C. Mezheplerin İmâmet Meselesiyle İlgili Görüşleri
5. Ehl-i Sünnet’in İmâmet Kavramı Hakkındaki Görüşleri
O princípio estratégico básico da Teoria dos Jogos relativo à cooperação e, em especial, à Teoria da Cooperação é considerada a estratégia Tit-for-Tat, vencedora no torneio de Axelrod (1984) por Anatol Rapoport.
A origem do nome Tit for Tat tem por base passagens do Antigo e do Novo Testamento. No Antigo Testamento, em Êxodus (21:22, 23, 24), tem-se:
Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborto, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes. Mas se resultar dano, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.
Com um referencial mais cooperativo, encontra-se no Novo Testamento, Mateus (5:38-44), no Sermão da Montanha:
Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.
Em essência, essa passagem remete ao que disse Jesus “fazer aos outros o que gostaria que os outros fizessem a você”, considerada a regra de ouro da convivência humana.
Assim, apresenta-se neste trabalho Tit for Tat como sinônimo das expressões cotidianas olho por olho, dente por dente, isto por aquilo ou até mesmo pagar na mesma moeda. Transpondo à Teoria da Cooperação, têm-se os entendimentos de Axelrod (1984) e Bêrni (2004), que são de cooperar com quem coopera e não cooperar com quem trai.
Segundo Bêrni (2004), a estratégia Tit for Tat apresenta quatro virtudes: simplicidade, provocabilidade, clemência e clareza. Segundo o autor, essa estratégia precisa ser simples e o mais transparente possível, tendo um comportamento discriminatório direto, não recompensando o mal com o bem. É considerada de caráter provocativo, pois é intolerante a comportamentos desagradáveis por parte de outros jogadores. É clemente por perdoar e permitir a recomposição das relações entre pessoas e suas instituições. Finalizando, o autor expõe que é considerada clara, pois evita a emissão de sinais que podem ser mal interpretados, gerando confusão e retaliações desnecessárias. Fiani (2006) enaltece que, caso inexista essa estratégia, quem coopera irrestritamente acaba sendo explorado. Bêrni (2004) entende que, quando o ganho das relações presentes é menos relevante do que a possibilidade de ganho numa relação futura em que se utilize a estratégia de não-cooperar, a cooperação se torna instável. Prossegue explanando que a suficiência para a estabilidade da cooperação se dá quando as relações presentes são tão relevantes quanto as relações futuras, numa perspectiva de tempo sem limite.
Por seu turno, Lima (1989) argumenta que estratégias de cooperação estáveis, como a Tit for Tat, representam tentativas de retirar o altruísmo da cooperação evidente. A autora prossegue afirmando que essas tentativas colocam por inteiro a cooperação dentro do egoísmo
dos jogadores, num esforço de buscar e realizar a estabilidade. Em acréscimo, Souza (2003) expõe que a realidade social não acontece de maneira linear, constante, com um perfil meramente altruísta ou egoísta.
Em tensão a esses posicionamentos, Binmore (1998) entende que Tit for Tat pode, sim, fornecer a base da cooperação em interações sociais consideradas complexas entre seres humanos e até pode explicar a evolução da cooperação social sobre a variedade ao longo da vida. Concorre para isso o fato de um jogador, ao seguir uma estratégia Tit for Tat, cooperar na mesma proporção que seu oponente coopere, mudando para uma estratégia não- cooperativa se seu oponente também mudar de estratégia, conforme já visto. Em acréscimo, vê-se que, quando os jogadores supõem que eles estarão repetindo sua interação infinitamente, os ganhos de longo prazo provenientes da cooperação mais do que compensarão quaisquer possíveis ganhos de curto prazo, derivados da não-cooperação (ÁVILA, 2006). A estratégia Tit for Tat é considerada, pois, racional, segundo Mueller (1988), porque encoraja a cooperação em jogos repetidos infinitamente, como no caso do Dilema do Prisioneiro Iterado e da própria Tit for Tat. A repetição intuitivamente promove a cooperação a longo prazo, tendo em vista que os jogadores podem estabelecer reputações, construir a confiança e ocupar-se do comportamento reativo, opina Axelrod (1984).
Em relação aos resultados obtidos com a estratégia Tit fot Tat, Axelrod e Dion (1988) demonstram que esta pode ser exeqüível para uso individual, possuindo capacidades que a habilitam a ser aplicada à aprendizagem de populações e resistente à invasão de oportunistas, desde que adotada por uma população inteira. Além disso, os autores entendem que a estratégia Tit for Tat se porta bem em termos globais, vencendo quase sempre as competições, ou empatando, na pior das hipóteses. Além disso, constata-se que o melhor uso que se pode dar à estratégia Tit for Tat é considerá-la com um meio de iniciar negociações.
Por sua vez, os êxitos de Tit for Tat são baseados na sua capacidade de diferenciar-se e adaptar-se a oponentes, apresenta Hoffman (2000). O autor complementa que essa estratégia resiste à exploração por estratégias desertoras, mas também alterna a cooperação. Outro êxito identificado de Tit for Tat por Axelrod (1984) diz respeito à proximidade entre indivíduos, mesmo que egoístas, com as interações repetidas, permitindo que a reciprocidade das ações surja num segundo momento. A união de indivíduos em grupos de cooperadores proporciona a formação de uma vizinhança resistente a invasões de oportunistas e exploradores, manifesta o autor.
No entanto, essa estratégia também apresenta algumas falhas, porque o menor mal- entendido, pode afetá-la, declara Abrantes (2004). Quando um dos envolvidos pune o outro pela primeira deserção, esse comportamento aciona uma reação em cadeia. Por sua vez, as partes envolvidas não estarão incentivadas a terminar a disputa enquanto não se sentirem moralmente acertadas ou, como enfatiza a autora, com as contas ajustadas. Segundo Abrantes (2004), quando começam os mal-entendidos, entre punições e clemência, isso pode levar novamente à cooperação. A longo prazo, passa-se parte do tempo cooperando e outra não- cooperando. Nessa base, relata a autora, caso a hipótese da probabilidade de mal-entendidos ser pequena, deve-se proceder no sentido de perdoar o não-cooperador e continuar a cooperar. Contudo, caso a probabilidade de mal-entendidos a longo prazo atingir 50%, não há muitas chances da cooperação emergir.
Dado o equilíbrio entre pontos positivos e negativos, percebe-se que a estratégia Tit fot Tat é considerada pelos teóricos um sucesso tanto no que se propõe como para além disso, em aplicações múltiplas. O triunfo dessa estratégia, de acordo com Axelrod (1984), possibilitou o desdobramento da pesquisa inicial para um cenário evolutivo. Neste, segundo o autor, buscou- se interpretar a execução das estratégias em contextos não-cooperativos, com diversos tipos de oponentes e linhas de ação, sendo que a melhor destas deveria ser resistente a invasões em seu território. Das estratégias apresentadas, enaltece Axelrod (1984), Tit fot Tat mostrou-se passível de ser adotada por aqueles minúsculos organismos (bactérias) por causa da sua simplicidade e clareza. Mostrou-se, também, uma estratégia vitoriosa na maioria das circunstâncias e no enfrentamento da maior parte das estratégias concorrentes, privilegiando a formação do Equilíbrio de Nash, sela o autor.
Para concluir, a seguir, quadro elaborado das referências estudadas, para uma visão sumarizada dos aportes teóricos referentes à estratégia Tit for Tat, no sentido de facilitar a fixação e compreensão desta.
ESTRATÉGIA TIT FOR TAT
Princípio estratégico básico da Teoria dos Jogos relativo à cooperação e, em especial, à Teoria da Cooperação.
Estratégia de simulação vencedora do torneio Dilema do Prisioneiro Iterado. Criador: Rapoport.
Metáfora para interação social (ajuda mútua versus exploração egoísta).
Sinônimo de expressões cotidianas como “olho-por-olho”, “dente por dente”, “pagar na mesma moeda”, “toma lá, dá cá”.
Foco: coopera-se com quem coopera e não se coopera com quem trai. Privilegie e promova: interesse mútuo, e não exploração e fraqueza.
Quadro 8 – Síntese da estratégia Tit for Tat.
Fonte: Elaborado pela autora para este estudo a partir das referências teóricas estudadas.