A. Vergi Hukukunda İspat, İspat Yükü ve Delil Kavramı
2. Vergi Hukukunda İspat Yükü Kavramı
No Brasil, a Revolução Industrial levou o país a um conceito de educação voltado para uma instrução padronizada, tecnicista e dirigida a uma clientela destinada à produção industrial e ao trabalho nas fábricas.
Esse formato educacional favorecia a formação de muitas pessoas capazes de executar ordens sem grandes questionamentos, para o favorecimento de
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poucas mentes pensantes que tinham como função principal organizar essa massa de trabalhadores.
Por muitos anos, esse conceito de educação se mostrou eficiente. Segundo Brunner (2004:20):
As exigências formativas da Revolução Industrial desencadearam um novo ciclo de transformações educacionais ao favorecer a educação maciça e padronizada, a única capaz de alimentar, com corpos e mentes adequadamente adestradas, as fábricas que fundam o novo modo de produção.
Entretanto, com o advento das novas tecnologias e a democratização da Internet, surgiu a necessidade de uma adequação também dos sistemas educacionais a essa nova situação. Tornou-se, desejável a união da educação e da tecnologia para vencermos as novas exigências da vida moderna e também de um mercado de trabalho em acelerado processo de transformação.
Conforme Almeida (2000a), a aplicação pedagógica do computador tem duas abordagens possíveis: a Instrucionista e a Construcionista. Segundo essa autora, a primeira tentativa de aplicação pedagógica do computador foi elaborada para que este fosse usado como uma máquina de ensinar skinneriana7, a chamada Abordagem Instrucionista, na qual o aluno recebia um estímulo e deveria produzir uma resposta (teoria do reforço).
Em meu ambiente de trabalho, ainda observo a inserção dos computadores comparados a recursos audiovisuais, cuja dinâmica de manuseio estabelecida é muito parecida com a acima citada. Neste caso, a escola adquire “softwares” que promovem os estímulos, sendo solicitado ao aluno apenas que responda à máquina sem grandes interferências do professor ou de um processo
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- Skinner propôs um método de aprendizagem por instrução programada através do uso de estímulo. Embora a instrução programada tenha sido considerada como a solução para todos os problemas educacionais, ela não provocou os efeitos esperados.
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reflexivo mais apurado. Observo, assim, que ainda hoje temos problemas com a aplicação dessas abordagens.
Almeida (2000a) também apresenta que outra abordagem possível é a Construcionista. Nela, o computador não é o detentor do conhecimento, mas uma ferramenta tutorada pelo aluno e que lhe permite buscar informações em redes de comunicação à distância. Aqui a posição do professor é a de mediador entre o manuseio da ferramenta e o processo de ensino aprendizagem, devendo guiar seu aluno a resultados significativos.
Essas são apenas algumas das abordagens conhecidas que tentam auxiliar nesse momento de transição. Entretanto, os complicadores são muitos, por exemplo, constatamos a grande dificuldade que a presente geração está encontrando para adequar à educação tradicional as novas tecnologias disponíveis na sociedade. Brunner (2004:17), a esse respeito, constata que:
A educação vive um tempo revolucionário, carregado, por isso mesmo, de esperanças e incertezas. Isso se manifesta claramente na aproximação entre educação e novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC). Em torno desse contato, existe hoje um verdadeiro fervilhar de conceitos e iniciativas, de políticas e práticas, de associações e organismos, de artigos e livros.
Conseqüentemente, como todo processo de mudanças, este não tem sido fácil e seus domínios têm se estendido por áreas que envolvem âmbitos sociais e políticos, acarretando significativas transformações em antigos conceitos, como o de soberania de uma nação, governabilidade global, mudanças nos conceitos de domínio público e privado, mudanças no conceito de tempo e espaço, entre outras importantes situações.
Na esfera pessoal, também são grandes as transformações advindas da aplicação dessas novas tecnologias como, por exemplo, na vida social das
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pessoas, em seu trabalho, nas relações de consumo, no lazer, e não poderia deixar de ser, também no conceito de transmissão de conhecimento ou na educação.
Neste ponto, paramos e nos perguntamos: “Que tipo de educação seria a adequada para as gerações futuras?”; “Quais os caminhos seguros para uma formação de qualidade?”; “Como inserir as novas tecnologias a educação sem encadear um processo de dependência a essas tecnologias?”
O único consenso observado nestas questões é que precisamos encontrar um caminho para resolver tais questionamentos com segurança, mas esse não é um processo simples, pois vivemos atualmente uma situação inovadora: a História da Humanidade nos revela que a informação, ou o acesso a ela, sempre foram objetos “difíceis” e “caros”, acessíveis apenas a uns poucos privilegiados, que possivelmente faziam parte de uma classe dominante. Entretanto isso está mudando.
Hoje, a informação está disponível a um grande número de pessoas via Internet, em um movimento de democratização sem precedentes na história mundial.
Contudo, sabemos que não se pode confundir informação com conhecimento. Evidentemente que se trata de coisas diferentes, porém a relação entre informação e conhecimento sempre esteve muito próxima e o desafio atual, com certeza, será como a escola transformará essa enorme gama de informação em conhecimento significativo, que resulte em benefício na qualidade de vida de todos que a ela tiverem acesso.
Conforme Rocha et al. (2006), esforços têm sido observados no sentido de auxiliar nesse momento de transição, como por exemplo, a Proposta de Intervenção, formulada em 1999, na Conferência Mundial “Ciência para o século XXI: Um novo compromisso”, que aconteceu na cidade de Budapeste, na Hungria. Esse encontro foi promovido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), juntamente com a ONU (Organização das Nações
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Unidas) e reuniu representantes de 155 países, além de organizações não governamentais, para discutirem sobre esse tema.
Países como os Estados Unidos apostaram nas NTIC e criaram metas para conectar a rede da Internet todas as suas salas de aula.
Esta é uma iniciativa que, de maneira geral, pode ser observada em quase todos os países desenvolvidos ou até mesmo nos considerados em desenvolvimento e tem chamado a atenção da comunidade educacional mundial e causado muita polêmica em relação às corretas medidas a serem adotadas em relação à adoção de novas tecnologias pela educação.
O assunto ganha proporção e torna-se controverso, visto que alguns autores consideram que o fato de se equiparem as salas de aulas com computadores de última geração não é o bastante para uma educação tecnológica de qualidade.
Almeida (2005:29), tratando das competências que o computador pode ajudar a construir, esclarece que:
Tal competência constrói-se também com o conhecimento das potencialidades e limitações do saber gerido pelo computador. Saber este que se relaciona dialeticamente com o levantamento das metodologias educativas trabalhadas até hoje e dos problemas dos currículos escolares.
O autor acredita que investimentos em qualificação profissional ou a realização de adequações no currículo tradicional para a inserção das NTIC aos contextos educacionais sejam tão ou mais importantes para esse processo, do que subsídios materiais. Em sua opinião, é necessário que se adotem as NTIC, como um instrumento de apoio pedagógico no processo de ensino aprendizagem e não como uma ferramenta milagrosa, que irá resolver todos os problemas da educação.
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Não é possível saber exatamente de que maneira as NTIC transformarão os cenários em que se desenvolverá a educação do futuro. Mas quase ninguém duvida de que elas mudarão a atual estrutura da empresa educacional, assim como seus modos de operação.
No Brasil, presenciamos uma política pública educacional voltada à instalação de equipamentos nas escolas públicas. Vivemos uma campanha de incentivo à utilização das novas tecnologias.
Entretanto, não é possível observar essa preocupação em relação a investimentos em qualificação de profissionais, para a devida implantação dessas mudanças. Este fato, de certa forma, destoa do restante do projeto e se apresenta como um fator que ainda precisa ser trabalhado e receber, por parte dos responsáveis pelas implantações, uma atenção maior.
Rivoltella (2007) 8 baseado-se em dados do MEC/2006, afirma que nosso país ainda “engatinha” quando se fala em inclusão digital nas escolas públicas. Até o ano passado, das 143 mil instituições de Ensino Fundamental do país, apenas 17 mil contavam com laboratórios de informática, sendo que, dessas, apenas 15% tinham acesso à Internet.
Correndo contra o atraso tecnológico nas escolas públicas do país, é possível observar algumas iniciativas por parte do Governo Federal como, por exemplo, a distribuição de “laptops”, em um projeto-piloto que será lançado primeiramente em seis escolas das cidades de Manaus, João Pessoa, Tiradentes (MG), Piraí (RJ), Rio de Janeiro e Palmas.
Esses computadores portáteis seguiram o modelo de baixo custo lançado originalmente pelo MIT (Massachusetts Institute Tecnology) dos Estados
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- RIVOLTELLA, P.C. Entrevista concedida a Arnaldo Rabelo. “Falta cultura digital na sala de aula”,
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Unidos. Se aprovada, essa iniciativa traria grandes facilidades para os estudantes das classes menos favorecidas, bem como viria a facilitar enormemente o acesso à Internet em escolas rurais, distantes dos grandes centros, já que a ação representaria uma democratização do acesso às informações que veiculam o conhecimento mundial.
Ainda segundo dados do Ministério da Educação (MEC), também são esperadas as ampliações dos laboratórios de informática nas escolas públicas, que em 2008 devem receber mais 75.580 computadores de mesa para 7.500 escolas de Ensino Médio que ainda não possuem os tais laboratórios. Essas medidas, porém, se revelam paliativas em virtude da grande defasagem em termos que informatização, que se observa nas instituições educacionais brasileiras.
Conseqüentemente, é importante lembrar que nossa realidade está longe de ser a ideal quando comparada a países como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Dinamarca, que há muito tempo conseguiram uma democratização, não somente no acesso as novas tecnologias, como também realizaram adaptações nos currículos de suas instituições educacionais, garantindo assim que o uso do computador esteja atrelado a um currículo representativo das necessidades de uma população educacional, sendo este capaz de promover uma educação de qualidade.
É fundamental observar que a amplitude das mudanças propostas pela Revolução Tecnológica atinge limites nunca antes imaginados e, conforme Martinez (2001:108) observa:
A introdução das NTIC na educação requer tanto uma nova institucionalidade como novas formas de organizar a classe, a escola, o distrito a região e o país. Em definitivo, a grande transformação pedagógica que nossa região exige não será possível se o sistema educativo de nossos países não evoluir para contemplar essas exigências e se as comunidades, a sociedade civil, os governos nacionais e internacionais não assumirem novas funções e novos compromissos.
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A afirmação do autor demonstra claramente os limites e a grandiosidade desse movimento de reformas educacionais que envolvem as novas tecnologias. Assim, conscientes de que o professor é uma figura importante nesse processo, perguntamo-nos: “Como fica o papel do professor nesse contexto atual de mudanças?”; “O que se espera desse profissional neste momento?”; “Quais as suas novas atribuições?” Porém, esse é o tema que será discutido em nossa próxima seção.