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KAVRAMSAL ÇERÇEVEDE TOPLUM VE KURUM

13. Burada, din kurumunun toplum hayatını yapılandırma ve düzenlemesi bağlamında üzerinde durmamız gereken önemli bir husus da, dinin toplumsal yapıyı

2.2. TOPLUMSAL KURUM OLAN EVLĠLĠK

1.9.1. Genel Tanımıyla Evlilik

De acordo com o Dicionário de Linguagem e Linguística, 2008, p. 180 –181, a Linguística Cognitiva (cognitive linguistics) – é a abordagem da língua que se baseia na percepção da conceitualização humana do mundo, ou seja, de acordo com nossa

experiência de vida conceituamos tudo o que existe no mundo. No século XX, a abordagem mais influente no estudo da linguagem foi o estruturalismo: os linguistas se interessaram muito pelos aspectos meramente estruturais dos próprios sistemas linguísticos, tais como o sistema de sons e o sistema de gramática. Uma característica central do estruturalismo é que ele focaliza a estrutura interna da língua e não o modo como a língua se relaciona com o mundo não-linguístico. Contudo, a partir dos anos oitenta, um número cada vez maior de linguistas foi se interessando seriamente por um projeto mais ambicioso: o esclarecimento dos modos como os seres humanos percebem, categorizam e conceitualizam o mundo. A esse novo empreendimento dá-se o nome de Linguística Cognitiva.

Ainda de acordo com o Dicionário de Linguagem e Linguística, 2008, p. 181, um dos primeiros linguistas que contribuiu para a abordagem cognitivista foi o linguista teórico americano George Lakoff, que escreveu amplamente sobre a importância da metáfora como um fator que dá forma às línguas. Os estudiosos da linguagem Lakoff e Jonhson (1980) por meio de suas pesquisas descobriram que a linguagem revela um grande sistema conceptual metafórico, que direciona e influencia os pensamentos e as ações desenvolvidas por cada pessoa durante suas expressões lingüísticas. Os pesquisadores comprovaram, quando analisaram expressões lingüísticas, que as pessoas compreendem o mundo por meio de metáforas, pois conceitos simples de tempo, quantidade, estado e ação são compreendidos metaforicamente. Para eles, a metáfora une razão e imaginação. Os estudiosos da linguagem descobriram que as pessoas compreendem o mundo por meio de metáforas, e que elas são construídas com base em nossa experiência corporal, ou seja, nosso corpo e nossa mente interagem para dar sentido ao mundo. Eles propõem também que nossas experiências constituiriam uma síntese, pela qual a metáfora, seria, por exemplo, uma racionalidade imaginativa, ficando, dessa maneira, evidente a união entre razão e imaginação. Partindo dessa premissa, Lakoff & Jonhnson (2002) usam o conceito de metáfora, como um conceito que existe para experienciar uma coisa em termos de outra. A expressão metafórica é usada para se referir às expressões linguísticas individuais. Para finalizar, os autores (2002) afirmam que a categorização reflete a cognição humana, ou seja, as pessoas manipulam símbolos formais vazios de sentido, mas usam esses mesmos símbolos porque eles foram construídos por meio da capacidade humana de categorização. E a metáfora faz parte da capacidade que o homem tem de produzir sentido por meio da categorização, ela é um instrumento de base cognitiva.

A linguística cognitiva está baseada na percepção de mundo que nós, falantes e usuários da língua, temos e que transferimos para nossa fala quando participamos de uma interação comunicativa. Todo processo comunicativo em que há interação face a face está baseado na percepção de mundo que o usuário da língua tem, pois ninguém fala simplesmente por falar. Em todo momento de comunicação, o usuário mostra como ele percebe, categoriza e conceitualiza o mundo. Por mais que não queiramos, sempre fazemos isso quando nos comunicamos e é esse modo de perceber, categorizar e conceitualizar o mundo que abordamos nesse capítulo.

Para a Linguística Cognitiva, o contexto no qual o falante está inserido orienta a construção do significado, ou seja, é baseado no contexto que os falantes/ouvintes constroem significados, dando ênfase à experiência humana. A cognição mostra a capacidade que as pessoas têm para processar informações e adaptá-las às mais diversas situações comunicativas.

Nas palavras de Martelotta & Alonso (2012, p. 95),

o cognitivismo, ao contrário, adota uma perspectiva integradora, no sentido de que compreende a cognição como um conjunto de sistemas conectados, que envolve, além da linguagem, nossa percepção de mundo que nos cerca, nossa capacidade de armazenar as informações na memória, nossos sentimentos, as informações do contexto sociocultural em que nos inserimos.

A linguagem está diretamente relacionada ao nosso pensamento e à nossa experiência de vida, ou seja, nosso conhecimento enciclopédico. Nossa capacidade de enxergarmos, sentir, ouvir e tocar em tudo o que está ao nosso redor, significa dizermos que nossas experiências são estabelecidas a partir de nosso corpo.

Pensando dessa maneira, não podemos afirmar que nossa mente não tem nenhuma relação com nosso corpo, muito pelo contrário, ela é quem transmite todas as informações para nosso corpo e o pensamente é corporificado, ou seja, sua estrutura se relaciona à configuração de nosso corpo e suas restrições de percepção.

Continuam os autores (2012, p. 95) afirmando que “é importante registrar que todo esse processo de significação se associa a rotinas comunicativas que são moldadas, mantidas e modificadas pelo uso (Langacker, 1986).” Isso acontece porque a comunicação é uma atividade compartilhada, as pessoas quando participam desse processo estão compartilhando informações e experiências por elas vivenciadas e o processo de produção de sentido ocorre quando o falante e o ouvinte entendem e compreendem uma ao outro no contexto de interação comunicativa, que prova o quanto

é importante a interação comunicativa os ambientes e os meios sociocultural para a compreensão da linguagem humana.

Tal como a Linguística Funcional, a Linguística Cognitiva também adota uma perspectiva baseada no uso, tendo com ideia central que o contexto orienta a construção do significado e ela está relacionada ao conhecimento enciclopédico do usuário da língua. É por meio do seu conhecimento de mundo que o usuário constrói sentidos e significados para as diversas situações comunicativas até a convencionalização das formas linguísticas.

Langaker (1987) (apud FERRARI 2011, p. 19-20), propõe quatro especificações, que acontecem geralmente correlacionadas a determinadas informações na rede enciclopédica:

A - convencional: é a informação amplamente conhecida e compartilhada pelos membros de uma comunidade de fala, que tem, portanto, alta probabilidade de ser mais central para a representação mental de um determinado conceito lexical. Se eu souber que dois amigos meus são alérgicos a gato, por exemplo, esse conhecimento não passará a fazer parte do significado convencional de

gato, embora possa enriquecer minha compreensão do conceito. Tendo em vista

que a convencionalidade é uma questão de grau, esse conhecimento pode ser considerado periférico. Se, entretanto, a fama dos meus amigos começar a crescer e eles se tornarem figuras nacionalmente proeminentes, a simples menção da palavra gato poderá trazer de modo imediato à mente dos falantes de língua portuguesa o problema alérgico desses indivíduos. Teríamos que admitir, nesse caso, essa especificação como parte do significado convencional de gato.

B – Genérica: diz respeito ao grau de generalização da informação. O fato de que meus amigos são alérgicos ao meu gato Mimi é bastante específico, enquanto o fato de que eles são alérgicos a gatos em geral é parcialmente genérico; já a informação de que algumas pessoas são alérgicas a gatos é ainda mais genérica. Os parâmetros convencional e genérico tendem a se superpor, já que quanto mais genérica for uma caracterização, maior sua probabilidade de ser convencional. Entretanto são parâmetros independentes. Na situação imaginada, se toda uma comunidade de fala souber da alergia de meus dois amigos ao meu gato de estimação, a informação passará a ser convencional, mas

nem por isso genérica. Seria o caso pouco usual, mas não impossível, de uma informação específica que adquire caráter convencional.

C – Intrínseca: é a caracterização do significado que não leva em conta fatores externos. A forma, por exemplo, é uma propriedade altamente intrínseca, pois diz respeito às relações entre partes de um objeto e não requer interação ou comparação a outras entidades. O tamanho, por sua vez, implica comparação a outros objetos ou a determinada escala de medida, de modo que não é tão intrínseco quanto a forma. No caso de comportamentos, alguns são intrínsecos, como os miados emitidos pelo gato, e outros são mais extrínsecos, como caçar

ratos ou arranhar os móveis. O fato de que os gatos possam ser associados às

bruxas, por exemplo, é altamente extrínseco.

D – Característica: é a informação suficiente para identificar o membro de uma classe, dado seu caráter único. A forma, por exemplo, costuma ser mais característica do que a cor: um gato pode ser reconhecido pela forma, mas a observação de que uma entidade é preta não seria suficiente para identificá-la como gato.

Esses fatores constituem uma proposta do autor (1987) para o tratamento do significado na rede enciclopédica do usuário da língua.

Lakoff (1987), de acordo com Ferrari (2011, p. 22), retoma a proposta filosófica de Putnam (1981) com relação à razão humana, adotando o termo realismo

experiencialista. Assim, embora reconhecendo a existência da realidade externa, o

realismo experiencialista estabelece que dada a forma e configuração de nossos corpos e cérebros, estabelecemos necessariamente uma perspectiva particular entre várias perspectivas possíveis e igualmente viáveis em relação ao mundo. Seus principais postulados são:

A - O pensamento é enraizado no corpo, de modo que as bases de nosso sistema conceptual são percepção, movimento corporal e experiências de caráter físico e social.

B – O pensamento é imaginativo, de forma que os conceitos que não são diretamente ancorados em nossa experiência física empregam metáfora, metonímia e imagética mental, caracterizadas por ultrapassar o simples espelhamento literal da realidade.

C – O pensamento tem propriedades gestálticas: os conceitos apresentam uma estrutura global não atomística, para além da mera reunião de “blocos conceptuais” a partir de regras específicas.

Ainda conforme Ferrari (2011, p. 22), “para o realismo experiencialista, a razão humana é algo que surge em nossa rede enciclopédica por meio da natureza de nosso organismo e fatores que contribuem para nossa experiência individual e coletiva: a herança genética, as características do ambiente em que vivemos.”

Nossa experiência de vida individual, coletiva e o meio social em que vivemos são fundamentais para nossa formação social. É ela que nos dá suporte para entendermos e compreendermos a diversas situações cotidianas para nos socializarmos, sem ela não conseguiríamos conceituar e caracterizar todas as situações cotidianas que presenciamos ao longo de nossa trajetória no mundo interagindo com as pessoas. A seguir abordamos os princípios que regem a teoria do cognitivismo, categorização, teoria dos protótipos, iconicidade, frames, teoria dos espaços mentais e linguagem corporificada. A seguir abordamos os princípios da teoria do cognitivismo.