempre da esquerda para a direita, fazendo com que estruturas lexicais se tornem gramaticais e estruturas menos gramaticais se tornem mais gramaticais: pessoa > objeto > processo > espaço > tempo > qualidade, verificável, como hipótese, por meio da atuação de vários mecanismos, partes constitutivas do fenômeno da gramaticalização, que podem ser entendidas como suas causas ou motivações.
Poggio (2002) afirma que, entre os autores, não há unanimidade, no que se refere ao estabelecimento dos princípios de gramaticalização e apresenta aqueles apontados por C. Lehmann, P. J. Hopper e Ataliba T. de Castilho.
C. Lehmann (apud POGGIO 2002, p. 72) aponta cinco princípios de gramaticalização:
1- Princípio da paradigmatização: há integração de construções sintáticas como formas perifrásticas em paradigmas morfológicos, o que as conduz a paradigmas pequenos e homogêneos.
2- Princípio da obrigatoriedade: a escolha entre os membros do paradigma submete-se a regras gramaticais.
3- Princípio da condensação: com a gramaticalização do signo, os constituintes, com os quais ele se pode combinar, tornam-se menos complexos.
4- Princípio da coalescência: junção de partes; vai da justaposição para uma alternância simbólica.
5- Princípio da fixação: quando os elementos se gramaticalizam, ocupam uma posição fixa, primeiro na sintaxe e depois na morfologia, como preenchedor de espaços gramaticais.
P. J. Hopper (apud POGGIO 2002, p.72-73) também aponta cinco princípios de gramaticalização:
1- Princípio da estratificação: novas camadas emergem num domínio funcional amplo; há gramáticas que convivem, isso é a base e consequência da variação linguística; quando uma forma se gramaticaliza passa a coexistir com outras formas similares; assim, há formas diferentes para codificar o mesmo significado. Por exemplo, a expressão “a gente” que era inicialmente substantivo feminino e passou exercer a função de pronome pessoal do caso reto “nós”. 2- Princípio da divergência: trata-se da bifurcação de um item; quando
uma forma lexical se gramaticaliza em clítico ou afixo, a original continua autônoma, sofrendo mudança como as demais formas.
3- Princípio da especialização: quando há gramaticalização, dá-se o estreitamento da variedade de escolhas formais com nuances semânticas diferentes; nesse caso, um menor número de formas assume significados semânticos gerais; há possibilidade de que um item se torne obrigatório.
4- Princípio da persistência: quando uma forma se gramaticaliza, alguns traços do significado lexical original aderem à nova forma gramatical; portanto, há permanência de vestígios do significado lexical original. 5- Princípio da descategorização: as formas podem perder ou neutralizar
as marcas morfológicas e propriedades sintáticas das categorias plenas N e V e assumir os atributos das categorias secundárias (adjetivo, particípio, preposição etc). Há uma perda de marcadores opcionais e perda de autonomia discursiva, isto é, diminuição do estatuto categorial de itens gramaticalizados. Por exemplo, o adjetivo “claro” que além da função de adjetivo expressa valor de modalizador.
Para Ataliba T. de Castilho (apud POGGIO 2002, p. 73-74), apenas quatro princípios podem dar conta dos processos e estágios de gramaticalização:
1- Princípio da paradigmatização e analogia: a analogia opera no eixo paradigmático.
2- Princípio da sintagmatização e reanálise: desenvolvimento de novas estruturas a partir de estruturas antigas. Por exemplo, o advérbio “aí” que de acordo com a perspectiva funcionalista está funcionando como conectivo no começo das orações, dando seqüência aos acontecimentos.
3- Princípio da continuidade e gradualismo: a gramatização tende à inovação da estrutura das línguas. Por exemplo o item lexical “bem” que do ponto de vista gramatical é um advérbio que nos dias atuais passou a desenvolver a função de marcador discursivo.
4- Princípio da unidirecionalidade: a gramaticalização é unidirecional, isto é, irreversível, desenvolvendo-se apenas da esquerda para a direita.
Neste trabalho, usamos como base para nossas análises os princípios de gramaticalização propostos por P. J. Hopper (apud POGGIO 2002) que são: - Princípio da Estratificação; - Princípio da Divergência; - Princípio da Especialização; - Princípio da Persistência; - Princípio da Descategorização e os princípios propostos por Ataliba T. de Castilho (apud POGGIO 2002) que são: - Princípio da Paradigmatização; - Princípio da Sintagmatização e Reanálise; - Princípio da Continuidade e Gradualismo e o Princípio da Unidirecionalidade. Escolhemos esses autores, pois a nosso ver, são os que contemplam de forma mais concreta as ocorrências de gramaticalização que ocorrem na língua em uso no dia a dia e seus princípios estão muito ligados aos parâmetros de gramaticalização que aparecem no item seguinte.
O pesquisador C. Lehmann (apud POGGIO 2002) teve uma contribuição muito importante para o desenvolvimento dos estudos de gramaticalização. Seus estudos visam a analisar os estágios já avançados de gramaticalização e parecem ser abstratos e sem relação com o início do processo das ocorrências de gramaticalização que encontramos na língua em uso no dia a dia em situação real de comunicação, ou seja, durante o processo de interação comunicativa entre os usuários da língua, e que nos dias atuais constatamos estarem presentes também na língua escrita.
Por esse motivo, escolhemos os pesquisadores contemporâneos P. J. Hopper e Ataliba T. de Castilhos ao pesquisador C. Lehmann (apud POGGIO 2002). Com base em suas pesquisas, concluímos que eles lograram maior êxito propondo princípios para analisar as ocorrências de gramaticalização em seu início, ou seja, eles não analisam o estágio já avançado de gramaticalização, mas, sim, procuraram analisar todo o processo das ocorrências de gramaticalização desde seu estágio inicial tentando encontrar o que motivou esse processo e as mudanças na língua e também percebemos que seus princípios estão muito ligados aos parâmetros de análises que caracterizam os elementos de gramaticalização. A seguir abordamos as características de gramaticalização.