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İspat şemalarını farklı değişkenlerle ilişkileriyle beraber inceleyen araştırmalar.

İKİNCİ BÖLÜM: ALANYAZIN TARAMAS

2.2. İlgili Araştırmalar

2.2.1. Sonuçlarında İspat Şemalarına Yer Veren Araştırmalar

2.2.1.1. Sonuçlarında ispat şemalarının özelliklerini barındıran deneysel olmayan araştırmalar.

2.2.1.1.3. İspat şemalarını farklı değişkenlerle ilişkileriyle beraber inceleyen araştırmalar.

Em 20 de maio de 2002, o Estado de Timor-Leste foi legitimado pelas Nações Unidas como um país independente. Foi oficialmente promulgada a Constituição da República Democrática de Timor-Leste (RDTL) em 22 de março de 2002, onde pelo artigo 13o,

parágrafo 1, o Português e o Tétum ficaram como línguas oficiais do país (TIMOR-LESTE, 2002a). Porém o processo de transição lingüística é lento, de forma que, mesmo após a restauração da independência, a língua de ensino ainda era o Bahasa Indonesia.

Os portugueses deixaram as suas marcas por onde passavam. No Timor, atualmente, tais marcas são observadas principalmente na religião e na língua. Existe grande carisma dos timorenses para com Portugal. Talvez porque foi o único povo que não os massacrou. Efetivamente, nunca mataram no Timor-Leste, apesar de não realizarem tudo o que deveria ser feito. Mas não mataram, ao contrário dos holandeses, japoneses e indonésios, que realizaram os massacres vivenciados pelos timorenses (FORGANES, 2002).

Durante o governo transitório, administrado pela UNTAET, devido à falta de professores nas escolas privadas, o governo alocou funcionários públicos para atuarem como professores nas escolas católicas. Tal situação ainda era vigente no ano letivo de 2007/2008, ocasião em que a presente pesquisa foi realizada.

Atualmente, para um timorense atuar profissionalmente como professor do Ensino Primário, Pré-Secundário ou Secundário, é necessário ter a formação específica em nível superior (Bacharelato ou Licenciatura) e participar de concurso realizado pelo Ministério da Educação, para ser um funcionário público (TIMOR-LESTE, 2004). Os concursos abertos para a contratação de professores ocorreram nos anos de 2000 e de 2004

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No Timor-Leste existem aproximadamente 30 línguas ou dialetos usados nas diferentes partes do país (MAGALHÃES, 2007). De acordo com estimativas do ano de 2002, aproximadamente 80% da população falava e compreendia o Tétum, que é a língua oficial junto com o Português e, aproximadamente, 40% podia compreender a língua indonésia. Apenas 5% possuíam a compreensão da língua portuguesa e 2% da língua inglesa (TIMOR- LESTE, 2002b). Atualmente tais porcentagens certamente foram alteradas e, apesar de não terem sido encontrados levantamentos de dados no período subseqüente, tal suposição recebe respaldo e é sustentada pelo fato de que a cada ano letivo, uma nova classe de ensino é alcançada com a língua portuguesa.

No ano letivo de 2007/2008 todo o Ensino Pré-Secundário foi atingido com a língua portuguesa, ou seja, todas as disciplinas foram lecionadas nesta língua. A previsão do Ministério da Educação é que, no ano letivo de 2010/2011, todas as disciplinas do 3o ano do

Ensino Secundário (12o ano escolar) serão ministradas em Português, quando será

finalizado o ciclo de implantação da língua portuguesa no Ensino Básico.

Porém, uma das dificuldades a ser enfrentada pelo sistema educativo timorense é a falta de preparo dos professores em ministrar conteúdos escolares específicos na língua portuguesa.

Após a restauração da independência, os professores do ensino básico são formados em universidades timorenses, porém ainda na língua indonésia. Atualmente, nas universidades timorenses, o ensino oferecido aos alunos é majoritariamente em língua indonésia, visto os docentes universitários serem formados em universidades daquele país, os livros e materiais didáticos de apoio para as aulas serem nessa língua, o que leva os alunos a consultarem livros e escreverem as monografias finais na língua indonésia.

Esses professores foram alfabetizados, treinados e formados na língua indonésia, além de possuírem e utilizarem livros e materiais didáticos nesta língua. Contudo, recebem estudantes que foram alfabetizados na língua portuguesa e nunca receberam instrução escolar acerca da língua indonésia.

Como medidas transitórias, tanto o currículo, como os materiais escolares e livros indonésios, foram utilizados desde a segunda classe até o décimo segundo ano, exceto para as aulas de língua portuguesa e de religião. Os livros para o ensino vieram diretamente das editoras indonésias, selecionados por comitês de educadores locais, sob a orientação da UNTAET e CNRT. Algumas poucas alterações foram realizadas, como um novo prefácio e uma nova capa (WORLD BANK, 2000). Tais livros são os norteadores do que é lecionado aos alunos. Novos currículos, materiais e livros estão em estudo e em elaboração, mas ainda não foram implementados. Qualificar os professores é um desafio que se coloca ao governo para melhorar a qualidade da Educação Secundária.

O Timor-Leste apresenta um elevado índice de evasão escolar. Em 2003, apenas 10.000 (pouco mais de 16%) dos 62.000 jovens com idade entre 15 a 17 anos freqüentavam a Escola Secundária (TIMOR-LESTE, 2005a; TIMOR-LESTE, 2006).

Outro desafio educacional é a padronização do Tétum, de forma a viabilizar sua utilização em documentos, livros e materiais escolares impressos. Como solução, o Plano de Desenvolvimento Nacional propõe alguns projetos, como o treinamento de professores e administradores e a produção de textos nas duas línguas – Tétum e Português (TIMOR- LESTE, 2002b).

O Tétum e o Bahasa Indonesia são falados na sala de aula, apesar das crianças serem alfabetizadas em língua portuguesa. Como resultado, os alunos não são capazes de se expressarem bem em nenhuma delas (SILVA, 2007).

Além das dificuldades lingüísticas, existe ainda a falta de preparo e formação do corpo docente em exercício. No ano letivo de 2000/2001, de 2.091 professores da Escola Secundária, apenas 106 (pouco mais de 5%) tinham formação e treinamento para lecionar neste nível do ensino (TIMOR-LESTE, 2002b).

Em todos os níveis da educação básica, existem muitos professores voluntários que, na maior parte dos casos, não possuem a qualificação exigida para o ato do magistério.

O fim da ocupação indonésia não foi imediatamente seguido por um recrutamento de professores timorenses em grande escala, dentre outras razões, devido à falta de candidatos nacionais com qualificações apropriadas para preparar outros professores. É grande a necessidade de reformular o currículo e de formar professores capazes de lecionar em estreita relação com a realidade Timorense.

Nesse sentido, foram estabelecidas parcerias internacionais em educação com o Governo Timorense, visando a qualificação dos quadros de funcionários dos setores administrativos e políticos, bem como das lideranças educacionais e docentes em atividade. Para tal, profissionais internacionais são enviados ao Timor, objetivando a capacitação de formadores, professores e estudantes no aprimoramento da língua portuguesa. Também ocorre a seleção e encaminhamento de diversos timorenses aos países cooperantes, com vistas aos estudos de pós-graduação.

O Brasil insere-se como um país cooperante, dentre outras áreas, no sistema educativo timorense. A similitude do Brasil com o Timor-Leste dá-se por ambos serem ex-colônias de Portugal. Os países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) estão fortemente engajados no auxílio ao processo de reintrodução da língua portuguesa neste país.

Quanto às atividades de melhoria da formação dos professores que já estão em exercício, foram estabelecidos programas de Capacitação de Professores e Bacharelato de Emergência na língua portuguesa, através de parcerias entre o Governo Timorense com as Cooperações Portuguesa e Brasileira, através da qual foi possível a realização deste trabalho. Muitos professores timorenses estão a formar-se em áreas específicas, em língua portuguesa, para que possam atender às necessidades do sistema educativo do seu país (CAPES, 2007a; CAPES, 2007b).

Desenvolver a educação básica é prioridade e deve ser alcançada pelo governo como um dos seus fins mais essenciais. Segundo dados do National Development Plan10 (NDP)

de 2002, 50 a 60% do povo de Timor-Leste é analfabeto e 46% da população nunca foi à escola. Para sanar tais deficiências, diversas ações foram propostas pelo NDP: a criação de incentivos e parcerias com setores privados, Organizações Não Governamentais (ONGs), associação dos pais e com a comunidade, de forma a suportar a educação em todos os níveis escolares; o estabelecimento de uma mínima qualificação dos professores com o ensino universitário, o desenvolvimento de especialidades relevantes à escola secundária e também treinamentos vocacionais para os professores da universidade e assistentes (TIMOR-LESTE, 2002b).