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KUR’ÂN TEFSİRİ VE HERMENÖTİK

2.1. ZEMAHŞERÎ’NİN BİREYSEL ÖZELLİKLERİNİN KEŞŞÂF’A YANSIMALARI

2.1.2. Keşşâf’ı Mekke’de Yazması

A Fertilização in Vitro atende um grande número de problemas de infertilidade, especialmente aqueles relacionados aos fatores femininos. O programa de FIV é realizado em quatro etapas: 1) desenvolvimento dos folículos ovarianos (vesículas contendo os óvulos); 2) coleta dos oócitos (óvulos); 3) fecundação do óvulo e crescimento do embrião; 4) transferência do embrião para dentro do útero, segundo Lass (1999).

Inicialmente, são utilizadas algumas drogas (hormônios) isoladas ou combinadas, com o objetivo de estimular o crescimento do maior número possível de óvulos. Esses medicamentos proporcionam a coleta múltipla de óvulos. Um número maior de óvulos aumenta as chances de fecundação e, consequentemente, maior número de embriões a serem transferidos.

Na segunda fase, um outro hormônio, chamado Gonadotrofina Coriônica humana (HCG), é administrado com o propósito de estimular a maturação dos óvulos. Este hormônio deve ser administrado na época apropriada do

desenvolvimento folicular, de modo a permitir que os óvulos terminem seu desenvolvimento.

O monitoramento é feito através da ultra-sonografia endovaginal, que é utilizada para acompanhar o crescimento dos folículos ovarianos. As ultra- sonografias geralmente são iniciadas antes da aplicação das medicações, e após cinco a oito dias de tratamento. Cada vez que a paciente se submete a esse exame, possivelmente fará uma coleta de sangue para medir o estradiol e, às vezes, progesterona. Esses hormônios ajudam a determinar se os níveis sanguíneos estão de acordo com o perfil esperado para assegurar a maturidade folicular. A HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana) será aplicada quando os parâmetros hormonais e ultra-sonográficos indicarem que a ovulação está prestes a ocorrer, de acordo com Lass (1999).

A terceira fase consiste na coleta dos óvulos e é feita através da aspiração direta com agulha guiada pela ultra-sonografia endovaginal. A retirada dos óvulos através desta técnica é realizada com uma leve sedação endovenosa. A forma mais comum é a inserção de uma agulha através da parte superior da vagina atingindo o ovário e o folículo, seguindo-se a aspiração do líquido folicular. O óvulo é identificado com o auxilio de um microscópio de dissecção ambiente com temperatura e concentração de CO2 controlados. Após a identificação dos óvulos no laboratório, esses são colocados em meio de cultura especial por aproximadamente 2 a 6 horas. Uma amostra de sêmen é obtida através de masturbação ou de outra forma de coleta. O sêmen é lavado, processado e incubado antes de ser colocado no meio de cultura com o óvulo. O espermatozóide e o óvulo ficarão no mesmo ambiente por aproximadamente 18 a 24 horas. Os gametas serão examinados pela primeira vez aproximadamente 18 horas depois da inseminação e os pré-embriões serão colocados numa estufa, cujas condições ambientais são similares às da tuba uterina Estes serão transferidos à paciente dentro das próximas 24 a 96 horas. Em geral, a transferência ocorre entre 48 a 72 horas, até serem formados os blastocistos (embriões com oito ou mais células). Quando estiverem amadurecidos, aqueles que apresentarem melhores índices de qualidade serão transferidos para o útero materno.

O procedimento de transferência embrionária não requer anestesia. Um cateter fino, flexível, é inserido dentro do útero através do colo uterino e o embrião é transferido para o fundo da cavidade uterina.

A paciente pode ou não permanecer na sala de transferência por um período que varia entre 15 minutos a quatro horas. As atividades nas primeiras 24 a 48 horas depois da transferência deverão ser limitadas. As pacientes são aconselhadas a não fazer exercícios físicos de alto impacto e a limitar a atividade sexual na 1ª semana após a transferência.

Se um ciclo de tratamento não resultar em gravidez, a paciente poderá optar por esperar algum tempo (dois meses até vários anos) antes de iniciar um outro ciclo.

III.4B - ICSI – INJEÇÃO INTRA-CITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZÓIDES

Esta técnica utiliza uma micro-injeção de espermatozóide diretamente no citoplasma do óvulo. O espermatozóide é introduzido no óvulo maduro, por meio de uma microscópica injeção. Esta técnica tornou-se o segundo grande marco na história da ciência da Reprodução Humana Assistida, depois do nascimento de Louise Brown, o primeiro bebê nascido com a utilização da FIV.

A história da fertilização in vitro pode ser nitidamente demarcada em duas eras: antes e depois da injeção intra-citoplasmatica de espermatozóides. A FIV e a ICSI foram as duas descobertas mais relevantes para o tratamento da infertilidade conjugal. Mesmo que milhares de casais tenham se beneficiado com os avanços da FIV até 1992, os resultados de tratamentos do fator masculino eram rudimentares, segundo Lass (1999).

A ICSI - injeção intra-citoplasmatica de espermatozóides é usada quando o espermatozóide é biologicamente incapaz de penetrar no óvulo ou a zona pelúcida é muito espessa e dura. Um microscópio acoplado a micromanipulador é usado para injetar o espermatozóide diretamente dentro do óvulo; caso a fertilização ocorra, o procedimento segue o protocolo padrão da FIV.

A microagulha que imobiliza e introduz o espermatozóide no citoplasma ocular tem uma espessura interna de 6 microns. Por meio da micromanipulação de gametas, a mais avançada de todas as técnicas de reprodução assistida, os especialistas estão conseguindo fecundar óvulos femininos com um único espermatozóide.

O advento da ICSI trouxe também avanços científicos para ciência da reprodução e para a ciência em geral. Técnicas de coleta de espermatozóides diretamente do testículo e do epidídimo, de apreensão e capacitação de gametas praticamente imóveis ou mesmo imaturos, puderam ser viabilizadas depois da ICSI.

As etapas iniciais do processo são semelhantes às da fertilização in vitro convencional. Isto é, a mulher recebe estímulos hormonais químicos para aumentar o número de óvulos. No momento preciso, determinado pela monitorização, tem seus óvulos colhidos por via transvaginal, acompanhada pelo ultra-som, numa operação que pode ser feita tanto em clínicas quanto em hospitais. Concomitantemente, colhe-se o sêmen do marido. Isso normalmente é feito por masturbação, mas há casos em que essa coleta exige uma microcirurgia. É o que acontece quando o homem apresenta uma obstrução do canal excretor, como por exemplo, quando o paciente é vasectomizado e não deseja se submeter a uma cirurgia de reversão.

Nesses homens, o espermatozóide tem que ser obtido no epidídimo ou no canal deferente, através de uma punção percutânea ou com uma microcirurgia. Os médicos resgatam esses espermatozóides simultaneamente á coleta de óvulos da mulher. Inicia-se assim, a micromanipulação de gametas.

O avanço é que um único espermatozóide – e basta que esteja vivo, sem nenhum outro requisito como forma ou motilidade, é sugado de uma gota de sêmen e levado pela agulha di micromanipulador diteramente ao citoplasma.

A ICSI se destaca das técnicas anteriores, pois até então, os gametas colhidos do homem – de cinco a dez espermatozóides e não apenas um – eram

introduzidos na camada externa do óvulo, conhecida como zona pelúcida, para que cada um deles tentasse penetrar no citoplasma e realizar a fecundação.

A ICSI atualmente é a esperança de fecundação para homens com problemas seminais irreversíveis, com um número de espermatozóide próximo de zero – às vezes sem nenhuma causa aparente, o que caracteriza a chamada infertilidade masculina idiopática, pois os tratamentos clínicos hormonais hoje conhecidos são ineficientes para melhorar a qualidade do sêmen, e a fertilização in vitro convencional é limitante entre pacientes desse tipo.

A última etapa deste processo de reprodução é a implantação do embrião no útero. O mecanismo de fixação do embrião às paredes do útero continua sendo um mistério para a ciência. A taxa de perda, isto é, de embriões que acabam não se fixando ao endométrio uterino, ainda desafia os especialistas em reprodução humana.

III.4C - IIU – INSEMINAÇÃO INTRA UTERINA

É uma técnica que consiste na injeção de espermatozóides vivos dentro do útero geralmente 36 horas após a ovulação. Pode ser utilizada em casos de distúrbios da ovulação e, nestes casos, a ovulação é induzida e a inseminação intra-uterina é realizada horas após seu início. Em casos de muco cervical hostil aos espermatozóides, esta técnica é a indicada. Outra indicação é a endometriose leve sem obstrução das trompas, no entanto, a principal indicação desta técnica é nos casos de infertilidade de causa indeterminada. Na realidade, esta técnica de introdução do sêmen logo após a ovulação estimulada por hormônios tem demonstrado ser eficaz em muitos casos. Para que esta técnica tenha resultado, é imprescindível que as trompas estejam permeáveis e que o número e qualidade dos espermatozóides sejam razoáveis.

Vale ressaltar que o processo das TRA – Técnicas de Reprodução Assistida – envolve inúmeros procedimentos, somente as técnicas pertinentes à compreensão deste trabalho é que foram pormenorizadas.