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1.6. İnovasyon Kaynakları

1.6.1. İşletme İçi Kaynaklar

comunicação. O SER MAIS será sempre a prova da capacidade humana de superação das condições e conquistas já existentes, em busca de mais qualidade, mais humanidade.

Por conseqüência, não há uma determinação a priori, mas uma vocação natural, algo que está inscrito como possibilidade humana de construção num processo dialético e dinâmico. Há, porém, outra possibilidade histórica: a de ser

menos, tanto para aqueles que se desumanizam como para os que são

“proibidos” de SER MAIS, pela ação desumanizadora através de processos de injustiça, abuso de poder, opressão ou exclusão. Por que? Responde o próprio Freire, afirmando que “a vocação para o ser mais, enquanto expressão da natureza humana, fazendo-se na História, precisa de condições concretas sem as quais a vocação se distorce.” (FREIRE, 2007d, p. 15). Nessas condições destacam-se, para Freire, ainda na mesma obra, a liberdade, a possibilidade de decisão, de escolha e de autonomia, além da participação na vida política, na luta por estruturas sociais justas e verdadeiramente democráticas. Freire situa a democracia como a “forma de luta ou de busca mais adequada à realização humana do ser mais.” (FREIRE, 2003, p. 192).

É sobretudo pela Educação, afirma nosso autor em estudo, que se realiza a vocação do SER MAIS, a realização humana.

– O QUE É EDUCAÇÃO E QUAL O SEU PAPEL NA REALIZAÇÃO DO SER MAIS?

[...] A educação é possível para o homem, porque este é inacabado e sabe-se inacabado.[...] (FREIRE, 1979,

p. 28.

Freire define a Educação como um quefazer humano que se dá no domínio da cultura e da história (2001, p. 45). É um direito de todos os homens e mulheres, pois é uma necessidade e uma possibilidade inerentes à natureza humana; é continuamente refeita pela práxis (2006b, p.95); é comunicação e diálogo (1979, p.69); é uma prática desveladora da realidade, sem a qual não se pode transformar o mundo (2008, p. 9); tem caráter permanente e é, por natureza, diretiva e política. Vejamos a definição:

A educação é uma resposta da finitude da infinitude. A educação é possível para o homem, porque este homem é inacabado e sabe-se inacabado. Isto leva-o à sua perfeição. A educação, portanto, implica uma busca realizada por um sujeito que é o homem. O homem deve ser sujeito de sua própria educação. Não pode ser o objeto dela. Por isso, ninguém educa ninguém. (FREIRE, 1979, p. 27-28).

Sendo busca, a educação é um processo que se dá na temporalidade histórica do homem e na sua situacionalidade, podendo estar a serviço da conquista do SER MAIS ou igualmente ser utilizada como instrumento para “proibir” homens e mulheres de atingirem essa conquista.

Se o ser menos é uma possibilidade histórica, então a educação também pode converter-se em instrumento de dominação e exclusão, destituindo o homem da condição de sujeito de seu processo educativo. Ora, as experiências vivenciadas por Freire especialmente nos anos 50 e início dos anos 60 e sua capacidade de realizar uma leitura crítica da realidade sócio- educacional, o fizeram denunciar a precária condição da educação e da sociedade brasileira17. Elitista, excludente e bancária, descomprometida com a

humanização, reduzida à transmissão de certos conhecimentos,

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discriminatória, foram algumas das expressões utilizadas por Freire para caracterizar, sobretudo, a escola brasileira. Autoritárias, opressoras, desumanizadas e de atitudes desumanizadoras, dominadoras, são alguns dos termos freireanos relativos às elites nacionais e internacionais. Submissas, desarticuladas, ingênuas, exploradas, oprimidas são algumas das palavras utilizadas por Freire para mostrar a situação das camadas populares, “proibidas” de se assumirem enquanto sujeito de sua própria educação.

Freire e muitos outros intelectuais de sua época, no entanto, viram também naquele momento histórico o surgimento de movimentos populares especialmente no campo bem como a organização de vários setores de trabalhadores urbanos e da juventude, numa espécie de momento fecundo e propiciador de mudanças. O Brasil de então passa a ser visto como uma “sociedade em transição”18 . Freire, como outros intelectuais, se engaja nas lutas em prol do que ele denomina em seu livro Educação e Mudança como “democratização fundamental”, expressão do sociólogo Mannheim, “que implica uma crescente participação do povo em seu processo histórico.” (1979, p. 66)

Desta forma é que as experiências reflexivas e dialógicas que teve no SESI, na Universidade do Recife, nos Centros de Cultura Popular (CCP) e com outros pensadores embasaram sua proposta que atrelou, para sempre, o pedagógico e o político, objetivando a construção de uma verdadeira democracia tal como buscamos explicitar no mapa abaixo:

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“Sociedade em transição” é um conceito que Freire apresenta em Educação e Mudança, 1979, p. 33- 34. Diz respeito a um certo desequilíbrio numa sociedade quando os valores não mais atendem aos seus anseios.

Mapa Conceitual 4: Democratização da sociedade. Elaborado pela autora.

A leitura do Mapa acima permite compreender melhor que para Freire, a democratização da sociedade só seria possível pela democratização da cultura

nos espaços educacionais e escolares, onde o povo poderia ter acesso ao conhecimento sistematizado. Este acesso oportunizaria às camadas populares condições para alcançar uma aproximação critica da realidade, condição para uma participação e transformação social. Ressaltamos que para Paulo Freire só a democracia possibilita ao homem atingir o SER MAIS.

Apresenta-se, assim – por aquela interação entre o político e o pedagógico –, a exigência de uma educação capaz de auxiliar o desenvolvimento de homens e mulheres a fim de que eles possam superar as percepções ingênuas e fatalistas sobre o mundo e a vida, alcançando a visão crítica de sua situação, condição sine qua non da possibilidade de uma intervenção transformadora da realidade, através de sua organização.

A educação de modo geral e a alfabetização de adultos compreendidas como instrumentos de conscientização crítica eram vistas, principalmente naquele contexto brasileiro da dita “sociedade em transição”, como instrumentos essenciais para tal organização, bem como fator de acesso ao voto, no caso dos chamados analfabetos. Sem qualquer ingenuidade, porém, Freire esclareceria: “A prática educacional não é o único caminho à transformação social necessária à conquista dos direitos humanos; contudo acredito que, sem ela, jamais haverá transformação social” (FREIRE, 2001, p. 36).

Que educação seria essa?. Paulo Freire responde: só uma educação que se constitua numa verdadeira situação gnosiológica pode assegurar a busca do SER MAIS, da humanização, da liberdade e da democracia.

Passemos, a partir de agora, a aprofundar a compreensão freireana sobre a educação como situação gnosiológica, perguntando:

- O QUE SIGNIFICA UMA EDUCAÇÂO ENQUANTO SITUAÇÂO