GİRİŞ Çalışmanın Konusu
BÖLÜM 1: SAKARYA VİLÂYETİNDE TARİHİ, MÜLKİ YAPI, DEMOGRAFİK YAPI VE BELEDİYECİLİK ÇALIŞMALARI DEMOGRAFİK YAPI VE BELEDİYECİLİK ÇALIŞMALARI
1.1. Adapazarı-Sakarya Tarihine Kısa Bir Bakış
1.1.3. Vilayet Teşkilatı
1.1.3.2. İl Özel İdare Müdürlüğü
comportamentos agressivos, a literatura sobre resiliência (Rutter, 1979; Werner, 1998) informa que mesmo na presença de vários fatores de risco aqui apresentados, muitas crianças e jovens se desenvolvem sem apresentar comportamentos violentos, sendo adaptadas a lidar com os estressores ambientais e familiares. É fundamental, portanto, analisar também os fatores de proteção que dificultam ou neutralizam os fatores de risco.
O termo resiliência é utilizado para descrever o funcionamento adequado e/ou competente do indivíduo, apesar de um histórico de exposição a um ou mais fatores de risco (Masten, 2001; Rutter, 1979; Werner, 1998). A resiliência resulta, em muitos casos, da operação de sistemas adaptativos básicos do ser humano. Se esses sistemas estiverem protegidos e em bom funcionamento, o desenvolvimento é robusto. O termo resiliência é, também, definido como sendo a capacidade de prevalecer, crescer, fortalecer e até prosperar, mesmo na presença de adversidades severas (Masten, 2001). A resiliência é, portanto, o processo, capacidade ou resultado de uma adaptação bem sucedida, a despeito das circunstâncias desafiadoras ou ameaçadoras.
Os fatores de proteção são entendidos como condições ou variáveis que diminuem a probabilidade de o indivíduo desenvolver problemas (Guralnick, 1997). Alguns desses fatores, segundo a literatura, são: temperamento positivo da criança, inteligência acima da média, competência social, suporte dos pais, proximidade da família com um ambiente adequado de regras, relacionamento adequado com pares e com outros adultos significativos, instituições com as quais as crianças mantenham contato e habilidades de resolução de problemas (Werner, 1998).
definições de Rutter (1979) sobre resiliência, os fatores de apoio ou de proteção são definidos como fatores que modificam, melhoram ou alteram a resposta pessoal às adversidades ambientais que podem levar a respostas pouco adaptadas.
Alguns críticos argumentam que as crianças que apresentam adaptação bem sucedida frente à adversidades, devem ser retratadas como sobreviventes, ao invés de resilientes, pois suas experiências de estresse e adversidades não deixam de trazer conseqüências (Werner, 1998). Werner (1998) descreve que, durante a metade da década de 1970, havia uma analogia para ilustrar como algumas pessoas se mostravam adaptadas a se desenvolver em ambientes adversos e que pessoas variam em seu grau de vulnerabilidade. Trata-se da analogia das três bonecas, sendo uma boneca feita de vidro, outra de plástico e a terceira de aço. “... sob o bater de um martelo, a primeira boneca se estraçalha, a segunda é permanentemente amassada e a terceira só emite um fino som metálico, parecendo ser invulnerável, como alguns filhos de pais psicóticos, em situações observadas em clínicas” (Werner, 1998, p. 99). Hoje, muitos pesquisadores preferem o conceito relativo de resiliência ou resistência ao estresse, ao invés de invulnerabilidade.
Segundo Masten (2001) a resiliência é um construto que requer dois tipos principais de análises. A primeira refere-se a uma inferência de ameaça. Indivíduos não podem ser considerados resilientes se nunca tiveram uma ameaça significativa ao seu desenvolvimento. A segunda análise, para a autora, refere-se à inferência sobre a própria resiliência, como o critério pelo qual a qualidade dos resultados adaptativos ou de desenvolvimento é mantida ou avaliada como sendo boa ou “normal”. Masten (2001) conclui que existem controvérsias sobre qual modelo em relação ao qual a resiliência deve ser definida ou avaliada.
Pesquisadores têm estudado a resiliência em duas abordagens: abordagem centrada nas variáveis e abordagem voltada para as pessoas (Masten, 2001). A
abordagem centrada em variáveis usa estatísticas multi-variadas para examinar as relações entre medidas de grau de risco ou adversidade, resultados e qualidades potenciais do indivíduo e do ambiente, que podem funcionar para compensar ou proteger o indivíduo das conseqüências negativas do risco ou da adversidade. A vantagem dessa abordagem é que ela maximiza o poder estatístico e pode ser utilizada para buscar relações específicas ou diferenciais entre preditores e resultados, o que tem implicações para intervenções. Por outro lado, tal método falha em analisar padrões de vida das pessoas reais, normatizando diferentes pessoas, perdendo um senso do todo e disfarçando características distintas entre as pessoas, que podem indicar quem está em maior risco ou precisa de intervenção particular (Masten, 2001).
A abordagem voltada para as pessoas, compara as pessoas que têm diferentes perfis ao longo do tempo, em diferentes situações, com diferentes critérios de análise para verificar o que contrasta pessoas resilientes das não- resilientes. A vantagem é que tal método mantém as variáveis analisadas em situações naturais e pode ser utilizado para buscar padrões comuns e diferentes, entre as pessoas, o que resulta em múltiplos processos de desenvolvimento. Por outro lado, essa abordagem pode obscurecer relações específicas que provêm pistas valiosas para o processo de explicação do fenômeno (Masten, 2001).
A capacidade de resiliência depende de características individuais e ambientais, que podem variar ao longo da vida. Dessa maneira, uma pessoa pode mostrar-se resiliente e bem adaptada em um determinado contexto (por exemplo, relações pessoais) e apresentar um funcionamento não tão competente em outro (exemplo, atividades acadêmicas); e outra pessoa pode mostrar-se resiliente em um determinado contexto, em um certo período da vida e mostrar-se vulnerável e sem competência em outro período (Rutter, 1979).
Ao sintetizar o conhecimento na área, Werner (1998) defende que o conceito de resiliência está relacionado a fatores de proteção que podem ser sumarizados em duas categorias:
9 Atributos temperamentais e disposicionais da criança. Isto é, habilidades que a criança/adolescente demonstra, como habilidades intelectuais, independência, autonomia, auto-estima positiva;
9 Disponibilidade de suporte extrafamiliar. Isto é, sistemas presentes no ambiente relacionados com a família, com colegas, professores, instituições de serviços específicos (Garmezy, 1985).
A resiliência, enquanto processo, deriva da interação entre influências maturacionais, individuais e ambientais, caracterizando-se pela fluidez e dinamismo, variando sempre com as mudanças ambientais e condições situacionais do indivíduo (Masten, 2001; Werner, 1998).
Acesso a cuidados médicos, inclusive no pré-natal e pós-parto, moradia de qualidade, boa nutrição, vizinhança segura, educação infantil precoce e cuidados diários são exemplos de fatores de proteção, que podem atuar na infância, prevenindo problemas de comportamento (Cicchetti, 2004).