KAVRAMSAL ÇERÇEVEDE TOPLUM VE KURUM
13. Burada, din kurumunun toplum hayatını yapılandırma ve düzenlemesi bağlamında üzerinde durmamız gereken önemli bir husus da, dinin toplumsal yapıyı
2.2. TOPLUMSAL KURUM OLAN EVLĠLĠK
1.9.2. Evlilik Aile ve Din
2. 4. 1 CATEGORIZAÇÃO
A categorização nada mais é do que o agrupamento de entidades, sejam elas objetos, pessoas, lugares, animais etc. em classes específicas. É por meio da categorização que formamos conceitos e os organizamos formando dessa maneira nosso conhecimento e experiências de mundo.
De acordo com Ferrari (2011, p. 31-32),
com relação à linguagem, o processo de categorização é, de fato, essencial. Na verdade, para falarmos do mundo, agrupamos um conjunto de objetos, atividades ou qualidades em classes específicas. Assim, a um conjunto de objetos semelhantes (mas não
necessariamente idênticos atribuímos o nome árvore; fazemos referência a um conjunto de atividades com características julgadas similares usando expressões como trabalhar, brincar, e assim por diante. Da mesma forma, qualificamos as pessoas que compartilham determinadas características como calmas, engraçadas ou tagarelas. Nossas capacidades de categorização estão intimamente relacionadas à nossa capacidade de memória. Podemos agrupar objetos em categorias para falarmos do mundo, mas não podemos criar um número infinito de categorias, pois isso acarretaria em sobrecarga em termos de processamento e armazenamento de informações.
A organização em categorias envolve representantes que servem de referência para os demais membros desses grupos. Esses participantes recebem o nome de protótipos. Por exemplo: cadeira, sofá, mesa e cama são indicados como mobília. Entretanto, deve se levar em consideração que devem ser considerados os traços característicos dos membros dessas categorias para poderem ser chamados de protótipos.
Não podemos deixar de lado também o contexto, as experiências cognitivas locais, como registros compartilhados de uma conversa em andamento (contexto linguístico) ou parâmetros relacionados ao tipo de evento de fala (contexto social) caracterizam a noção de contexto, ou seja, contexto é todo o meio social em que o indivíduo encontra-se inserido no seu dia a dia na sua prática interativa.
O contexto social mostra qual é o tipo de situação comunicativa de interação que os falantes participam e qual a relação social que existe e se estabelece entre eles, incluindo também as relações de poder existentes nos meios sociais. No item seguinte abordamos a teoria dos protótipos.
2. 4. 2 TEORIA DOS PROTOTIPOS
A teoria dos protótipos mostra qual representante de uma determinada categoria apresenta um número maior de características e semelhanças entre si, revelando os atributos mais comuns entre seus representantes. Por exemplo: Na categoria dos pássaros poderíamos incluir o João de Barro, o Pintassilgo, já a galinha não poderia ser incluída de forma alguma, porque, apesar de ter asas, botar ovos, ela não consegue voar da maneira como o Pintassilgo, o João de Barro, sendo assim, a galinha não pode ser incluída com representante prototípico da categoria dos pássaros.
Abreu (2010, p. 24-25)
afirma que a teoria dos protótipos tornou-se importante não só para o estudo da categorização, mas em grande parte para o estudo das línguas em geral, pois permite descrever mais adequadamente uma série de fatos gramaticais. Por exemplo, frases com as conjunções (mas e contudo) são adversativas, mas contudo é a única que pode ser posta em qualquer lugar da oração, com o mas é impossível fazer isso. Conclusão, como mas é a única que mantém a propriedade inerente à definição de conjunção que é a de ser elemento que liga uma oração à outra. Contudo, pelo fato de poder ficar em qualquer outra posição, não mantém essa propriedade. Podemos, pois, dizer que o mas é uma conjunção prototípica, mas contudo e outras como porém, todavia, entretanto, são não prototípicas, pois podem ocupar qualquer posição dentro da oração subordinada.
No item seguinte abordamos a iconicidade.
2. 4. 3 ICONICIDADE
A linguagem humana é um sistema de representações do mundo real ou de mundos possíveis. Os usuários da língua em sua prática diária de interação verbal fazem classificações, definições e categorizações de seu mundo real ou mundo possível a partir de suas percepções. Toda a vez que alguma palavra é criada, ela é criada por que houve algum tipo de motivação para a sua criação, que não ocorreu por acaso e esse processo resulta da necessidade.
Existe uma relação entre as partes da estrutura linguística e as partes da estrutura do significado, pois a estrutura da língua é um reflexo da experiência de vida e de mundo de cada indivíduo, usuário da língua. Logo, há basicamente a relação existente entre a forma linguística e seu significado, seu referente.
Abreu (1997, p. 18) afirma que “iconicidade é a correspondência entre a ordem de termos dentro de uma oração, ou de orações dentro de um período, e a ordem dos eventos no mundo real ou em mundos possíveis, por exemplo:
João deu uma xícara de chá a Vanessa.
existe iconicidade, uma vez que, em um „tempo 1‟, temos a xícara de chá nas mãos de João e, em um „tempo 2‟, ela está nas mãos de Vanessa. A ordem dos termos reflete essa sequência temporal.”
Martelotta (2011, p. 112) afirma que “podemos compreender iconicidade como uma motivação para os fenômenos linguísticos ocorrerem de uma forma ao invés de outra, ou seja, como uma inclinação oposta a uma outra tendência existente nas línguas: a arbitrariedade.”
A seguir abordamos os frames e scripts.
2. 4. 4 FRAMES E SCRIPTS
Todo evento social tem diversos momentos, palavras e ideias que estão ligadas ao seu significado, por exemplo: se um amigo nos convida para assistir sua defesa de mestrado, associamos essa informação a ideias como uma sala, nosso amigo fazendo a apresentação do trabalho, professores compondo uma banca examinadora fazendo pergunta sobre seu trabalho final e algumas pessoas assistindo prestigiando a defesa da dissertação. A mesma comparação podemos fazer em relação a outros eventos sociais, casamento, Natal, aula de português ou outra disciplina.
Nas palavras de Kövecses (apud ABREU 2010, p. 37) “frames são construtos de nossa imaginação – e não representações mentais que se encaixam diretamente em uma realidade objetiva preexistente, frames são dispositivos imaginativos da mente”. Para Ferrari (2011), o termo frame designa um sistema estruturado de conhecimento, armazenado na memória de longo prazo e organizado a partir da esquematização da experiência. Os frames são as imagens, as fotografias que temos guardadas em nossa memória de determinados eventos que acontecem ao longo de nossas vidas, fazendo com que sempre possamos construir sentidos, fazendo associações ao que ouvimos ou lemos para que saibamos o conjunto de informações que acompanhará determinada informação.
Podemos seguir a mesma linha de raciocínio em relação à interpretação das palavras, pois sua interpretação requer do usuário o acesso a estruturas que relacionam o conhecimento de estruturas que relacionam elementos e entidades que fazem parte da experiência humana, levando em consideração as questões sócio-culturais dessa experiência. Por exemplo, quando pensamos nos seguintes verbos gastar, comprar e cobrar ativamos o frame de evento comercial para poder interpretar e compreender o sentido dessas palavras.
Os scripts são as sequências dos eventos culturais. Voltando ao exemplo da defesa de dissertação de mestrado, quando pensamos em uma defesa de mestrado,
sabemos que o professor orientador fará as considerações iniciais, explicando também quanto tempo cada professor que compõe a banca terá para fazer suas considerações e quanto tempo o aluno terá para responder aos questionamentos. Após as considerações de cada um dos professores e da defesa do aluno, o presidente da banca, no caso o professor orientador, solicitará aos presentes que, juntamente com o mestrando, saiam da sala para que os professores cheguem a um consenso em relação à aprovação ou não do aluno e qual nota darão. Em seguida, o professor orientador chamará todos que estão fora da sala para fazer a deliberação, pede que todos fiquem de pé e diz se o aluno foi aprovado ou não e qual nota a banca decidiu dar ao trabalho do aluno.
Portanto, como propõe Abreu (2010, p. 40), “um script descreve uma situação em uma cultura – uma situação em que eventos se desenrolam através do tempo”.
A seguir abordamos a teoria dos espaços mentais.
2. 4. 5 TEORIA DOS ESPAÇOS MENTAIS
A teoria dos espaços mentais diz respeito ao nosso arquivo pessoal de informações cotidianas, ou seja, para que possamos construir sentidos para o que ouvimos, precisamos resgatar em nossa memória de longo prazo conhecimentos enciclopédicos de mundo que adquirimos ao longo de nossa vida. Recuperamos informações em nossa memória de longo prazo para construir sentidos ao que ouvimos ou lemos a todo o tempo, pois, quando lemos ou ouvimos alguma informação nova fazemos a sua decodificação e, durante esse processo recorremos à nossa memória de longo prazo para construirmos sentidos para o dado novo.
De acordo com Turner (apud ABREU 2010, p. 81),
expressões linguísticas não significam; elas são propostas de significação para que nós construamos os significados trabalhando com processos que já conhecemos. De maneira alguma o significado de [uma]...enunciação está “diretamente nas palavras”. Quando nós entendemos uma enunciação, nós, de maneira alguma, estamos entendendo “exatamente o que as palavras dizem”; as palavras por si mesmas não dizem nada independentemente do conhecimento magnificamente detalhado e dos eficientes processos cognitivos que trazemos com suporte.
Para Fauconnier (1997 apud FERRARI 2011, p. 109), “a linguagem visível é a ponta do iceberg da construção do significado que tem lugar enquanto falamos e pensamos”.
Essa teoria propõe que espaços mentais são criados à medida que o discurso se desenvolve. Eles são domínios conceptuais que contêm representações parciais de entidades e relações em um cenário percebido, imaginado ou lembrado. Assim, o espaço mental que dá suporte para desenvolver o discurso na interação comunicativa, vale dizer que, durante o desenvolvimento do discurso, outros espaços mentais são criados para guardar informações que não dizem respeito ao contexto imediato de comunicação, mas estão presentes porque lembramos de situações do passado, hipóteses, arte, música, ou seja, cenários que fazem parte somente de nossa imaginação.
Ferrari (2011) afirma que os espaços mentais são, portanto, domínios conceptuais locais que permitem o fracionamento da informação, disponibilizando bases alternativas para o estabelecimento da referência. Tais espaços são criados a partir de indicadores linguísticos, tecnicamente denominados construtores de espaços mentais (space builders), entre os quais se incluem sintagmas preposicionais, morfemas modo-temporais e orações temporais e condicionais. A seguir abordamos a linguagem corporificada.
2. 4. 6 LINGUAGEM CORPORIFICADA
Nós, seres humanos, construímos nossa percepção de realidade pela forma de nosso corpo, como ele se movimenta, como percebemos a realidade ao nosso redor e a forma como interagimos com o mundo que nos cerca com seus objetos e seres. Em outras palavras, a realidade que vivenciamos faz com que construamos nossa percepção de realidade, essa é a linguagem corporificada. Por exemplo, existem elementos que não podem ser contados, como alguns ingredientes de receitas de bolos, farinha, açúcar, etc., então o ser humano aprendeu a medir uma parte desses elementos para depois contá-los, açúcar é medido por meio de colher, pois geralmente encontramos em uma receita de bolo a seguinte explicação: duas colheres de açúcar.
Nas palavras de Abreu (2010, p. 30),
é a partir de nosso corpo que criamos conceitos como frente, trás, esquerda, direita, alta e baixo. Como somos seres bípedes, temos de nos manter em equilíbrio constante e, como somos seres móveis, podemos deslocar-nos continuamente. Nos tempos primitivos, dirigíamo-nos para onde havia frutos que podíamos coletar ou animais que podíamos caçar e, modernamente, em direção ao nosso trabalho ou a locais de lazer. Durante nossos trajetos ou interação com seres e objetos, enfrentamos muitas vezes obstáculos que temos de remover, quando temos capacidade física para isso, ou dos quais temos de
desviar, em caso contrário. Em tempos remotos, morávamos dentro de cavernas; hoje, em casas ou apartamentos. A partir desses tipos de interação física entre nossos corpos e o ambiente em que vivemos, Lakoff e Jonhson propuseram um modelo chamado de esquemas de imagem. Segundo eles, esses esquemas são padrões estruturais recorrentes em nossa experiência sensório-motora que, quase sempre, servem para estruturar conceitos complexos.
Levando em consideração que a realidade que vivenciamos faz com que construamos nossa percepção de realidade, abordamos no item seguinte a metáfora que é considerada uma ferramenta cognitiva, podendo também ser uma figura de linguagem ou recurso estilístico.