B. Sıffin Savaşının Başlaması ve Diğer Hadiseler
5. Hakemlerin Bir Araya Gelmesi
A seguir, apresentar-se-á uma breve descrição dos materiais e instrumentos de avaliação que foram empregados na avaliação dos sujeitos deste estudo.
• Questionário de Identificação: composto por 16 itens que visaram a caracterização sociodemográfica dos sujeitos (Anexo C).
• Protocolo de Coleta de Dados e Protocolo Pós-coleta de Dados: protocolos relativos ao registro das situações de avaliação e pós-avaliação, envolvendo o número de estudantes presentes em sala da aula, número dos que aceitaram participar, tempo utilizado pelo primeiro que concluiu e tempo utilizado pelo último sujeito a concluir a avaliação (Anexo D e E).
• Social Phobia Inventory (SPIN): é uma escala auto-aplicável, recentemente desenvolvida com base na Escala de Fobia Social Breve (BSPS), caracterizando-se como um instrumento breve e de fácil administração, capaz de detectar sintomas de medo, evitação e fisiológicos (CONNOR et al., 2000). O instrumento compreende três subescalas: de medo (composta pelos itens 1, 3, 5, 10, 14 e 15), de evitação (itens 4, 6, 8, 9, 11, 12 e 16), e de sintomas fisiológicos (itens 2, 7, 13 e 17). Esta escala é composta de 17 itens, cada um sendo classificado de 0 (nunca) até 4 (extremamente), com escore total variando de 0 a 68. Suas propriedades psicométricas, no estudo original, demonstraram boa consistência interna com alfa de Cronbach de 0,87 – 0,94 para duas amostras de farmacoterapia, e confiabilidade de teste-reteste com o coeficiente de correlação variando de 0,78 – 0,89. A validade convergente foi relatada com correlações significativas em comparação a BSPS, Escala de Ansiedade Social de Liebowitz (LSAS), e subescala de Fobia Social do Questionário do Medo (FQ): r = 0,66, 0,55 e 0,77, respectivamente (THARWANI; DAVIDSON, 2001). Tal instrumento foi traduzido e adaptado para o português do Brasil
por Osório (2008), sendo denominado Inventário de Fobia Social, apresentando boas qualidades psicométricas, com consistência interna de 0,90 e confiabilidade interavaliadores com índices entre 0,86 e 0,98.
• Mini-SPIN: é uma versão abreviada do SPIN, composta por três itens (“Evito fazer coisas
ou falar com certas pessoas por medo de ficar envergonhado”, “Evito atividades nas quais sou o centro das atenções”, “Ficar envergonhado ou parecer bobo são meus
maiores temores”), avaliados em uma escala de cinco pontos. Usando um escore de corte
igual ou maior que seis, a Mini-SPIN demonstrou possuir boas propriedades psicométricas: uma sensibilidade de 88,7%, especificidade de 90,0%, valor preditivo positivo de 52,6% e valor preditivo negativo de 98,5%, e 89,9% de precisão no diagnóstico do TAS (CONNOR et al., 2001).
• Inventário de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prette): é um instrumento de auto-relato, proposto por Del Prette e Del Prette (2001), para a avaliação das dimensões situacional e comportamental molar das habilidades sociais, contendo 38 itens, cada um deles descrevendo uma relação interpessoal e uma possível reação àquela situação. Nas instruções, solicita-se que o respondente estime a freqüência com que reage da forma sugerida em cada item, considerando o total de vezes em que se encontrou na situação descrita e anotando sua resposta em escala tipo Likert, com cinco pontos, variando de
nunca ou raramente (zero a 20% das vezes) a sempre ou quase sempre (81 a 100% das
vezes). A análise das propriedades psicométricas, no estudo original, junto a 527 universitários obteve os seguintes resultados: índices de discriminação positivos, variando de 3,0 a 16,7; índices de correlação positivos, com apenas dois não significativos e 10 abaixo de 0,30; consistência interna satisfatória com um alfa de Cronbach de 0,75; e estrutura fatorial com cinco fatores principais, identificados em termos comportamentais-
situacionais, com coeficientes alfa variando de 0,74 a 0,96, que explicam 92,75% da variância total (DEL PRETTE; DEL PRETTE; BARRETO, 1998).
O IHS-Del-Prette, no estudo original, apresentou a seguinte estrutura fatorial:
(a) Fator 1 - Enfrentamento e auto-afirmação com risco – indica a capacidade do indivíduo para lidar com situações interpessoais que demandam a afirmação e defesa de direitos e auto-estima, com risco potencial de reação indesejável por parte do interlocutor, ou seja, com possibilidade de rejeição, réplica, ou de oposição por parte deste. Cabe mencionar que o Fator 1 constitui um forte indicador de assertividade e controle de ansiedade em diversas situações contempladas pelos seus itens. É composto pelos itens 1, 5, 7, 11, 12, 14, 15, 16, 20, 21 e 29;
(b) Fator 2 - Auto-afirmação na expressão de sentimento positivo – envolve as habilidades do indivíduo para lidar com demandas de expressão de afeto positivo e de afirmação da auto-estima, que não implicam em risco interpessoal ou apenas um risco mínimo de reação indesejável. Compreende os itens 3, 6, 8, 10, 28, 30 e 35;
(c) Fator 3 - Conversação e desenvoltura social – representa a capacidade da pessoa para lidar com situações sociais neutras de aproximação, em termos de afeto positivo ou negativo, com risco mínimo de reação indesejável por parte do interlocutor, demandando principalmente “traquejo social” na conversação. Abrange os itens 13, 17, 19, 22, 24, 36 e 37;
(d) Fator 4 - Auto-exposição a desconhecidos e situações novas – inclui basicamente a abordagem a pessoas desconhecidas, com maior risco de reação indesejável do outro. Compreende os itens 9, 14, 23 e 26;
(e) Fator 5 - Autocontrole da agressividade – contempla a capacidade do indivíduo de reagir a estimulações aversivas do interlocutor, como agressão, pilhéria e descontrole
emocional, com razoável controle da raiva e da agressividade. É composto pelos itens 18, 31 e 38.
• Entrevista Clínica Estruturada para o DSM-IV (SCID-CV – versão clínica; FIRST et al., 1997), traduzida e adaptada para o português por Del-Ben et al. (2001): caracteriza-se como um instrumento utilizado para a elaboração de diagnósticos clínicos psiquiátricos baseados no DSM-IV. É composto por módulos, em um total de dez, que podem ser aplicados de forma independente ou combinada, conforme os objetivos almejados. Neste estudo foi utilizado o Módulo de Ansiedade (Módulo F), durante uma entrevista telefônica, visando a confirmação diagnóstica do TAS nos sujeitos identificados como portadores de tal transtorno psiquiátrico (grupo caso) e nos sujeitos que constituíram o grupo de comparação (não-caso).