4. GARÎBÜ’L-HADİS İLMİNİN ÖNEMİ
1.1.3. Garîbü’l-Hadis Kitaplarının Genel Tasnif Özellikleri
Para Vygotsky (1999), a formação do conceito científico começa por uma definição verbal, pelos atributos essencias, e sua aplicação alcança a variedade de objetos da realidade que representa, facilitando ao aluno adquirir clara consciência do conceito mediante sua aplicação (...) as relações sociais são convertidas em funções psicológicas superiores através da mediação simbólica. Essa mediação inclui a utilização de instrumentos e signos, construídos e internalizados no ambiente sócio histórico levando o indivíduo ao desenvolvimento cognitivo. Portanto para aprender a linguagem da Química implica que os textos produzidos – ou seja, o que os alunos dizem – tenham sentido para a Ciência. Dessa forma, a aprendizagem da Química não se separa das formas diversas nem da estrutura (semântica e sintaxe) da linguagem dessa área de conhecimento.
Para Jiménez (2003) o grande número de termos que causam confusão entre a linguagem científica e a linguagem cotidiana, como “trabalho, massa, energia, força, respiração, substância pura, etc”. Acaba por dificultar o entendimento da disciplina. Muitos docentes ao fazer uso dos termos não orientam seus alunos adequadamente quanto aos diferentes significados de cada termo para as diferentes situações.
O ensino de ciências deve permitir um processo de enculturação científica, isto é, temos de levar os alunos a entender e a participar da cultura científica fazendo com que eles pratiquem seus valores, suas regras e principalmente as diversas linguagens das ciências (NÚÑEZ, UEHARA, 2012).
As Ciências Naturais – e a Química, em particular – utilizam extensivamente os modelos, ou seja, representações simplificadas ou idealizadas, através de símbolos, fórmulas, convenções e códigos. Assim, é necessário que o aluno desenvolva competências e habilidades adequadas para utilizar tal linguagem, tornando-se capaz de entender e empregar, a partir das informações fornecidas, a representação simbólica das transformações químicas (BRASIL, 2002a).
A química como ciência utiliza uma linguagem própria, assim para o conteúdo de transformações químicas, através de símbolos, fórmulas, convenções e códigos. Assim, é necessário que os alunos desenvolvam competências adequadas para reconhecer e saber utilizar tal linguagem, sendo capazes de entender e empregar, a partir das informações, a representação simbólica das reações químicas. Essa eficácia no uso da linguagem química geralmente é relegada a um plano secundário no ensino tradicional. São utilizados algoritmos e regras de memorização que não desenvolvem essas habilidades (MORTIMER, 1996).
Não obstante essas dificuldades, durante o processo de ensino-aprendizagem da Química onde os diferentes níveis de representação acabam sendo utilizados inadvertidamente pelos professores que, nem sempre em sala de aula, explícitam aos alunos os momentos de alternância entre os níveis. Pesquisas recentes revelam que, como consequência, os estudantes consideram, por exemplo, que uma substância ácida é “a partícula” ácida (FURIÓ-MÁS et. al., 2005). Nesse sentido, é proveitoso mostrar aos alunos os limites das representações – levando- os à consciência de que elas se tratam de usos particulares da linguagem. O uso de representações em ensino de Ciências Naturais também vem sendo investigado por nosso grupo de pesquisa, como é possível verificar nos trabalhos publicados por Lima e Núñez (2004a; 2004b; 2005) e Lima (2006; 2007).
A Química é considerada por vários autores (GALAGOVSKY et al., 2003, 2008; GALAGOVSKY, 2007; GONZALEZ, 2006; JOHNSTONE, 1982, 1991, 1993, 2000, 2006; JIMOH, 2005; CHILDS, SHEELAND, 2009; LAUGIER, DUMON, 2004) como uma disciplina que se expressa através de um complexo conjunto de linguagens como verbal, gráficos e fórmulas, assim proporcionando aos alunos certas dificuldades ao descrever e explicar os fenômenos.
Segundo alguns autores, as dificuldades de aprendizagem da linguagem da química estão associadas à distinção em relação à linguagem comum, à especificidade quase hermética da primeira e, possivelmente, às dificuldades em se construírem as necessárias relações entre os entes químicos do mundo microscópico e os do macroscópico (MORTIMER, 1998; CHASSOT, 2003; ROQUE, SILVA, 2008).
Lima e Recena (2006) concluíram que uma das dificuldades dos discentes com relação às transformações químicas está na transposição do nível microscópico para o nível simbólico. Ou seja, os alunos possuem limitações no que diz respeito a converter o que ocorre no íntimo da matéria em uma linguagem da equação química.
Ainda nesse contexto, merecem atenção as dificuldades associadas ao entendimento da representação de reações por meio de equações químicas. Representação simbólica, a equação
química relaciona as observações macroscópicas que descrevem a transformação da matéria às mudanças que ocorrem em termos de átomos e moléculas; o entendimento de tal relação requer, por parte dos estudantes, um alto grau de abstração (LAUGIER, DUMON, 2004).
Para Núñez (2011), a linguagem científica proporciona ao ensino um conjunto de signos, símbolos e regras que permitem criar e ler o conteúdo da aprendizagem. A linguagem da Química propõe, através de modelos – representados por equações, fórmulas estruturais, gráficos e figuras, entre outros –, o mundo como é compreendido pelo químico. Para o estudo, e consequentemente para a aprendizagem da ciência química, é indispensável aprender-se a linguagem dessa ciência. Segundo alguns autores, as dificuldades de aprendizagem da linguagem da química estão associadas à distinção em relação à linguagem comum, à especificidade quase hermética da primeira e, possivelmente, às dificuldades em se construírem as necessárias relações entre os entes químicos do mundo microscópico e os do macroscópico (MORTIMER, 1998; CHASSOT, 2003; ROQUE, SILVA, 2008).
2.2.3. Dificuldades em trabalhar com transformações semióticas no estudo das reações